Essência
A vida moderna nos oferece muitas distrações, mas nem sempre aquilo que nos ocupa é o que realmente nos preenche. Corremos atrás de sucesso, reconhecimento e bens materiais, mas, no final do dia, o que traz paz não é o que temos, e sim quem somos e em quem confiamos. Quando colocamos Deus no centro, encontramos sentido, propósito e uma força que nos sustenta em qualquer circunstância.
Moabe Teles
Fragmentos da Alma: Uma Busca Interior
As ausências gritavam em mim como espaços vazios em uma velha casa. Eram partes de quem eu fora, talvez de quem eu poderia ter sido, agora dispersas pela jornada. Algumas, lembranças esmaecidas de um caminho incerto, perdidas em desvios e encruzilhadas. Outras, cuidadosamente depositadas em uma gaveta esquecida – um relicário empoeirado no recôndito do quarto, onde o tempo parecia ter parado, carregando o peso de versões abandonadas.
Ah, essas múltiplas faces que o espelho refletia, nenhuma delas inteiramente familiar. Eram máscaras provisórias, moldadas por expectativas alheias e tentativas vãs de me encaixar em contornos que jamais foram meus. Qual delas, eu me perguntava, era a verdadeira? E, mesmo que a encontrasse, como poderia vesti-la sem sentir o tecido estranho, as costuras apertadas em minha própria pele?
Foram inúmeras as investidas, os contornos forçados contra moldes alheios, na busca por um encaixe ilusório. Em que me tentava enquadrar, afinal? A própria forma se esvaía, tornando-se uma sombra indecifrável na neblina da minha confusão.
Naquele labirinto de identidades provisórias, eu me perdi de mim. A busca pela essência, pelo núcleo indivisível que me definia, esmoreceu como uma chama vacilante. O sorriso, antes espontâneo como o desabrochar de uma flor, tornou-se um exercício consciente. E mesmo quando meus lábios se curvavam, pairava a dúvida cruel: era alegria genuína ou apenas uma pálida imitação, uma resposta condicionada ao espelho do mundo?
A jornada de reencontro era árdua, um caminhar hesitante por um terreno desconhecido. Alguns dias, os passos eram lentos e arrastados, como se o próprio tempo conspirasse contra a urgência da descoberta. Em outros, a esperança acendia um farol distante, impulsionando-me por sendas mais longas, mas promissoras.
Mas eu pressentia, no murmúrio silencioso da alma, que o encontro era inevitável. E quando, finalmente, reconhecesse meu próprio reflexo, límpido e despojado de artifícios, ah... naquele instante, eu ergueria uma muralha intransponível contra qualquer sombra que ousasse me desviar da luz reencontrada. Jamais permitiria que os fantasmas do passado me arrastassem de volta ao labirinto. A liberdade de ser, em sua plenitude, seria meu tesouro mais precioso, guardado a sete chaves no santuário do meu ser.
Guardiã de Vidas, Alma Serena
Nas sendas da luz resplandece,
Dedicação que encanta e faz,
Na alma um orgulho floresce,
Protege os que a dor desfaz.
Os seres que sofrem em silêncio,
Sencientes clamando por bem,
Recebem de ti o alento imenso,
Amor que acolhe e vai além.
Tua vontade, força que edifica,
É guia firme, mão construtora,
Na lida diária que não abdica,
És a conquista libertadora.
De São Jerônimo, doce candura,
Brota tua essência tão pura,
Nobreza em forma de ternura,
Na história que o tempo segura.
Na ciência, um marco sem par,
Na tutela, tua voz se agiganta,
Elisabeth, és luz a brilhar,
Lhaneza que ao mundo encanta.
Teu nome é êxito sereno,
É sinônimo de plenitude,
Tens um destino tão ameno:
Salvar com amor e atitude.
Sobre o risco de não ser
Há quem passe a vida
a desejar outro lugar,
outra pele,
outro nome.
Acredita que será mais inteiro
se for como os outros,
se parecer com os que brilham,
se for aceite
nos salões onde se aplaude o vazio
como se fosse grandeza.
Mas o que brilha
nem sempre ilumina.
E o que parece
quase nunca é.
O esforço de parecer
rouba a paz de ser.
E quando se apaga a chama
do que nos tornava únicos,
fica apenas o eco
de quem já não sabe quem é,
nem para onde voltar.
Não há perda maior
do que perder-se de si mesmo.
Não há engano mais cruel
do que acreditar
que a dignidade depende do olhar dos outros.
Ser quem se é
— com verdade, com firmeza, com simplicidade —
é tarefa para os que recusam dobrar-se
à mentira do mundo.
É caminho sem prémios,
mas com sentido.
E só o sentido,
mesmo que nos isole,
nos salva do nada.
Quem rejeita a sua natureza
para caber onde não pertence,
corre o risco de não pertencer a parte nenhuma.
Nem aos outros,
nem a si.
Cuidado com a ilusão dos que se dizem grandes,
mas vivem de fingimento e vaidade.
Ser visto não é o mesmo que ser verdadeiro.
Ser aplaudido não é o mesmo que ser digno.
Acredito que não nascemos para caber em moldes.
Nascemos para ser inteiros.
A dignidade,
se é que tem morada,
não vive nos olhos dos outros.
Vive, talvez,
na coerência secreta
entre o que se sente
e o que se é.
E há uma solidão peculiar
em já não pertencer
nem ao mundo que se tentou imitar,
nem ao que se abandonou.
O que assusta não é falhar —
é perder-se no caminho
por ter querido ser outro,
sem nunca ter sido inteiro.
Sou o vazio cheio
Sou o que não sou.
E sei-o.
Não cheguei a ser,
nem me esperei.
Mas trago em silêncio
um mundo inteiro —
os sonhos que não vivi,
os gestos que não fiz,
as palavras que ficaram por nascer.
Sou o vazio cheio
de tudo o que poderia ser.
E nisso, talvez,
seja mais do que nunca fui.
Sejamos como a água
Já ouviu aquele ditado: "água mole em pedra dura, tanto bate até que fura"?
Sim, é verdade — mas isso pode levar milhões de anos.
Então, sejamos como a água que contorna a pedra ou a que passa por cima dela.
A que contorna pode até desviar um pouco do percurso, mas ainda assim chegará ao destino.
A que passa por cima precisa de mais esforço — exige movimento, coragem e correnteza.
Porque, afinal, águas paradas não movem moinhos.
A água nos ensina tanto, que se compreendermos todos os seus processos, ela se torna uma grande mestra.
Todos temos um propósito aqui, mas o ideal é que ele se cumpra sem que percamos nossa essência — aquela que, vez ou outra, o mundo tenta moldar de forma diferente.
A água possui três estados: líquido, sólido e gasoso.
Ela pode se transformar, mas nunca deixará de ser água.
Assim também somos nós: precisamos nos adaptar, mudar, evoluir...
Mas nunca devemos destruir quem realmente somos.
O mundo real, às vezes, nos obriga a usar máscaras e a nos moldar às exigências da sociedade.
Mas, assim como a água que — mesmo transformada pelo ambiente em que está — permanece água,que nós, apesar de todas as mudanças, também saibamos preservar nossa essência.
✨ Além dos Rótulos, Somos Luz✨
“A religião vestiu a fé com rótulos, a política fez da diferença uma arma, e o dinheiro trocou valor por preço. Mas a alma não reconhece bandeiras — ela clama por verdade, por paz, por eternidade. Somos centelhas do mesmo fogo, separados apenas pela ilusão do ego. A sabedoria dos antigos sussurra: quem se conhece, não divide. No fim, tudo que importa é o amor que deixamos e a luz que nos tornamos.”
Quando Tudo Perde o Valor, o que Resta?
"No hospital, a fragilidade do corpo nos ensina que a saúde é a maior riqueza. Na prisão, a ausência de liberdade revela o verdadeiro poder das nossas escolhas. E no cemitério, todos somos iguais — sem títulos, sem posses — lembrando que o que realmente importa é o legado que deixamos. A vida é feita de escolhas. Que cada uma delas seja guiada pela sabedoria e por um propósito maior."
Eu sigo princípios, não histerias. Eu respeito a verdade, não o teatro. Eu me conecto com a essência, não com a embalagem.
Se as pessoas ouvissem mais e falassem menos, compreendessem mais e julgassem menos, poderiam saber verdadeiramente o que vai dentro de cada um de nós.
O que as pessoas pensam ao meu respeito, são problemas delas. Enquanto pensam, em silêncio vou construindo o meu império.
Em minha alma carrego o que sou e memórias de tudo que já vivi. Sei de cada coisa sobre mim, que muitos nem sonham.
Em um diálogo, você conhece mais da pessoa que vos fala, ao contrário da que o nome é citado.
Todos cometem erros!
Então, se queres me conhecer verdadeiramente, me convide para tomar uma cerveja ao invés
de mergulhar em conteúdos rasos onde me relacionam.
PS: Se você não gosta de cerveja... Fique sabendo de quê, amo vinhos também.
Dizer que a aparência não atrai, é no mínimo ingenuidade e hipocrisia, claro que a aparência atrai, não só atrai, como atrai muito. Em tempos de superficialidades a aparência significa muito, mas não é tudo.
Não adianta ser bonita por fora e feia por dentro. Porque uma pessoa desse jeito vai atrair, mas não vai conseguir manter o interesse de ninguém por muito tempo. Ninguém em sã consciência vai mergulhar em pessoas rasas. As pessoas mergulham é em pessoas com profundidade, com luz intensa daquelas que dá pra ver o fundo. As pessoas mergulham em gente transparente, com energia bonita. As pessoas mergulham é em gente de caráter, em pessoas simples de alma e bonita de coração.
Num mundo imediatista como o nosso pessoas assim, são difíceis de encontrar, mas confesso, elas estão por aí, em toda parte.
Embora nem sempre a gente se dê conta, nós temos um poder incrível nas mãos, o poder da escolha. Então, escolha ficar onde enxergam a sua essência e não só a sua aparência.
Escolha ficar onde valorizam o seu significado e não a sua utilidade.
Escolha ficar onde você pode ser você mesma e não o que os outros querem que você seja.
Escolha ficar onde respeitam quem você foi e não apenas quem você é.
Escolha ficar onde há reciprocidade e não onde só você se doa.
Escolha ficar onde você é esperada e não onde você é aceita por mera educação.
Escolha ficar onde o seu caráter, o seu coração e a sua bondade é admirada.
Escolha ficar onde você transborda e não onde você se encolhe para caber no olhar pequeno dos outros.
Saiba que o justo sempre será caluniado mas o que importa é que, Deus sabe dos nossos pensamentos e dos desejos do nosso coração, ainda que o mundo não lhe conheça, Ele conhece cada um no seu íntimo e é isso que realmente importa!
Não importa os fofoqueiros, caluniadores, invejosos, malfeitores... Pois o tamanho deles é tão pequeno diante da grandeza de Deus! Aquele que tem a chave da nossa vida, das nossas bençãos, sabendo da nossa retidão sempre nos dará vitória! No fim, sempre seremos mais que vencedores em Cristo Jesus!
O amor é límpido e cristalino; é mais doce que o néctar mais puro e mais puro que os sonhos de um anjo. O amor não é egoísta, nem covarde, nem obstinado, nem irracional, nem vingativo, nem ingrato e nem falso, pois o altruísmo é um componente essencial de sua divina essência, dádiva de Deus.
Não tem como uma pessoa ser boa no trabalho e terrível na vida pessoal, assim como, não tem como ser uma pessoa maravilhosa e um péssimo profissional.
O caráter continua o mesmo seja no trabalho ou na vida pessoal.
Não posso ser uma pessoa honesta com os amigos e desonesta no trabalho, não tem como separar!
Digo também que moral, caráter, honestidade... É algo que é demonstrado através de comportamentos diários e não através da fala. Sempre falamos muitas coisas... O nosso comportamento diário, sozinho ou acompanhado de alguém, deve sempre estar de acordo com o que dizemos que somos.
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