Eu Amo meus Inimigos
DESTRINCHANDO-ME
Não tenho medo do tempo,
Porque eu sou um relógio,
Vivo de momentos e sem desperdiçar uma boa aventura.
Não tenho medo do vento,
Porque eu sou um furacão,
Uma mistura de sentimentos e emoções.
Complexo em mim mesmo.
Como um ciclo, que nunca se repete.
Como eu disse: complexo.
Não tenho medo de pessoas,
Porque eu sou uma multidão.
Gritos, críticas e desejos ecoam na minha razão.
Não tenho medo do escuro,
Porque eu sou a noite.
Tenham medo do que pode se esconder em mim enquanto a luz não mostra quem eu sou.
Complexo em mim mesmo.
Como uma linha, que sempre se repete.
Como eu disse: complexo.
Eu tenho medo de promessas,
Porque elas podem ser quebradas.
Como se eu estivesse voando enquanto estava caindo.
Eu tenho medo de palavras,
Porque elas podem ferir minha integridade.
Quando doer, não vai me matar, eu posso escrever,
Desabafar comigo mesmo.
Complexo em mim mesmo.
Como o infinito que está logo ali. Como eu disse: complexo.
Eu tenho medo de sonhos,
Porque parecem uma escada para uma utopia.
Não adianta procurar dentro de mim,
Porque eu sei que eu sou a euforia.
Eu tenho medo de você,
Porque olhe pra suas mãos e veja o meu coração.
Através dele você alcança meu interior.
Mas você não vai encontrar nada lá dentro.
Nem o meu infinito peculiar.
Complexo em mim mesmo.
Como meu coração.
Como meus sentimentos.
Como eu disse: complexo.
Dia das mães
Belo dia, simbologia
Da força e da ternura
Da dedicação e bravura
Do querer o bem, não para si,
Mas para os seus
Do desapego do eu
Do projetar futuros imaginados belos
Do sonhar com doutores
E sucessos para os seus.
Mãe é vida que eterniza
Os lampejares da consciência
De quem mantém a crença
Nessa heroína, Mãe.
cheguei em uma certa idade que nada mais me satisfaz
uma certa idade que tudo dói
certa idade que tudo está ruim
até a paz
idade que nao sabemos se prantamos silenciosamente
enquanto a idade lhe tira um pulmão e um rim
ou gritarmos arduamente
ou só esperar, que ela corrói
idade que já não se quer mais levantar as seis
ou muito menos coitar a vizinha da esquerda
idade que se nota a babaquice nas leis
enquanto se vê sempre na perda
a atualidade é totalmente estranha
diferente do que já se viveu
que olha pra juventude e sente vergonha
num futuro de falsos revolucionarios
descendentes daquilo que já se perdeu
essa certa e minha idade
que já se cansou da cidade
mas esse tal amor não mais me comove
pra ele até criei barragem
e nem cheguei nos dezenove
Capone.
gosto do inesperado gosto de uma simples conversa, bater um papo olhando pro nada, gosto de coisa simples mais que pra mim tem um tesouro imenso ,gosto de mi sentir viva e assim pode viver com pensamentos de que o amanha sempre vai ser melhor que hoje.
Não há futuro ou ventura sem devaneios, sendo “devaneios” compreendido como a extensão e abertura da nossa psique onde conseguimos reinventar o mundo por meio da arte, dos sonhos, do inconsciente e da espiritualidade, para a invenção permanente do EU.
Que nós ao assumirmos a nossa capacidade destrutiva possamos recriar novas formas de amor, novas formas de amar, novas formas de viver e nos doar sem dó.
Coisas que eu sei
Vem de um lugar que só eu sei
Que quero poder compartilhar com você
Para que eu e você
Saiba das mesmas coisas
E que essas coisas fiquem
Guardadas nos mesmos lugares
Que só a gente sabe
Pois essas coisas
São coisas sérias ...
Pertencer a você mesmo
ou deixar existir
o que está contido
no vazio
se e somente si
existir as chaves
da união dos conjuntos
você e eu.
E quando escrevo, transmito, aquilo que muitas vezes não reconheço em mim. As palavras sabem de mim muito mais do que eu. Escrevo sem ver, sem ler ou entender, porém quando releio aí entendo que há algo mais do que somente isso que eu acredito existir. Na palavra eu não me limito a mim, ao que penso que sou e ao ponto final. Há muito mais vírgulas na minha história e quanto mais reticências, aqueles belos dois pontos e muitas linhas em branco antes de chegar ao final.
EU.
Se Eu tenho você
Eu sou o sujeito,
Se não tenho,
Sou apenas um sujeito
Sem predicado.
Sem você
Não existe predicado.
Sou apenas um sujeito,
Sem jeito.
IDENTIDADE
Eu não sou as roupas que eu uso.
Eu não sou os livros que tenho na estante. Eu não sou o carro, o sapato, o celular...
Eu sou o que vem antes disso.
Eu sou a subjetividade, eu sou a identidade, Eu sou uma colcha de retalhos de ideias, lembranças, aprendizados, construçōes e desconstruções.
Sou o que fiz com meus traumas, superações e medos.
Sou o ser por trás do sorriso.
Sou mais que um corpo, ou uma aparência eu sou a alma que o habita.
Eu sou única.
Eu sou eu.
E ainda não estou pronta e acabada eu ainda estou sendo, em cada minuto algo de mim é refeito, acrescentado, apagado, modificado.
A cada nova interação com o mundo eu me faço um pouco mais e me desfaço se necessário for...
Eu sou um constante gerúndio e vale a pena ser...
Eu lutando comigo
Esse duelo é diário, um sistema se criou, o público desconhece, o teor que me tece, talvez a ninguém interessa a margem desse processo, a vida de variadas pessoas são como fabulas, eu sou um sinuoso lendário, trupico e levanto, não sei a letra mas canto, surrupiei a moral do vizinho, pois no ímpeto sozinho, um assovio isolado de um passarinho, sou um réu confesso de muitos pejorativos, também vítima de alguns algarismos, nem sei se são romanos, mas embargou meus planos, nessa estrada encontrei mentes fortes, ou não, fragilidades e cheias de cortes, uma cruel estúpida repentina dilaceração do destino, e sobretudo entender a violência do coração, é assim desde menino, muito aprendi e nada sei, mendigo e plebeu que se passa de rei, onde o orgulho e outras aberrações ganhou vida, mas o fato que nessa lida, vou remando e navegando ao imprevisto, na intimidade do umbigo, eu lutando comigo.
Giovane Silva Santos
Houve um tempo em que o Homem tinha uma mais valia!
Era o tempo do eu com o tu, formávamos o nós.
havia fraternidade por entendermos que éramos necessários, um ao outro.
Concatenados sem pedir provas, tínhamos honra!
