Eu Amo meus Inimigos

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A tantas pressas que tive na vida
Tento entender meus motivos
A vida há de passar
E realmente passou
Hoje eu olho pros lados
daquilo que vivi
Não se revive um instante
Hoje
Simplesmente vivo
Não adianta correr de nada
Nem vale a pena se apressar
A gente nunca sabe onde começa
Não dá e nem recebe a devida atenção
Enquanto ali no meio
Mas por meio de alguma coisa
Um dia isso tudo termina
Já me entristeci
Por causa de muitas causas
Faço uma pausa pra pensar
Elas tinham morrido no início
Foi meu vício em tentar vivê-las
E minha pressa
Em crer em promessas
Que não me permitiu viver
Enquanto vivo
Hoje o meu viver
Tornou-se facultativo
E meu tempo
de comum acordo com a ciência
Continua sendo relativo
Portanto
Procuro não mais viver
Tentando causar alívio
O dia inicia e termina o dia
Enquanto isso
eu vivo.

Edson Ricardo Paiva

Inserida por edsonricardopaiva

Meus olhos vão navegando
Pelas ondas do pensamento
Paredes e Céus
Montanhas e vento
Meus olhos
Meu nariz
Meus pés no chão
Criando ilusões a todo momento
Eu perco a noção
Do que vejo e que escuto
Na vida
Esta coisa inventada
A navegar no tempo
Dezembro, Janeiro
Setembro ou Outubro
Nada disso absoluto
Pois o meu coração
Não tem nada de astuto
O raio que cai distante
Existe somente
No instante em que se olha
Assim
Como a chuva
Inexistente que é
Somente vai molhar os pés
No instante em que se olha
Isto é tudo que existe
O martelo de pedra
O fogo nas folhas
O Castelo lá no alto da colina
A flecha, o escudo
O Homem lá na Lua
É tudo a sua pura criação
Criação de uma mente que mente
A criar a todo instante
O usual e o diferente
O extravagante e o comum
O inesperado e a rotina
Tudo começa onde termina
Redundando em lugar nenhum
É tudo somente
Uma falha na mente da gente
No instante em que se olha.

Edson Ricardo Paiva.

Inserida por edsonricardopaiva

Tramas.

Tenho meus pés pesados
Olhos cansados
Trago em mim mãos calejadas
Sei a letra de alguns poemas
Fora isso não tenho nada
Já tive no passado
O meu gancho de rede
Onde eu matava
A saudade e a sede
Tempos idos
Era mais fácil desvelar
A trama
do tecido daquela rede
Era mais provável
Ter vencido
Ao tempo que me venceu
Que compreender
O mistério das tramas da vida
Que me faz sentir vencido
Fora isso
Não sinto nada.

Edson Ricardo Paiva.

Inserida por edsonricardopaiva

O tempo e a necessidade
Transformam uma simples trilha
Em uma cada vez mais longa Estrada
Meus pés apenas fizeram esse caminho
E não há nada que eu queira abandonar
Ao longo de suas margens
Além das flores que plantei
Enquanto fazia esta viagem
À qual nós chamamos de vida
Cujos passos ninguém conta
Muito menos as perdas
de Pequena, média e grande monta
As vitórias
Estas deixo à Humanidade
No dia em que minhas pernas
Não mais puderem caminhar
E meus olhos não mais conseguirem
Vislumbrar seus horizontes
Mas hoje eu ainda caminho
Com meus passos cada vez mais lentos
pois hoje nada é como antes
Talvez por não haver
Mais nenhum lugar aonde eu ir
Pois descobri que ainda preciso
buscar a mim mesmo
Aquele que deixei ficar
Em algum lugar desta jornada
Hoje eu sei
O tempo e a necessidade
me ensinaram
Que a mim mesmo preciso encontrar
Mais nada.

Inserida por edsonricardopaiva

Quisera viver minha vida
Amando muito e ardentemente
Quisera viver os meus dias
Vivendo de te amar somente
Eu queria te dizer que o meu amor
É amor tão grande
Que até pode haver no Mundo
Outro coração que ame
mas tão grande amor não sente
Amor exuberante
Diante de você
Meus olhos ficam simplesmente exultantes
Amor que te alcança aonde estiver
Portanto, nunca hei de estar distante
As palavras que escrevo
E as flores que te dei
Não podem expressar
A maneira que te vejo
Mas querem te pedir que me veja
Sob o prisma da mesma lente
E que sinta no meu peito
Este coração pulsante
Que se cala diante de ti
Feliz
Vivendo de te amar somente

Inserida por edsonricardopaiva

Que a vida venha desgrenhada
igual aos meus cabelos de menino
venha e seja difícil transpor
Qual fosse mata fechada
a gente passa um pente fino
e vai vivê-la
A gente se embrenha
pra poder conhecê-la
A gente vai descalço
sempre que hover espinhos
Onde não houver dificuldade
Eu crio uma
Sempre que eu vir espaço
conveniente para criá-la
Que minhas mãos se encham de calos
Que a vida venha
Só não quero passar por ela sem vivê-la
E que ela se vá um dia
do mesmo jeito que um dia veio
Não peço facilidades para mim
Quero apenas
que entre o início e o fim
Eu possa deixar algo ali no meio

Inserida por edsonricardopaiva

Às vezes penso há quanto tempo vivo,
e há quanto tempo existo
Há quantas andam meus pensamentos
e no que tenho feito pelos outros
e para os outros
E naquilo que haverei de deixar
e penso que talvez o tão procurado
segredo da vida
esteja na diferença que interpretamos
as palavras viver e existir
deixar e fazer
e no peso da palavra "Quanto?"

Inserida por edsonricardopaiva

Fechei meus olhos para não chorar
chorei pra dentro sem ninguém ver
as lágrimas escondidas
são sempre as mais sentidas
menos acreditadas
e apesar de ter chorado
sou eu quem precisa perdoar

Inserida por edsonricardopaiva

Água
Água se acentua
Água corre pela rua
molhando meus pés cansados
e meus pés caminham à toa
e é isso que me magoa
Água
em minha casa não tem água
e a falta que eu sinto é a sua
Água
pode faltar-me o oxigênio
mas não te esqueço nem num milênio
Água
Água são as lágrimas
que de meus olhos às vezes transbordam
sempre que de você se recordam
Água
Por que você não me afoga?
Vê se entende quem te roga:
Sem ela a vida é deserto
e a sua imagem...apenas miragem
Eu te lancei na garrafa a mensagem
Que a dor semeia
nas dunas de areia
Morta.

Inserida por edsonricardopaiva

Água
Água se acentua
Água corre pela rua
molhando meus pés cansados
e meus pés caminham à toa
e é isso que me magoa
em minha casa não tem água
e a falta que eu sinto é a sua
pode faltar-me o oxigênio
mas não te esqueço nem num milênio
Água são as lágrimas
que de meus olhos às vezes transbordam
sempre que de você se recordam
Por que você não me afoga?
Vê se entende quem te roga:
Sem ela a vida é deserto
e a sua imagem...apenas miragem
Eu te lancei na garrafa a mensagem
Que a dor semeia
nas dunas de areia
Morta.

Inserida por edsonricardopaiva

Talvez você leia meus pensamentos e me julgue um poeta medíocre, outros lêem e podem me achar profundo. Não escrevo nem para um e nem para outro. Escrevo pelo prazer que sinto em escrever e saber que amanhã poderei voltar aqui e sentir por um instante aquilo que sentia no momento em que escrevi: Tristeza, alegria, esperança, raiva...tudo é sentimento e é melhor sentí-los de que não sentir nada.
Se os traduzo em poemas bons ou ruins, não sei, o que me dá prazer são as imagens que vão surgindo em minha mente enquanto eu escrevo e que sei que também poderão surgir na sua. As palavras podem vir e ir ao vento, da mesma maneira que se vão, haverão de voltar daqui à 200 anos. Eu não estarei mais por aqui, mas as palavras, estas permanecem igual à árvores centenárias. Pode ser que uma criança do futuro sente-se em sua sombra e me dirija uma oração.

Inserida por edsonricardopaiva

Hoje
Com a força do pensamento
Te mando Flores
Te mando um beijo
Te envio finalmente
Meus sentimentos de saudade
Saudade da boa
Dor da melhor qualidade
Vontade de Poeta
Emoção de Sertanejo
Tristeza de Verdade
Daquelas da qual
Não se fala à toa
E nem se sabe
Simplesmente
Se Sente
E quando a gente sente
Dá Vontade de Ver
Urgentemente
Hoje
Eu queria te dizer
Mais uma vez
A vida passou
E você
Perdeu a Oportunidade.

Inserida por edsonricardopaiva

Juliana.
Menina linda
Minha linda menina
Amor de criança
Que nos meus
tempos de menino
Fez conhecer
A luz do Divino amor
Amor que ensinou
O quanto a vida
Pode ser bacana
Às vezes a vida engana
e chega a parecer triste
pra mais tarde a gente ver
A Luz que da Luz emana
Luz que vem de Juliana
Só quem te conhece pra saber
O quanto é bom viver
E poder ver
O sorriso que sempre sorriste
Quando me via chegar
Meu coração leviano
também bate
Por Lavínia e Alessandra,
Ana Júlia e Beatriz
Outros poemas já fiz
Por Marina ou Mariana
Outros sorrisos eu dei
Por Giulia e Nathaly
Por Simone ou por Luana
Por Larissa ou por Andressa
Por Aline e por Vanessa
Por Alice e Maria, Laurinha ou Giovana
Meu coração se arrepia de lembrar
do momento solene
Do dia que conheci Shirlene
e toda menina que mereça
Permanecer assim, na cabeça
Assim como sempre penso
Em Ana Paula ou em Verônica
Manuela, Isabella, Mirella ou Carlinha
Por Patrícia, Menina bobinha
E por Sandra, Menina malandra
Amor que no peito fica
Quando lembra da Vivica
Porém, hoje eu escrevi
Um poema pra dizer
Que meu coração
desde sempre
Bateu contente
por você
E é claro que a gente precisa
Lembrar da Maria Luiza
Mas...você não é mais uma
Você é única e divina
Você é e sempre foi
Minha linda menina
Hoje eu mando este simples poema
Qual se fosse uma oração
Que eu oraria uma semana
Cantaria esta canção
pra você
E somente pra você
Juliana.

Inserida por edsonricardopaiva

Desejo uma boa semana
A todos os meus amigos
E Espero sinceramente
Que encarem com alegria
O nascer de mais um dia
E se esqueçam dessa mania
De querer que ele passe depressa
A gente só vive uma vida
Pra que vivê-la nutrindo
Esse lado contrariado
Me lembro que em meu passado
Em pisava uma trilha de barro
Pra chegar à condução
Hoje vejo gente reclamando
Da infindável distância
Que é o trajeto pavimentado
Que o leva até o carro
Quinta-Feira não tem mais nome
Hoje é véspera de sexta
Quem mata o tempo
É suicida
Que se engana pensando que a vida
É apenas um resumo
Daquela alegria besta
De beber e enxergar as coisas
Saindo fora do Prumo
O maior presente de Deus
É a vida em plenitude
Pra vivê-la plenamente
O segredo está na mente
E na mudança de atitude
O maior Talismã de sorte
Capaz de mudar sua vida
Se chama "dia atual"
Enquanto não encontrá-lo
Haverás de achar que a vida
É um mal
Haverás de compreender
Que o tempo não retrocede
Não queira que o tempo vôe
Cuidado com as coisas que pede
Um dia a chuva de saudade
Molha o chão de seu coração
E o tempo passado inunda
Aproveita bem teu dia
Te desejo uma boa Segunda

Inserida por edsonricardopaiva

Cerro meus olhos todo dia
Na esperança de guardar aqui
A toda fantasia
E poesia que se encerra
No final de cada olhar ao longe
E também cada alegria não vivida
Que eu dividi comigo mesmo
Nos tempos mal vividos
Que o caminho abrange
Pois a sorte desta vida
Não consiste em deparar
Com o diamante bruto
Que a cada um de nós
Há de esperar pelo caminho
E, sim, reconhecê-lo
Agradecer-lhe, com o devido zelo
Pois cada um de nós
Um dia há de encontrá-lo
Mas, nem sempre
Vê-lo
E lapidá-lo
Longe de toda malícia
Distante de qualquer olhar astuto
Somente a mansa gratidão
Que qualquer criança
Encerra dentro de si mesma
Quando tem na mão
Um brinquedo de papel
Um desenho que ficou bonito
E um coração escrito
E cerra os olhos
Na esperança de guardar ali
A sensação de fantasia
Que todo dia finge em reviver
No final de cada olhar ao longe
Que o tempo não deixou guardar.

Edson Ricardo Paiva.

Inserida por edsonricardopaiva

"Desde muito cedo
Antes mesmo de nascer meu Sol amigo
Me prestei e esquecer meus medos
E me emprestei a um ser só
Que era eu
Trazendo nas mãos, nada mais que dez dedos
Escondi no coração muito mais que vinte medos
Do lado da minha paz
Minha paz, há muito esquecida, espalhei
Meu Sol se pôs
Meu medo escondido, só pra mim guardei
Pra depois do fim da vida."

Edson Ricardo Paiva.

Inserida por edsonricardopaiva

O tempo passa
pelos meus sapatos
Na calçada, feita em pedra e lama
Passa, com destino ao nada
Enquanto eu passo pela porta
Passa a hora pelo lampião de azeite
Passa pela chama de uma vela que minh'alma aceite
A luz da aurora, a fresta da janela, o dia acorda
Nada mais te resta, que senão viver
Passa pelo leite derramado
Passa e não pelos ponteiros
Fica ali, no tosco vidro mostrador
Que, fosco, perde o brilho
Passa...e dessa vez digo depressa
Não se faz passado como antigamente
E mesmo que as luzes iluminem
As vitrines do mundo já nem chamam mais tua atenção
O tempo passa pelo coração que bate
O tempo passa e não pelos ponteiros
Passa pelo lado avesso, aos olhos de meu pai
Depois vai lá, ter com meu filho, que mora distante
Corre pela gente, mas de modos diferentes
O tempo passa como um raio pela água do café, fervente
A gente nem se lembra mais
Quantas colheres colocou de quê
E quando vê
Tá bebendo por engano
Aquele, que era de ontem
O tempo passa lento aos apressados
Que por mais quaisquer segundos que eles contem
Perdem momentos aos montes, milhares, sem sequer saber
Que a semana de amanhã foi mês passado
O tempo passa lento aos infelizes
Que impõe crises à felicidade
E moldam fatos concretos
Pra poder ser infelizes
O tempo traz relatos
Dando conta sobre um cínico egoísmo
E desde que o mundo é mundo
Este sim, sempre subiu de patamar
E há de durar pelo tempo...que o tempo há de durar
Infelizes sim, de fato e até o fim
O tempo
Passa pelos meus sapatos
Na calçada, feita em pedra e lama
Ando devagar de medo, pode acontecer
de eu escorregar e de cair, cair como a noite
Porém
Além de perder compromisso
O cuidado é todo em vão
O preço disso é o passo em falso, o tropeção futuro
Abjeto ser, que vem devagarinho, ele vem
Não ponho a culpa em ninguém
Os caminhos do mundo nunca foram, nem jamais serão
Perfeitos como os cegos olhos a trilhar
O rumo escuro e fácil, rumo à perdição
Esse sim, tem prumo reto, argúcia, perfeição.

Edson Ricardo Paiva..

Inserida por edsonricardopaiva

⁠DONA
Teus olhos me fascinam,
Seu sorriso me convence.
És dona dos meus sentimentos,
À ti meu coração pertence!

Inserida por CertoAlguem

"Meus bons amigos estão todos se separando, não por falta de amor mas pelo comodismo a qual se encontraram e descobriram que o fim seria a forma menos trágica de demonstrar o quanto o sentimento valeu a pena".

Inserida por tatyanenicklas

Para desvendar os meus mistérios, primeiro fixe o seu olhar na janela da minha alma. Depois fixe-o novamente adentrando os seus olhos ao fundo dos meus, unindo suas pupilas as minhas, observe:
- Caso não veja nada, não se preocupe! - Não tente novamente, não sou desvendável. E o meu mundo é totalmente diferente do seu. Os meus olhos foram feitos para eu enxergar o que talvez os seus não enxerguem. Talvez por isso sou chamada de "louca".

Inserida por tatyanenicklas