Espaço
"Reeducar o corpo é devolver ao indivíduo a consciência de sua presença no espaço, alinhando a mente ao ritmo de cada passo dado."
- Dr. Diogo Sena
Limites são linhas imaginarias que criamos em nossa mente, demarcando o espaço e o caminho, aonde nos é permitido ir com segurança. Os limites são meras e falsas direções e afirmações equivocadas celebrais. Afinal não existem seguranças exatas nos percursos e muito menos a estabilização de nossas capacidades nem para menos e muito menos para muito mais. Cada um opta onde quer chegar, só diante os primeiros passos da caminhada.
Quando damos espaço ao ódio estamos permitindo a entrada das trevas em nossa vida. E a luz divina se afasta de nós. Não podemos confundir ódio com ira, podemos até nos irar, mas não podemos praticar atos pecaminosos e nem de violência dentro dessa fúria. Elias Torres
Às vezes o amor não chega fazendo barulho.
Ele vem quieto, ocupa um espaço pequeno no começo
e, quando a gente percebe, já tomou tudo por dentro.
Não é exagero, não é drama —
é só aquele sentimento que insiste em ficar
mesmo quando a razão pede para ir embora.
É saber que talvez não dê certo
e, ainda assim, escolher sentir.
Porque amar não é promessa de final feliz.
Amar é coragem.
É aceitar que algumas histórias não nascem para durar,
mas nascem para marcar.
Tem amores que não pedem para ser vividos em voz alta.
Eles existem no olhar que demora,
no silêncio que diz mais do que qualquer palavra,
na vontade contida de dizer “fica”
quando o certo é deixar partir.
E dói…
Dói porque foi verdadeiro.
Porque, mesmo sendo “só mais um amor” para o mundo,
para o coração foi tudo.
Talvez o tempo transforme isso em lembrança.
Talvez vire saudade mansa.
Ou talvez seja apenas essa música invisível
tocando baixinho toda vez que o nome dela cruza o pensamento.
E se um dia alguém perguntar,
você vai sorrir de canto e dizer que passou.
Mas por dentro vai saber:
alguns amores não passam…
eles apenas aprendem a morar em silêncio.
Se quiser, posso deixar esse texto mais curto, mais intenso,
ou escrever como se fosse uma mensagem direta para ela.
Hoje as pessoas são cheias de certezas
Não há mais espaços para dúvidas
Não há mais espaços para perguntas bobas
Não há diálogo, apenas debate de certeza e negação
Pra onde estamos caminhando?
Pra onde está nos levando essa certeza toda?
Tenho saudades de perguntar coisas bobas
Tenho saudades de me expressar sem jogarem pedras
Tenho saudades das pessoas
Arrepiei-me no lugar onde as lágrimas se anunciam, naquele espaço ínfimo e invisível que o Belo toca.
Na franja solitária, sorri à vida apenas vivida naquele espaço fadado pelo enrodilhar da brisa esfacelando o sonho.
...é tanta alma para tão pouco espaço. Meu corpo muitas vezes faz descaso e não suporta essa minha vontade acelerada de viver.
“O que falar de você…”
Pois bem. Falar de ti seria o mesmo que imaginar a imensidão do espaço; se olharmos como foi feito, saberemos que foi incrivelmente criado com perfeição; tudo em seu devido lugar, nem a mais, nem a menos.
Falar de você seria algo como se eu fosse o único no planeta a ter a sorte de te ter, de sentir seu cheiro, seu toque...
Falar de você seria 'o privilégio', ou, em outras palavras, seria a única coisa que viesse na mente quando se tratasse do amor. Sim! O amor!
Senti amor e continuo sentindo. Mas, o que me maltrata nesse instante seria o fato de odiar-me, ou que, por todo esse tempo, você não sentiu nada verdadeiro por mim. Sim, isso me machuca.
Queria que tudo isso fosse um sonho, e que, quando eu acordasse, você estivesse do meu lado...
Enfim, não mereço tanto.
Então é isso… Sobre falar de você.
Você é, e sempre foi a pessoa que desejei.
Sentirei sua falta!
Uma busca frenética,
Incansável.
Asas que batem sem destino
No vazio do espaço.
Em sonhos, lutas acordado.
Trajeto alado
Ao novo amanhecer.
(Rumas a quê?)
A maldade se sobrepõe, pois não vê limites em invadir o espaço e o direito alheio, é egoísta, falsa, solitária, autodestrutiva.
A bondade prospera, pois reconhece e respeita os limites e o direito alheio, ajuda, acolhe, é sincera, amiga, é construtiva, edificante.
O mal é a ignorância do bem, assim como a escuridão é a ausência da luz.
O espaço que parece vazio
Quando um vínculo termina, quando um ciclo se rompe ou quando uma estrutura que nos acompanhou por anos se desfaz, a primeira sensação que surge quase sempre é a de ausência.
Um silêncio estranho.
Um espaço que antes estava ocupado e agora parece vazio.
Chamamos isso de solidão.
Mas, na maioria das vezes, não é.
Durante muito tempo, esse espaço não era ocupado por amor, paz ou leveza. Ele era ocupado por conflito, por inconformidade, por tensões silenciosas que exigiam energia constante para serem sustentadas.
Mesmo quando tudo parecia “funcionar”, havia um custo interno. Um esforço invisível para se adaptar, tolerar, justificar, suportar.
O ser humano se acostuma até ao que dói.
O corpo, a mente e o sistema emocional aprendem a conviver com o desconforto como se ele fosse parte da paisagem. Com o tempo, o conflito deixa de ser percebido como algo estranho e passa a ser apenas “o normal”.
Quando esse conflito é retirado — quando há um rompimento, uma decisão firme, um limite respeitado — o espaço que ele ocupava se esvazia de repente.
E esse vazio assusta.
Não porque algo bom foi perdido, mas porque algo pesado foi retirado.
A mente, ainda habituada ao ruído, interpreta o silêncio como falta.
O corpo, acostumado à tensão, estranha a ausência dela.
E o coração, desacostumado à calma, pergunta: “o que está faltando?”
Na verdade, nada está faltando.
O que está acontecendo é uma reorganização interna.
Esse espaço aberto não é um buraco.
É um território em limpeza.
É o novo eu se acomodando, recalibrando, reaprendendo a existir sem precisar se defender o tempo todo. É o sistema emocional entendendo que já não precisa permanecer em alerta. É a vida interna se ajustando a um estado mais coerente com quem a pessoa se tornou.
Por isso, esse momento não pede pressa.
Não pede substituições rápidas.
Não pede preenchimentos artificiais.
Ele pede presença.
Com o tempo, aquilo que parecia vazio começa a revelar sua verdadeira natureza: espaço fértil.
Espaço para vínculos mais saudáveis.
Para experiências mais alinhadas.
Para uma paz que não depende de comparação, validação ou resistência.
O silêncio deixa de incomodar.
A ausência deixa de doer.
E o espaço passa a ser percebido como aquilo que sempre foi:
um lugar limpo, pronto para receber apenas o que soma.
Não é solidão.
É libertação em fase de acomodação.
E isso, embora desconcerte no início, é um dos sinais mais claros de crescimento emocional real.
Meu coração é casa que acolhe mas só tem espaço para quem é verdadeiro,que tenha humildade para ajudar o próximo e amor o bastante para não ter preconceito com ninguém.
Na verdade, talvez saibamos todos que o amor é uma energia de bem. Se lhe dermos espaço ele manifestar-se-á sempre!
