Espaço
Em meio ao caos e à agitação, é essencial saber se retirar para um espaço de calmaria, onde reinem a paz e o silêncio. Esse é o lugar onde nossa mente criativa e sábia encontra espaço para se expandir. É ali, na quietude, que surgem os pensamentos mais profundos e verdadeiros, e onde conseguimos enxergar com a clareza da mente. Às vezes, o silêncio é o que precisamos para realmente ouvir a nós mesmos e entender o caminho que devemos seguir.
Não há espaço para presunção, pois é a arrogância que enfraquece nossa capacidade de realmente aprender e crescer.
Na franja solitária, sorri à vida apenas vivida naquele espaço fadado pelo enrodilhar da brisa esfacelando o sonho.
...é tanta alma para tão pouco espaço. Meu corpo muitas vezes faz descaso e não suporta essa minha vontade acelerada de viver.
A Terra é a nossa casa no universo. Somos viajantes do tempo e do espaço. Todos os dias são um novo recomeço para os seres humanos que habitam neste planeta.
“O que falar de você…”
Pois bem. Falar de ti seria o mesmo que imaginar a imensidão do espaço; se olharmos como foi feito, saberemos que foi incrivelmente criado com perfeição; tudo em seu devido lugar, nem a mais, nem a menos.
Falar de você seria algo como se eu fosse o único no planeta a ter a sorte de te ter, de sentir seu cheiro, seu toque...
Falar de você seria 'o privilégio', ou, em outras palavras, seria a única coisa que viesse na mente quando se tratasse do amor. Sim! O amor!
Senti amor e continuo sentindo. Mas, o que me maltrata nesse instante seria o fato de odiar-me, ou que, por todo esse tempo, você não sentiu nada verdadeiro por mim. Sim, isso me machuca.
Queria que tudo isso fosse um sonho, e que, quando eu acordasse, você estivesse do meu lado...
Enfim, não mereço tanto.
Então é isso… Sobre falar de você.
Você é, e sempre foi a pessoa que desejei.
Sentirei sua falta!
Uma busca frenética,
Incansável.
Asas que batem sem destino
No vazio do espaço.
Em sonhos, lutas acordado.
Trajeto alado
Ao novo amanhecer.
(Rumas a quê?)
A maldade se sobrepõe, pois não vê limites em invadir o espaço e o direito alheio, é egoísta, falsa, solitária, autodestrutiva.
A bondade prospera, pois reconhece e respeita os limites e o direito alheio, ajuda, acolhe, é sincera, amiga, é construtiva, edificante.
O mal é a ignorância do bem, assim como a escuridão é a ausência da luz.
O espaço que parece vazio
Quando um vínculo termina, quando um ciclo se rompe ou quando uma estrutura que nos acompanhou por anos se desfaz, a primeira sensação que surge quase sempre é a de ausência.
Um silêncio estranho.
Um espaço que antes estava ocupado e agora parece vazio.
Chamamos isso de solidão.
Mas, na maioria das vezes, não é.
Durante muito tempo, esse espaço não era ocupado por amor, paz ou leveza. Ele era ocupado por conflito, por inconformidade, por tensões silenciosas que exigiam energia constante para serem sustentadas.
Mesmo quando tudo parecia “funcionar”, havia um custo interno. Um esforço invisível para se adaptar, tolerar, justificar, suportar.
O ser humano se acostuma até ao que dói.
O corpo, a mente e o sistema emocional aprendem a conviver com o desconforto como se ele fosse parte da paisagem. Com o tempo, o conflito deixa de ser percebido como algo estranho e passa a ser apenas “o normal”.
Quando esse conflito é retirado — quando há um rompimento, uma decisão firme, um limite respeitado — o espaço que ele ocupava se esvazia de repente.
E esse vazio assusta.
Não porque algo bom foi perdido, mas porque algo pesado foi retirado.
A mente, ainda habituada ao ruído, interpreta o silêncio como falta.
O corpo, acostumado à tensão, estranha a ausência dela.
E o coração, desacostumado à calma, pergunta: “o que está faltando?”
Na verdade, nada está faltando.
O que está acontecendo é uma reorganização interna.
Esse espaço aberto não é um buraco.
É um território em limpeza.
É o novo eu se acomodando, recalibrando, reaprendendo a existir sem precisar se defender o tempo todo. É o sistema emocional entendendo que já não precisa permanecer em alerta. É a vida interna se ajustando a um estado mais coerente com quem a pessoa se tornou.
Por isso, esse momento não pede pressa.
Não pede substituições rápidas.
Não pede preenchimentos artificiais.
Ele pede presença.
Com o tempo, aquilo que parecia vazio começa a revelar sua verdadeira natureza: espaço fértil.
Espaço para vínculos mais saudáveis.
Para experiências mais alinhadas.
Para uma paz que não depende de comparação, validação ou resistência.
O silêncio deixa de incomodar.
A ausência deixa de doer.
E o espaço passa a ser percebido como aquilo que sempre foi:
um lugar limpo, pronto para receber apenas o que soma.
Não é solidão.
É libertação em fase de acomodação.
E isso, embora desconcerte no início, é um dos sinais mais claros de crescimento emocional real.
Pela lei da correspondência, a vastidão do espaço revela a imensidão que ainda não ousamos explorar dentro de nós.
Meu coração é casa que acolhe mas só tem espaço para quem é verdadeiro,que tenha humildade para ajudar o próximo e amor o bastante para não ter preconceito com ninguém.
Na verdade, talvez saibamos todos que o amor é uma energia de bem. Se lhe dermos espaço ele manifestar-se-á sempre!
Existe um espaço enorme entre o que sou e o que acontece em mim. É um lugar turbulento, imprevisível, ansioso, traiçoeiro, não sei… Mas é um espaço a ser observado, mesmo sem merecer. Porque ele é o lugar entre todas as coisas que fiz e as que queria ter feito. É ali que tudo hesita antes de existir.
Ela não pediu espaço,
ela construiu.
Não levantou a voz,
levantou a si mesma.
Sensível,
mas firme.
Empoderada
porque aprendeu
a não se abandonar.
