Eu Amo meus Inimigos
Sol e Sonho
Solto meus bichos e extravaso o meu desejo
Preciso ser uma anciã feliz ainda que solitária.
Redimir das, e dirimir minhas inquietações
De querer saber o que vim fazer aqui.
Solta e só como um pião sem prumo.
Sem rumo
Então, onde o entra o Sol neste poema?
Dilema.
Não sei. Talvez eu o insira no meu olhar
Só pra morrer de delírio e nada mais.
E os Sonhos?
Ah! Sonhar é bom. Sonho que sou uma
Fada e transito na estrada que passa
Ao lado da avenida onde brilhas.
Foi-se o tempo em que me importava advogar meus sonhos e sinceridades. Hoje sou gladiador de minhas próprias arenas internas, pois é lá que se dão minhas guerras mais relevantes!
Utopia
Mentalizei uma utopia
Um mundo maravilhoso com meus semelhantes
Me esqueci que já é tarde pra tão grande mudança
Que a aurora do mundo já vai tão distante
Sonhei com um fruto de sabor à meu gosto
Me esqueci até mesmo que a flor vem primeiro
E antes da flor tem que ter uma planta
Planta-la! não pude pois não fui o primeiro
Hoje sigo gritando, lamentando mas ainda sonhando
Vou mostrando as virtudes e tentando esconder os defeitos
Sou apenas mais um dentre meus semelhantes
Dos erros que existe, também sou culpado
Me resta o consolo de não me ver só
Em meio aos sonhos, lamentos e gritos
Mesmo assim, sonho e luto, persisto e existo
Viva a minha, viva a nossa, viva toda a utopia
Nascente Sol, consolida meus ideais, vou a tua busca, fora passado negativismo em minha célebre vida; se o porque não existir; poente então não se fará, guardo ao peito novo dia, novas histórias e sonhos a alcançar...
Não se preocupe, meus tormentos
Irão espalhar-se com a brisa lá fora.
Aos poucos restaram lembranças, a qual jamais se apagará. Com a bagagem da vida seguirei, na esperança de encontrar respostas, para que descanse sereno meu coração e mente.Assim poderei dormir em sono profundo, isento de tempo.
Se conseguisses ler meu olhar, meus gestos, meu sorriso tímido... Ahhh se conseguisses me sentir, saberias que em mim tudo fala secretamente de você.
Dorme meu pequeno
Dorme que o dia já vem
Dorme em meus braços
Dorme no sossego da noite
Dorme em meu aconchego
Dorme no calor do meu peito
Dorme na calmaria do se cansaço
Dorme no infinito do nosso sonho
Dorme sem medo.
E meus braços precisam de alguém
Alguém para envolver
Para me aquecer quando segundas e terças-feiras esfriam
Amor para toda a minha vida, para ter e abraçar...
Quero Deus ao meu lado, abençoando meus dias e protegendo minhas noites.
Quero meu sorriso iluminado para compartilhar minha alegria com todos aqueles que amo.
Por hoje é só o que quero.
Uma excelente semana a todos!
"Como é bom te carregar nos meus olhos e inevitavelmente, sentir o impacto da sua presença nas batidas do meu coração." (...)
Aislan Fonseca
Com os meus passos silenciosos me aproximei da cama, apoiando minhas mãos no colchão com delicadeza me inclinava sobre você observando cada detalhe seu, seus lábios rosados e seus olhos fechados, tão calmo, tão lindo, tão meu, o único som que havia ali era as leves batidas dos nossos corações apaixonados e próximos, parecia que você tinha saído de um conto de fadas. É uma das coisas que eu amo fazer, observar você.
Por tantas notas vida faz canção, nesses meus sentimentos me conduzo, buscando em torno nova interpretação, em acautelado vou em dorida, minha forma pasmado...
Meus olhos não podem ver além do horizonte mas minha alma vive lá. Portanto não posso me prender aqui.
PENSAMENTOS CONFUSOS
Já não esconde mais seu lamento
Que chora e grita em meus ouvidos
Quando deito a cabeça no travesseiro
Em busca do sono perdido
Embriagada pelo não adormecer
A cabeça não pensa direito
Os sentimentos se misturam
Num limiar de portais inebriantes
Uma culpa em dissonância
Faz de mim Iscariotes
Em sábado de aleluia
De chibatadas e pedradas
Um adeus inevitável
Entre lágrimas e sorrisos
Se confundem num alívio
Entre o bem e o mal
Uma menina chora a sua falta
Uma mulher te quer ver livre
Um médico e um monstro
Numa só carcaça
O cansaço alucinógeno
Corrompendo a sanidade
Na pergunta que não quer calar
Do que é certo ou errado
Deus do céu ou do inferno
E eu tenho que ter fé
Me destes um cobertor
Mas eu morro de frio
Não sei mais o que fazer
Na angústia dos lamentos
Das dores sem refresco
Que escuto noite e dia
As vezes uma vontade
Bate forte e sem sentido
De correr sem direção
Para lugar nenhum
E nesse desespero
A loucura me assedia
Feito uma bala perdida
No alvo certeiro
A sua incoerência
A minha incongruência
Vidas entrelaçadas
Num adeus
(Nane-05/04/2015)
