Eu Amo meus Inimigos

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⁠Sou o retrato exato dos meus pensamentos nas minhas ações!

Inserida por BALSAMELO

⁠Olhar sem se enxergar é a constatação da sua cegueira existencial!
Ouvir-me sem escutar meus acenos e falas é a comprovação da sua surdez sentimental!

Inserida por BALSAMELO

⁠Ao ouvir, escute!
Ao ver, enxergue!
Ao me escutar, sinta, meus olhos dentro dos seus!

Inserida por BALSAMELO

Acenei com um grito!
Tudo surgiu em forma de silêncio!
Emudeci meus gestos e gritei para ficar com a minha solitude!
Poeta Balsa Melo

Inserida por BALSAMELO

⁠Nunca pensei, quando escrevi meus primeiros livros solitários, que com o passar dos anos me encontraria em praças, ruas, fábricas, salas de aula, teatros e jardins, dizendo meus versos. Percorri praticamente todos os rincões do Chile, derramando minha poesia entre a gente de meu povo.

Pablo Neruda
Confesso que vivi. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1992.
Inserida por pensador

#MEUS #ESPINHOS

Ao longe, o vento vai falando de mim...
No império da vontade...
A alegria não está nas coisas...
Está dentro de nós...

Ninguém vive num jardim sem espinhos...
E nas auroras Deus enche minha taça com seu vinho...

Dos cegos do castelo me despeço...
Eu não mais quero dormir...
Ando por aí...

E se você puder me olhar...
E se você quiser me achar...
Você sabe onde me encontrar...

Diga-me quem você mais perdoou na vida...
E eu, então, saberei dizer quem você mais amou...

Se eu perdesse os sonhos dentro de mim...
E vivesse na escuridão...
Não lhe amaria tanto assim...

Eu possuía e não sabia...
Desconhecia...
Os jardins da vida...

Ainda que ferido e dilacerado...
No meio do caminho aprendi a caminhar...
Desistir nunca foi uma opção...

Sendo sempre fiel e verdadeiro...
Sou eu...
Ser diferente é atrair olhares e pensamentos...
Que me acolham...
Com minhas flores...
Com minhas dores...
E todos os meus defeitos...


Sandro Paschoal Nogueira

⁠PERDIDO

Meus pensamentos são a minha perdição...
Tenho fases, como a lua...
Listas de certo e errado
Rumo a solidão...

Que medo é este?
Levanto a cabeça...
Olha aqui, eu não vou
Nenhum de nós é disso...

As coisas acontecem nessa vida...
Acontecem com você...
Acontecem comigo...
Com todo mundo, isso lhe digo...

Chegou a hora de decidir...
Falo será isso?
Será aquilo?

Por que é que você tem medo?
Enquanto você está com você?

Entro pela porta estreita...
Controlo a fome dos meus pelos seus...
Minhas confusões...
Minhas ansiedades ainda não passaram...

⁠#DOMA

Me abraça detrás do muro...
Silencia meus lábios com um beijo mudo...
Me tome e possua...
Me deixe a desesperar...
Já não mais sei o que pensar...

É meu destino a essa hora da tarde...
Revirar os olhos e me perder...
Enquanto meu corpo arde...
Quando o que quero é só seu nome dizer...

O ouvido no seu peito...
Pra escutar o que bate...
Tira de mim o ar desnudo...
Sim, só eu que sei...
O que está a acontecer...

Entre nossos corpos há vários esmagamentos...
Estranhos sentimentos...
Sussuros longos...
Tremo enquanto suspiro...

No nunca e a toda hora...
Estranho sentido me deflora...
Espero o fim do meu doce tormento...
Me embebedo em seu delicioso veneno...

Somos um...
Feitos de amor e desejos...
Condenado estou a lhe amar
nos meus limites...
Em tudo que existe...

Sandro Paschoal Nogueira

facebook.com/conservatoria.poemas

⁠#INTEIRO

Quando lhe vejo...
Os meus olhos não disfarçam...
Da alma o espelho...
Remoça em mim sonhos e desejos...

Amor é troca ou uma entrega louca?
Onde começa o acaso?
Onde acaba o propósito?
Será a espera pouca?

Nessa quimera...
Entrego-me de coração...
Quando os olhares se cruzam...
Quando toco sua mão...

Já não olho ao redor...
Nada mais me interessa...
Transbordo minha alma...
Em um oceano de paixão...

Pega meu coração e guarda com você...
Cada um dá o que tem...
Quem é inteiro jamais pela metade se entrega...

Sandro Paschoal Nogueira

facebook.com/conservatoria.poemas

⁠#QUEM ?

Quem me deu asas para sonhar?
Quem olhou em meus olhos e me apontou a direção do céu?
Aos astros me ensinou a olhar?
Quem me deu o mundo e as suas ilusões mortas?

Me pegou pela mão e junto a mim caminhou...
Corremos em verdes prados e na esquina me ensinou a decepção?

Quem roubou meus beijos?
Encheu-me de desejos?
Brincou com meus sentimentos?
Jogou-me ao esquecimento?
Dizendo me amar?

Quem me envolveu e não sabendo o que sentia agora também não sabe o que sou?
Quem muito me mentiu e causo-me tamanha dor?

Quem foi que me fez entregar-me de corpo, alma, coração aberto?
Me ensinou os caminhos do amor...
E agora...que tudo acabou...
O pouco que me resta...
O pouco sou...

Tenho fome, tenho sede do infinito...
E escondendo o meu grito...
Descobrindo a esperança, Descortinando a mentira...
Não sei por onde ando e nem para onde vou...

Sandro Paschoal Nogueira

facebook.com/conservatoria.poemas

#A #FEITICEIRA

Com meus olhos no horizonte...
Uma sombra surge ao longe...
É mistério...
É sedução...
É um aperto no coração...

O fascínio é a liberdade...
Sonhar é o destino...
Vida doce...
Água pura...
Ir aonde o vento me levar...

Veneno derramado no coração da noite...
Cálice transbordando em beladona...
Que toda embriaguez seja enaltecida...
Como quem estrelas fabrica...

Faz-me seu amante, poeta, louco...
Deixa-me suspirar esse enigma...
Junto-me às labaredas...
Visto-me de luxúria...

E minha alma pura e crua...
Deixa de ser minha...
Torna-se sua...

Por
Paschoal Nogueira
in
facebook.com/conservatoria.poemas

⁠#ESPREITO

Por quais caminhos seguem a quem espreito olhares meus?
Bem sei que mesmo assim os desejos vagam para longe de mim...

A ilusão de agora...
Podendo crer-me livre...
Onde tenho a alma,
Sabendo que não sou?

Um passo além...
Distância a que não chego...
Trilhando estranhas sendas...
Sempre adiante...
E muito mais...

Eu não posso descobrir como é possível...
Amar sem ser amado...
Viver, sonhando acordado...
Ser consumido...
Em não te ter ao meu lado...

Sandro Paschoal Nogueira

facebook.com/conservatoria.poeta

⁠Não eras para minha vida...
Não eras para os meus sonhos...
Não eras para os meus cantos...
Não foste digno de meus prantos...

Não eras o lume de meu coração...
Não eras o brilho de meu olhar...
Foste apenas decepção...

De todos os encantos...
Não quisestes fazer parte...
E hoje, sem nenhum alarde...
Vi que não fostes nada...
E nada fizestes para ser meu tudo...

Passaste em vão...

Não fostes feito para meus abraços...
Para nossos corpos entrelaçados...
Não comungamos em ardor...
Carinhos não me destes...
Não era para ser amor...

Tu nem mesmo fostes um vento...
Que em algum momento...
Beijou-me e mostrou-me a direção...

Tu foste apenas...
Para aqueles que te queriam um pouco...
Enquanto eu te quis tanto...

Hoje és sombra...
Sombra de nada...
Vulto sombrio...
Que vaga entre tantos tais como tu de alma deserta...

Meu último conforto...
Agora...
Apenas o frio...

Sandro Paschoal Nogueira

⁠O que ouviu os meus versos disse-me:
-“Que tem isso de novo?”
Sim, talvez tenham razão...
Talvez em cada coisa uma coisa oculta more dentro do coração...

Divina esperança...
Eterno devaneio...
Sonho de criança...
Que vive no peito...

Luz que as trevas rompe...
Quando vejo o meu amado...
Permita o desabafo aqui, a sós contigo...

Deus quando abre ao poeta as portas...
Encontra toda a beleza da vida...
Num simples florescer...

A inocência é um dom de Deus...
Um dom só concedido
àqueles que mais amam...
Amar não é só prazer...
Amar também é sofrer...

Sábio é o que se contenta com o espetáculo do mundo...

Sandro Paschoal Nogueira

⁠Minha vida se acomoda entre essas pedras...
Aos meus suspiros, que deitando vou...
Dá-me o vento de feição...
Flor de ventura...
Que amor me entregou...

A sede e o vinho onde tudo se esquece...
Me fazem mergulhar no fundo do sonho...
Esse que sou...
Silêncio de grito suspenso... Labirinto desfeito...

Ah como são belas – bem o sei, essas pedras...

Tais quais nos céus as estrelas...
Todas caladas...
Mas tanto amor por elas...

Sonhos meus, suaves sonhos...
Melhores do que a verdade...
Num palácio de ouro...
São elas minhas confidentes...
Meu maior tesouro...

⁠No tempo dos segredos...
Todas as coisas eram possíveis...
Era no tempo em que os meus olhos...
Não tinham visto tantas coisas frias...

Antes das palavras gastas...
Antes de não termos já nada para dar...
O que chega, não fica...
Nem mesmo abre em nosso peito feridas...
Já não se passa absolutamente nada...

A rosa se descobriu a perder a cor...
Fechou os olhos e adormeceu...
E quando amanheceu veio o vento e a arrancou...

Ocultam-se as paixões...
Sob os véus da ilusão...
Tudo acaba como começa...
Sem guardar a lembrança de um amor...
Pobre e frio coração...

Ninguém te abriu...
Ninguém verteu lágrimas de puro afeto...
Ninguém lhe sorriu...
Refém das mágoas que a si mesmo causou...

As histórias são recontadas de tantas formas...
Tudo indefinido...
Destino...
Acaso...
Desejos...
Escolhas...
Talvez...

É bom às vezes sentir medo...
Raro ser compreendido...
À frente o desconhecido...
De tudo que se acreditou...
Onde o silêncio esconde pensamentos...
De tudo que já sonhou...

Sandro Paschoal Nogueira

⁠Do rumor do mundo...
Meus pés vão fugindo...
Desfolham-se ilusões e vão-se sem apegos…
Quero mais óh Senhor...
Um sonho, paz e sossego...

Que sigam em mares amargos...
Ironias, falsos júbilos e descontentamentos...
Que singrem os tolos desejos...
E soprem novas esperanças...
Em meu coração tão ressentido...

Os meus vinhos por mim bebidos...
Em cálices aos céus apresentados...
Nas mesas de meus inimigos...
Tenham-me servido...
Para manter-me o coração alforriado...
E o espírito mais leve fazendo-me da ingratidão ter-me esquecido...

Que rolem e que finjam os mascarados...
Os incansáveis trabalhos não concluídos...
Os desejos gastos e os amores perdidos...

Os mistérios contra mim conspirados...
Não frutifiquem suas sementes...
E que em meus caminhos...
O amor seja sempre doce e clemente...

Se queres saber sua grandeza...
Saibas que nem tudo é perfeito...
Mas que nunca deves perder a pureza...
E que sonhar seja preciso...

Muitas vezes ansioso espreito sigo...
Por caminhos não percorridos...
Atento ao vento e ao seu conselho amigo...
Somos apenas nós...
Que traçamos nosso destino...

Mil vezes abro a boca…
E nada digo...
Outras tantas falo sem pensar...
Podes ser igual a todo o mundo...
Ou diferente como convier...
Só não podes nunca...
Perder a vontade de amar e viver...

Sandro Nogueira

⁠Misteriosa visita a quem aguardo...
Tua vontade que me bate...
Enrendando meus cuidados...

Um culto por mim cultivado...
Tão pouco de mim julgo que o mereça...
Antes que a noite desapareça...
Fazendo-me atrevido...

Fremente volúpia pecadora...
De lábios macios e tentadores...
Onde o amor repousa lascivo...
Onde conheço mil sabores...

Os rumores do mundo são esquecidos...
Quando em seus braços me perco e me acho...
Seus sussurros alongam meus ouvidos...
Que representam em terra meu paraíso...

Despojo-me dos pudores e me dispo...
O toque torna-se mais aflito...
Faço de minha alma uma lâmpada de cego...
E dou-me por rendido...

Assim a natureza fala...
As portas de ouro vão se abrindo...
Florida canção que nos deleita são os nossos gemidos...
E por fim...
Transfigurados de emoções...
Adormecemos sorrindo…

Sandro Paschoal Nogueira

⁠Que os céus não ousem obscurecer os meus olhos, e a terra não se atreva a sepultar o meu coração. Almejo que você desvende os sutis mistérios da minha alma, ao passo que clamo pela dissolução das minhas próprias paixões.

Inserida por italo0140

Ao longo de meus 42 anos, transcendi o tempo, vivendo uma multiplicidade de vidas onde a intensidade é a própria essência. Nas profundezas de cada instante, desvendo os segredos da existência, pois em cada idade reside seu próprio deleite, como pétalas desabrochando em um eterno jardim da alma.

Inserida por italo0140