Esquerda
"Bolsonaro te levará para a direita, Lula te levará para a esquerda, mas só Jesus Cristo te leva para o Céu."
Não sou contra um Estado nuclearmente armado por ser pauta da esquerda, nem contra o armamento civil por ser pauta da direita. Sou contra o armamento inconsciente, por ser cristão.
Enquanto os idiotas da Esquerda e da Direita se digladiam, o encardido aplaude a agressividade cobrada pela medonha distração coletiva.
Porque enquanto imbecis se digladiam na arena da vaidade, convencidos de que lutam por ideias, quando, na verdade, brigam por espelhos, o encardido sutilmente se acomoda na arquibancada polarizada.
Não precisa sujar as mãos: a agressividade já foi terceirizada, cobrada como ingresso para o espetáculo da medonha distração coletiva.
O ódio vira método, o grito vira argumento, e a escuta é tratada como traição.
Cada lado acredita combater o mal absoluto, sem perceber que, ao demonizar — e até desumanizar — o outro, alimenta exatamente aquilo que diz enfrentar.
A distração é tão eficiente que ninguém nota o assalto tão silencioso quanto medonho: enquanto os punhos se levantam, a consciência abaixa a guarda.
O encardido não cria o caos — ele só o administra.
Aplaude quando a raiva substitui o pensamento crítico, quando a identidade vira trincheira e a complexidade é condenada como fraqueza.
Seu aplauso é mudo, mas constante, porque toda vez que alguém prefere ferir a compreender, o trabalho está feito.
Talvez a verdadeira resistência não esteja em escolher um lado mais barulhento, mas em recusar a coreografia do ódio.
Em interromper o aplauso invisível com um gesto raro e subversivo: silêncio para pensar, coragem para escutar, humanidade para discordar sem destruir.
Se a distração acaba, o espetáculo perde público — e o encardido, enfim, deixa de sorrir.
Quando nada mais conseguir nos distrair — senão pensar com a nossa própria cabeça — os inquilinos de mentes não encontrarão tantas cabeças disponíveis e dispostas a retroalimentar essa polarização medonha.
As “orações” alicerçadas no ódio dos Idiotas Apaixonados da Esquerda — ou Direita — não alcançam os céus.
Porque não são preces, são disfarces.
Não nascem da humildade, mas da soberba travestida de virtude.
São palavras lançadas ao alto com a pretensão de parecerem justas, quando, na verdade, carregam o peso da condenação seletiva e do desejo íntimo de ver o outro ruir.
Há algo de profundamente contraditório em pedir por justiça enquanto se cultiva o desprezo.
Em clamar por um mundo melhor enquanto se alimenta, diariamente, a pior versão de si mesmo.
O ódio, ainda que bem articulado, não purifica intenções — apenas as revela.
Os apaixonados pela própria narrativa confundem fé com torcida.
Transformam convicções em trincheiras e passam a rezar não por transformação, mas por confirmação.
Querem um céu que concorde até com seus piores ressentimentos, um divino que valide seus desafetos, uma moral que funcione como espelho — nunca como confronto.
Mas o que é verdadeiro não ecoa em gritos raivosos.
O que é elevado não se sustenta em paixões cegas.
E nenhuma palavra carregada de desprezo atravessa o silêncio que separa o ruído humano daquilo que, de fato, exige escuta interior.
Talvez o problema não esteja nas palavras ditas, mas naquilo que as sustenta.
Porque toda oração, antes de subir, precisa ser capaz de descer — ao ponto mais honesto de quem a pronuncia.
E ali, onde não há plateia nem aplauso, o ódio perde a eloquência… e a verdade, enfim, encontra espaço para existir.
No Universo Polarizado, há sempre mais que meia verdade: a verdade da Esquerda, a da Direita — e a Verdade.
O problema é que, na pressa de pertencer, muitos já não buscam a Verdade — escolhem apenas o lado onde ela parece mais confortável.
E assim, a verdade deixa de ser um ponto de encontro para se tornar uma arma de afirmação.
Cada grupo a molda, a recorta, a edita, até que ela caiba perfeitamente em suas convicções — ainda que para isso precise amputar fatos, contextos e nuances.
A verdade da Esquerda, muitas vezes, carrega a urgência das causas sociais, o clamor por justiça e igualdade.
Mas, quando absolutizada, pode cegar-se até para suas próprias contradições.
A da Direita, por sua vez, frequentemente se ancora em valores de ordem, liberdade individual e tradição, mas também corre o risco de ignorar as complexidades humanas que não cabem em suas premissas.
E então há a Verdade — essa entidade incômoda, indomável, que não se curva a ideologias nem se adapta a narrativas convenientes.
Ela exige desconforto.
Exige dúvida.
Exige a coragem de admitir que, às vezes, o outro lado pode ter razão em algo — e que nós também podemos estar errados.
Mas em tempos de certezas barulhentas, a dúvida virou fraqueza, e a escuta, quase uma traição.
Assim, seguimos acumulando versões da verdade, enquanto nos afastamos cada vez mais dela.
Talvez o maior ato de coragem hoje não seja defender um lado, mas sustentar a inquietação de quem ainda está disposto a procurar a verdadeira verdade.
Porque a Verdade — a de fato — não grita, não milita e nem se atreve a se impor.
Ela se revela, lentamente, àqueles que ainda têm humildade intelectual suficiente para não possuí-la por completo.
Indo de direita pra esquerda, de esquerda pra direita, a política brasileira não poderia estar diferente: Tontos e sem saber em que lado estão.
Se um dia te baterem a face direita, dê sempre a esquerda. Erramos em muitas coisas na vida, mas isso não significa que nas outras áreas você seja tão inutil ao não tentar seguir o exemplo de Jesus. Perdoe.
E com o silencio dessa noite vejo uma estrela á minha esquerda á brilhar, olho a minha direita e vejo a lua á me iluminar, vou dormir mais uma noite e DEUS á de me abençoar...
Aceito sem guerras
as ordens todas:
Vamos para casa!
Desça!
Vira à direita!
Vira à esquerda!
Alisa-te!
Vai ao forno..
Admiro as mulheres
Que me acariciam
E me moldam,
Embora nas suas cantigas
Cantigas de mulheres
Mães de filhos às costas,
Cantigas de esposas e donas,
Cantigas de felicidade.
Quanto mais vocês acham que sou um zero a esquerda, o medo me devora,pois é tão assustadora a psicopata sede de vitoria que adquiro. Obrigado por me fortalecerem!
Voltando para casa, aquela Lua enorme toda amarela,
olhei para minha esquerda, estava olhando para oeste.
Pensei: divino não é!
Que Lua inspiradora.
Voltei o olhar para frente e continuei o retorno para casa.
Tornei a olhar para Lua, mas não a vi; estava em outra direção e eu também.
Assim é a vida, olhe para um lado lá está ela, olho para o outro lado e ela se foi.
Esse negócio de esquerda e direita está dificultando tudo, não é bem melhor ir sempre em frente e fazer seu próprio caminho?
nao quero nada direito
pois disseram
a esquerda é o melhor caminho
Vai, Maria! ser gauche na vida
no seu poema canhoto
conformismo esgoto
vontade perdida
Podem tirar os movimentos da minha mão esquerda, podem impedir-me de caminhar, mas jamais me impedirão de lutar, com o que me restar de mim, por aquilo que meu coração desejar!
Se Deus segurasse em sua mão direita toda a verdade, e em Sua mão esquerda a busca pela verdade, embora com a condição de que eu deva sempre errar, e me dissesse "Escolha", humildemente eu escolheria a mão esquerda e diria: "Dai-me Senhor! A verdade pura é para Vos somente".
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