Esperança de Amor
Lembra com saudades gostosas, e no coração vai sentindo como se um pião estivesse a rodar, girando, girando e girando em torno da sua vida. Saudade daquela manhã, quando o amor nasceu na gente. Daquela porção de filhos brincando em volta da gente. De ver, depois, os noetos, crecendo aos olhos da gente. Como andou depressa a vida, deixando pra trás a gente...
Sempre achei que uma palavra de elogio fizesse bem à saúde. Que pequenos gestos mudassem situações até então imutáveis. Que o julgamento alheio não é importante. Que devemos ser adolescentes a vida inteira e, o máximo que der, regredir até a infância com nossos filhos novamente. Que isso é a melhor maneira de renascer. Que amor não se cobra que não é cobre. Que amor não se pede que não é peça. Que amor se chama porque é chama. E que tudo que é muito diferente incomoda tudo que é muito igual.
– Olha o doce balanço do Mar que vem com a onda...
– Mas não tem onda...
– Ah, desculpe! Escutei dizer que o Mar iria enviar uma onda para gente sentir o doce balanço. Calma, acabamos de chegar!
– Mas você acha mesmo que ele vai enviar? E que vamos sentir alguma coisa?
– Não posso responder com certeza, mas só vim porque acredito.
– Sei não...
– Sim, ele virá! Digo isso porque já consigo vê-lo com o coração...
–Com o coração? Minha nossa! Também estou vendo, está vindo...
Tanta gente indiferente, que não olha realmente quem está ao seu lado. Se tem alma ali, não sei se sente algo, tal qual farol apagado... Por ver em 2014 faróis traiçoeiros, que iludem e levam aos abrolhos amorosos timoneiros, quase naufraguei à luz dos mesmos olhos... Mas não... Percebi que há muita similitude do farol na escuridão com quem dá à juventude, ou que é capaz de dar à juventude, todo o brilho da instrução. Assim, se pudesse ser um farol divino, e de um milagre ser capaz, só num piscar repentino daria ao mundo a luz da paz...
2014 foi pra mim um ano de observação. Não fiz muitos amigos, não vivi grandes relacionamentos, mas vivi intensamente com a minha filha. Agora, no último dia do ano, naquela reflexão normal que fazemos da nossa vida, vejo que memorizei algumas pessoas que impressionaram-me pelo exemplo que deram e dão em suas vidas. A minha reflexão neste final de ano é, em síntese, uma homenagem que presto à probidade, à inteligência, à educação e dedicação ao trabalho motivado, enfim, ao exemplo de vida que me dão os que tive o prazer de conhecer este ano.Todos que, sem dúvida, não passaram apenas pela minha vida. Mais do que isso, viveram comigo a minha vida em todas as suas incertezas e angústias. Foram amizades sinceras que construí e que nesta reflexão vejo que deixaram uma réstea de luz em minha vida, pelos caminhos que trilharam em suas vidas. É claro que muitos mais poderiam ser alinhados, sob esse aspecto, nesta reflexão. Parentes, amigos de infância, dezenas de pessoas com as quais mantive relacionamento à vida toda, mas que não tiveram espaços em suas agendas nem para uma ligação em 2014... Fixei-me então, neste último dia do ano, nesses poucos pinçados da memória, sem preocupação com a posição ou graduação maior ou menor que obtiveram na sociedade em que viveram e vivem.Reflito também sobre gente indiferente... Percebi que há muita similitude do farol na escuridão com quem não dá à juventude, ou que não é capaz de dar à juventude, todo o brilho da instrução. Espero para 2015 que o meu ambiente continue sendo a vida. A vida de alguém que perdeu as ilusões mas não os gestos necessários, que não reza e fala pouco, mas que continuará desejando que o Amazonas continue desaguando no Atlântico, que algum presidente realmente apareça querendo governar o país, que o Ministro da Fazenda um dia fale que a inflação vai cair de verdade, que a Funai não vai mais desconhecer as reais necessidades dos índios, que os gêneros de primeira necessidade no mercado vão parar de sofrer aumento nos preços, que os supermercados vão parar de, impunemente, furtar o povo com seu engodo de promoções, que a corrupção vai deixar de ser intocável, que o comércio do ensino deixará de engordar com suas taxas de mensalidades escolares e universitárias cada vez maiores, que as mordomias deixarão de obedecer as ordens dissimuladas que vem do Planalto, que se tenha cada vez menos espaço para políticos demagogos que continuam dando entrevistas sobre soluções que nunca irão fazer sair do papel, que a poluição deixe de contaminar os mares e rios, que os americanos deixem de pregar a paz fornecendo armas para as guerras que eles mesmos fomentam por razões políticas e econômicas, que os Árabes e Judeus deixem de construir novas guerras, apesar dos acordos de paz que vivem rasgando, que os negros e homossexuais possam ser cada vez mais respeitados numa sociedade ainda racista e preconceituosa. E que também, em compensação, as sementes continuem virando flores, que o amanhecer e anoitecer no Rio continue lindo do jeito que é, que a lua da minha serra continue inspirando os poetas, que a grande torcida do Fluminense continue cabendo dentro de uma Kombe e que Valentina, Hanna e Cacau continuem sendo as três mulheres da minha vida. #AnoNovo
Não mais verá o manacá em flor, plantado no jardim, perto do quarto, envolvendo em perfume nossa alegria de carinhos fartos. Também o ipê florido não verás, porque antecedeste a primavera... Ora, saudade, para mim, é um doce-amargo-enlevo, o que vale dizer que até o fim dos meus dias estarei alternando, o doce enlevo da lembrança, com pitada amarga de saudade. Suave é a pena...
Das conversas mantidas na redação... Não se trata de um resumo do que ali foi cogitado. Tomei parte em várias dessas conversas. Em alguns casos, concordei; em outros, discordei; por maioria de vezes, apenas ouvi. Depois, com calma, reflito, anoto no papel. De diferentes pessoas a conversas, cada um contribui com o que pode e cada qual aprende o que julga interessante. Há, obviamente, paralelismo de opiniões, discordâncias e, também, como disse, os que apenas ouvem para avaliar, depois, o que de útil extraíram ou fixaram. Em que pesem as diferenças econômicas, culturais ou estéticas, o que se pode afirmar é que, numa redação, todos se nivelam. Assim, seja visitando a redação ou indo trabalhar, governadores, desembargadores, médicos, bancários, jornalistas, escritores, independente da pauta que irá receber, você poderá cambiar amizades, trocar informações e avaliações, de modo que, em verdade, todos saem lucrando; uns, pelo prazer de ensinar ou atualizar seus brilhantes métodos jornalísticos, outros pelo gosto de aprender em escola gratuita e aberta. Estou sempre neste último grupo. Os mais velhos vão compreendendo novos hábitos, dando em troca a experiência de vida e de profissão que, certamente, sem ela nenhum jovem sairia do lugar. Conclui-se, pois, que não basta ler bons livros ou ouvir notáveis conferências, o importante, também, é conversar. Trocar ideias, transmitir, assimilar e, mais importante ainda, passar para o papel e mostrar as outras pessoas seus conceitos, suas colocações e críticas, , ou seja, o jeito que cada um tem de interpretar a época em que vivemos. Isto sem timidez ou modéstia exagerada. Mas, também, sem postura de doutrinar. Ninguém mais tem paciência com isso ou gente assim. É, de se lembrar, sobretudo, que não há sábio que não tenha algo a aprender e que. em contrapartida, ninguém é tão ignorante que não tenha qualquer coisa interessante para mostrar, contar e transmitir. A assimilação e a reflexão sobre as experiências da vida, por vezes, independem do grau de cultura de que as pratica. Como conversamos sobre política, fisiologismo, segurança, música, religião, artes, situações cômicas, anedotas, dieta, saúde, doenças, vida conjugal, traição, felicidade, enfim, como trocamos ideias sobre o cotidiano, segundo a interpretação que cada um dá ou expõe, qualquer coisa que se passa para o papel sobre esses assuntos tem validade no que tange ao objetivo visado pelo jornal. Sobre mim, sou aluno assíduo e, embora sem muita aplicação e nenhum prestígio, tento mostrar aos mestres de verdade que ali dão aula, que, pelo menos, sou atento. Como os jornalistas de de alma, Vivo sob efeito latente da perda. Qualquer matéria publicada é um morto vivendo em minha saudade. Ah, se eu fosse um cronista ou um poeta, e não um jornalista. Aí sim... as mais belas páginas de louvação ao que vai de encontro com tudo o que falo. Pretensiosamente, ombreei-me a eles no que tange a inspiração. Afinal, nenhum amor pode ser maior do que o nosso, para gente. Afinal, nenhum amor pode ser maior do que o meu, que está vencendo a morte. Daí, a cada dia, a tentativa de mostrar, em dizer poético, o que ainda sinto pela profissão. Mas, o que vale, ao fim de tudo, é aceitar a correção dos que sabem mais ou deles colher a concordância sempre benéfica, agradável e animadora.
Temos o costume de carregar o peso do mal que nós fizeram e querer se vingar ou separar que oundo cobre, isso é o maior mal que podemos fazer a nós mesmo.
Acabei de perceber que quando escrevo, meus pensamentos sempre se revelam na realidade vivida. Então, o que eu tenho para hoje é: eu quero viver, viver o extraordinário, viver o melhor. Viver tudo aquilo que sonhei, viver com você. Eu quero sim ir embora, mas não da vida, mas sim dessa vida! Me socorra dos braços que não quero, das pessoas que não desejo, dos braços que não me trazem afago, dos beijos que não me trazem amor, o amor propriamente dito.
ORAÇÃO DA FÉ
SANTO E ETERNO DEUS, neste momento de fé e de oração, de joelhos aos vossos pés, clamo ao Deus Vivo, pela vida do teu povo. Senhor, assim como o orvalho da madrugada desce das nuvens do céu e rega terra seca, fazendo reviver a relva do campo, derrama sobre nós as tuas bençãos celestiais, fazendo reflorescer em nossos corações, a fé, o amor, a paz e a esperança. Amém.
Tudo, lá fora, é difícil, mas o ofício da vida é vencer desafios. O vento não guia o navio, apenas lança-o em direção ao mar.
"O que será de você, depois d'eu?
Quem há de curar-lhe as feridas, quando for-me eu?
Tu me abandonastes, e das feridas que me causara; a saudade, foi a que mais doeu.
Eu sou de ninguém, as vezes sou do mundo, mais eu queria mesmo, era ser seu.
Eu peço, rogo, imploro, por uma eternidade contigo, para Deus.
Essa nossa distância, me faz ateu.
Depois do fim, o que será de ti, o que será d'eu?
O nosso início nunca existiu, e já encontrou um fim, infelizmente morreu.
Enterrado no cemitério da esperança, onde aquele nosso sonho, aquela nossa felicidade, jazeu.
Quisera eu, que em meu leito de morte, houvesse a luz de uma outra vida contigo, mas é só breu.
Eu já não me pergunto o que existe após o jazer, a minha única indagação é: O que será de você, depois d'eu?"
Se essas paredes falassem! Falariam de sonhos, de oração, agradecimento, choro, falariam de estudo, trabalho, aprendizado. Falariam de amor, de dor, saudades, falariam de stress, ansiedade, depressão. Falariam de esperança, cumplicidade, respeito, falariam de família... Ah, se essas paredes falassem...
Nada está definitivo neste mundo, acredite, todos grandes ditadores sempre pensaram que seus impérios nunca seriam derrubados, mas não só eles como suas vidas já não existem mais.
Por que sou poeta?
Estou sempre a sofrer e chorar
Escondida, constrangida, por tanto me emocionar.
Porque sou poeta
As flores me dão esperança
de que Deus seja bom e bonito
Criativo, como uma criança.
Por que sou poeta? Isso eu nunca eu pedi.
Mas a cada noite sozinha
Em claro,
Em prantos,
Muito escrevi.
Versos rimados
Desritmados
Sem métrica e pretensão
Palavras doces e amargas
mas sempre, de coração.
Porque sou poeta
Resta-me pouco.
Muito pouco, além de sonhar.
A beleza da vida é triste,
Mas me inspira a cantar.
Porque sou poeta
Minha vaidade é criar,
Sinto o mundo a flor da pele
para de um verso me orgulhar.
Doce presente e castigo;
Olhar para o mundo assim.
Vivo em solidão comigo
E acompanhada pelo céu.
Que serão de minhas palavras?
Alguém um dia irá as ler?
Em minha frente, estaria nua
Despedia em meu Ser.
Por que sou poeta, meu Deus?
Me queres tanto a te querer?
Tudo que escrevo é prece
Sonhando com você.
Tanto agradeço e peço;
Tanto queimo incenso e rezo;
Isso ninguém me ensinou.
Ser feliz e triste ao mesmo tempo
Por transbordar Amor.
Perdoe minha carência,
Minha manha e se me castigo.
Sei que me queres feliz,
mas sou severa comigo.
Por que sou poeta?
Canso, mas agradeço por ser assim.
Que seja essa minha sina, meu Deus;
Sofrer somente por Esperar por Ti.
Que eu te honre em minha beleza;
Palavras e ações.
Que sejam belas minha obras;
Edificadas em canções.
Que te alegre meu carinho
E também deseje a mim,
para depois de minha jornada
Nos abraçarmos, enfim.
Um dia eu queria ser feliz... Criei meu mundo... Adaptei... Formatei de acordo com minhas preferências... Conforme minhas regras expandi pois houve a necessidade de mais alguém pra compartilhar meus sentimentos... E assim fiz minha saga... Todos que entravam tinha suas próprias regras e prioridades e todos que saiam deixavam rastro de destruição (corpo e alma quebrados), sempre tive comigo que não importa as decepções... Temos que seguir em frente... Então sempre recomeçava a construir meu mundo aperfeiçoado, só eu entendia cada detalhes, peças no lugar.... Aumentava a animação e novamente quando estava pronto... Aceitava a ideia que deveria ter alguém pra expandir ele novamente... Mas parecia um círculo vicioso... E recomeçar tudo de novo era questão de tempo... E sempre pensei, meu mundo minhas regras, perceber que quem entrava em minha vida tinha sua própria versão de mundo com sua utopia e opinião formada... E vi que nada se adaptava... Sempre está colisão de dois mundos... Destruição eminente.... Sem precedentes e toda reconstrução falta um pedaço e meu mundo fica imperfeito e as vezes irreconhecível... Então aprendi a respeitar... Mesmo que seja de longe as diferenças dos outros. E me afastar.... Espero achar um mundo próprio e compatível... Espero desconstruir e reconstruir dois mundos formando um só. A vida é uma caixinha de surpresa... Hoje me sinto só... Angustiado poucas conversas e muitas decisões... Talvez meu silêncio queira dizer algo e necessite de algo mais... Meu mundo está em sábado sofrido... Distante e ignorado... Talvez hoje eu precise apenas de um colo, de alguém que entenda e queira ser entendida... As vezes desânimo... E passa no meu coração que devo abandonar a todos e seguir estrada... Longe dos conhecidos. Começar vida nova... Arriscar, tentar, fazer e usufruir... Hoje sinto mais uma vez este mundo destruído... Crio expectativas... Anseio amor é não vejo ao redor... E distante vejo tudo cinza, sem cor, sem brilho... Ano que vem tudo muda ou mudo.... "mudo de cidade, lugar, de sentimentos, de ser poeta das palavras para um mero ser humano, ríspido e apenas vivenciado de acordo com a situação... Já não quero pessoas próximas de mim que me façam mal... Não importa gênero ou grau... Apenas não vou criar expectativas para ano que vem... Vou aguardar, e deixar ver até onde este rio desagua, se em um lago sem saída ou em oceano amplo, largo e profundo abrindo margens para desconhecido... Vida que segue... Que a solidão de hoje não seja minha companheira de amanhã... Deus sabe e permita que meus pensamentos se concretizem... Do mais me permito sentir apenas o hoje e sua retundância, preciso saber onde me encaixo nem que seja no menor espaço ainda quero viver algo diferente na minha vida... 😭
