Eu Amo meus Inimigos
Ó sol está é para ti que se encontra sozinho
E ainda assim,
Ilumina meus caminhos,
Se até ti
Foi traído pela lua
Imagine o ser humano,
Quando vê uma mulher nua.
EM MEUS BRAÇOS
Durma em meus braços
Soe em meu corpo
Deixe-me lhe roubar por uma noite
Atrasarei o relógio
Serei o ponteiro
Que se avança sem pressa
Contornar seus traços
Sendo o calor em seus lábios
Sendo o arrepio em sua pele
Sentir o vento sussurrar
Sentir as estrelas ao meu lado
A lua em meu quarto acesa
Um nó em dois corações
Que tem o mesmo pulsar
E o mesmo desejo
Amar.
Um dos meus melhores momentos é quando estou com você, sinto-me mais inteiro, mais leve e mais lisongeado.
Observando meus pensamentos, cheguei a uma certa conclusão (não definitiva). Que existe um certo grau de materialidade nos pensamentos(que pode vir ou não com sentimentos), pois somos capazes de acolher, de descartar ou de ignorar, como também desenvolve-lo. Somos capazes de segura-lo como também de repeli-lo, a primeiro momento se mostram até sem importância nenhuma, mas é capaz de dominar um ser humano ao ponto de interferir na sua história(seria o destino dos não despertos?) Em fim percebo a mente (não necessariamente o cérebro) como uma ferramenta muito complexa, que precisa com muito esforço e dedicação se ter um certo manuseio ou se não para muitos(maioria), é como um carro em alta velocidade nas mãos de que não tem habilitação, algum momento vai bater.
Se por aqui vaguei, meu corpo sabe.
As células festejam meu retorno.
Meus pés andam sozinhos, eles sabem
onde encontrar os passos que ficaram
gravados na memória das areias.
Os átomos que fui, andam no mundo.
Um dia, me dirão por onde estive.
Tua boca é como o céu
Inundada de sentimentos.
Que encobre os pecados da terra
Menos os meus tormentos
SÓ
Sim
Ela está na vermelhidão dos meus olhos
Na secura dos meus lábios
E nesta dor singular enferrujando os meus gestos
Sim
É uma doença
Algo mofado dentro de mim
Exalando um odor de abandono.
Minha crença está subindo pelas pernas, meus erros estão pelos subúrbios...
Acredito que pessoas são como o vento, um pouco calmo, violento e sempre vão...
Quando estou em relação com uma pessoa que vive um grande sofrimento,as minhas palavras e os meus gestos fazem de mim um "barqueiro"que por um momento,suporta o outro e ajuda-o a atravessar este momento difícil.
Decifrar teu olhar e sentir na alma teus desejos
como fazer surgir em ti o anseio por meus beijos?
Jogar fora meu orgulho machista, egoísta, um ego sem sentido
definido pelas tuas curvas magestosamente belas,
um delírio para os olhos, como lindas aquarelas.
Salve meus trutas é maior satisfação.
Fantimanumilde, barraco de madeira então.
Tô colando se pá, licença aqui pra chegar.
A matilha tá na ativa é um, dois pra acionar.
Ter medo não significa ser menor
Ter medo significa ter limites
Um limite que desconheço dos meus sonhos e da minha realidade
Um limite que atravessa meu corpo me unindo a você
Seus motivos meus motivos.
Nunca imaginei que á teria em meus braços
Mas ,o acaso colocou-a .
Amei sem limites, sem medidas,por um tempo curto
Mas o tempo suficiente para amar,
Agora não tenho, mas o que amar
Sou muito pequeno para esse amor
Sou mendigo, e fera.
Parei, não posso amar
Quem não ama mais que matéria.
Em minha musica encontro a Resposta para tudo..
Em meus livros encontro o porque de tudo..
Em meus pensamentos encontro voce que é tudo
Em meus sonhOs o Desejo de ti Ter em tudo.
Hoje uma amiga minha veio dizer-me que estava lendo meus textos e que tinha se identificado com alguns deles.
Senti uma pontadinha de orgulho de mim mesma, mas, logo em seguida, ao abrir a página em que publico os mesmos,
senti não uma pontadinha, mas uma apendicite daquelas bravas, ao me dar conta que eu simplesmente não escrevi mais.
Não escrevi mais. Olhando assim me parece assustador.
Mas, consegui encontrar uma razão plausível, não compreensível, mas plausível para o causo.
Minha vida tem sido feita de contas. Não sobram mais espaços para palavras.
Faço contas todas as manhãs da semana durante dois semestres por ano na faculdade.
Engenharia não é lá feita para aqueles amantes das palavras.
Faço contas todas as tardes olhando para o relógio, diminuindo de 17h00min o horário em que me encontro.
Faço contas de custos toda vez que compro algo muito caro, abrindo o site do Banco e vendo o extrato do cartão de crédito,
diminuindo do limite total tudo que já gastei até agora. Faço as contas de quantos esporros vou ouvir da minha mãe
por eu estar gastando mais do que minha bolsa de estudos cobre.
Todos os dias da semana faço as contas de quantos dias faltam para o final de semana. E quando chega o final de semana,
faço contas meio que não querendo fazer, pra ver quantas horas ainda me restam de final de semana.
Todo domingo, faço contas de quantas horas vou precisar dormir pra conseguir acordar segunda feira e ir pra faculdade sóbria
o suficiente para fazer contas e depois me manter acordada no trabalho fazendo as contas de quantas vezes minha chefe diz:
por gentileza, dê uma olhadinha no e-mail que eu te encaminhei com um pedido relativo a reserva de carro para a visita
técnica dos pesquisadores... bla bla bla (faço contas inclusive imaginando quanto tempo vai levar pra eu arranjar um estágio
decente).
Todos os minutos faço contas do tamanho da saudade que sinto do meu namorado, e faço contas pra saber quanto tempo ainda
falta para chegar sexta feira pra gente poder ficar juntinho, e daí me lembro que nesse momento, começam as contas infelizes
de quanto ainda sobra de tempo pra gente ficar junto, até chegar domingo a noite e eu ter que fazer as contas de quanto
tempo eu vou precisar dormir para ficar de boa na segunda feira.
Durante todos os almoços faço contas para correr contra o relógio e tentar aproveitar melhor os 45 minutos que tenho para
comer, e faço contas também contra a balança calculando quantas daquelas calorias vão me fazer engordar.
Agora mesmo é que estou assustada. Que vida de números, de contas e de tempo contado que tem sido a minha. Mas não é só
a minha. Como diria meu professor de matemática do Ensino Médio, depois da escola, a vida diz "Bem vindo ao mundo dos adultos".
E nesse mundo meu camarada, quem não faz contas, não sobrevive.
Entretanto, para sobreviver a todas as contas que somos obrigados a fazer, precisamos buscar nas palavras de um amigo, de uma
mãe, de um marido, de um namorado, de um filho, ou sei lá, do porteiro ou do motorista, enfim, palavras que nos dêm suporte
para continuar tendo forças para não jogar as contas para o alto e não deixar a peteca cair. Nessas horas, uma palavra vale
por mil números e mil contas de algorítimos ou então derivadas. É, acho que vou voltar a escrever.
“Pura insistência”
Os meus versos não atraem a atenção, a minha fala não é mera confusão, o meu destino coitado, eterna competição.
Insisti com a vida, porém esqueci da ferida, agi de forma invasiva; não conversei ,não escutei ,acho que não busquei.
Não possuo os acordes que gostaria, vivo a vida de nostalgia, não sinto alegria, meu presente é a casa vazia.
Meus passos não exprimem piedade, compaixão é sentimento do fraco, dura é a pena do coração, tento apenas dizer não.
Os sons exalam a conspiração, férvido é seu pensamento, temo não poder aguardar, decepção pude alcançar, tolice então é respirar.
Sigo sempre a mesma direção, estou cansado de ouvir sermão, este é meu senão, encontrei escuridão, também não quis opção.
As escadas e os degraus por qual passei, foram pérfidos, tudo que enfim não queria,mas contra o céu...covardia.
Você diz adeus, eu digo não vá, seu adeus é para meu pecado, minha flor não consegue conter toda sangria.
A surpresa não possui a veemente graça que se esperava, minha burra insistência trai conceitos; podemos então a luz apagar.
JULIETA - Que homem és tu, que surpreende de tal modo meus segredos?
ROMEU - Meu nome, adorada, é odiado por mim mesmo porque é teu inimigo...
JULIETA -Não és Romeu? Não és um Montecchio?
ROMEU - Nem um nem outro, formosa donzela, se os dois te desagradam.
JULIETA - Como chegaste até aqui, dize-me e por quê?
ROMEU - Com as asas do amor, transpus estes muros, porque os limites de pedra não servem de empecilho para o amor. E o que o amor pode fazer, o amor ousa tentar. Assim teus parentes não me são obstáculos.
JULIETA - Se te virem, matar-te-ão...
JULIETA - Ó Romeu, Romeu! Por que és Romeu? Renega teu pai e recusa teu nome; ou, se não desejares, jura-me somente que me amas e não mais serei um Capuleto.
ROMEU - Continuarei a ouvi-la ou vou falar-lhe agora?
JULIETA - Somente teu nome é meu inimigo. Tu és o mesmo sejas ou não um Montecchio...
ROMEU - Tomo-te a palavra. Chama-me apenas de amor e serei de novo batizado. Daqui para diante, jamais serei Romeu. "
Esse diálogo, travado no jardim dos Capuleto, faz parte da cena II, ato 2, do clássico de Sheakespeare; aliás, pode-se dizer que é história mais parodiada de todos os tempos, sua fórmula é mais do que utilizada em filmes e novelas...
