Espera
Toda luz é algoz da escuridão, não somente para dissipar as trevas, mas para fazer renascer a esperança
Diante da grande exposição do mal, o bem age na surdina a espera de uma única oportunidade para reiterar ser antídoto do seu oposto
A mentira é como uma areia movediça, quando menos se espera se é tragado pelo labirinto da íntima miséria humana
Alguém que se importa
Mundo louco... vazio de empatia.
Ninguém espera pra sempre...
Mas, imploro, espera mais um pouco.
Nesses dias meus, o tempo passa voando...
E eu continuo esperando.
Espero um olhar de aprovação...
Espero alguém que me estenda a mão.
Espero muito por aceitação.
Eu aprendi a esperar...
Olhar pro relógio e não me importar...
Os ponteiros se movendo...
Todo mundo fazendo de conta que não está vendo.
Passando por mim... não me enxergar.
Uma tristeza no meu olhar.
Uma consternação no coração.
Ninguém capaz é de notar.
Uma voz que emudeceu.
Meu céu que se abaçanou... tudo ao meu redor escureceu.
Espera, eu imploro,
Espera, meu coração.
Quem sabe no próximo entardecer...
Alguém que se importa contigo de entre as brumas da tarde vai aparecer...
Como você espera ter uma vida mais feliz e viver num ambiente coletivo cada vez melhor se continua a vivenciar bandalhas comportamentais rotineiras?
BABY, YOU LOOK SO FINE
Sabe aqueles cinco minutos de ansiedade mórbida
De quando se espera a pessoa amada no primeiro encontro,
Aquilo é pressa de viver
E quando a neblina cai, o trem apita, alguém esbarra
E a cigana te cerca insistindo em ler a tua mão,
Sou analfabeto e bruto nesse tipo de emoção;
Nada quero do futuro, hoje mesmo eu morro de prazer,
Hoje mesmo terei o prazer de morrer de amor;
Ah seus olhos são verdes, que coisa linda!
As colinas descem ao meu umbigo e eu digo
Vermelho de paixão: não para agora, agora não;
O mundo pode ser tão belo, a vida pode ser tão boa...
O trem apita, alguém esbarra,
A cigana mente e continua a garoa...
Baby, baby... you look so fine, mas não demore tanto,
Não demore nunca mais, eu tenho taquicardia
Eu sou uma criança e a esperança desce o morro
O teu olhar é o meu socorro, disso eu não morro
Nem que meu coração bata mil vezes por minuto
E por mais que essa agonia, essa pressa de viver pareça absurdo
Eu cavalgo sobre o meu coração ao pulsar dessa taquicardia
E é isso que move os meus dedos em direção a poesia...
Somos o tudo e o nada ..
Perdidos na espera e na chegada ..
Somos calmaria ou ventania ..
A chuva de Verão inesperada ..
Ou o Sol de Inverno ..
Que nasce no final do entardecer ..
O tal chamado brilhante Por do sol ..
Que nos traz um toque de romatismo ...
Que nos faz acreditar ..
Que romatismo é Amar ..
Tem vezes que vivemos numa constante magia ..
Precisa ..
Porque nos conforta nos acaricia..
Tão facil é Amar
Quando o coração nos ilude e nos acreditar ..
Que será de nós..
Vivendo sem amor ..
No coração sentir o
Calor de uma Paixão??!!
Quem espera sempre alcança
E quem busca sempre encontra
Cada ação, quando posta na balança,
Boa ou má, no final conta.
Solte-me! Deixe-me ir pois o mundo me espera.
Não ligue, esqueça e esteja distante
Você nunca se importou, nem se quer olhou
Pois você hoje não é quem era
Passe distante e olhe indiferente
Você, quem sabe eu, tenha tornado-se outro
Aliás, vivemos em mundos bem diferentes
Antes até que ligava, mas hoje eu ligo pouco
Agora tenho que ir, nem despeço-me
E para não ser notado, saio pela porta traseira
Prefiro de fato assim,
Menos pessoas sabendo que entrei.
Uma simples conversa após dias de espera. Só de ouvir sua voz, minha alma sorriu e já como consequência inevitável, um belo sorriso surgiu. A menina sorriu, a mulher suspirou. Você, sem saber o quanto me traz paz e alegria, mesmo que não seja meu de fato, revigora meus dias. Você é um mundo em uma pessoa para mim. Um mundo de possibilidades de sermos felizes.
Um aperto no peito
Angústia e solidão
Incapaz de se amar
Na espera do fim
Um sofrimento que corrói por dentro
Decompõe seus bons sentimentos
Incapaz de se amar
À espera do fim
- À Espera do Fim
Dor... quem já não a sentiu? Ela vem, é inevitável.
Ela aparece quando você espera, quando menos espera... quando não espera.
Chega devagarinho ou como uma tempestade... simplesmente chega.
Invade sua alma (pior) sem pedir licença, se apossa de todos os seus momentos.
Você suplica que ela vá embora... e ela surda toma conta de todos os cantos.
Transforma-o em caquinhos, às vezes tão minúsculos que você tem a impressão de que jamais poderá juntá-los.
O tempo passa e você nota que tem de continuar... e continua de qualquer jeito... cola aquilo em que você se transformou... porque em pedaços fica muito difícil continuar... você precisa estar inteiro.
Inteiro... de qualquer jeito, mas inteiro.
Por ser de qualquer jeito, alguma coisa não se encaixa, ou fica fora de lugar, ou fica faltando... (na pressa, você esqueceu algo por aí, em algum momento).
Como não quer lembrar de onde deixou... não volta.
E lá vai você... com as cicatrizes fazendo-o lembrar continuamente.
Eu e a dor
Sei que vem... não me importo que venha.
Pode vir... vivo-a, sinto-a, aceito-a.
Ela me derruba, me arrasa, me sufoca, me estraçalha... me transforma em pó.
E eu deixo...
Espero um pouquinho (ou um pouco mais... depende do dia, depende da dor).
Daí começo... lentamente... devagarinho... bem devagarinho... a colocar tudo no lugar.
Vou juntando, vou moldando (virei pó, remember?).
Tudo calmamente, com doçura... tranquilamente.
E o tempo passando... e eu me moldando.
Sem cicatrizes... estou diferente, mas sem cicatrizes... simplesmente eu mesma.
A mesma que era antes da dor, diferente da que era antes da dor.
Sigo adiante... pronta pra outras dores...
Ah! E já percebi que às vezes a felicidade é tão grande que dói também.
Contra toda a esperança,
você espera...
e você cansa.
Mas espera,
cansado,
desesperançado...
um fio de esperança.
O que faz você assim agir?
Não consegue do que está destinado fugir?
Um caminhante... só um caminhante.
Existe coisa mais humilhante?
Sem esperança,
só e no caminho...
um simples andante.
Você segue adiante.
Uma luz no fim do túnel?
Um oásis no meio do deserto?
Fica esperto...
Se você reparar bem
não há nada por perto...
a não ser esperança
e isso é bobagem de criança.
GUERRA E PAZ
Da guerra... o que se espera?
São filhos meus... são filhos seus.
São olhos que se fecharam.
Para sempre num permanente breu.
São céus enegrecidos
por fumaça escura.
Dias como noites anoitecidos...
Cadê o Sol?
Envergonhado... ficou, entre nuvens espessas, dos homens escondido.
É tanta morte.
É tanta noite.
É tanto sangue.
Açoite, atrás de açoite.
O rio segue seu curso.
O mar – maré vermelha – a vergonha da Lua espelha.
Cadáveres armados
lado a lado...
Heróis... anti-heróis...
A paz... na guerra... era só o que haviam buscado.
... desesperados... desesperançados!
