Eterno
Logo é breve mais mesmo eterno...
Pois o cair da poeira na ampulheta é um grãos de pensamento na imensidão de valores éticos e morais.
O Paradoxo do Eterno e o Resgate no Nexus
Preso no vazio do Nexus Temporal, Samuel sentia sua mente fraquejar enquanto mastigava os restos secos de um amanhã que nunca existiu. Mas o universo não aceita o vácuo, e muito menos o apagamento de uma linhagem que já reescreveu a história.
De repente, o tecido cromático da cela quântica rasgou. No meio do nada, surgiu Cecília.
Ela era a bisneta de Samuel, uma variação temporal viva nascida diretamente do paradoxo cronológico. Cecília não deveria estar ali, mas, pela lei fundamental do Colisor de Pensamentos, aquele que existiu sempre vai existir. O tempo pode ser dobrado, sabotado e trancado, mas a existência de uma consciência é indelével.
Como a física do espaço-tempo proíbe terminantemente a presença de dois "Eus" idênticos no mesmo ato do loop, o universo resolveu a equação da forma mais caótica possível: em vez de trazer o velho Samuel ou o filho dele, a própria linha do tempo materializou Cecília no Nexus como uma força de compensação. Ela era a resposta matemática à prisão de seu ancestral.
Cecília olhou para Samuel, o bisavô debilitado pelas migalhas quânticas, e estendeu a mão. Em seu pulso, um dispositivo feito com a carcaça modificada da velha Voyager 1 brilhava com a energia dourada dos cofres roubados do passado.
— Eles acharam que podiam trancar a nossa história em uma cela, bisavô — disse Cecília, com a voz ecoando em várias frequências temporais ao mesmo tempo. — Mas eles esqueceram a regra básica: nós quebramos o tempo antes mesmo de eles inventarem as facções.
O Nexus começou a tremer. As paredes invisíveis da prisão das facções racharam quando a presença de Cecília forçou o loop a se expandir. O confinamento havia acabado. A linhagem de Samuel não era uma prisioneira do tempo; eles eram os donos dele.
— Vamos embora — Cecília sorriu, ativando o motor tridimensional. — Temos uma bomba atômica no Brasil para proteger e umas facções temporais para apagar da história.
QUE O HOMEM RECONHEÇA SUA ESSÊNCIA CRIADORA , PROPÓSITO ETERNO DEIXADO POR DEUS, E CAMINHE COM CONSCIÊNCIA, FE E SABEDORIA.
Dra Nina Lee Magalhães
Dos amores da vida, qual você escolhe?
O Amor Fati ou o Eterno Retorno?
Nessas viagens repetidas de ida e de retorno,
Será que você está pronto pra pegar o mesmo voo?
Seria uma viagem espinhosa?
Com a dor e com a rosa,
Você viveria quantas vezes
Essa sina tão gloriosa?
O eterno é o instante único,
vívido, vivaz...
Um cristal temperado, transparente
Que vis-lumbro em mim...
Nunca é tarde para aprender, pois a vida é um eterno aprendizado.
Nunca é tarde para recomeçar, afinal, recomeçamos todos os dias quando acordamos.
#AVidaÉBela
O tempo não nos falta; nós é que o desperdiçamos com aquilo que julgávamos eterno. Dedicamos horas ao que pouco importava e negamos minutos a quem talvez só precisasse de um gesto. Um dia, o silêncio nos ensina a diferença — mas, nessa altura, o tempo já não aceita devoluções.:::
Ou seja, a fé não te faz esquecer a lógica do pássaro, ela te mostra o propósito eterno daquele pássaro que a lógica sozinha não consegue alcançar.
O xingamento traz uma fama passageira, mas o caráter constrói um legado eterno. Valha pelo que você é, não pelo barulho que faz.
✨ O amor é feito para ser eterno. O que o faz acabar é a nossa fragilidade em saber cuidar de algo tão forte.
A vida é sempre um eterno movimento entre chegadas e partidas, luzes e escuridões. O importante é estarmos sempre felizes por tudo e buscarmos a melhor sombra pelos caminhos para recuperarmos o folego, para continuarmos as caminhadas.
Ó meu eterno ex-amor, o eco doce de um adeus.Ainda sinto o frio em certas manhãs vazias,Mas hoje a saudade é um cais para os dias meus,Onde a brisa da memória afasta as melancolias.Tu foste o fogo que com paciência me moldou,E em cada cicatriz guardo o ouro do aprendizado.Transformaste-me em alguém que a vida abençoou,Um novo ser que nasceu mais forte e preparado.Agradeço, sim, pela pessoa que hoje me tornei,Mais madura, mais consciente, cheia de paz e luz.Em cada passo novo e em tudo o que conquistei,Levo a canção de ninar que a alma ainda reproduz.Obrigado por me transformar com o teu carinho,Nesta jornada linda, onde o sol voltou a brilhar.Sou uma estrela que hoje ilumina o teu caminho,Pois a chama que fomos nunca vai se apagar.Hoje compreendo o tempo e o valor de cada estação,Como o rio que aceita o seu curso em direção ao mar.Guardei a parte mais pura da nossa antiga união,E fiz do término um jeito mais bonito de te amar.Guardo em segredo o toque suave das tuas mãos,A calmaria que o teu abraço sempre me trazia.Mesmo distantes, cruzamos os mesmos céus vãos,Unidos pela força oculta de uma eterna poesia.O teu nome é um verso que o meu peito ainda canta,Uma melodia doce que o tempo não pode apagar.Há um brilho sagrado em ti que me encanta,E que sempre será o meu farol ao luar.Se fecho os olhos, ainda consigo te sentir aqui,Como um perfume nobre impregnado no meu ar.A melhor parte de tudo o que sou eu te devotei,E nem a própria eternidade pode isso roubar.Teu amor foi o cais onde a minha nau ancorou,O caixilho de ouro que emoldurou o meu viver.Nenhum beijo no mundo apaga o que começou,Naquela tarde linda que nos viu florescer.O nosso sentimento desafia as leis do espaço,É uma constelação viva gravada no meu peito.Mesmo que o mundo desabe e desfaça o laço,Amar-te em segredo sempre será o meu direito.Vejo o nosso passado como um céu no entardecer,Onde a luz doura o topo das montanhas da vida.Foi preciso a distância para a alma florescer,E curar com doçura toda e qualquer ferida.Abro as janelas da alma para o vento da manhã,Sinto o perfume das flores que o tempo semeou.A nossa história foi linda, sincera e soberana,Uma bênção sagrada que o destino abençoou.Foste o meu sol da meia-noite, a minha calmaria,O abrigo perfeito onde o meu peito descansou.Mesmo que a rotina traga uma nova melodia,Nenhuma voz apaga o que a tua em mim marcou.Olho para o horizonte com o peito leve e em paz,Sorrindo pelas lembranças que o vento traz no final.O que ficou entre nós não se perde e nem desfaz,É um laço eterno, sublime, nobre e atemporal.Sei que o fio do destino é misterioso e forte,E que o amor verdadeiro nunca morre em vão.Tu és a minha bússola, o meu ponto do norte,A batida mais bonita do meu coração.Sou o fruto maduro de tudo o que a gente viveu,Um espelho que reflete gratidão e calmaria.O amor não se perdeu, ele apenas renasceu,Transformado em poesia, em luz e em harmonia.Se o destino quiser nos trazer um novo amanhecer,Minha alma estará pronta, despida de qualquer temor.Pois o fio invisível que insiste em nos prender,É a prova mais pura do que chamam de amor.Guarda contigo a certeza de que foste a minha cura,A primavera mais linda que o meu inverno viveu.Mesmo que a vida nos leve por linhas escuras,O meu coração para sempre será teu e só teu.Sou o belo paradoxo entre partir e renascer,Uma obra de arte triste, pintada em tons pastéis.Sou o silêncio doce que aprendeu a compreender,Um lindo jardim florido sob chuvas e sob céus.E se a saudade apertar no meio da madrugada,Olha para a lua e escuta o silêncio do luar.Saberás que em algum ponto da longa estrada,Existe alguém que nunca vai deixar de te amar.
Para quem duvida do eterno mistério da vida
e do sumo encantamento da morte,
os sentidos naturais nos convidam
à uma reflexão filosófica:
A música de Bach, o prodígio divino de Beethoven
as óperas Wagnerianas, o virtuosismo de Chopin
para mim seria suficiente, mesmo que
me faltassem todos os outros sentidos.
Se eu não pudessem ler os poemas de Camões
nem as odes de Horácio e de Cícero
ou ainda as "odisseias" de Homero,
e os poemas de Pessoa. Mesmo assim
estaria convencido da existência
de um espirito eterno e sábio
que sopra aos humanos tanta
beleza e espanto... e divindade.
Olhe que não citei Verdi
I. A Origem e o Olhar Infantil
Na luz do eterno desejo primordial,
éramos crianças observando os céus,
reluzindo os sentidos do microcosmo.
A jornada começa na pureza do olhar. O microcosmo da mente humana se alinha à imensidão do universo, enxergando no espaço não um vazio inerte, mas uma simplicidade carregada de significado. É a escuridão que busca, na sua própria solidão, compreender a existência.
II. O Caos, a Lágrima e a Grande Obra
Vórtices dentro do cosmos são expostos nos níveis mais profundos:
achamos sentido no puro caos.
Depois que a órbita elíptica se transformou numa lágrima do universo,
o olho de Deus aprimorou seu brilho.
Numa nuvem que corta os nuances do tempo e espaço,
transcendendo sua própria existência magnânima,
a ópera magnânima se torna resiliência cósmica.
Aqui, o caos não é destruição, mas a matéria-prima do sentido. A figura da órbita que se molda como uma lágrima reflete a dor e a beleza da criação. A resiliência cósmica surge como a grande resposta da matéria e da vida contra a finitude.
III. O Despertar da Primeira Molécula
O degelo do foco num despertar arcaico da ilusão oponente
das falanges momentâneas são fragmentos esquecidos
da primeira molécula criada no universo.
Há um retorno às origens mais remotas. Ao dissolver as ilusões passageiras do cotidiano (as "falanges momentâneas"), a consciência humana reconhece sua ligação direta com a química primordial do cosmos. Somos feitos do mesmo tecido da primeira criação.
IV. O Crepúsculo do Espírito e a Fissura do Tempo
No envelhecer do meu espírito, vejo ventos solares dos sóis binários:
abre-se a subversão do mar do buraco negro,
difundindo numa ponte entre minha decadência,
vendo seus sonhos num buraco de minhoca.
Sendo instável a evolução de sina de outra era,
irrelevante — pois ainda estamos apaixonados
entre as eras do conhecimento.
Teu Nome
Teu nome foi um sonho do passado;
Foi um murmurio eterno em meus ouvidos;
Foi som de uma harpa que embalou-me a vida;
Foi um sorriso d’alma entre gemidos!
Teu nome foi um echo de soluços,
Entre as minhas canções, entre os meus prantos;
Foi tudo que eu amei, que eu resumia—
Dores—prazer—ventura—amor—encantos!
Escrevi-o nos troncos do arvoredo,
Nas alvas praias onde bate o mar;
Das estrellas fiz lettras—soletreio-o
Por noute bella ao morbido luar!
Escrevi-o nos prados verdejantes
Com as folhas da rosa ou da açucena!
Oh quantas vezes na aza perfumada
Correu das brisas em manhan serena! ?
Mas na estrella morreu, cahiu nos troncos,
Nas praias se—apagou, murchou nas flores;
Só guardado ficou-me aqui no peito
—Saudade ou maldição dos teus amores.
Ler é viver muitas vidas em uma só.
E viver muitas vidas é a forma mais bela de se tornar eterno.
Roberto Ikeda
