Eu Amo meus Inimigos

Cerca de 285672 frases e pensamentos: Eu Amo meus Inimigos

⁠Com grande assombro
Meus olhos inertes
Imersos em ti
Pulsaram a vida
Regaram o sonho
Do conto sem fim!

Inserida por noi_soul

⁠Meus braços querem abraços
Querem enlaços
Querem espaços
Completamente preenchidos
Envoltos por outros braços
Tão descalços
Livres de embaraços
Quanto os meus abraços
Envoltos
Perpetuamente entregues
Ao instante
Ao relento
Ao intento
De apenas ser vazio
Do vazio de outro alguém
Meus braços querem abraços
Sem percalços
No encalço
Do espaço
Mesmo passo
Firme laço
De outro alguém
Meus braços apenas querem abraços...
Sinceros
Intensos
Inteiros
Da plenitude de alguém.

Inserida por noi_soul

⁠um avião passou pelo céu
barulhento
arranhando meus ouvidos sensíveis
as mãos encontraram os lóbulos
os olhos fitaram as nuvens
o ruído causa perturbação
a imagem gera inspiração
é que parece surreal
seres tão pequeninos como nós
criarmos asas prateadas
e descobrirmos
também ser possível
voar...

Inserida por noi_soul

⁠(Ocupação)


vivo sempre ocupada
com os meus pensamentos
e não encontro tempo
para pensar em nada mais!

Inserida por noi_soul

⁠Puxo o ar com força
ele não deseja encontrar meus pulmões
o coração acelera
o estômago queima
os músculos reagem
primeiro os braços paralisam
depois, as pernas
o intestino aperta
e sinto que tudo deseja fugir de dentro
– inclusive eu!
o único pedido preso na garganta
é que alguém testemunhe
que alguém socorra-me da agonia derradeira
que o vento sopre e me arraste rápida
e furtivamente
sem que nem mesmo eu perceba
– o desejo é que alguém me encontre
e sussurre com sinceridade ao meu ouvido:
está tudo bem, querida, está tudo bem!
Tudo já está se resolvendo
assim, no gerúndio, no caminho,
tudo já está se resolvendo…
e, mesmo já acostumada a vivenciar essas crises,
eu possa me dizer também:
– vai passar, já passou outra vez
vai passar agora também
eu não quero morrer assim
… de ansiedade!

Inserida por noi_soul

⁠Rendo-me à minha ignorância
E à sobrepujança dos meus defeitos
Faço delas a alavanca
D’alguma esperança que vibra em meu peito.
Sonho-me como quem é criança
E troca a fiança dos próprios feitos
Ensino-me a andança
D’estranha confiança que trago no jeito.

Inserida por noi_soul

⁠Vontade de mergulhar nos meus sonhos e dormir lá para sempre...

Inserida por noi_soul

⁠(2 de outubro)

É difícil ignorar a situação
Quando meus pés ainda tocam
o chão
E o ar ainda adentra o pulmão
quando a fé ainda pede oração
E o luar ainda toca o coração

É difícil ignorar toda esta situação
E ficar quieto sem emitir opinião
Deixar que decidam o futuro da nação
Com base no fanatismo de sua religião

É difícil a situação
Daqueles que abriram mão
E optaram pelo caminho da urgente decisão

Que difícil situação!

Inserida por noi_soul

⁠e se você olhasse em meus olhos
e descobrisse a imensidão que há
dentro do peito
solitário
amarrado num leito
da prisão de faces ocultas…
existe um monstro amarrado
aos sentimentos deste menino que
só busca abrigo
um olhar
uma profundidade
algo que se pareça com a verdade
e com o carinho doce de uma manhã.
mas as estrelas dormiram nesta noite
o céu – breu e meu
engoliu o sol das minhas vísceras
agora
chamo por vozes longínquas
e quem há de me escutar
nesta eterna
escuridão?
as veias abertas inundam
de esperança
este idealista coração!

Inserida por noi_soul

⁠perpétuos acordos insanos
entre os meus e os seus planos
sempre a zombar da minha ingratidão:
eles não conhecem os pesadelos que
cavalgam à noite
nas entranhas da última gota de suor

quando se conhece os olhos dela
muito cedo
quando se entende a finitude
sem rodeio
quando as suas melhores partes
são roubadas no início da estrada
quando o amálgama da dor
enlaça seu corpo numa encruzilhada

apontem os dedos para mim
também carrego a culpa em meus passos
três menos dois dá um
mas este um vive algemado
aos seus próprios pedaços

[não peço perdão
não quero ser perdoado
se eu pudesse virar o tempo
não o teria desperdiçado.
apenas me entenda!
estou implorando outra vez…]

Inserida por noi_soul

⁠como pesa deixar ir:
estou tão agarrada aos meus pedaços
no compasso de uma dança destemida
tudo se torna fragmento de mim
mãe
pai
irmã
irmão
filha
filho
todos são peças do meu quebra-cabeça particular
e o adeus dilacera um pouco mais
o que ainda resta dentro da garganta:
estilhaços de uma voz emudecida
pela despedida
das partes do meu espírito que
ainda sonham
vejo os olhos deles pela última vez
mas nunca sei!
até que um alarme soe e me avise:
outra parte de você
se foi…
[nunca existi inteira
agora
sou a peça derradeira]

Inserida por noi_soul

⁠Roço a língua pelo ar para capturar o gosto do som que adentra meus ouvidos. Sei que é um perigo misturar os sentidos, mas sempre arrisco um pouco mais. Vale a pena e a tentativa. Sou atravessada por histórias que nunca ouvi e, apesar da contra-intuição, são meus poros e não meus olhos quem mais absorvem o que vejo. Sou feita de remendos alheios e nem conheço os nomes das personagens principais, porque, se existe algo do qual não posso me gabar, é da minha memória. Até tento, mas já descobri que tentar não é suficiente. Sou apanhada por refratários retoques das lembranças que permeiam meu cérebro. Cérebro não me parece uma palavra poética, todavia sempre me questiono se o que escrevo pode mesmo ser chamado de poesia. Não basta rima e nem sempre ela é imprescindível. Conheço gente que faz da vida uma poesia e poesia que se presta a ser gente. Fico fascinada com estas outras dimensões de nós. Somos, ao mesmo tempo, tão bonitos e tão feios, tão belos e tão asquerosos. Sinto tudo isso no paladar. De vez em quando, é mel; de vez em outra, é fel; às vezes, é sangue atravessando a garganta, cortante, dilacerando todos os sonhos, ceifando pupilas brilhantes, escorrendo mares por outras faces. Não sei, mas algo que começou com tantos sentidos, agora parece não fazer sentido algum. Eu sinto e explico, mas temo que ninguém me entenda, a não ser quem também seja assombrado por estes pensamentos à noite, um pouco antes de dormir. Sempre, sempre, sempre…

Inserida por noi_soul

⁠Olhei para o céu tão choroso
Não vi seus olhos
As nuvens os encobriam
E os meus corriam
Sobre a face caudalosa
Essa ternura amorosa
Do tempo passando
Eu nada fazendo
A vida gozando bem à minha frente
Um espetáculo de dança
Suas gotas penetrando a pele do chão
Pedindo a benção
Do corpo sedento
Expurgando as máculas
Fixando raízes
Deslocando raízes
Tudo estava certo
Até o motor de um carro me despertar...

Inserida por noi_soul

Assim adormeço, posso ir onde quiser, ninguém alcança meus sonhos!
#bysissym

Inserida por BySissym

⁠Quando ela partiu, meus olhos não queriam testemunhar aquela despedida, mas o coração já sabia que nunca mais a veria. A dor era intensa demais para suportar, então as lágrimas vieram como um véu suave, embaçando minha visão, para que eu não precisasse ver seu adeus definitivo. Ela se foi, levando consigo uma parte de mim, deixando um vazio que ecoa em silêncio.

Vitor Ferreira de Paula,2024

Inserida por VitorFerreiradePaula

TANKA 004

Solidão da noite —
o vento nordeste sopra
a porta fechada

enquanto os meus pensamentos
transportam-me à minha amada.

Inserida por freitasjuniorpoeta

⁠Nem todo mundo entende meus caminhos, mas quer saber? Foda-se, o caminho é meu não dos outros.

Inserida por cris_souza_8

⁠Cada um dos meus versos quis se instalar como um objeto palpável; cada um dos meus poemas pretendeu ser um instrumento útil de trabalho; cada um dos meus cantos aspirou a servir no espaço como signo de reunião onde os caminhos se cruzaram, ou como fragmento de pedra ou de madeira em que alguém, outros, os que virão, pudessem depositar os novos signos.

Pablo Neruda

Nota: Trecho de discurso ao receber o Prêmio Nobel de Literatura, em 13 de dezembro de 1971 (tradução de Cláudia Schilling).

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Inserida por pensador

⁠Em noites como esta tive-a em meus braços.
Beijei-a tantas vezes sob o céu infinito.

Pablo Neruda
Vinte Poemas de Amor e Uma Canção Desesperada. Rio de Janeiro: José Olympio Editora, 1999.

Nota: Trecho do poema 20, com tradução de Fernando Assis Pacheco.

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Inserida por pensador

⁠A civilização ocidental não apagou totalmente minha origem africana, e não esqueci meus dias de infância, quando nos reuníamos em torno dos mais velhos para ouvir a riqueza de sua sabedoria e experiência.

Nelson Mandela
Conversas que tive comigo. Rio de Janeiro: Rocco, 2015.
Inserida por pensador