Esperar das Pessoas

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Devemos parar de esperar mais das pessoas,só assim para não nos decepciona tanto quando o que esperamos não acontece. Seres humanos são complicados e as vezes irracionais. Viva a vida da maneira mais gloriosa possível, e nunca pare de fazer o bem por retribuições ingratas. Boa sorte...

Inserida por BereniceFerreira

O MELHOR QUE NUNCA VEM

O que será que nunca vem? O que será que as pessoas tanto esperam? Isso está parecendo pergunta de poeminha barato, né (risos)? Talvez. Bom, parecendo estranho ou não, esse título quer falar das relações amorosas na contemporaneidade, ao menos de um determinado ponto de vista, é claro. Antes de adentrar especificamente no tema (polêmico para alguns), vou narrar um breve prelúdio a você, leitor(a), em relação a esse texto. Assim, inspirei-me em escrevê-lo após uma conversa de almoço com uma amiga, que por sinal é uma das poucas que tenho que cursa a área de ciências exatas. Encontro-a, casualmente, e a convido para almoçarmos juntos e bater aquele papo furado (que para mim acaba nunca sendo essa furada que dizem, risos). Em nosso último encontro, incrivelmente, o assunto acabou sendo esse que apresento aqui, coincidentemente ou não, trazido por ela naquela ocasião, segundo ela própria. Até perguntei se não teria sido eu que havia abordado essa questão de amores (um tema sempre delicioso para dissertar) na última vez, porém ela me disse com ares de certeza que não. Bom, se não fui eu, o que será que isso quer dizer? O que está por trás disso? Ora, leitor(a), não veja coisas onde não existe nada para se ver. Sem interpretações selvagens. Às vezes um assunto é só um assunto, mesmo que ele se repita com determinada frequência e intensidade por parte do falante e em contextos específicos ou distintos. (Ah! Como eu queria acreditar nessa pureza em alguns momentos, risos). Brincadeiras à parte, às vezes um assunto é só um assunto mesmo. Bom, terminado esse prelúdio, vamos indo.
Já sentados em nossos respectivos lugares e realizado nossos pedidos, ela começa o diálogo propriamente dito com a seguinte afirmação em tom caloroso-gracioso-catártico: “A vida é complicada, meu amigo Héldice”. Nessa hora eu até quis confirmar (até porque não nos faltam argumentos para dizer que a vida é complicada, né? risos) e depois fazer uma das minhas clássicas piadas (que por sinal são fatalmente sem-graça, e acabam fazendo rir pelo simples de fato da instalação de dó nas pessoas em relação a mim, risos), entretanto meu espirito curioso não me deixou ficar por ai e acabei por dizer: “Jura? O que te faz pensar que a vida é complicada?” E adivinhem só o que surgiu? Sim, o amor (Há quem goste de escrevê-lo com letra maiúscula, risos). Ele como sempre atravessando os ditos, não ditos e mal-ditos de nossas falas cotidianas. Minha amiga, então, relata agora em tom preocupante: “Héldice, eu não dou certo com ninguém, é impressionante”. “Nunca acho a pessoa certa”. Não vou abordar aqui, para tristeza de alguns, a questão do tipo de amor que ela está trazendo e fazer aquela historicidade critica tão clichê e brega que, por vezes, torna-se enjoativa de se ler. (Deixo essa tarefa para os grandes teóricos críticos do amor, risos.) O que quero ressaltar aqui é outra coisa. Ela prossegue dizendo: “Sabe, eu sinto como se o outro, aquele que eu não tenho, fosse sempre melhor.” Quando essa frase surgiu me fez pensar vários pontos e por isso optei por ir mais fundo e verbalizei a clássica expressão: “Fale mais sobre isso, risos”. Então ela diz: “Olha, assim... Faz tempo que eu não fico e não namoro com ninguém.” “A sensação que tenho hoje é que existe alguém melhor que vai superar este que estou gostando no momento”. Procuro por mais sentidos e digo: “Como assim?” E ela diz assustada: “Isso é estranho, mas é como se hoje eu não me relacionasse com alguém porque estou presa a um outro que pode ser sempre melhor”. Nessa hora pensei em ter compreendido (o que acabou por ser verdadeiro depois) o que ela queria me dizer, porém queria ouvir mais claramente dela e por isso falei: “Olha, acho que entendi, mas me explica melhor”. Então ela fala o queria, finalmente, falar: “É que eu espero sempre ‘O MELHOR QUE NUNCA VEM, ou seja, acho que a pessoa que me faz sentir algo, que me afeta, não é a que vai me fazer feliz, porque existem tantas outras por ai, por que seria justamente ela, entendes?” A conversa continuou (e ficou muito interessante, por sinal), porém paro por aqui e, finalmente, vou trazer à baila o foco que quero dar a esse texto.
Caro leitor(a), vocês estão entendendo o que essa fala quer dizer? Não é novidade para ninguém que muitos dizem que a nossa sociedade atual está de pernas para o ar, que está tudo mudado, que as coisas não são mais as mesmas, os valores estão diferentes, a gente vive em um caos, blá, blá, blá. Não vou entrar na discussão crítica em relação a isso. Apesar de meu posicionamento ser bem discordante em vários pontos desse sentido. Contudo, evidentemente, reconheço as transformações que acontecem na contemporaneidade em nossas relações e que podem trazer, minimamente, validade para discursos trágicos como esse que citei inicialmente. E, claramente, não há como negligenciar como todas essas transformações afetam diretamente as estruturas sociais e subjetivas, didaticamente falando, risos. A questão que quero levantar é como essas transformações incidem inteiramente no fenômeno das relações amorosas, especificamente, abordando as consequências trágicas, malgrado minhas críticas teóricas em relação a essa posição.
Isso não é nenhuma novidade, entretanto gostaria de ressaltar esse acontecimento que intitulo aqui de “inibição pela fantasia do porvir” por acha-lo extremamente interessante e que vem se manifestando em muitos relatos clínicos (e cotidianos) que venho estudando. O que quero dizer com “inibição pela fantasia do porvir”? Bom, vem acontecendo com relativa intensidade uma produção subjetiva no sentido de nos pausar e inibir no tocante a vivência de nossas relações amorosas justamente pelo ou por um aprisionamento no futuro. Podemos atribuir tal feito a noção capitalista no tocante a produção de variedades, de opções e que se estendem para além de um simples mercado de produtos comerciáveis. Tal processo de produção vem tomando e se tornando (como sempre foi) um grande motor no que tange a instalação de comportamentos, em formas de pensar e sentir a vida. Além, é claro, dos múltiplos discursos que vieram abalar as verdades dantes estabelecidas acerca das vivências dos amores. Como assim? A lógica é que as pessoas não estão vivendo relações, dentre tantas outras questões, pelo fato de estarem visualizando e sentindo antecipadamente que a pessoa pela qual se sentiram afetadas amorosamente é inferior a uma outra que ainda não apareceu efetivamente, ou seja, essa lógica instala-se puramente no plano da fantasia. Acontece, então, uma desvalidação do afeto em favor da fantasia do porvir que, certamente, também produz sensações no sujeito. O qual seria o problema desse fenômeno? Bom, em si mesmo não há nada de errado nisso. A questão é a queixa que ele formula nas pessoas, sendo do tipo: “Eu queria viver essa afetação, mas não me permito, porque acho que ainda não é a certa, há outras superiores.” "Eu queria viver, mas não consigo". Neste sentido, essa lógica se perpetua sem o sujeito ter controle disso. O que estaria por trás de tudo isso? Vou tentar lançar algumas hipóteses.
Tenho a nítida impressão de que vivemos uma crise simbólica. O que é isso? A nossa vida está acelerada a tal ponto que não há mais tempo para refletir acerca dos acontecimentos. Não há mais tempo para elaborar as situações. Para ler teóricos que estão comigo nesse raciocínio, procurar: Zygmunt Bauman, Gilles Lipovetsky e Jürgen Habermas. Vivemos uma dinâmica puramente espacial e não mais temporal. Há um excesso de discursos para apenas uma situação. E não é que isso ocasiona o problema, porque deve haver sim discursos vários para os fenômenos. A questão que afeta o sujeito aqui são as não-dialogações dos discursos entre si. E também não é problema eles não dialogarem. O ponto aqui é como o fato deles não dialogarem afeta o sujeito, e nada mais. Posso dizer que vivemos um fast-food de teorias, ou um “fast-words”, sejam elas quais forem. E isso acabou por se aplicar também em nossas relações amorosas. Não estou dizendo que não deva haver várias opções, contudo como toda e qualquer insurgência teórica ela vai trazer consigo suas negações e complicações pragmáticas e utilitárias implícitas e explicitas. Outro ponto no qual quero bater é que não podemos esquecer que estamos mergulhados em uma determinada cultura e que somos subjetivados em determinados processos discursivos, como, a título de exemplo, relações amorosas de teor romântico, monogâmicas e heterossexuais. Seria estupidez dizer que esses textos sociais não atuam no sujeito contemporâneo, independente deles serem críticos ou não a esses sistemas. O que acontece, então, é uma dificuldade em alguns indivíduos de se relacionarem com os discursos com os quais e pelos quais se subjetivaram e com os que estão disponíveis a eles a todo momento. Há um menu de verdades para se seguir. Basta escolher. E não precisa permanecer a mesma por muito tempo, você pode trocar ao bel-prazer e a hora que quiser. O que isso pode ocasionar? Uma crise na noção de identidade. As relações tornam-se, nessa perspectiva, instáveis. O outro agora parece distante e incompreensível, pois os códigos da comunicação se tornaram confusos. Há uma desordem simbólica entre os sujeitos que acometeu, entre tantas coisas, as relações amorosas.
O quão sofredor para alguém pode ser querer viver uma relação, porém é inibida por uma fantasia de que aquela afetação não merece crédito porque haveria outra superior e melhor que ainda vai acontecer? Esse é apenas mais um dos fenômenos (já de muito tempo) que está acontecendo para que nós pensemos sobre. Há quem diga (né, Freud?) que as neuroses são frutos de um passado reprimido. Neste caso, é o futuro que vem reprimindo o desejo.
Pergunto a você, caro leitor(a), estará você esperando esse MELHOR QUE NUNCA VEM?

Inserida por heldicemachado

Muitas vezes o conselho que você espera receber não esta nas outras pessoas, basta você dar uma oportunidade aos seus pensamentos e saberá o que fazer pois o conselho pode estar em você mesmo.

Inserida por ERONROSA

Positividade na vida,mas nem sempre seja boba,seja esperta,pois tem pessoas que abusam da sua bondade...

Inserida por Victoriashimizu

Quem espera, nunca alcança. Pessoas de sucesso verdadeiro merecem sua a recompensa, pois aprendem com seus erros!

Inserida por williambarter

Não espere grandeza de pessoas pequenas! Elas são limitadas!

Inserida por RangelCRodrigues

Não é que as pessoas não tenham nada a te oferecer. Algumas delas passam tanto tempo esperando lhe oferecerem algo que até esquecem que podem ter algo a interessar em outrem.

Inserida por MayaraAlineSantos

A luz queima, mas dá brilho. As pessoas devem ser assim: ser grossas na hora certa, e dá esperança as oprimidas.

Inserida por Binabi

“O meu problema é: Eu espero demais das pessoas.”

Inserida por Leticia3Cordeiro

Não espere que ninguém faça por você o que você faria..... Raríssimas pessoas que correspondem nossas expectativas, o egoismo, o orgulho, a vaidade, a ingratidão, o egocentrismo infestam o mundo. Não se importe, não se deixe contaminar por sentimentos mesquinhos, e, pensando bem, graças a Deus que essas pessoas mostram o que na realidade são, até porque as máscaras por mais que estejam afiveladas a face, sempre caem. Vá viver a sua vida independente de qualquer coisa, creia em Deus pois é d'Ele que vem sua força, nutra sua alma com bons pensamentos, cultive o bem, espalhe levezas por onde passar e deixe a vida seguir o seu curso. Quanto ao resto, deixe prá lá, o tempo se encarregará de tudo.... nunca ninguém precisou de restos para viver... seja feliz, isso é o que realmente importa!! Deus é Pai, nos honra e abençoa sempre com seu infinito amor!!

Inserida por Yarauchoabarreto1505

Independente do seu coração esperar o melhor das pessoas, almas que foram infectadas pelo mal dificilmente encontram a luz novamente

Inserida por benoliveira

"Para as pessoas que não têm onde morar e nem o que comer eles abraçam fortemente a esperança de que, um dia, tudo ira mudar."

Inserida por ernestoferra

Hoje me dei conta de que as pessoas vivem a esperar por algo, e quando surge uma oportunidade, se dizem confusas e despreparadas, sentem que não merecem, que o tempo certo ainda não chegou, e mais uma vez lá se vai sua oportunidade.!

Inserida por mdemartins

As pessoas costumam perguntar se estamos bem, sempre esperando uma resposta afirmativa. Se a resposta for: “ não, eu não estou bem” o ser humano tem a mania de nos encher de conselhos dizendo como devemos ou não agir, mal sabem eles que não sentem como nós, ao invés de oferecer um simples abraço, criticam! Por esse motivo ultimamente tenho dedicado mais tempo a mim mesmo, me distanciando das pessoas ao invés de ficar distribuindo sorrisos falsos pelo caminho, das minhas dores, cuido eu.

Inserida por Giulianasantos

Faço parte daquele grupo de pessoas que se optar por esperar sabe que vai ficar esperando, por isso, sempre que posso, troco a espera pela ação.

Inserida por Gracaleal

Esperamos sempre muito das pessoas, especialmente quando gostamos. Esse é o nosso erro, exigir sentimentos que algumas pessoas não sentem

Inserida por SenhoritaDuarte

Bom dia 25/07
Não posso parar no tempo, e esperar pelas pessoas que optaram por vegetar.
Ale Villela✍️

Inserida por Alevillela

Não se preocupe se as pessoas não te compreendem e não correspondem ao que você espera delas. Nem todos que se dizem "amigos" o são realmente, por isso não alimente expectativas a respeito de nada nem ninguém. Confie em você, no seu potencial, nas coisas boas que é capaz de fazer, cuide dos seus valores porque são seu passaporte para uma vida melhor. Quanto ao resto, deixe prá lá, não se angustie por causa de ninguém, um dia eles também aprenderão, mas por enquanto cada um só pode oferecer o que tem!! A lei é de progresso, nada estaciona para sempre, todavia a evolução é lenta mas caminha rumo a perfeição, um dia chegaremos lá!!

Inserida por Yarauchoabarreto1505

As vidas que nós queremos são feitas de esperanças. As pessoas que nós somos, são feitas de fantasmas. Não importa quão perto cheguemos, nós estamos perdidos

Inserida por guilhermesteves

Pessoas que vivem cheias de esperança vivendo o hoje e agora, me inspiram. Pessoas que amam sem condições com uma única condição que é amar amando, me inspiram. Pessoas que zelam o valor de se doar em comunidade, que se reparte, acolhe envia recebe com carinho e afeto, também me inspiram. Um ser humano pleno de consciência e de amor, me inspira. Pessoas que amam, me inspira e são inspiradas por Deus, mesmo que não saibam. Eu me contento em ser inspirado por essas pessoas enquanto faço uma pausa silênciado para ascender o meu cigarro... Quero ser igual elas.

Inserida por FranciscoWallas