I. A Origem e o Olhar Infantil Na... Celso roberto nadilo
I. A Origem e o Olhar Infantil
Na luz do eterno desejo primordial,
éramos crianças observando os céus,
reluzindo os sentidos do microcosmo.
A jornada começa na pureza do olhar. O microcosmo da mente humana se alinha à imensidão do universo, enxergando no espaço não um vazio inerte, mas uma simplicidade carregada de significado. É a escuridão que busca, na sua própria solidão, compreender a existência.
II. O Caos, a Lágrima e a Grande Obra
Vórtices dentro do cosmos são expostos nos níveis mais profundos:
achamos sentido no puro caos.
Depois que a órbita elíptica se transformou numa lágrima do universo,
o olho de Deus aprimorou seu brilho.
Numa nuvem que corta os nuances do tempo e espaço,
transcendendo sua própria existência magnânima,
a ópera magnânima se torna resiliência cósmica.
Aqui, o caos não é destruição, mas a matéria-prima do sentido. A figura da órbita que se molda como uma lágrima reflete a dor e a beleza da criação. A resiliência cósmica surge como a grande resposta da matéria e da vida contra a finitude.
III. O Despertar da Primeira Molécula
O degelo do foco num despertar arcaico da ilusão oponente
das falanges momentâneas são fragmentos esquecidos
da primeira molécula criada no universo.
Há um retorno às origens mais remotas. Ao dissolver as ilusões passageiras do cotidiano (as "falanges momentâneas"), a consciência humana reconhece sua ligação direta com a química primordial do cosmos. Somos feitos do mesmo tecido da primeira criação.
IV. O Crepúsculo do Espírito e a Fissura do Tempo
No envelhecer do meu espírito, vejo ventos solares dos sóis binários:
abre-se a subversão do mar do buraco negro,
difundindo numa ponte entre minha decadência,
vendo seus sonhos num buraco de minhoca.
Sendo instável a evolução de sina de outra era,
irrelevante — pois ainda estamos apaixonados
entre as eras do conhecimento.
