Eterno
Eu não sei de nada
Queria entender
O que existe pra ser eterno
Nunca é maior que uma nuvem
Que a paisagem na lembrança
Não, não entendo esta vida
A alegria fingida de dia
Da alma que acorda rasgada
O olhar que se fecha e divaga
Veneno cortante
De flecha zunindo
Esse ar que se rarefaz
Senta, sente assim
Cada gargalhada, cada passo
O sereno cansaço
Só pressa é quem cumpre a promessa
Aquilo que destoa
É coisa à toa que não vale a pena
Resta a alma ensimesmada
O chorar só pra si
Seu sorriso às avessas
A colheita da escolha fria
Plena, pequena, perfeita, vazia.
Edson Ricardo Paiva.
A Genealogia possibilita-nos sentirmos por nossos familiares um amor intenso e eterno, reunindo todas as gerações em um só coração!
A PRECE: Genuflexão da Alma diante do Eterno.
CAPÍTULO IV
A prece não é apenas o murmúrio dos lábios ou a repetição de fórmulas já gastas pelo hábito. Ela é sobretudo a genuflexão da alma, uma inclinação silenciosa do ser íntimo diante da grandeza infinita do Criador.
Léon Denis, em suas páginas de suave elevação, recordava que a prece é o fio invisível que nos liga aos céus. Não se trata de um gesto exterior, mas de um movimento interior: quando o coração se curva em reverência, o espírito se ergue em luz.
A ciência dos Espíritos, revelada por Kardec, confirma esta verdade. A oração é força viva que, partindo de nós, percorre o espaço como onda sutil, alcançando aqueles a quem desejamos consolar, socorrer ou agradecer. Não se perde uma súplica; todas encontram ressonância nos planos espirituais, onde inteligências superiores as acolhem e as transformam em bênçãos.
A prece não muda as leis eternas, mas transforma quem ora. Modifica o ânimo, pacifica os sentimentos, ilumina o pensamento. O homem que ora abre as portas de sua consciência para que a esperança o visite, e, nesse instante, o desespero cede lugar à serenidade.
Assim, a prece é diálogo da criatura com seu Criador, ponte invisível entre a terra e o céu, eco da eternidade no íntimo do ser. É a genuflexão mais pura: aquela que se faz não com o corpo, mas com a essência imortal que somos.
Pois, quando o coração se recolhe em oração sincera, o próprio universo parece escutar, e Deus responde em silêncio, pelo alívio que desce, pela coragem que renasce, pela paz que se instala.
O Eterno Quadro da Ausência.
I — O Ateliê do Silêncio.
Há um instante em que a alma, fatigada, já não distingue se o que sente é dor ou lembrança.
O ar pesa como tinta não misturada, e o coração lateja como um relógio que perdeu a noção do tempo.
Tudo o que resta é o quadro diante de mim — o mesmo, sempre inacabado — e o vulto que ele insiste em reter, ainda que o corpo que o inspirou já não exista senão nas dobras do pensamento.
O amor, esse artista cruel, ensinou-me a pintar com lágrimas. Cada traço é uma despedida, cada cor, uma esperança morta.
Há dias em que creio tê-la libertado da tela, e outros em que percebo: foi ela quem me aprisionou nela.
II — O Olhar Que Permanece.
Há algo de doentio em amar o que já não nos responde.
E, no entanto, é nesse delírio que a vida encontra sua última beleza.
O olhar que me fita do retrato não é mais o dela — é o meu, devolvido em eco, fragmentado pela saudade.
Sou eu, dividido entre o que amo e o que perdi, entre o real que nega e o sonho que insiste.
Dizem que a morte é o fim, mas a ausência é mais cruel: ela continua viva, mas intocável.
A cada noite, o pincel busca uma cor que não existe — o tom exato daquilo que foi amado.
E, quando o encontro, já é tarde: a luz da manhã dissolve o milagre, e eu retorno à doença da razão.
III — Filosofia da Perda.
A realidade é um quadro imperfeito.
Negá-la é o instinto dos que amaram demais.
Aqueles que já tocaram o abismo da ternura sabem: o amor é uma forma de sofrimento escolhido — a mais nobre das enfermidades.
E há uma pureza nisso, uma santidade quase patológica: viver é prolongar o instante que nos mata.
O pensamento, esse médico impotente, observa o coração como quem assiste a um incêndio que não se apaga.
O amor é o fogo, e a ausência, o vento.
Nada é mais real do que a dor que se sente quando tudo o mais já cessou de existir.
IV — O Funeral do Sentimento.
A doença não é do corpo — é da lembrança.
Diviso, às vezes, o meu próprio funeral: não há lágrimas, só o eco das minhas palavras presas nas paredes do quarto.
Sobre o caixão, o quadro: inacabado, obstinado, com aquele mesmo olhar que me persegue.
É o retrato daquilo que amei e daquilo que fui.
Talvez o amor seja isto — a tentativa insana de imortalizar o que o tempo já levou.
Talvez a morte seja apenas a moldura que encerra o último sonho.
EU, fui criado por Deus. Tive um começo e não terei fim. Como espírito, sou eterno.
DEUS, é incriado. Não teve começo e não terá fim. É infinito.
Chega de voar por todo mar...
Vem descansar e se aconchegar em meu peito, seu eterno porto seguro.
Acalma este mar revolto de saudade de ti, que alguns chamam coração, mas eu prefiro chamar de amor...
Não limite a sua fé a estação terrena, que você está vivendo, tenha o coração cheio do que é eterno!
Viva um testemunho verdadeiro da graça e do poder de Cristo, nosso Rei eterno, que nossa confiança esteja Nele firmemente e não tememos declarar sua verdade brilhantemente.
Estar em Cristo é ter um motivo eterno para não desanimar. Não importa se você está no palácio ou em Lo-Debar; sua identidade está no Reino, e a presença d’Ele te acompanha em cada passo.
Mesmo cansada, eu me ergo em Deus,
Pois quem me sustenta é o Eterno.
A alma pode até chorar no travesseiro,
Mas há Céu por perto.
Não vou me entregar às vozes da dor,
Nem aos medos que tentam me parar.
Serei forte, não por mim mesma,
Mas porque o Senhor me faz caminhar.
Ouve-se um som como muitas águas,
o céu inteiro canta e se embriaga
de um júbilo eterno e santo clamor:
“Aleluia! Reina o Senhor!”
O Rei dos reis governa em amor,
e toda nação verá Seu esplendor.
Seu trono é eterno, Sua glória não finda,
e a Noiva reinará com Ele... por toda vida!
