Estava um Pouquinho Ocupado Desculpe me
Eu precisei tomar as rédeas da situação. O que eu estava vivendo, estava me matando por dentro, e com toda certeza eu não queria aquilo para a minha vida. Passei noites chorando, sofrendo, e me perguntando o que realmente deveria está acontecendo para que aquilo que eu vivi há um tempo atrás, não fosse formar essa bolha enorme de confusões.
Sim, eu errei. Todos erram. O meu pior erro foi ter escolhido você ! Te escolhido para ser o meu parceiro, para dividir as coisas comigo. Sabe o que eu fazia quando me perguntavam de você ? Sorria mostrando o quanto você era importante pra mim. Isso mesmo que ouviu, era. Era mentira, era falso amor - pelo menos da tua parte. Era intrigas, fofocas, traições. Eu fui corajosa o suficiente para dizer " adeus " a você e a todas as coisas que me trazia.
Vai, agora pode ir. Sem culpas ou ressentimentos. Irei fazer o mesmo e, pode ter certeza que você não será o único a não se lembrar do que vivemos.
"Pequenas Histórias!
Estava contida, não mais se identificara consigo, pois não mais sabia quem era, ou se iria. E acordou Margarida cheia de dores da antiga vida, da amarga vida de Margarida.
Pelo chão tropeçava em meio ao caos, em sua casa tudo estava desalinhado, sua vida tornara uma desalinhamento, mas lera certa vez em um livro que sua casa era reflexo de sua mente e sentiu que, assim como a casa encontrava-se tudo jogado pelo chão, também sua mente encontrava-se de todo jogada.
Tentou ser feliz, mas teve a desilusão de também ler em um outro livro que a felicidade é apenas momentânea e aceitou a dureza de saber que, permaneceria apenas com o momentâneo. E fora buscar em si, quem era, teve a grande descoberta de que não era doce como imaginava e até um pouco azeda se encontrava.
Resolveu dormir, tirar um cochilo para sonhar, pois ao dormir sentia que sua liberdade se deliberava e era livre para sonhar o que viesse e sonhou, sonhou que suas roupas estavam manchadas e ao acordar meditou sobre o tal sonho e teve de aceitar rasgantemente que ela também estava manchada. Pensou que talvez uma nova tinta poderia tingir sua vida, a questão era encontrar a cor que lhe agradasse a alma e entendeu que talvez a busca a fadigaria, não quis e foi vivendo os momentos.
Estava frio e tinha em si a sensação de que o tempo apenas compactuava com sua alma, sua alma estava fria. E quis aquecer-se, apenas para continuar vivendo, pois era o que lhes restava, viver...
Teve um ápice, teve vontade de cantar... e cantou sua vida, refletida em meio a mistura de muitas vidas, ela descobriu que era apenas parte, e então definitivamente entendeu que o que não queria fazer hoje poderia se deixar para o amanhã. Quem sabe amanhã não seria ela o encontro de se?(Margarida) Ivan de Oliveira
CARTA PARA VOCE
Olá , sou eu
Eu estava me perguntando se depois de todos esse tempo
Você gostaria de encontrar, para falarmos sobre tudo
Eles dizem que o tempo deveria te curar
Mas eu não me curei nem um pouco
Olá, você pode me ouvir?
Estou aqui noutra cidade sonhando sobre quem costumávamos ser
Quando éramos amigos , ate mais que isso
Eu esqueci como era antes do mundo cair aos nossos pés
Não Há uma diferenças entre nós
Isso que eu receio
Eu busquei por você e fui rejeitada
Nunca mais o procurei e nem o farei
Você? Não vira a mim...
Sei que é o que deseja....
Mas não vira...
Só lembro vagamente você dizer
Que me ver feliz te fazia feliz
Que sempre poderia contar com você
Que eu jamais o perderia
Disse também que não mentia
E hoje estas tão distante
A um milhão de milhas...
Eu não estou feliz
Não posso contar com você
Eu te perdi e nem sei a razão
Eu te gostava tanto do jeito seu
Quase igual ao meu
O que aconteceu?
Não restou nada do que construimos
Os Enigmas, versos, prosas
Se ao menos houvesse uma explicação
Eu juraria Juradinho
Que me sentiria bem melhor
Porque confesso que minha razão
Esta tomando conta de mim
Com tanta força que vai permitir
O total esquecimento que um dia
Existiu eu , tu e nós
E somente você tem o poder para resgatar
Da razão o coração que guardava para mim
Não deixe que o templo leve tudo num vento
_______________________Norma Baker
O que é o amor?
Hoje me bateu uma vontade de falar de amor, pois estava ouvindo Jota Quest uma seleção de canções em uma das pastas existentes em meu netebook e uma música me chamou muito atenção, ela é intitulada de “celebração do inútil desejo” que se constitui numa história de amor que não estava dando certo. E que findou.
Ele começa questionando uma realidade. Por que você me faz andar na contra mão? Não existe sentido para a nossa falta de destino? O que ele precisa saber ou fazer para tê-la de volta?
Em uma das propostas ele argumenta: que tatuaria todas as obras de arte do mundo por um sorriso da pessoa amada. Pobre ilusão. O sentimento acabou. Não dar mais para continuar. E esse inútil desejo só reflete uma paixão que existiu, mas que acabou agora cada uma de maneira singular vai seguir a sua vida.
E em dado momento da música ele reconhece isso dizendo: “você não faz mais parte da metade de nós dois”. Pronto! Foi configurada uma certeza.
A história acabou.
O que fazer agora?
Pensei em outra canção linda da Legião Urbana: “antes da seis”, que também inicia com uma pergunta: “quem inventou o amor?”
Que pergunta difícil. É como se questionasse a nós mesmo, quem sou eu? Quem é você? Para onde vamos?
Repito de forma contundente. Quem inventou o amor?
Não sei responder, mas posso oferecer possibilidades e a partir daí vocês criam ou buscam as suas próprias definições.
Que tal a concepção Rubeniana de que o “Universo gira em torno de um jardim”. E que nesse jardim encontra-se Deus que é a prova mais viva e perpétua do amor. Outros dirão é o próprio amor.
Ou ainda o título do livro de Tolstói que diz: “onde existe amor, Deus aí está”.
Mas...
Vamos buscar outras concepções de amor que se desvinculam de Deus. Não me estranhe caro leitor.
Apenas quero lhe propor uma reflexão.
Se quiser... Pode para a sua leitura aqui mesmo.
Caso contrário, vamos continuar, pois a proposta é oferecer possibilidades. Quero distanciar dos dogmas. Não quero engaiolar o amor naquilo que outrem acha certo.
Para dar continuidade então, pensemos o amor em Nietzsche: “que só amava os livros que com essas memórias, escritas com sangue” e Guimarães Rosa “que para ser escritor era preciso conhecer a alquimia do sangue do coração humano”.
O amor em ambos irá destinar para o sangue. O mesmo sangue é que bombeia o nosso coração. Então, podemos perceber ou sentir que o coração será o lugar do amor para os dois pensadores.
Podemos pegar um fragmento de Albert Camus que definiria o amor da seguinte forma: “eternidade de um minuto que desejaríamos prolongar pelo tempo a fora”.
O que dizer do “afogado” de Gabriel García Marques que mesmo morto levou a mudança de mentalidade para a aldeia e que esse ato é ao mesmo tempo um ato de amor.
Ou o que elucida Pe. Zezinho em sua canção: “amar como Jesus amou, sonhar como Jesus sonhou, viver como Jesus viveu”, imita-lo será uma prova de amor?
Entendendo também o amor na visão de Adélia Prado que poetiza assim: “aquilo que a memória ama fica eterno”. O que a sua memória ama?
Sem esquecer-se da relação complica de amor entre Agostinho e Deus cantada pela Ir. Kelly Patrícia com trechos extraídos da sua magnífica obra As confissões: “tarde te amei o beleza tão antiga e tão nova”, ou seu pensamento referente esse “Deus que é mais intimo para ele do que a própria intimidade”.
Para finalizar trago o pensamento do filósofo francês Sartre que direciona para o seu ateísmo dizendo: “não importa o que fizeram de nós, o importante mesmo é o que nós iremos fazer com o que fizeram de nós”.
Concluo com o amor próprio.
Agora vejam bem.
Crie seus próprios conceitos e definições, mas não sejam mesquinhos.
19/12/2015
Platonicismo
Tinha desnudado a minha alma
Mas as minhas roupas ainda estava em mim.
A minha energia vital foi se esvaindo.
Sentir-me vazio.
E preso àquelas velhas vestimentas.
O meu ser aspirava angustiado a liberdade.
Em cárcere privado.
Estagnado em meu corpo.
Encontro-me.
Queria fugir, sumir, voar...
Porém não conseguia.
Até que um dia a minha alma desprendeu-se de mim.
Os panos velhos que me cobriam se esfarelou com a tempestade chamada tempo.
A energia vital que ficava entre a minha alma e meu corpo se transubstanciou.
Virou uma estrela cadente e se desfez no universo.
Só me restou um dilema:
Que eu sou?
E durante um tempo tudo isso enfim se concretizou...
Pois acordei de um sonho louco, onde o meu eu desfazia-se para simplesmente ser.
23/02/2016
Era uma comum tarde de domingo e eu estava deitado como de costume mas de repente você me veio a cabeça, senti seu corpo ao meu. Já faz tempo que acabou e eu ainda me sinto um condenado por não saber o que fazer pra te esquecer.
Exposto a coisas extremamentes degradantes, pensamentos altamente corrosivos, estava nu. Dentro da minha consciência a transição que a minha vida passava os meus pensamentos também eram submetidos. Emoções embaralhadas, sentimentos à flôr da pele, olhos marejados, narinas abertas, prontas para a queda. A imponência nunca foi um desejo, tampouco aspiração, manter-se de pé já custava sacrifícios. Ser quem era, ser o que era, ser quem devia ser ultrapassava os limites de qualquer entendimento como mim mesmo ou sobre o que eu achava de mim mesmo. Ódio, amor, felicidade, raiva, desdém, fraqueza, tristeza, razão, emoção, paixão, quantos sentimentos perdidos e devassados cabiam dentro do meu corpo? Nenhum. Todos grandes demais, ou pequenos demais, extensão de uma alma dilacerada.
Achei que era você aquele dia, fui atrás pra ver se era você que estava ali, para ver seu rosto e te sentir mas uma vez, então fui atrás e não te achei, mas que droga era minha única chance de pergunta se estava tudo bem. Outro dia se chegou e eu fui lá novamente pra ver se você tinha aparecido ou passado por ali mas uma vez , eu estava na esperança de te encontrar! Passei verões é primaveras te esperando, eu ia todos os dias naquele mesmo local é naquela mesma hora pensando que você iria aparecer, todos os dias eu sentava naquela praça e olhava pra cada canto achando que você estaria ali, mas você não apareceu e então eu voltei para casa tão triste e vazia.
Outro ano se chegou quando eu finalmente achei que você jamais iria aparecer por ali novamente, mas caramba que sorte olha ele ali.. eu preciso ir lá pergunta como ele está, mas eu será que eu devo? Ou devo deixar ele partir de novo, não definitivamente não!! Eu esperei muito por esse dia...
- Olá, como você está? (ela olhou sorridente para ele).
- Ele respondeu. Muito bem e você? (tão sério como sempre).
- Estou bem, devo dizer que esperei muito por esse dia! Eu estava angustiada pensando que jamais veria você novamente, quero dizer que eu amo muito você.. Eu prometi que jamais deixaria de amar você e que seria você meu único amor, e eu pedia todas as noites para que você viesse por aqui novamente para que eu te dissesse que eu quero você como eu jamais quis alguém na vida é em você que eu penso todas as noites quando vou dormi é você que eu tenho esperado todo esse tempo.. (ela já chorando).
- Ele à responde. Todas as noites eu pedia para que Deus pudesse tirar você dos meus pensamentos para que eu pudesse seguir minha vida, mas você garota foi a melhor coisa que aconteceu na minha vida, você foi uma das minhas melhores escolhas (ele se aproxima dela).. Escuta meu amor, eu te amo é amaria você outras mil vezes! Ouça que eu jamais quis partir, esse tempo todo só me fez mostrar que é do seu lado que eu devo ficar.
(eles se abraçam por longos minutos... olham um para o outro e se beijam como se fosse a primeira vez!.)
Jamais perca à esperança, se tá difícil é porque vale o esforço.
Pobre, negro e gay, eu estava lançado à própria sorte, enfileirado diante ao hostil tabuleiro como a mais frágil peça de um jogo de xadrez. Todavia, eu não estava jogando para ser capturado pelo time adversário e, sendo assim, ao tocar a oitava linha do extremo terreno rival, tornei-me uma rainha por mérito da minha própria estratégia. Mas quem disse que você precisa ser uma rainha para ser respeitada? De onde emanaram tantas certezas do que é ser bonito ou ideal? Uma rainha pode caminhar até onde ela quiser, mas são as torres que possuem movimentos especiais para servir ao rei, são os bispos que, exclusivamente, podem combinar a própria cor com as cores de suas casas e são os cavalos que, mesmo em seus quatro trotes, podem desviar da linha reta. Logo, por mais ínfimo que te façam sentir, lembre-se que peões sempre estarão em maior número e nada impede que, esses, destronem o rei. Ou seja, quem você é, precisa ser o bastante, e a todos aqueles que defenderem uma ideologia contrária a essa, deixe-os dentro da caixa; lá estarão confortáveis com suas rasas limitações de quem nem subiram ao jogo por medo da derrota.
" Há os que escolhem destruir e construir tudo de novo, que edificar o que estava pronto" .
Patrícia Caetano.
Escolhi Amar-te
Estava sozinho até te encontrar para ficarmos sozinhos, não quero a solidão, mas quero estar sozinho contigo, pode ser em qualquer lado, desde que estejamos sós um com o outro, apaixonei-me pela solidão que me dás, desde que esteja contigo, chama-lhe depressão, convulsão, o que queiras, mas apenas quero estar sozinho, desde que seja contigo.
Estava sozinho até te encontrar para ficarmos sozinhos, mesmo antes de estar só, estava acompanhado, num amontoado de gente sozinha, que em nada me somava, apenas me subtraía, tornei-me sozinho, para te poder encontrar, assim nos somarmos na solidão da nossa vida.
Estava sozinho até te encontrar para ficarmos sozinhos, nesse dia em que nossos olhos se cruzaram na solidão da multidão que nos rodeava, escolhi passar o resto dos meus dias sozinho contigo, escolhi sozinho que era contigo que iria amar a solidão do encontro de nossos corpos. Na nossa solidão encontramos a totalidade de nós.
Estava sozinho até te encontrar para ficarmos sozinhos, somamos saudades diárias, na pressa de estar sozinho contigo, à nossa solidão somamos a carne, fruto de em encontro solitário entre a solidão de nossos corpos, estando sós, nos tornamos um, à nossa solidão somamos mais um!
Estava sozinho até te encontrar para ficarmos sozinhos, o amor da nossa solidão, não é um egoísmo, mas uma preservação da integridade de nós mesmos, estando sozinhos, estamos também disponíveis aos outros, não estamos sozinhos em nós mesmos, mas soltos na nossa solidão. Para a nós podermos somar os amigos e o mundo!
Permita-se,
- Hoje vejo o quanto estava acanhada, recolhida, tímida e reservada. Armada da cabeça aos pés, uma fortaleza que nem mesmo sua beleza me desarmou.
Oh confusão mental...uma consciência tosca imposta pela sociedade....não me permiti arriscar
Permita-me dizer assustada fiquei! Tanta franqueza nas suas palavras, sem pudor, verdadeiro na sua essência. Um vocabulário chulo, mas não vulgar....expressando os desejos, sentimentos mais turvos e depravados, sentia sem possuir....despertando as fantasias mais insanas e secretas de uma mulher.
- Que liberdade intimidadora no olhar, buscando em meus olhos a confirmação de suas provocações...querendo sentir essa mesma liberdade, ouvir os meus desejos, invadir na minha mais profunda intimidade.
Encontrar novamente aquele brilho que sempre nos pertenceu, e que por algum motivo ele já não estava estampado em nosso rosto, é tudo de bom!
Quando estava entre a vida e entre a morte
Só me veio o Senhor na minha cabeça
Eu mesmo longe da realidade e da situação que eu estava vivendo
Eu só pensava em Ti te adora
Mesmo eu estando em outra dimensão...
...O Mar estava bravio, aconcheguei-me no porão do navio a espera certa para atirar-me ao mar em furiosas ondas...Cauteloso para que o plano não fosse frustrado pelo o inesperado, busquei a corda mais resistente, onde não houvesse nó e nem falha. Debrucei-me calmo sobre a proa, esperando a maior onda...Superei o medo, preparei o pulo sem volta...Estava tranquilo diante da decisão que tomara. A chuva, os trovões e relâmpagos eram meu incentivo maior. Quando o corpo preparava-se para o pulo sem volta: vi seu sorriso ofuscando a tempestade...Dessa vez senti medo. Ou desistia ou pulava mar a dentro...De repente, sua mão tocou-me carinhosamente a face dos meus desencantos...e eu, que era nesse mundo uma vencida vida, vi-me como um sol brilhante a meia noite. Joguei a corda em sentido contrário, e peguei sua mão rumo ao desconhecido...deslumbrado com sua paciência, me senti encorajado pelo seu sorriso e hoje desfruto de sua presença em alma, corpo e espírito. Sua fortaleza é meu cais onde o vento norte perde a força e renova meu viver...
Fui inocentemente ao teu caminho com outra intenção, mais quando te vi parecia que tudo que estava ao meu redor era meramente algo ilustrativo e você la fato real inesquecível de não se notar, foi como entrar em transe mais como anestesia tudo foi voltando ao normal, a ficha foi caindo e aquela intenção foi se tornando pretendença essa de querer voltar ao passado e assim esta junto de ti novamente, mais mesmo na distancia eu senti você aqui bem dentro de mim como se nada de ruim do passado tivesse acontecido, pena que foi a mera distancia. Mais valeu apena pois naquele dia eu pude ter a certeza que todo aquele amor que sentia por você ainda existe dentro de mim, meio repreendido pelo medo de não ter como sei, que dificilmente não terei novamente, mais planejo sim, como todo arquiteto estudioso planeja e constrói seus projetos um dia farei de meus projetos realidade e no meu habitat você vai ser a minha procura para que sim tudo que foi perdido no passado venha se tornar um futuro de alegria , amor e tudo que passou foi apenas para demostrar que tudo isso foi preciso para eu e você perceber que mesmo distantes um do outro nos amávamos em segredo!
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