Estava um Pouquinho Ocupado Desculpe me
Jesus é tão filho de Deus como nós o somos. A diferença é que ele estava consciente e as restantes pessoas não estão. Tão humano como nós, mas de maior evolução.
E lá estava eu olhando fixamente dentro dos olhos de uma pantera. Aqueles segundos pareciam horas. Do alto de minha experiência de vida sabia que jamais alguém teria olhado para ela assim. Enquanto penetrava em sua alma e ganhava seu coração, ela deixou escapar o fogo ardente da paixão que queimava dentro de si. Sorri.
"Como e por que me tornei professora?"
COMO ?
Estava nos primeiros passos ...
brincadeiras com sucatas!
com suas cores e formas ...
desconsertavam e voltavam ao compasso!
objetos que construía,
que só pra mim sentido faria.
Com outra percepção se deu
quando as letras eram desenhos
que surpresa:
os coloridos representavam sons.
Nas mãos da mamãe as figuras brincavam:
cortava, colava e dava outros tons.
Chamou-as de sílabas
e brincávamos de rir.
Vi que sozinhas,
as vogais tristonhas
com essas tais consonantes
precisavam interagir.
E sobre o papel sem cor
a mãe me provocaria
e eu coloria, a sorrir.
Certo dia papai chegou
e um grande presente na parede fixou.
De tão verde parecia a mata
Com seus bastões coloridos
que no quadro verde podia tingir.
De tão alto me obrigava
nas pontas dos pés ficar
e de joelhos eu descia
para desde sua base
as minhas letras começar a desenhar.
Crianças chegavam de lá e de cá.
Vizinhos e primos queriam brincar.
Os colocava sentados no chão
e ali começava a brincar de ensinar.
E assim foi...
pela descoberta das letras com a mãe colorindo,
montando e desmontando pra ler
por meio do pai a brincadeira completava
quando as crianças amontoavam
e dali eu dizia que ensinava a escrever.
POR QUÊ ?
Na escola aprendia
conversando com a “tia”
que a todo tempo me chamava
porque parada eu não ficava.
Seu tom de voz, medo não causava
porque tia Heralda, tranquila sempre estava.
Me pedia para ajudar na sala
e no recreio eu podia ter minha fala.
Assim descobria uma nova ação
entre professor-aluno uma relação.
De origem não genética
mas de natureza dialética.
Então pude conhecer
que “todo professor é sempre aluno
e todo aluno, professor, pode ser” 68
Estas palavras do Seu Antonio
que em suas cartas eu pude ler
para me preparar e entender
sobre as inquietações deste universo do saber.
Assim com Gramsci um pouco mais entendi
por que docente eu me vi
e tão logo o coração aquiesci.
Poema publicado no livro "Fragmentos de Inspiração: versos e poesias."
Eu me perdi quando estava no caminho, me perdi quando ia, me perdi quando vinha, me perdi no tempo, e com o tempo me perdi, me perdi nos planos, me perdi do futuro, me perdi no sonho, me perdi pensando, me perdi tentando, me perdi servindo, me perdi trabalhando, me perdi ajudando, me perdi confiando, me perdi amando, me perdi perdoando, de mim mesmo me perdi...
~~LADRÃO DO AMO(_)~~
Me roubaram a rima que estava aqu(_ )!
Procurem o ladrão, pois eu não o v(_).
Neste poema havia muitas rimas de amo(_).
Iria entrega-lo para mais linda Flo(_).
Agora estou em desespero com esta situaçã(_)!
Foram rimas feitas de alma e coraçã(_).
Como mandarei um poema de amor incomplet(_)?
Com o roubo das rimas o poema ficou em abert(_)!
Talvez o ladrão esteja apaixonad(_)?
E quem sabe ele pegou somente emprestad(_)!
Para a sua amada uma poesia presentea(_).
E uma noite de amor de sua amada poder ganha(_).
Vou esperar até o dia amanhece(_)!
Quem sabe minhas rimas ele venha me devolve(_)?
E assim poderei a você lhe entrega(_).
Esta poesia que fiz para o seu amor também ganha(_)!
~~ANJO ARREBATADOR~~
Suco de Manga.
Na casa de Dona Florzinha, a mangueira estava repleta de frutos, bem florida e bonita.
Era tanta manga que perdia sozinha e somente ela, os morcegos e os pássaros comiam.
Ninguém queria, ninguém pedia, mas ela distribuiria pra pessoa querida.
Os meses se foram...
ficando os frutos poucos.
Somente os caroços pra se replantar...
Novas árvores de frutos iam brotar.
Passaram-se mêses e por fim as mangas se foram, ficando só uma no pé.
Ela dizia a fruta querida:"Fruta,fruta formosa...
madura, fruta doce e cheirosa.
Caia... mas caia agora!
Quero-te desfrutar,
te saborear...
beber de teu sumo, e plantar-te no final.
Dona Florzinha não comeu a fruta e sim bebeu de todo o sumo que a fruta trazia em si, transformando-a em um belo copo de suco natural..
Não entendo porque Deus deixou meu menino fazer o que fez. Não entendo porque eu não estava lá para impedir. Não entendo porque ele fez aquilo consigo mesmo. Ainda não tenho as respostas.Uns dias após sua morte eu gritei muito com Deus. Sei que é pecado, porém, gritei,questionei com aquela dor profunda em meu coração. Eu disse: Deus! Eu te falei que podia fazer tudo comigo para que eu não me perdesse, a minha vida está em suas mãos, não tenho nada nem ninguém além de ti. E naquele momento não tinha mais nada mesmo. Perdi meu bem mais precioso. Perguntei: Porque tantas coisas ruins acontecendo? Eu disse a Deus Por que? Por que? Até quando vai me castigar? Até quando vou pagar tão caro pelos meus erros? Precisava ser meu filho? Tua Palavra diz que não há um justo sequer sobre a terra. Tu és Deus e poderia ter impedido! O silêncio foi a resposta.
Me perguntei muitas vezes porque não fui eu a morrer. Eu morreria no lugar do meu filho.Mas como escreveu Elaine Martins: Deus é Soberano!
(pensamento escrito no facebook em 09/05/2019)
Hoje uma colega disse que meu rosto estava com uma aparência melhor. Eu pensei que ela não faz ideia de como me sinto.
Sentava-se ao lado, mas sentia-se tão longe, quanto mais presente se apresentava, mais longe estava.
Eu estava cego, eu estava surdo.
E por causa disso, demorei pra ver o que estava diante dos meus olhos.
Um homem, mas não um homem qualquer, e sim o Nazareno, que me amou e ainda me ama. Infelizmente eu demorei para encontrar este amor que sempre esteve diante dos meus olhos. A minha ignorância me fez cego, a minha ignorância me fez surdo.
A noite estava quente e triste pra mim, mas de repente, como uma surpresa da vida, uma pessoa querida me convidou pra passear na beleza no Jardim.
Faz quase 50 anos,que eu estava num evento,muita movimentação,muitos olhares de muita gente,mas do meio da multidão,uma mocinha me olhou diferente, foi amor a primeira vista e paixão a perder de vista que até hoje estamos casados , juntos e misturados.
Num momento, passando por tristeza, fui ao seu apartamento, esperando sua gentileza, eu estava mal, recebi um tratamento formal, sem sorrir e com frieza, naquele dia eu vi sumir toda a sua beleza.
Parado estava a movimentar.
Inevitavelmente os três corações se propuseram a pulsar.
O mais novo, tinha o dever do mais puro cuidar.
O intermediário é cuidado, mas sofre em ser o irmão menor de um coração problemático.
O mais antigo, quase sempre distante,bate com intensidade e pressa.
Sua vontade é acertar a frequência do coração irresponsável.
REFERÊNCIAS
Depois de todas as lembranças tinha o sonho; o rio estava seco, a terra rachada como sua mãe contava; as carcaças dos animais em decomposição exalava um odor insuportável; uma mãe raquítica e maltrapilha conduzia sua criança por uma estrada sinuosa e poeirenta... jamais soubera explicar tal sonho. Ainda tinha as lembranças da mãe e conhecia as histórias tristes das secas mais duras, uma delas levara a sua mãe e fizera migrar o marido, que raramente mandava notícias. A estrada poeirenta dera lugar ao asfalto, que tornava o ato de migrar muito mais fácil, apesar de que, há alguns quilometros já se aproximava um sistema de irrigação. A terra ainda ardia, mas tinha anos com invernos rigorosos mudando totalmente a paisagem e o rio mostrava se caudaloso esverdeando os horizontes. Era motivo de júbilo e comemoraçãoes por todos do lugarejo e de uma forma geral por todos que dependiam do cultivo do solo ou da piscicultura, mas no fundo a aridez já estava em nossas almas, e o sonho não não mudava: o rio seco, a terra rachada, as cárcaças, a mãe maltrapilha e ráquítica conduzindo a criança.
um dia widelário apareceu, trazia uma mochila e muitas desilusões, surpresa pra si mesma foi a sua indiferença a ponto de não fazer nenhuma cobrança. Percebeu que somos como a terra, que precisamos de “chuvas” ou a gente seca. Esteve seca por muito tempo, árida como aquela terra estéril. Hoje os tempos são outros, tem chovido com frequência e sua filhinha Primavera já conta com um ano e alguns meses. Ainda sonha, outras paisagens ou antigas referências mais sonha... percebeu que não há vida sem sonhos.
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