Eu ainda tenho Tempo pra Sonhar
estamos longe do fim, ainda nem salvamos uma vida, nem pulei de paraquedas, não amei outro amor, não quebrei nenhum braço, nem andei a cavalo, não subi em montanhas, não naveguei num submarino, nunca conheci a nova Zelândia, nem senti todas as sensações, ainda falta muito tempo tempo que nos resta muito tempo muito tempo....
Vejo notícias e reportagens a respeito de marmanjos entre 30 ou 40 anos que ainda vivem com os pais, como se eles já não tivessem gasto uma grande parcela da sua vida para criar estes "vasps" (vagabundos anônimos sustentados pelos pais). O que me surpreende é que são esses que estão gritando por aí por "liberdade". Acontece o mesmo com alguns casamentos, onde alguém sustenta alguém. Não se apavore com isso, é assim mesmo: homens que são sustentados por mulheres e vice-versa. Ainda assim, estão por aí gritando por "direitos iguais". Ninguém será totalmente livre se estiver à sombra de alguém. Se não provê sozinho ou sozinha seu sustento, sua vida, melhor seria não praticar a hipocrisia. Não é uma questão de se colocar menor por isso, mas aferir os fatos antes da grita. Colocar isso na cabeça antes de fazer papel que não cabe a si naquele momento, seria, pelo menos uma atitude digna. Como diz um personagem de novela, é uma "shit" mesmo. Cada dia mais penso se esse mundo que vivemos hoje vale a pena, onde a aparência e hipocrisia vale mais que a dignidade.
Tigresa
Tigre enjaulado
Encarcerado e limitado
Ruge bem alto
Tentando provar
Que ainda vive
Deita e dorme
Sobre o cimento aquecido
Acomodado por seu destino
De fera presa
Presa que namora
No piscar dos olhos
Correndo livre
Tão fora do alcance
A brisa orvalhada
De outros tempos e cheiro
Agora se assemelha a sauna
Fedendo à desinfetante
Tigre enjaulado
No centro da cidade
Exposto à curiosidade
Sem mais nenhum propósito
(Nane-11/12/2014)
A tentativa de resgate da minha alma carioca ainda não se extinguiu, os símbolos do meu Rio de Janeiro podem ser vistos por todo o mundo. Porém, da janela, o bondinho não pode ser visto por mim - e é de partir o coração. Meu lema e minha bandeira foram desfeitos. O que é de um navio sem uma bandeira e um lema? Ele perde a direção. E eu perdi a minha. Mas eu ainda tenho Deus para me guiar.
Quando a dor ou a tristeza vier sorria, pois mesmo com elas você mostra que ainda consegue ser feliz.
Jamais confie inteiramente em sua desconfiança. Alguma fé desconfiada - ainda que calculadamente estúpida - é necessária à sobrevivência.
Narre suas experiências, dê valor à seus feitos ainda que sejam poucos, alimente suas ambições, siga seus sonhos, e assim, pouco a pouco, escreva sua própria história
Um grande vencedor é aquele que ainda cedo aprendeu com a vida a comer sopas de grampos, abanar carvão e enxugar gelo, sem minuciar a menor reação diante dos furiosos olhares dos críticos. Saúde e Paz!
Deus e a Ciência são como uma mãe com um filho no ventre, neste caso o filho ainda ligado pelo cordão umbilical nega a existência da mãe que o criou, mantém e o protege.
Sempre soube que regras são feitas para serem quebradas, ainda mais as unilaterais, mais ainda as que não prejudicam ninguém além de você mesmo.
Um dia a gente casa na intenção de legitimar uma família, de construir um lar e de viver uma nova etapa em nossas vidas onde preferencialmente seremos felizes. Essa é a intenção e ela é genuína. Mas uniões são como qualquer outra espécie de fato da vida onde um dos ingredientes que não pode faltar é a sorte. Não estou creditando somente a sorte a responsabilidade de uma união feliz, muitos outros ingredientes são indispensáveis para que a receita dê certo. Aí chega o dia tão esperado, a felicidade é presença de destaque na festa de núpcias, os noivos embasbacados se dão conta de que a festa tão sonhada conseguiu superar qualquer expectativa que vinham acalentando desde o momento em que tomaram a decisão de unirem suas vidas para sempre. Maravilhoso se essa cumplicidade existir e resistir ao tempo e as intempéries de uma vida a dois, mas o que mais acontece nos dias de hoje, é que aquele par que tinha a certeza absoluta de ter encontrado um no outro a sua alma gêmea, vai deixando esfriar a paixão e não sabem agir diante do amor. Aquela união que preconizou que seriam felizes para sempre fez com que fossem felizes enquanto aquela relação foi satisfatória e enriquecedora para ambos.
Acabou e não adianta chorar. Agora é seguir com a maior dignidade cada um para o seu lado tentando encontrar novamente a felicidade. E hoje, como somos uma geração de egoístas, de pessoas que não cogitam dividir seus espaços e suas manias com mais ninguém, vai se tornando uma população que não abre mão de suas individualidades e manias por ninguém, e assim muitos amores possíveis são abortados. Nossa, suprema felicidade dormir do lado da cama que nos faz feliz, arrumar nossas coisas sem a preocupação de agradar a uma outra pessoa, deixar a tábua do vaso sanitário levantada ou abaixada ao seu bel prazer, comer o tipo de comida que aprecia, mas vai percebendo aí, isso tudo é uma sucessão de pessoas egoístas que não abrem seus espaços para mais ninguém.
Até aí seria tudo perfeito se não fossemos uma legião de adultos solitários que vivem reclamando que não há mais pessoas que valham a pena namorar e com as quais é inviável construir uma nova vida a dois.
E como tenho a convicção de que já esgotamos todas as possibilidades acho que não demorará muito para que revivamos os românticos Anos Dourados.
Ilustrando a passagem do elefante, que em um circo é atado a uma pequena corda enquanto ainda filhote e quando se vê imenso e adulto guarda a memória de que era inútil tentar se libertar e romper aquela prisão tão rudimentar a que estava subjugado; permanecendo assim estático, quieto e sem qualquer perspectiva de passos à frente sem que lhe venham livrar, levar ou conduzir; uma sociedade permanece sim como o retrato dessa curiosa exemplificação quando quer que subjugada ao que a elite governamental e seus representantes estabelecem como lastro a massa populacional que, inicialmente pequena e exponencialmente crescente, se viu atada àquela pequena e estreita corda que cerceava seus passos e lhe impedia de caminhar com suas próprias forças e convicção de que seu tamanho crescente e sua importância são tais que, com a correta orientação, espaço e entendimento, seus atos tomariam outra forma, criteriosos, éticos e voltados às necessidades inerentes e não impingidas pelos detentores do poder.
Ainda que um dia consiga contar cada estrela do céu estará longe de conhecer o real tamanho do meu amor por você!
Fique bem,
O amor não morrerá!
Mesmo ferido, humilhado, sufocado;
Ainda que com adversidades maldosas ele haverá de elevar-se,
Apenas por ser o amor, tudo vencerá.
Se apaixonar por uma pessoa que voce ainda não viu pessoalmnete até parece loucura. Mas acontece, e sempre são mais verdadeiros os sentimentos.
Estranho? Nem tanto. Se depois de ler esse texto você achar que ainda está vivo, ótimo!
Caso contrário, é bom repensar se ainda existe algum sopro de vida aí dentro. Vou contar como tudo aconteceu.
A minha primeira parcela de morte aconteceu quando acreditei que existiam vidas mais importantes e preciosas do que a minha. O mais estranho é que eu chamava isso de humildade. Nunca pensei na possibilidade do auto abandono.
Morri mais um pouquinho no dia em que acreditei em vida ideal, estável, segura e confortável.
Passei a não saber lidar com as mudanças. Elas me aterrorizavam.
Depois vieram outras mortes. Recordo-me que comecei a perder gotículas de vida diária, desde que passei a consultar os meus medos ao invés do meu coração. Daí em diante comecei a agonizar mais rápido e a ser possuída por uma sucessão de pequenas mortes.
Morri no dia em que meus lábios disseram, não. Enquanto o meu coração gritava, sim! Morri no dia em que abandonei um projeto pela metade por pura falta de disciplina. Morri no dia em que me entreguei à preguiça. No dia em que decidir ser ignorante, bulímica, cruel, egoísta e desumana comigo mesma. Você pensa que não decide essas coisas? Lamento. Decide sim! Sempre que você troca uma vida saudável por vícios, gulodice, sedentarismo, drogas e alienação intelectual, emocional, espiritual, cultural ou financeira, você está fazendo uma escolha entre viver e morrer.
Morri no dia em que decidi ficar em um relacionamento ruim, apenas para não ficar só. Mais tarde percebi que troquei afeto por comodismo e amor por amargura. Morri outra vez, no dia em que abri mão dos meus sonhos por um suposto amor. Confundi relacionamento com posse e ciúme com zelo.
Morri no dia em que acreditei na crítica de pessoas cruéis. A pior delas? Eu mesma. Morri no dia em que me tornei escrava das minhas indecisões. No dia em que prestei mais atenção às minhas rugas do que aos meus sorrisos. Morri no dia que invejei , fofoquei e difamei. Sequer percebi o quanto havia me tornado uma vampira da felicidade alheia. Morri no dia que acreditei que preço era mais importante do que valor. Morri no dia em que me tornei competitiva e fiquei cega para a beleza da singularidade humana.
Morri no dia em que troquei o hoje pelo amanhã. Quer saber o mais estranho? O amanhã não chegou. Ficou vazio… Sem história, música ou cor. Não morri de causas naturais. Fui assassinada todos os dias. As razões desses abandonos foram uma sucessão de desculpas e equívocos. Mas ainda assim foram decisões.
O mais irônico de tudo isso?
As pessoas que vivem bem não tem medo da morte real.
As que vivem mal é que padecem desse sofrimento, embora já estejam mortas. É dessas que me despeço.
Assinado,
A Coragem
