Eu Amo meus Inimigos
“Não te deixarei”
Mesmo que as tempestades assolem meus caminhos, não te deixarei.
Mesmo que os dizeres de maldade prevaleçam, não te deixarei.
Mesmo que os presentes sejam flores mortas, não te deixarei.
Mesmo que as dores batam à porta, não te deixarei.
Mesmo que os erros sejam sempre calhordas, não te deixarei.
Mesmo que os dias derramem todo mel, não te deixarei.
Mesmo que as risadas fossem numa nota, não te deixarei.
Mesmo que os pedidos se tornem dolentes, não te deixarei.
Mesmo que os medos se tornem freqüentes, não te deixarei.
Mesmo que as magoas explorem a gente, não te deixarei.
TREVA
Tento segurar meus sonhos
bem dentro da minha mão:
mas eles são tão dolorosos!,
- e por tristes ventos se vão...
Só o nome da lágrima fica,
permeando a tristeza chegada.
E a lágrima que cai dos olhos
mata toda esperança inventada.
Vão os sonhos, e vão tão leves!
Não fica nem a luz dos olhares.
(Ó vento, tudo é tão doloroso,
sob os passos que caminhastes...).
"Afinal de contas
tudo o que fiz
foi para chegar até você
e você não tem culpa dos meus erros
pois o coração
é terra onde ninguém passeia
e o amor
é igual a erva daninha
nasce sem pedir licença
cresce sem que nós percebamos
i nunca Morre
pois o amor verdadeiro
...esse é pra sempre"
CÓRREGOS DE EPIFANIA
Sinto Frida Khalo
Passear pela pradaria dos meus pensamentos:
Na tela de mim,
Ela pinta uma mulher sem rosto
Que faz verter sangue
Das tetas cor de rubro.
E do fluido vividamente vermelho
Assoma e fulgura
Um cavalo radiosamente negro
A trotar airosamente ligeiro.
Ele é um corcel
Que viaja sob o signo
Da velocidade da luz:
O colossal e galhardo quadrúpede
Traz impresso sobre o seu rutilante lombo
A imagem de uma velhaca águia gigante voando.
Ela, a águia,
Expele vórtices de fogo
E sorve o betúmico oceano caudaloso;
Ela, a águia,
Semeia espigas de ouro,
Colhendo para si o alcoólico dínamo suntuoso
E fomentando a fome para o infausto povo;
Ela, a águia,
E as outras magnas aves de rapina
Subjugam o mundo vivaz, pleno, maravilhoso
E deixam como legado
O caos, o crepúsculo, a dantesca mansão do vácuo para todos.
Ah, mas eu só pude sentir
A supernova do nosso milenar planetário
Quando a Frida Khalo
Fez da minha viagem
Á inefável esfera dos sonhos
Seu mais belo, eloquente e audacioso quadro novo.
JESSÉ BARBOSA DE OLIVEIRA
Virtual
De onde vim? Pra onde irei? Não sei
Nada está no mesmo lugar
Meus olhos no espelho, ainda estão vermelhos
Não agüentam me ver chorar
Eu daqui, você de lá
Encontros virtuais todo dia
Já nem sei no que vai dar
Nossa paisagem nova, pop filosofia
Outra realidade pra anestesiar
Nossa viagem sem sair do lugar
Eu sei que o nosso amor ainda navega
Mas tudo que eu grito não chega aos seus ouvidos
Nada mantém o meu coração refém
Preso no espaço sideral
No abismo da rede, ondas que vão e vêm
Alimentando o amor ideal
Tudo bem, tudo igual
Novamente sem seu sorriso
Até amanhã, e ponto final
Pra ir pro paraíso, tudo que eu preciso é
De outra realidade pra anestesiar
Nossa viagem sem sair do lugar
Eu sei que o nosso amor ainda navega
Mas tudo que eu grito não chega aos seus ouvidos
Eu, numa ilha, sem balanço do mar
Mal, minhas garrafas sempre voltam pra cá
Talvez tudo vá se encaixar
Mas sei: solidão a dois, nunca mais
Uma lágrima...
Uma lagrima nos meus olhos,
uma lagrima no minha vida,
uma lagrima no sentimento,
Todas essas lagrimas sao lagrimas
que voce deixou no meu coraçao.
Uma lagrima de dor,
uma lagrima de tristeza,
uma lagrima de saldades
todas essas lagrimas sao lagrimas
ate hoje desde o dia em que voce min disse adeus.
Uma lagrima de emoçao
umas lagrima de recentimento
uma lagrima de coragem
Todas essas lagrimas sao lagrimas em que
eu adimito te amar de verdade.
Uma lagrima de amor
uma lagrima de uma poetisa
uma lagrima de tudo
pois ainda nao sei
de minha existencia nesse mundo.
Todas essas lagrimas fazem parte
da minha composiçao
pois e como um rebanho
com a tristeza
competindo com
a solidao.
Ainda sei de cor a seqüência do teu numero
Mas os meus dedos já não os discam mais...
Da minha boca saem múrmuros
Para que meus lábios não lhes digam...
Que você ainda é a razão do meu viver,
E seu olhar ainda mexe com meu ser
Pra que dizer se você nem quer saber
Pra que querer se eu não posso mais te ter...
Eu to tentando esquecer o quanto eu me lembro de você!
Qualquer palavra teima em cruzar meu pensamento
Só pra me fazer lembrar o sentimento aqui de dentro...
Eu sei é masoquismo te querer
Mas também sei, que se eu pudesse escolher
Eu não iria gostar de você!
Mas o que eu posso fazer?
Se em outros braços não tem o teu jeito de ser...
Se aquelas lábios sem calor,
Não são do meu amor...
Para os meus poucos* amigos,
Rapidamente a vida se encarrega em nos mostrar que temos poucos amigos,
que na medida dos acontecimentos se revelam verdadeiros irmãos, torcedores, cúmplices, intercessores, pais...
E se somarmos tais coisas a tais amigos chegaremos ao resultado surpreendente
de que a vida sem eles seria outra vida
Essa noite te encontrei nos meus sonhos, te vi, parecia tão real, até te chamar e vc não ouvi.
Que saudade sinto de ti que acaba por transborda nos olhos...
OOh! Deuses!!!
Ao te beijar irei afogar-me em teus lábios sedentos de paixão e desejo, e com seu corpo em meus braços saciar vossa fome de prazer e amor.
Li demais
Falei o tempo todo com meus botões
Aos poucos fui livrando o ombro
do peso do pescoço
Levantei
tomei meu chá
Ouvi, distante, o latido de um cão
Que de repente se juntou
com o ruído de um carro
que passou rápido na avenida
Voltei para a sala
O relógio marcava 01:49
Sessenta e cinco amigos no bate papo
e nenhum disponível
Dentro de cinco horas o despertador
irá tocar
E, outra vez, será hora de levantar
Não acendam a luz
Não abram a janela
Nada de luz
Nenhum ruído estranho
Somente o silencio
delicado
que o barulho da cidade
Não consegue quebrar
"O maior medo que tenho é o de senti-lo tanto a ponto de não tirar os meus pés do chão".
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Meus desejos
Meus desejos são inconfessáveis
Indecifráveis
Meus desejos são como animais ferozes
Atrás das grades precisam ficar
Como um louco, insano
Trancado precisa estar
Eles possuem garras fatais
Dentes mortais
São monstros horrosos
De feições grotescas
Mostram-se muitas vezes belos
De perfumes inebriosos
Mostram-se sedutores e muito calientes
Mas necessito mantê-los trancafiados
No fundo de minha mente
Nos labirintos de minha alma
Te peço deixe-os em paz ...
Leticia Andrea Pessoa
Mistérios
Mistérios esse teu olhar
Profundo
Claro
Escuro em meus desejos
Mistérios apenas mistérios
E eu a desvendá-los
Em promessas cantadas
Palavras enluaradas em noites de verão
Esses mistérios me deixam cada vez mais aguçada
Em minhas percepções
Quero tanto que eu mesma me estranho
Faço versos pensando assim em ti
Mergulho em minhas desventuras
Apenas amo-te, nada mais
Nada importa
Se há distância
Se não há importância ao que me revelo
Nada importa...
Tudo que quero sentir
É o meu coração assim por ti palpitar...
Leticia Andrea Pessoa
