Eu Amo meus Inimigos
Querido,
Fomos casados, e com a noite, esta mesma que me assombrou durante muitos dias, os meus dias.
E hoje eu apenas quero te lembrar que eu te esqueço todos os dias. Você foi mal pra mim, não é? - Marcou-me com o seu mais suave veneno. E eu me entreguei aos prazeres do seu sabor. Com uma poção unica, chamada "amor".
"Minha boca é vermelha, minha pele é branca, meus olhos negros, meu coração amarelo, minha alma? - Não tem cor"
Mãe, estou enlouquecendo sem você. É uma dor que invade minha alma, corrói os meus pensamentos. Não posso pedir para a senhora voltar, Deus não vai me ouvir, os milagres da ressurreição não acontecem nesse tempo.
Amor, olha para dentro de você e se ainda conseguir nos enxergar, volta correndo para os meus abraços.
Não adianta tentar agir por impulsos que não são meus, não adianta deixar a carência da ausência, dominar meu querer em desejar tão bem a ti.
"Com os meus próprios olhos não conseguia ver, o que estava diante de mim, me coloquei a perder, perdi-me no exato momento em que perdi você"
Chegou ao fim! Finalmente você esta fora dos meus contatos, infelizmente não digo em verdade o mesmo do meu coração. Mas ao menos a dor de te ver tão bem, enquanto ainda junto os cacos, será banido do meu olhar. Desejo que seus seguidores continuem te dando ibope, afinal você é popular e eles te amam.
30-01-14
Como assim? - Não entendo-me, depois de tanto ainda ao fechar meus olhos você vem totalmente no meu pensamento. Me envolve as lembranças do seu ultimo beijo, do seu cheiro, estou doente de amor.
O que quero dizer com meus poemas?
O que interpreto?
Ora, me digas tu.
Minha liberdade poética,
És sua liberdade de pensar.
Seus olhos sempre estarão comigo
Sua voz presente em meus dias
Seu jeito inesquecível
Até demais
Teu brilho peculiar
Entorpecente
Seu sorriso cinicamente belo
E a dor sensível
Seu olhar quente me congela
A presença incontestável
Os segundos não passam
Efeito borboleta
Cômico, acredito
Delírios
Versos de Revolta
Deixo meus versos
como rastros de fogo
num caminho que arde
pela culpa dos insensatos.
Minhas palavras ficam,
gravadas como cicatrizes
na pele da memória,
reação contra a hipocrisia
que escorre
das bocas ornadas
de tantos "intelectuais",
cuja erudição é verniz
sobre o vazio.
Não há o que temer!
Pois tudo já é temido!
O perigo não se manifesta
onde a covardia se veste
de autoridade,
onde a segurança se impõe
como jugo elegante,
um escudo frágil
contra a incerteza
que ruge no mundo.
Vivo em segurança?
Ou em confinamento?
Essa segurança sufoca,
nos molda em cúpulas
de certezas frágeis,
ergue muros invisíveis
que nos protegem
do caos lá fora,
mas nos exilam
dentro de nós mesmos.
Há de parar!
Ou então, pararemos nós!
Porque quem vive assim,
enjaulado em verdades prontas,
aprende a temer
até o próprio pensamento.
E se o medo crescer
maior que o desejo de liberdade,
é a alma que se condena
ao cárcere da resignação,
onde as palavras morrem
antes mesmo
de se tornarem grito.
Os versos que deixo
são insurgências contra o conformismo,
ecos de um coração inquieto
que se recusa a aceitar
a rotina disfarçada de escolha.
É urgente quebrar o silêncio
que nos encobre de poeira,
é preciso incendiar
as ideias moribundas
antes que a chama interna
se apague de vez.
