Eu Amo meus Inimigos
A passagem bíblica de Mateus 25:40, "Tudo o que fizestes a um desses meus irmãos mais pequeninos, a mim o fizestes", é o pilar fundamental que sustenta o grupo. Para a CISFA sempre se importando cada ato de bondade, por menor que seja, é um ato de adoração e serviço a Deus. Essa fé se manifesta no lema da organização: "Sempre se importando, unidos pelo cuidado, movidos pelo amor sobre a orientação do Senhor Jesus Cristo no seu mandamento, amar o próximo como a si mesmo.
DECORAÇÃO QUE VEIO DE DENTRO.
BY: Harley Kernner
Nos meus momentos mais profundos de solidão,
quando todas as pessoas se afastaram
e só restaram eu e Jesus, ali permaneci.
A casa estava envolta em silêncio,
a sala e todos os outros espaços
tinham a marca da ausência da minha família.
Mas foi exatamente nesse instante,
que eu fiz uma descoberta transformadora:
eu poderia ser a própria decoração
do meu lar e da minha própria existência.
Busquei então o que havia dentro de mim.
Usei as minhas poesias e as minhas crônicas
para trazer à tona o sorriso
que ainda guardava no fundo do coração.
Fiz uso também do dom que Deus me deu,
de criar e construir móveis planejados,
e com eles embelezei cada canto da minha casa.
Hoje, mesmo que a solidão ainda apareça de vez em quando,
tentando tomar conta dos meus sentimentos,
eu sei que sou muito maior do que ela.
Aprendi a reconhecer o meu valor,
entendi que tenho brilho e significado próprios.
E descobri, com toda certeza,
que eu posso ser a decoração mais bonita,
a mais especial e a mais verdadeira
de toda a minha vida.
Harley Kernner
Arquitetura de Poesias e Crônicas
Escritor Particular
Meus olhos eram oceanos insondáveis, enquanto a noite se fazia uma lua de mistérios. O tempo é um escultor silencioso e fez seu rosto em minha face frágil como um cristal. O amor é uma catedral no centro da alma. No entanto, os espíritos não sabem rezar. Então o amor se torna uma ponte sobre o abismo da solidão. Entretanto sonhamos o amor como um jardim suspenso entre encontros, talvez uma constelação na noite escura, um rio que alimenta desertos. Em nossa arquitetura de afetos, nossas árvores têm raízes infinitas, já que o amor é um mapa desenhado sobre a pele da memória. E assim fazemos nossa história incompleta. Duas jornadas na cidade sem esquina, que não se encontram nas linhas da mão. O amor é impossível entre nós por diferenças irremediáveis, é fácil dizer. Mas na noite escura os dedos digitam. Mas a distância não tem conciliação e já não reconheço sua pele. Então levo esse amor como uma companhia abstrata, motivo de versos e poemas. E penso na vida que é muito mais vasta. A vida é um rio que aprende seu caminho entre as pedras, se desviando dos dissabores e seguindo adiante ao encontro do mar. Somos uma embarcação em mares desconhecidos. Nunca sabemos quem irá cruzar nosso destino, pois a vida é um mosaico de encontros improváveis. E questionamos. A vida é uma estrada iluminada por perguntas. Seguimos sem respostas. A vida é uma colheita de instantes que sorvermos ansiosos, dando um passo atrás e outro a frente. A vida é uma sinfonia que só acaba no fim. E expando do amor à vida e da vida ao cosmo. O cosmo é um oceano de luz, um manuscrito das galáxias, um jardim onde floresce o sol. O cosmo é uma orquestra sem maestro. O cosmos é tambem natureza. A natureza é uma pintora de horizontes, um espelho da eternidade. A natureza é uma pintura em constante movimento. A natureza é uma coroa de vida.
ZÉ VOLANTE E MERCEDINHA (BOLEIA DA 1313)
Depois de haver nascido na boleia da 1313 e ter meus primeiros dias dentro dela vívido, fiquei uns tempos distante, pois meu pai, Zé Volante, uma viagem longa havia conseguido.
Quando ele retornou, eu já estava um pouco crescido. Lembro-me bem do ronco do motor e da buzina, que era aquele estampido. Meu pai chegou, saí correndo aos gritos, abracei meu velho e fiquei admirando sorridente a Mercedinha, meu caminhão magnífico.
Saltos de felicidade de longe eram vistos, atraindo as atenções de familiares e amigos. Logo todos entenderam que Zé Volante chegou, e a 1313 tá consigo. Minha mãe chegou e juntou seu abraço comigo. Pegamos o velho pelos braços e levamos para casa, seu segundo abrigo.
As histórias de viagem ainda hoje trago comigo, pois me lembro até das caronas que ele dava aos amigos. Passando por Ilhéus, quem pegou carona foi Jorge Amado, porque estava apressado para o lançamento do livro “Gabriela, Cravo e Canela”.
Um dia, logo no amanhecer, para mim foi inesquecível. Meu pai me chamou para viajar dentro da boleia daquele caminhão incrível. Eram tantos detalhes: luzes, painéis, botões, chaves, alavancas, volante e a visão do motorista, nada passou despercebido.
Fiquei abestalhado de tanta alegria, querendo tudo conhecer, e muita euforia envolvia o meu ser. Eram tantas perguntas que mal completava uma, e a outra já queria saber. Fui viajando num imaginário de tantas viagens.
As paisagens, cidades e amigos compõem a felicidade que um dia iria conhecer. Essa minha primeira viagem me deu a certeza de que um bom motorista eu queria ser. E, em breve, junto com a 1313 tudo isso eu irei viver.
"Minha assinatura energética é o progresso inevitável; onde coloco meus olhos, a escassez se desintegra e a ordem da abundância se estabelece."
"Sou o ponto de virada na história da minha linhagem; o que era teto para os meus antepassados, hoje é apenas o meu piso."
já não dói do mesmo jeito,
já não pesa como antes,
mas teu nome ainda mora
nos meus dias vacilantes.
já não busco tua sombra
quando o mundo escureceu,
mas às vezes olho a lua
e imagino o olhar teu
penso em frases que eu diria,
em respostas, discussão,
no teu riso atravessando
o silêncio do meu chão
e eu sigo, pouco a pouco,
mesmo sem compreender
como alguém vai embora
mas continua em você
talvez seja a saudade
aprendendo a descansar,
feito o verão que vai embora
mas deixa o sol no ar
e que eu aprenda comigo
o que nunca percebi:
não vale perder meu mundo
tentando viver por ti
Entreguei a você o meu melhor,Contei minhas dores e os meus planos.Sonhei um futuro ao seu redor,Mas colhi vazio e desenganos.O meu tudo não foi o bastante,Você queria o que eu não podia dar.Ficou a ilusão desse instante,E as mentiras difíceis de apagar.No fim, resta a dor que consome,De quem deu o que tinha no peito.Entreguei a alma ao seu nome,Mas o amor não foi feito do meu jeito.
Não basta apenas sonhar;
"Minha maior conquista será realizar todos os meus objetivos, e não somente sonhar. Os sonhos são ideais para manter a chama da esperança ainda acessa. Porém não basta apenas sonhar, se você tiver sonhando quando ter a chance de realizar determinado sonho, não terá tempo de acordar na hora que seu sonho chegar".
Meu maior investimento está nos meus olhos e na minha memória. Esses viram e guardaram momentos que não se pagam. Obrigado Deus pela vida, pelo espírito de aventura e pela coragem de sempre ir, independente do que aconteça.
De costas para o mundo neguei
Neguei meus erros,
meus acertos,
meus medos,
meus fragmentos.
Negava tudo e todos:
meus amores, desamores,
as purezas e os lodos,
os alívios e as dores.
Negava porque era fácil,
fácil cuspir ao mar,
naufragar sem resistência,
não pensar, não remar.
Era uma nau de negação,
um léxico de repulsa,
astrônomo da exclusão,
cartógrafo da recusa.
Mas a vida, em sua confusão,
devolveu-me o resultado:
quem nega toda direção
também termina negado.
Sem saída, sem subida,
entre sombras que tracei,
aprendi, tarde na vida,
o inferno que criei.
Estou atento aos meus pensamentos, porém me perco nas minhas emoções, crio minhas defesas que me fazem refletir nos meus sentimentos.
Não sou perfeito, é difícil conviver com meus defeitos, mas meu coração tem uma certeza, de que o amor de Deus se aperfeiçoa na minha fraqueza.
Meu olhar tem o brilho dos meus sentimentos, costumo desviar meus olhos onde falta o sentir. Não costumo olhar para trás e muito menos ver futuro onde não há amor. Minha pupila dilata quando o coração quer falar, finjo cegueira para as palavras que o ego quer gritar, eu vejo o que sinto e algumas vezes prefiro silenciar. Sinto muito!
