Eternidade
Não tenho medo de morrer
Me falta ar
Parece uma eternidade estou me afogando nas minhas próprias lágrimas atormentando a mim mesma eu sou meu pesadelo mais conhecida como anjo negro
A alma anseia pela eternidade.
O corpo anseia pelo descanso.
É meu coração anseia por ti, desde sempre, a todo instante.
TRISTE MENINA
Chora cá a tua morte pra eternidade
os soluços que assim a memoraram
as lágrimas arrancadas não secaram
nos carecentes campos da saudade
Aflitiva entre as aflitas a tua verdade
molesta por todos faltos que faltaram
as tuas consumições nunca cessaram
na tua meiga e agitada sensibilidade
Então, sonha aí, posta na conciliação
no teu moimento da campa santa
agora pode aquietar o teu coração
Dorme, na graça e na união Divina
dói n’alma o silêncio que agiganta
ide em paz, saudosa, triste menina!
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
28/11/2020, 11’23” – Triângulo Mineiro
Sétimo dia da Páscoa da prima Flávia Magalhães Nogueira
A felicidade plena é, tão somente, amar alguém que também nos ame, pela eternidade de um momento, pois só assim percebemos que todos os instantes de amor são puros, eternos, mas, como tudo na vida, não duram para sempre.
O universo é autofágico. Alimenta-se de si mesmo. Transmuta-se e essa é a sua eternidade. Somos células que alimentamos esse Universo para depois dar lugar a novos seres. Esta é nossa finitude e eternidade.
Desprecavido andava sem portar o risco da eternidade qual crava como garras gravaram na casca um dia da árvore o sinal. O sinal da escalada que por descuido se perdeu dentre tantas nuvens a se misturar pelos céus do esquecimento, lotado de ausências insentíveis pois tal é a nóia poesia a borbulhar no crânio a(s)cendido de sensações censuradas e reclusas donde saltam ao vazio espaço do esquecimento, em vão, tenta ligeiramente rasgar o papel afiado onde a tinta transborda o pulsar dos sentidos pensamentos trajados de arte vadia, sem rumo nem futuro a seguir balbuciando o que outrora flutuava afastada do solo firme a prender gravitalmente quem pesado liberta a sumir suas crias paridas prematuras mortas e desfiguradas. Segue abortando um rastro de passos vazios sob o espaço do oco pensar habitado por Chronos enquanto num canto o nóia se esconde a riscar o fogo. Paranoico riscar ligeiro de corpo preso à pesada e infeliz realidade sem noites nem sonhos.
201912231601
Amou como se conhecesse
De muito tempo atrás
Uma eternidade
Quando ama de verdade, meu bem
Não é pura obrigação
É por uma destemida vontade.
