Estrada
DE VOLTA
Ser viajante sem parada
De novo encontrar a mesma estrada,
Voltar à mesma casa que foi deixada,
De onde saíste sem pensar em mais nada.
Dos encantos que aprendi na vida
No profundo do teu corpo me fundi,
Nos caminhos percorridos
Sempre procurei o amor em ti.
Foi meu alento minha poesia,
Meu canto minha nostalgia,
Meu destino que te entreguei um dia.
Ó amor meu que ficaste ausente!
Não te apartas do meu amor presente
Deite em meu regaço tua alma para sempre.
MÁRCIA ROCHA
Pela estrada eu caminho só, me guiando pelos sinais, deixando marcas no meu chão. Me libertar e prosseguir: viver.
Por mais que eu tente, me esforce, as minhas escolhas já foram feitas. As estradas estão abertas, livres, e ainda assim, mil opções de rotas e trajetos; destinos.
"Nada há de menos cansativo, mais infinito e prazeroso do que andar na própria estrada. Seguir o caminho alheio é que é exaustivo, limitante e doloroso."
Não tardes, por favor.
a estrada é longa pra seguir sozinha.
Só ao teu lado,
com o teu amor,
eu terei certeza
de que vale a pena.
E o amor tbm acaba?
ela perguntou,frustrada, pelas estradas em q andou
andou muito perfumada, rosa embelezada
qual o espinho q te furou?
ao acariciar suas petálas minha flor
te digo como um sabio apaixonado
o dele acaba
enquanto o meu começou!
Meus Poemas
Meus poemas vão sendo largados
na beira das estradas onde passo,
ao luar do sonho, às flores comuns
das estradas desertas, das pedras
esculpidas pelas maresias,
ao campo que se alonga até o mar.
Talvez eu tenha dado os passos certos,
talvez encontre em cada um deles,
a estrada do sonho, os momentos que vivi.
Talvez recupere nas curvas do caminho,
velhos poemas que se perderam na poeira,
em amareladas folhas rasgadas.
Talvez encontre em meio às flores,
os poemas que fiz e não deixei nascer,
poemas imaginados que nunca ganharam corpo,
numa estrada inventada para atravessar o tempo.
Poemas abandonados, poemas espalhados,
na estrada da imaginação, onde ninguém pisa,
poemas passageiros desta longa viagem,
abandonados versos, lembranças escritas,
de quem um dia pretendeu ser poetisa.
Ah, cara, não me segura não.. A estrada me chama, o sol me chama, o som disso tudo me instiga. Óculos escuros e o vento bagunça meu cabelo, o sol deixa a pela morena e no som algo que não me deixe pensar, eu só quero cantar.. No ar uma atmosfera de entrega, uma vontade insana de viver, de ver, cara, me entende? Eu não preciso de um destino, na verdade, eu não tenho um, não quero rotas, guarde os mapas, eu quero me perder no meio de uma louca tempestade. Eu quero ver toda essa gente. Todas as cores, todos os tons, os sons, amores. Eu quero sentir todos os ventos e mergulhar em todos os mares. Chega de relógios, tic tac, hora marcada. Não! Tem muito mundo no mundo e eu não quero ficar aqui. Me disseram que a vida tem compromissos demais pra se deixar viver, mas eu não aceito, não na minha.. Chame do que quiser, a minha alma nasceu pra essa liberdade, meu corpo pede intensidade. E eu não preciso de mais nada se você disser que vem comigo..
Vem, vem ser uma aventura eu e você. Eu quero percorrer os quatro, os cinco, todos os cantos do mundo com o teu sorriso do meu lado.. Eu quero rir de tudo, quero sentir tudo, quero falar tudo, ouvir tudo, quero esgotar a minha necessidade de mundo.. e de você.
Na estrada da vida precisamos de estar bem licenciado e respeitar o código dessa estrada, não há trânsitos na rua, mas há um juiz que é o Senhor.
Deixei pra trás minha velha morada
E já sinto o cheiro da terra na estrada,
O destino quer me carregar ( Não tem direção)
Esse vento bem sabe onde quer me levar.
Ao passar dos tampos nós vemos o quando dolorosa foi nossa estrada, mas esquecemos do quanto ela ainda será.
A vida é uma estrada com curvas perigosas que se segue, estamos sempre em busca de ideais, procuramos, achamos, perdemos e muitas vezes nos perdemos, e para nos encontrar precisamos de alguém para nos achar, somos dependentes, dependemos do outro, das opiniões alheias, dependemos de equilíbrio, e se em umas dessas curvas não mantermos o nosso controle, vemos a vida por um fio, ou talvez não a vejamos mais. Sim. Sim. Essa é a vida, uma estrada perigosa, que exige muito, ou muita, muita cautela, muita paciência, muita vontade, vontade de viver e de superar e quem alcançar será o grande vencedor, que esteve por cima e por baixo, e chegou lá!
É tão bom ver a vida pulsar. Sigo por essa estrada, ora acompanhada das minhas idéias desvairadas, ora pelos meus desatinos conscientes
DESDE QUE APAREÇAS!!!!
Dou-te asas para voar.
Dou-te vozes para falar.
Dou-te estradas para caminhar.
Dou-te sol para aquecer.
Dou-te lua para brincar.
Dou-te estrelas para brilhar.
Dou-te chuva para molhar.
Dou-te coragem para vencer.
Dou-te vontade para continuar.
Dou-te comida para te alimentar.
Dou-te cama para deitar.
Dou-te carinho para acordar.
Dou-te alegria para sorrir.
Dou-te luz para iluminar.
Dou-te canções para dançar.
Dou-te flores para perfumar.
Desde que, apareças a qualquer hora.
Para me encher de beijos.
Para me dar abraços de desejos.
Para cheirar o meu cangote.
Para me fazer arrepiar.
Para me dizer poesia.
Para me falar de amor.
Para me contar segredos.
Para aplacar os meus medos.
Para me trazer alegria.
Para acalmar minha alma.
Para segurar a minha mão.
Para na minha boca, a tua língua enroscar.
Para o meu ritmo cardíaco disparar.
Para não me deixar desfalecer.
Para me fazer estremecer.
Para me entregar teu corpo em êxtase
E se isso acontecer,
Terei enorme prazer em morrer, em você.
Talvez
Talvez....me perdi na estrada.
Talvez....andei depressa demais.
Talvez....esqueci que a vida passa.
Talvez....nem sei quem sou mais.
Talvez....me distraí com a paisagem.
Talvez....entrei no lugar errado.
Talvez....eu quisesse sossego.
Talvez....um lugar abafado.
Talvez....eu não tenha percebido.
Talvez....eu tenha me enganado,
Talvez....eu não quisesse ver
que o meu futuro já virou passado.
Talvez....eu tenha me tornado um cavalo de raça, que na raça, e em disparada
busca a vitória, mesmo na hora errada.
Talvez....eu tenha me tornado o meu próprio cavaleiro
E com um açoite tenho açoitado o meu corpo inteiro,
para correr e correr,
sem saber pra que e porque.
Tenho ao alcance dos pes a estrada e na linha dos olhos o horizonte;Na cabeça os planos traçados e o desenho incompleto.
Sigo constante para Dentro de mim mesmo Como um arqueiro que insiste em acertar o alvo;
Dentro de mim o mundo inteiro e na ponta da caneta um pouco do que o coraçao encontrou palavra.
