Estrada
Reflexões
Olho para os lados, vejo que nada é como antes,
As estradas estão escuras, o vento está mais forte,
Esses caminhos da vida, deixam as estradas fechadas.
Fechando qualquer caminho que eu tome,
É um lugar sem saída, sem ter onde respirar,
Sem nenhum destino, não chego a lugar nenhum.
Não me sinto vivo, não me sinto nesse lugar.
Tudo que eu tinha, foi-se em questão de minutos,
Eu encontrava a felicidade dessa forma, vinda de alguém.
Quando tudo se foi, perdi meu rumo,
Tudo que eu acreditava, toda a esperança,
Em ver que alguma coisa mudaria em minha vida.
Eu sempre tive uma única dúvida, porque as
pessoas pensam demais? acabam criando problemas,
formas de criar sofrimento dentro de sua mente,
se transformando no que nunca deveria ser?
Acho que nunca descobrirei.
Você construía as muralhas da minha vida,
Você era o meu mundo, cada lágrima,
Era a forma de um sorriso, um brilhante
Não importa o que diga, a vida é movida assim,
Onde estaria a vida se não houvesse o amor?
Passei a vida em plena escuridão, solidão,
vivendo como se não houvesse amanhã,
Tentando ser o que jamais serei na vida.
Eu sei que esses detalhes
Vão sumir na longa estrada
Do tempo que transforma
Todo amor em quase nada
Mas "quase"
Também é mais um detalhe
Um grande amor
Não vai morrer assim
Por isso
De vez em quando você vai
Vai lembrar de mim
CONVIDO-TE A CAMINHAR PELAS ESTRADAS POR ONDE ANDEI TROPEÇAR NAS MESMAS PEDRAS QUE TROPECEI, CAIR,CHORAR,LEVANTAR VENCER E S ORRIR DO MESMO JEITO QUE EU CONSEGUIR.SÓ ASSIM PDERÁ ANALISAR E TER O DIREITO DE ME JULGAR.
“Foi numa dessas estradas que a gente se perdeu, não foi?
Esbarramos no acaso e sumimos junto de nossas pegadas nas ruas. Depois de tanto tempo escasso, você ainda pesa sob minhas pálpebras antes de dormir. E não há tempo líquido, tempo de chuva, tempo em ampulhetas desenfreadas, não há como sepultar os teus traços nos becos e vitrines. Foi estranho. Eu não tinha motivo algum para me arrepender do que não fomos, muito menos de querer voltar para uma estante e posar por lá como quem espera pela sorte, mas era triste pensar no fato do chão não sumir diante dos meus pés a cada vez que sentisse o teu perfume. Às vezes me pego pensando em tudo o que já te disse e em quanta prosa banal gastei apenas para evitar o tom debochado dos teus olhos. Quebro a cabeça imaginando se as frases que lhe dediquei já escaparam por outras bocas. Talvez, por ventura, eles conseguiram ter o que nunca tivemos: Um final feliz.
Você nunca foi fã da minha literatura barata e cheia de repetições. Eu nem ligo.
Acho que você nasceu num dia assim: ensolarado e sem nuvens brincando no céu, não que isso me entristecesse, mas é que cantarolei saudade o dia inteiro hoje. Era em dias assim que eu costumava adorar o inverno, era nesse mês que descobria uma romancista por trás da minha aparência. E até gostava. Era o momento da consciência menos pesada por lembrar de ti sem parecer tão sentimental, apenas por ser uma estação tão tua. Sentia as rajadas de vento que se encaixavam nas estalactites da tua alma. Tinha a desculpa de pensar “estou tremendo de frio e não de saudade”, e isso até me confortava.
Eu te ouvi dormindo lá do outro lado da cidade, até ouvia os teus cílios exaustos acompanhando os teus olhos de insônia. É que você carrega os sete pecados capitais nos olhos, e talvez até seja um deles. Deixa eu ser a tua nicotina, menino. Vicia em mim num trago manso. Me despe, desce. Desce mais uma dose e deixa eu apreciar você.
Percebi que você não era só inverno, virou também equinócio de primavera e chuva de verão que nunca acaba. Eu podia ouvir as tuas queixas, o teu silêncio e a agitação dos teus vasos sanguíneos. Eu inventaria um ritmo para cada extensão deles, assim como eu própria te inventei. Eu ainda podia ouvir as sirenes dos teus instintos atraindo os meus.
Quando Renato Russo falou sobre a tempestade dos olhos castanhos, certamente não conhecia o mar de ressaca dos teus. Talvez eu tenha te visto além do espelho embaçado do banheiro, além das veias azuladas do teu pulso, até das fitas de DNA.
É que eu não tenho anticorpos suficientes que tirem você de mim, entende?
Tu és feito de arestas escorregadias, menino, junto de um bocado de lacunas ainda não preenchidas. Os caminhos das linhas das tuas mãos também atraem as minhas, mas esse caminho da perdição que corre despercebido pelo teu abdômen ainda é o meu mapa favorito.”
Deixa eu fazer parte da tua história, menino, deixa eu amar você.
Ele perguntou se eu sentia saudade de casa.
Senti saudade do passado.
Foi estranho.
A amizade é uma estrada de mão dupla, onde, no meio do caminho, as mãos se unem.
(Pensamentos soltos na brisa das tardes. Sorocaba/SP. Crearte Editora, 2013)
Como borboletas em revoada
Ela foi distribuindo cores
Colorindo sua estrada
E semeando flores...
mel - ((*_*))
Somos eternos viajantes nas estradas da vida. E por todas elas deixamos nossas pegadas. Quem vem atrás, nos seguindo, poderá, ainda que na escuridão, seguir um facho de luz. Basta, para tanto, que acendamos, dentro de nós, a luz da esperança.
(Pensamentos soltos na brisa das tardes. Sorocaba/SP: Crearte Editora, 2013)
Aquele que da estrada somente percebeu o pó, perdeu, seguramente, todos os passos dados.
(Pensamentos soltos na brisa das tardes. Sorocaba/SP: Crearte Editora, 2013)
Por mais que eu percorra a longa estrada de meus deveres, ainda deixarei, no percurso, a cobrança dos que ficaram.
(Pensamentos soltos na brisa das tardes. Sorocaba/SP: Crearte Editora, 2013)
..."Na escolha pelos caminhos da vida, alguns pessoas viajam em estradas, outros trafegam em avenidas, outros andam por ruas e os menos afortunados entram em vielas. Trace sua rota de vida com cuidado para não pegar o beco em rua sem cep!"...- Ricardo Fischer -.
Ser pássaros interpretando
Ser rios viajando, correndo
Ser o verde água
Ser estradas, caminhar...
Ser palavras ocultas, guardadas
Ser sorrisos, gargalhadas,
Ser sonhos de garoto
Ser a amar.
Ser maciez das flores
Ser cama para deitar
Ser chuvas correndo
Ser folhas a desaguar
Ser inverno de madrugadas
Ser primaveras no verão
Ser outonos, ser estação
Ser parada para descansar
Ser campinas, borboletas
Ser dança no ar
Ser música que canta
Ser canto para cantar
Ser cores
Imagens
Flores,
Vida
Ser vida
Ser sonhos
Ser amada
Ser...
Rompante de saudade
Ainda sigo pela estrada de minha vida
Meus passos já estão pesados
Por tudo que vi
Por tudo que vivi.
As vezes paro e descanso
Observo quem está ao meu lado
Ouço no silêncio da alma
Como cantar de pássaros
Risos e vozes que ouvi
Embalam meu coração os acordes.
Como mágica uma canção,
Soa dentro de mim
Foram tantas as manhãs que vivemos
Foram tantas que caminhamos lado a lado
Sinto saudades.
Mesmo dos dias frios
Já se passaram tantas manhãs
Noites e tardes, vem e vão
Ficou o gosto de quero mais
Saudades de um tempo lá atrás
Saudade de você que está ai junto ao pai!
(Dedicado a minha amiga maria Rosa que está junto a Deus)
Ainda sinto saudades
Eu creio... Que em cada passo que eu der, Cada estrada que eu trilhar, todo caminho que eu escolher... (O MEU DEUS ME GUIARÁ)
Que para iluminar tua estrada
Este simples conselho te valha
(Feliz é quem humilde o aprende!):
Por amor se livra o que entralha,
Pois o amor é que de fato prende.”
Como se o vento levasse uma folha seca há algum lugar, você me leva a estrada aonde vamos ainda nos encontrar, como a saudade leva uma lágrima cair, o tempo leva a lágrima a secar. Como a mentira nos leva a um falso conforto. A verdade com o tempo nos conforta ou ao menos nos ensina a nos conformar. Como a confiança nos leva a cumplicidade, ou talvez os dois venham juntos, como o amor vem junto com a sinceridade de um eu te amo. E por mais que essas palavras se percam, elas se encaixam perfeitamente no contexto que a direciono. Como a vida nos leva a morte, como o começo nos leva ao fim. Como um sofrimento nos leva ao amadurecimento. Como se sentir só nos leva a sensibilidade, como tudo tem a sua reação. Não consigo mais me direcionar no que escrevo, sinto como se tudo ficasse perdido ao vão, como se não fizesse sentido colocar essas palavras aqui, mas ao mesmo tempo sinto que na há outro lugar onde essas palavras se encaixariam, como se essas fossem as palavras. E como a dor de uma saudade às vezes traz o fim. E às vezes traz o novo começo, uma nova visão, um novo mundo, ou simplesmente uma nova frase.
Tenho orgulho de minhas cicatrizes. Se não fossem elas, eu nunca lembraria de toda a estrada pela qual percorri. De todas as lágrimas que derramei, lutando e vencendo mais uma batalha.
A Lua cheia tão bela...
Beleza terna que ilumina a escuridão...
Estradas da vida...
Histórias...momentos... Recordações...
Lua cheia tão bela...
És tu que ilumina a escuridão...
Amor, solidão.
Em uma estrada escura, sombria, um homem caminhava em rumo a uma casa, chegando La bateu na porta e chamou:
-Alguém em casa?
Uma mulher apareceu na porta e disse:
- o que queres meu senhor?
- estou sozinho, não tenho onde ficar esta noite, minha casa e muito longe, não tenho como chegar La tão rápido, se a senhora puder arrumar um cantinho em sua casa pra me passar a noite eu serei eternamente grato!
- sim! E claro que tem entre, por favor!
A noite passou! No dia seguinte quando o homem ia embora a sujeita bondosa perguntou:
- qual o seu nome meu caro amigo?
- meu nome e aquele que muitos conhecem, mas poucos dão valor, sou aquele que muitos dizem ter, mais pouco sabe cuidar de mim, sou aquele que muitos usam com falsidade, mais poucos usam na verdade. Resumindo meu nome e amor.
- mas onde e a sua casa?
-minha casa e onde as pessoas me deixam entrar, vou de porta em porta pedindo pra ficar, poucos deixam, mais os que deixam sempre são felizes, são os que me conhecem e dão valor a mim. Você e uma pessoa que merece toda felicidade do mundo, pois me ajudou quando eu precisei. Mas ainda não sei o seu nome minha senhora?
A mulher bondosa cujo nome ainda era oculto, escorrendo lagrimas nos olhos disse!
- não sei se você percebeu mais minha casa e em um lugar, solitário, escuro, moro sozinha, ninguém me visita, vivo nos cantos, sabe por quê? Porque sou aquela que fica onde você passa, fica por alguns dias e vai embora, deixando a pessoa arrasada, sem rumo, sem coragem pra viver, eu fico com essas pessoas, sofrendo com elas, meu nome e solidão.
Mais a real não e culpa do amor, ele vem ate a pessoa cultiva a semente do amor e vai embora, agora cabe a pessoa que diz ta amando regar aquele broto todos os dias para que ele não morra e de lugar a semente da solidão.
“Se você ta amando não esqueça a solidão e prima primeira da morte “
"Enquanto você fica remoendo ontens, por quês e razões, a estrada do agora passa bem embaixo da sua janela."
