Estação
Amor de verão
Um amor de verão
Começa nesta estação
Não termina no outono
Mesmo com o abandono
Vive na saudade no inverno
Quando a distância aumenta
É algo um tanto incerto
Daqueles que não se inventa
Na primavera há a esperança
De voltar a ser como era
É difícil de aceitar e ver
Mas aos poucos se supera
Um amor de verão
Sempre será de verão
Um outro tipo de amor
Que cabe aqui no coração.
De uma estação a outra
Passar de fase, entender o momento, encontrar o abrigo certo para o coração e depois poder transbordar de amor é a mesma coisa que passar por um inverno melancólico e cheio de riscos e depois garantir a condição de fertilidade e exposição da natureza em uma bela primavera.
Quero viajar na janela dos sonhos e desembarcar naquela estação segura aonde a brisa do amor andava de mãos dadas conosco…
Numa estação imperfeita
Num Clima de Tensão,
iniciamos a nossa Jornada,
Então, serei o Sol que te aquece
e tu serás a Chuva que me acalma.
NA QUINTA ESTAÇÃO...
Livro: NÃO HÁ ARCO-IRIS NO MEU PORÃO.
Autor: Escritor:Marcelo Caetano Monteiro .
A chuva não caía — ela tocava.
E cada gota era uma nota.
Cada nota, um passo de Camille no silêncio do mundo.
A música não vinha de fora: ela nascia da própria água que se desfazia no ar, tocando vidraças com um compasso que parecia ensaiado por um maestro ausente. Mas eu sabia — era ela.
A chuva era a música.
Não se podia distinguir quando o som virava líquido ou quando o líquido virava lembrança.
A canção se dissolvia em gotas finas e melancólicas, e cada uma delas trazia uma sílaba do teu nome, Camille, como se o céu sussurrasse teu rastro.
E eu, ali, imóvel, encharcado de ti.
Tudo vibrava em uma mesma frequência: os pingos, as cordas invisíveis do violino que eu jamais vira, a harmonia do teu perfume — absinto e jasmim — que emergia do asfalto molhado como se a cidade também te procurasse.
Não era nostalgia.
Era possessão.
Aquela música que chovia estava viva, e era tua.
E pela primeira vez compreendi o que é uma presença não ser corpórea, mas sonora. Camille não veio. Camille aconteceu.
Como se a tua existência tivesse sido reduzida a uma partitura de água, tocada pelas nuvens, naquela quinta estação onde só nós dois existimos — tu, dispersa em som e chuva... eu, diluído em espera.
E toda vez que chove assim, ainda que ninguém perceba, a mesma melodia volta.
A mesma. Sempre a mesma.
Como se a quinta estação não tivesse acabado —
ou como se eu nunca tivesse saído dela.
Recolhimento de Camille
Então ela surgiu.
Não com passos. Não com palavras.
Mas com um sorriso.
Um sorriso em delírio, feito de algo que o mundo desaprendeu:
viver sem saber que se vive.
Ser por inteiro sem a obsessão de se compreender.
Camille, ali, diante de mim — e ainda assim inatingível — era o retrato vivo daquilo que a humanidade perdeu quando começou a pensar demais.
Ela sorria como se o sorriso não lhe fosse emprestado pela razão.
Sorria porque o coração dela não sabia fazer outra coisa senão dançar com a música invisível da existência.
E era ali, na chuva já quase cessa, que eu compreendia:
Camille não se dava conta de que vivia.
E por isso vivia mais do que qualquer outro ser.
Se existiam partituras, haviam sido abandonadas.
Porque a melodia dela era espontânea.
Porque a música que ela era dispensava pauta, regência ou intenção.
Camille era um som antes de ser um nome.
Era um momento antes de ser uma história.
E talvez seja por isso que nenhum sofrimento a tocava como a nós.
Porque só sofre profundamente quem se vê como personagem.
E Camille...
Camille era o próprio enredo sem precisar de roteiro.
Observei-a por um longo instante —
recolhi sua imagem não com os olhos,
mas com o que resta de fé em mim no que ainda é sagrado.
Naquela quinta estação, eu soube:
todo ser humano deveria ser assim.
Escolha a estação que aqueça o amor; que esfrie o ódio; que derrube o orgulho e que floresça a esperança sempre!
A primavera é uma estação que transborda em beleza e sentimentos poéticos. Ela é a própria poesia pintada pela natureza em quadros que nenhum artista fará iguais.
Seja em qualquer estação,
que germinem muitas flores
no canteiro do coração
junto à alegria e amores
Seja qual for a estação
sempre há flores para enfeitar a vida,
a natureza sempre é pródiga
ofertando-nos suas belezas
Assim como ela, devemos
deixar florescer emnosso coração
um jardim plantado de ideais,
e carinhos em profusão a todos
A alegria deve tomar conta de nosso coração, a cada nascer do novo dia, seja em qualquer estação do ano.Auréolas douradas de sol penetram a paisagem, fora e dentro de cada um. Sim, pois o nosso interior, a nossa alma, também possui paisagens de sonhos.
Bendito seja o alvor de cada manhã, onde pássaros voam rasantes, sob o som de harpas mistrais das brisas que vem de longe.
Eleve seu espírito, respire fundo e agradeça pela vida, por mais um dia dela.
Vem as águas, transbordam os rios
e o povo festeja, sorri e até chora,
muda a estação, vem o estio
e pela chuva todo mundo implora,
Vem o amor, transborda o coração
e os lábios beijam sem demora,
vai-se o amor, que desilusão!
vem as lágrimas, coração só chora...
"Assim como as roseiras florescem
Na devida estação,
O Deus Bendito nos agracia com recomeços,
Que fazem a nossa alma emanar
Novas flores,
Novas folhas
E frutos oriundos da fé".
