Eu Amo meus Inimigos
Eu não escrevo na tentativa que meus textos alterem em alguma coisa.
Na verdade, não alteram em nada.
Afinal de contas, não se trata de alterar, se trata de aprender a viver como se está,.
Ajustando os ponteiros, e não trocando o relógio inteiro.
Viver com as armas que se tem.
E quando bate a saudade eu me entrego aos meus pensamentos e lembro de cada gesto seu, de cada palavra pouca, de cada toque suave e irreverente.
Eu não ouço mais a sua voz, mas é só fechar os olhos, e te imaginar que não me falta mais nenhum detalhe que não me faça murmurar de saudade!!
Eu posso até ser assim, cara fechada, mas tenho meus motivos. Sei ser meiga quando quero, e legal quando preciso. Chega aí, venha me fazer sorrir.
Se eu fosse escrever um poema para os meus AMIGOS..um folha seria o suficiente, e escreveria a próprio punho.
Más se eu fosse escrever um poema para os que se dizem meus amigos...
Eu teria que montar uma gráfica.
Meus olhos não brilham para a futilidade. Eu não quero carro se não tiver amor, eu não quero dinheiro se não tiver respeito.
Não, eu não sou forte e equilibrada o tempo todo. Eu também tenho meus momentos, meu mundo também desaba, eu também fico sem chão. E não espero que nenhuma pessoa me entenda ou compreenda por isso, cada um é cada um, cada um sofre do seu jeito, cada um desaba do seu jeito. É só que ninguém é forte e feliz o tempo todo, todo mundo desaba. E nem sempre é uma coisa ruim, as vezes só precisamos desabar, desabafar, chorar, aliviar e colocar tudo para fora. Colocar para fora tudo aquilo que escutou, tudo aquilo que aguentou, tudo aquilo que suportou calado. Ás vezes é tudo falta de passar um momento a sós, com nós mesmos, parar para refletir o que estamos sentindo, o que estamos passando, parar e desabafar para nós mesmos. Todo mundo tem seus momentos.
Pensamentos a deriva
Um barco a deriva
Assim sou eu
Perdido em meus pensamentos
Pensamentos bons outrora ruins.
Uma tempestade no mar
Ou uma duradora calmaria
A falsidade do bairro rico
Ou a realidade da periferia.
O vento nas velas
Minha chagada ao porto
Lucides na minha mente
No momento exato que já me tachavam como louco.
Pra você guardei minhas emoções mais reprimidas, meus desejos mais secretos, foi pra você que eu me entreguei e fui verdadeiro quando amei.
Eu quero pousar, navegar em você. Te fazer meu refúgio de meus sonhos escondidos. Te fazer meu sonho, meu apego mais proibido.
Queria te ouvir, te tocar,te sentir, na verdade eu queria te ter pra mim, te ter em meus braços e nunca mais te deixar partir...
Eu não sei escrever bem, não tenho o dom da palavra, só deixo meus sentimentos falar por mim, que são expressadas por palavras justa postas uma do ladro da outra, não por mim, mais sim por meus sentimentos.
Poema do Imperialismo
Meus companheiros da esquerda
me questionariam se eu
escrevesse que o meu amigo
Ricky vai a América – e não aos EUA.
Com o perdão da palavra, o meu amigo
Ricky vai a América.
Pois me despeço do meu amigo, que vai a América
da mesma forma que despediram-se
as mulheres dos soldados americanos que foram ao Vietnã;
me despeço do meu amigo, que vai a América
da mesma forma que despediram-se
Fidel e Che na Cuba socialista.
Ricky vai a América
e não há ideologia que cure
o imperialismo da dor de sua falta.
Certa vez me perguntaram se eu sentia vergonha dos meus erros, então respondi: Jamais terei, afinal são com eles que eu aprendo.
A vida que eu quero viver só existe nos meus sonhos e nos meus pensamentos, a vida que eu quero viver é muito irreal para ser de vivida!
E O SOL NÃO SAIU DA COR QUE EU ESPEREI...
mas, da cor que meus olhos suportaria.
E a canção que queria ouvir, não tocou...
e sim a que aos meus ouvidos não feria.
E o alguém com quem quis estar, não estive...
Porém, com quem me agradaria.
E meu coração não saltou como queria...
Apenas como de costume, não parou, nem sorria.
