Espaço
A brevidade do corpo nos atrai ao chão, a Terra.
A eternidade da alma nos eleva ao Céu, espaço infinito.
Nesse espaço sagrado, mais fino que qualquer matéria e mais sutil que qualquer pensamento, foi lançado o primeiro fio de Luz Direta — Or Yashar. Essa luz, ao tocar o vazio, não permaneceu indivisa. Para conter seu fluxo e evitar o colapso da Criação, surgiram os recipientes, os vasos, as formas — as estruturas primordiais do ser. E assim nasceram as almas.
Na estrada que percorri, sempre houve espaço para a queda e o recomeço. E de tropeço e esperança pavimento meu caminho, como o sol reveste o horizonte.
Você mudou tudo
Você chegou ocupando um espaço no meu coração
Me fazendo ver que o Amor é muito mais que um poema e muito mais que uma canção
Hoje eu vivo em uma nova dimensão
Onde deixei meus medos de fora, para curtir toda essa emoção
Desde a primeira vez és a beleza esculpida e o diamante após a lapidação
O teu sorriso traz os sonhos que ainda tenho pra viver
E me faz lembrar de todo dia agradecer a Deus por ter feito você
O teu olhar traz a esperança que eu procurava achar
E me faz ter certeza de pensar que para sempre do seu lado vou está
O que eu faço com a minha saudade?
Guardo num espaço reservado dentro do meu coração,
junto das minhas lembranças.
Não divido com ninguém, é um lugar só meu, especial, que me sinto a vontade para sorrir, e chorar quando sentir saudades.
Não deixe que seu coração se encha de rancor e amargura, só acumula peso e ocupa espaço. Deixe-o livre para receber o bem.
A doçura de um sorriso, o calor de um abraço.
' Dança comigo?'
" Envolvidos pela doce canção,
seguro as tuas mãos...
Neste espaço,não existe
mais ninguém...
Além de nós,há
o perfume inebriante do amor,
que invade
o nosso ser,tú és o
Meu Bem Querer."
Tatiane Oliveira-14.12.2012*
Não há espaço para lágrimas, porque esta partida não é perda.
Não há necessidade de despedida, porque o caminho não se encerra aqui.
O motivo é simples e poderoso: a jornada é necessária.
Cada ida carrega consigo a promessa do retorno.
Cada ausência abre espaço para o reencontro.
O motivo não é o fim, mas o ciclo — o movimento que nos ensina que nada é definitivo.
Não é fuga, não é abandono.
É apenas o passo que precisa ser dado, a travessia que fortalece, a distância que revela o valor da presença.
Antes que o sol se esconda, o motivo se cumprirá:
o retorno será certo, e o que parecia ausência será um intervalo antes da volta.
De que vale a vaidade, se no caixão não há espaço para tantas extravagâncias?
Pra que tanta ambição e avareza, se no caixão não existe cofre nem gaveta para guardar os bens acumulados por toda uma vida?
A arrogância, a ignorância e a brutalidade podem dominar este lado da existência, mas do outro lado reinam o vazio e o silêncio — e eles não vivem em guerra.
Vaidade. Ambição. Luxúria. Orgulho. Ignorância. Fiação frágil que se desfaz por aqui.
A riqueza pode alcançar os cantos mais distantes da terra, mas quando a morte chega, nem a roupa do sepultamento será escolhida por quem partiu.
Tudo é empréstimo por pouco tempo.
O corpo será devolvido ao pó.
O espírito retorna ao Criador.
Porque, no fim, nada nos pertence — tudo é de Deus.
DELÍRIO
Demétrio Sena, Magé - RJ.
Meio queijo no espaço;
vago à noite na rua;
cadê namorada...
Sem saber o que faço,
quase como essa lua
com goiabada.
Hoje eu entendo o que antes não entendia:
Como era possível não haver espaço pra nada, dentro de pessoas vazias.
O amor que vale a pena nunca empurra nem prende: ele flui leve, encontra espaço e fica porque é livre.
Distancie-se da mediocridade para avançar; ao se apartar da massa, cria-se o espaço necessário para prosperar.
A mentira mais ingênua e aceita pela sociedade é que há espaço para todo mundo.
A vida é uma seleção, e só garante a vaga quem se prepara buscando por ela.
Seria ingênuo ignorar que a mulher rural não ganhou espaço na sociedade e na própria família, através de suas lutas, reivindicações e avanços na Constituição Federal, e, talvez, seria ousado demais afirmar que, repentinamente, a mulher é autônoma, independente e velou-se de qualquer ato de dominação masculina, seja em âmbito de representação social ou na dinâmica interna da propriedade.
