Eternidade
Mapear a eternidade exigiu dos homens medir a sombra do cosmos: às margens do Nilo, ergueu-se o infinito na exata proporção em que a terra recua ante o céu.
Reno Fioraso
O paraíso deve ser um lugar insuportável. Imagine passar a eternidade cercado por pessoas que passaram a vida inteira sendo chatas o suficiente para merecerem entrar lá.
Se a eternidade é o jardim de Deus, o tempo é a cela onde Ele nos trancou para observar nossa decomposição.
Prefiro o brilho curto de uma vida bem vivida ao mofo de uma eternidade suportando a mediocridade de quem não tem nada a dizer.
Argumento da Contradição da Eternidade
Premissa 1: O religioso afirma que a regressão infinita (uma cadeia de causas sem um início) é logicamente impossível.
Premissa 2: O religioso define deus como um ser "eterno" (sem início e sem fim).
Premissa 3 (Conclusão Intermediária): Uma existência eterna é, por definição, uma regressão infinita de estados temporais ou existenciais para o passado.
Premissa 4: Se deus é eterno, então a regressão infinita é, na verdade, possível e real.
Premissa 5: Se a regressão infinita é possível para Deus, não há impedimento lógico para que a natureza/universo também seja eterna e sem início.
Ninguém prova a eternidade da ordem. No início, talvez nem Deus fosse mais do que um lampejo de desordem.
O coração é enganoso...
O coração é enganoso quando jura eternidade, bate forte por promessas que o tempo não confirma.
Ele acredita em olhares como se fossem verdades, e transforma um simples toque em destino.
Ele se perde fácil entre silêncios e esperanças, confunde ausência com saudade, distância com amor.
Insiste em enxergar luz onde só há lembranças, e chama de escolha aquilo que foi dor.
Ainda assim, é nele que mora a coragem de sentir, mesmo sabendo que pode sangrar em segredo.
Pois amar é aceitar o risco de cair,
é caminhar de mãos dadas com o medo.
E mesmo enganoso, eu sigo o coração, porque sem ele a vida seria vazia demais.
Se amar é errar, que seja por paixão,
pois só erra quem sente
— e sente quem é capaz.
O amor que se entregou na cruz
não foi silêncio, foi grito de eternidade
— um céu rasgado em misericórdia,
um Deus que escolheu sangrar por nós.
Ali, na dor mais profunda, nasceu a esperança que nem a escuridão conseguiu apagar.
O amor que venceu a morte
quebrou o peso do impossível com mãos feridas, transformou lágrimas em promessa, e o fim…
em recomeço.
A pedra não segurou,
o sepulcro não calou
— porque o amor verdadeiro
não permanece enterrado.
E hoje ele ainda vive,
não só na história,
mas em cada coração que crê.
É esse amor que cura,
que chama, que abraça
— mesmo quando
a gente acha que não merece.
Um amor que não desiste,
não recua…
e que, por nós, venceu tudo.
O amor que se entregou na cruz
não foi silêncio,
foi grito de eternidade
— um céu rasgado em misericórdia,
um Deus que escolheu sangrar por nós.
Ali, na dor mais profunda,
nasceu a esperança
que nem a escuridão
conseguiu apagar.
O amor que venceu a morte
quebrou o peso do impossível
com mãos feridas,
transformou lágrimas em
promessa, e o fim… em recomeço.
A pedra não segurou,
o sepulcro não calou
—porque o amor verdadeiro
não permanece enterrado.
E hoje ele ainda vive,
não só na história,
mas em cada coração que crê.
É esse amor que cura,
que chama, que abraça
— mesmo quando a gente
acha que não merece.
Um amor que não desiste,
não recua…
e que, por nós, venceu tudo.
E depois de um tempo curto,
que para meu coração pareceu uma longa eternidade
a Lua voltou.
Voltou ainda mais brilhante,
Mais bonita
Mais estravagante
E divertida.
Ela brinca todas as tardes com meus sentimentos
Ela trouxe consigo toda a cor que tinha levado embora,
Trouxe consigo meu sorrisos
Que em sua ausência se escondiam sem um porquê
E eu sinto tanto arrependimento
Em não ter lhe pedido para voltar antes.
Mesmo que para os outros ela só brilhe à noite
A minha Lua não,
Ela brilha em todos os momentos,
Ela sorri de um jeito que é mais radiante que o sol,
É um caos maior que uma ventania de verão
Mas sua confusão e seu temperamento acariciam todos os sentimentos em meu coração.
Quando a Voz da Eternidade emudeceu em mim o sussurro da terra, respondi ao Teu chamado; dEle provém toda a minha vida e sustento.
A graça divina é um mistério tão profundo e escandaloso que a maior surpresa da eternidade não será a ausência de quem julgávamos perdido, mas a minha própria inclusão entre os redimidos.
O evangelho não é um mero salvo-conduto para a eternidade, nem um simples plano de fuga deste mundo caído. Ele é a própria presença de Cristo invadindo o nosso caos diário. É a graça que não apenas nos salva do julgamento, mas que satura o nosso acordar, molda o nosso falar e cura a nossa dor. A boa nova não descreve apenas para onde vamos, mas quem nos acompanha em cada detalhe da nossa caminhada de fé.
