Eu ainda tenho Tempo pra Sonhar
Sempre tenho em mente que o grande milagre que nos comove há mais de dois mil anos todos os anos, muito em breve pode se manifestar como um mantra em nossos corações todos os dias
"Tenho um defeito grave: não me arrependo do que faço!
O meu único arrependimento das
coisas erradas que já fiz, é por não ter perguntado a ninguém, se eu estava certa..."
Tenho em mim um pacto de despertar e agradecer, cantar, sorrir, enaltecer, ser distinto sem deixar de ser eu. De ser Íntegro, de ter coragem para resistir, cumprir e usufruir do bom êxito.
...PRÓPRIO
Tenho um amor.
Um amor, que me come.
É um amor impar, próprio do interno, que não falta.
Com leveza, numas vezes, senão com voracidade em outras,sempre resolve, quando mata a fome.
Em pontas de dedos, a pressão das mãos, a inquietude frenética corporal.
Sem tempos de lua cheia, faz seu desejado, temporal.
E numa hora do dia, da noite, no acordar na madrugada, o amor, sem obrigação é coisa desapegada, que vai me visitando.
E dos atos da mulher, ao riso da menina, minha cútis, vai remoçando.
Tenho um amor..
Ah.. tenho.
Amor que me come, come e come.
Ausente das expectativas vazias, no verão ou no inverno.
Tenho, meu próprio Falerno.
Tenho uma admiração enorme por pessoas simples, que não se importam com ostentação, que vivem de maneira genuína, sem rodeios ou frescura. Elas são humildes de coração e sabem o verdadeiro valor das coisas.
TENHO VERGONHA DE TI
Tenho vergonha de ti...
Que ignoras a verdade e coaduna com a mentira de poucos.
Que durante anos lutou pela liberdade de expressão e pensamento,
E hoje vive escravo de uma democracia, que oprime a muitos.
Que diz ser brasileiro não por amor a sua terra,
Mas por conta de um misero grito de gol.
Que se enrola na bandeira, e diz ter orgulho de um time.
E o seu País ?
Um povo que mal sabe cantar e honrar o seu hino.
Que vende sua terra por trocados, para salteadores, que se travestem de homens públicos.
Rui Barbosa, vibrava ao ouvir o seu hino, e jamais se enrolou na sua bandeira.
Muitos não sabem o grande homem, cidadão, patriota que era Rui.
Muitos não sabem nem o que é Constituição Federal....
Não sabem a capital dos estados da Federação
Não sabem nada..
Sabem sim, o nome de cada guerreiro que vai disputar um mundial futebolístico,
E estes são os heróis da nossa Patria ?
E os heróis que sobrevivem com salário que mal dá para alimentar-se ?
E os heróis que não tem educação, saúde e emprego ?
E os heróis que não tem dignidade ?
E os Direitos Fundamentais, são desprezados.
Realmente, O POVO é herói.
Por isso que um pouco de comida e dinheiro,
Faz surgir novos senhores feudais contemporâneos,
Que tomam o poder, e engavetam interesses coletivos,
Em prol dos seus interesses particulares.
Rui Barbosa sentia vergonha:
“Tenho vergonha de mim
pois faço parte de um povo que não reconheço,
enveredando por caminhos
que não quero percorrer… “
Eu, tenho vergonha de ti,
Que não sabem a força que tem.
Que não sabem pleitear os seus direitos.
Que jogam fora a sua soberania.
Deixamos os valores se perder.
O corrupto, controla o poder.
O honesto foge para não morrer.
Rui Barbosa tinha do que se envergonhar:
” De tanto ver triunfar as nulidades,
de tanto ver prosperar a desonra,
de tanto ver crescer a injustiça,
de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus,
o homem chega a desanimar da virtude,
a rir-se da honra,
a ter vergonha de ser honesto “.
Eu, tenho vergonha de ti, e me envergonho,
Ao lutar pela verdade,
De fazer valer a justiça,
Resgatar valores perdidos,
Honrar a pátria amada.
Mas Rui Barbosa, sentiu o mesmo sentimento que eu:
“ Ao lado da vergonha de mim,
tenho tanta pena de ti,
povo brasileiro !”
AUTOR: Atila André de Negri Fonseca.
Não tenho inimigos/as do lado de fora
o medo que devora a alma
é este meu único inimigo
só ele me retém
não me deixa ser
me devora
me mata aos poucos
fora isso...
é impossível que alguém me pare!
Conta-me...
Diga-me o que quer?
O que viu?
O que sentes?
Conta-me, o que tenho?
Porque mexo com seu coração?
Porque transborda de paixão?
Conta-me, o que sente?
Por este meu coração de pedra
Gostaria de entender...
E conseguir ir longe, sem medo de me perder
Ter essa audácia de voar tão alto, sem ter asas
Não sei se isso é eterno
Mas posso te dar todo o meu tempo
E ir até o fim do mundo
Escreveremos nossas páginas juntos
Uma nova estória
De paixão e amor
Erros e acertos
Compreensão e amor
Conta-me...
Fala sobre esse seu amor
Que me vira do avesso
Que me toca tão distante
E me tira a paz
Rouba meu sossego
Mesmo assim eu te espero
E te quero para sempre
Conta-me...
Como consegue me abraçar sem estar aqui?
Me beijar sem seus lábios sentir?
Conta-me...
Que magia é esta?
Ultimamente, tenho vivido no modo automático. Respiro, mas não sinto. Caminho com um vazio no peito que ninguém enxerga. É como se minha alma estivesse exausta de mim mesmo.
O silêncio da noite me envolve, mas não me acalma. Estou aqui, mas ao mesmo tempo, tão distante. É uma presença ausente, carregando um fardo que os olhos não alcançam.
Resta o vazio... quando tudo o que um dia fez sentido desaparece e só a solidão permanece.
E no final, me pergunto: quem sou agora? Porque aquele que eu era... já não existe mais.
A vida é bastante breve. A existência é breve. Minha essência e o amor que tenho, não! Nina Lee Magalhães
Gosto de gente de verdade. Pessoas que erram, acertam, choram, fazem drama, vivem e amam. Tenho receio de gente que não sente, que se julga perfeita, que nunca errou. Nina Lee Magalhães
Sempre que estou só, parece que tenho toda a gente do mundo ao meu redor.
Outras vezes, basta-me a companhia de duas pessoas, para me sentir o homem mais infeliz e solitário que alguma vez existiu.
O MEU JARDIM
Tantas flores tenho nele dos meus amores.
A Abelha azul,
Que tem que estar virada a sul;
Agapantas
E Cardos sacripantas;
A Sábia ananás
De um vermelho voraz;
A De Jerusalém
Amarela, só por bem.
A da Sapatinha da judia
Descendo quando subia.
A Vi burno
De um branco em verde soturno;
A Alfazema,
Que tem odores de poema.
Amores perfeitos,
Que para mim,
Que não sou flor nem jardim,
Sempre foram imperfeitos.
Senhores, do mundo imundo
Onde me afundo:
Será culpa de mim?
É que eu nunca tive um jardim!
Nem flores,
Nem amores.
Sempre e só, me tive a mim!
(Carlos De Castro, in Há Um Livro Por Escrever, em 02-12-2022)
ALTARES
Anos vão.
Construi e tenho no meu quarto
Numa cómoda velha de minha mãe,
Um santuário,
Tipo berçário,
Que acolhe alguns santos
Do reino que Deus tem.
Uns mais que outros, sacrossantos,
Para mim.
E assim,
Talvez pela memória
Feita só estória
De querer afastar medos e quebrantos
Em simples peças de barro,
Já em padecimentos de sarro.
E cada vez mais eu reparo
Que neste mundo às avessas,
A quem faltar fé ou faro
Baterá em portas travessas.
Ravessas, elas só se abrirão
Por senha ou pela beatice,
Sempre esta minha tolice
De não aceitar sermão.
(Carlos De Castro, in Há Um Livro Por Escrever, em 27-03-2023)
Tenho no vento um amigo confidente fiel de raiz.
É ele que me diz às vezes que faço bem em esquecer os males do mundo, para não correr o risco de me olvidar de mim e renegar que existo.
LEIA COM ATENÇÃO
Tudo que escrevo não é para você
ou provar que tenho maior conhecimento,
mas sim, me ajudar em momentos depressivos e lembrar todas as merdas que já fiz.
Ainda as faço, só que controlando
mais as emoções.
Felizmente, sou um ser humano imperfeito,
que luta para melhorar todos os dias.
Por isso, procuro lembrar
minha consciência...me escrevendo
Escrever não é deixar meu ego ter palco.
Não tenho na escrita uma plataforma de autoafirmação.
A escrita pra mim é, primeiramente, um refúgio.
Onde me escondo dos ruídos.
Um lugar de calmaria e autoconhecimento.
Exploração e expansão.
Meu ser, em identidade.
Respirando e expirando.
Tenho a escrita como uma manifestação mais que criativa.
É arte, é vida, é beleza e caos.
Conforto e confronto.
Despedida e saudade.
Acenar e abraçar.
Sentir sem ignorar.
A escrita pra mim é viva.
Um fluido orgânico e intenso da totalidade de quem eu fui, sou e quero ser.
Como ver e não pensar?
Como pensar e não sentir?
Como sentir e não externar?
Como externar e não escrever?
A escrita pra mim ocupa esse lugar.
Um lugar que é só meu, mas o torno compartilhado.
Afinal, nenhuma experiência é individual.
Escrever a minha experiência é, também, experenciar o outro.
Escrever é experenciar o ser.
Ser humano.
Ser gente.
013 - "Aprendi, com o Mestre da Gratidão, que agradecer por tudo o que tenho e por tudo o que sou, é simplesmente ser grato, mas agradecer pelo que ainda não tenho e ainda não sou é mais do que Gratidão... é Gratidão com Fé."
Idemi®”
