Espaço
Uma busca frenética,
Incansável.
Asas que batem sem destino
No vazio do espaço.
Em sonhos, lutas acordado.
Trajeto alado
Ao novo amanhecer.
(Rumas a quê?)
A maldade se sobrepõe, pois não vê limites em invadir o espaço e o direito alheio, é egoísta, falsa, solitária, autodestrutiva.
A bondade prospera, pois reconhece e respeita os limites e o direito alheio, ajuda, acolhe, é sincera, amiga, é construtiva, edificante.
O mal é a ignorância do bem, assim como a escuridão é a ausência da luz.
O espaço que parece vazio
Quando um vínculo termina, quando um ciclo se rompe ou quando uma estrutura que nos acompanhou por anos se desfaz, a primeira sensação que surge quase sempre é a de ausência.
Um silêncio estranho.
Um espaço que antes estava ocupado e agora parece vazio.
Chamamos isso de solidão.
Mas, na maioria das vezes, não é.
Durante muito tempo, esse espaço não era ocupado por amor, paz ou leveza. Ele era ocupado por conflito, por inconformidade, por tensões silenciosas que exigiam energia constante para serem sustentadas.
Mesmo quando tudo parecia “funcionar”, havia um custo interno. Um esforço invisível para se adaptar, tolerar, justificar, suportar.
O ser humano se acostuma até ao que dói.
O corpo, a mente e o sistema emocional aprendem a conviver com o desconforto como se ele fosse parte da paisagem. Com o tempo, o conflito deixa de ser percebido como algo estranho e passa a ser apenas “o normal”.
Quando esse conflito é retirado — quando há um rompimento, uma decisão firme, um limite respeitado — o espaço que ele ocupava se esvazia de repente.
E esse vazio assusta.
Não porque algo bom foi perdido, mas porque algo pesado foi retirado.
A mente, ainda habituada ao ruído, interpreta o silêncio como falta.
O corpo, acostumado à tensão, estranha a ausência dela.
E o coração, desacostumado à calma, pergunta: “o que está faltando?”
Na verdade, nada está faltando.
O que está acontecendo é uma reorganização interna.
Esse espaço aberto não é um buraco.
É um território em limpeza.
É o novo eu se acomodando, recalibrando, reaprendendo a existir sem precisar se defender o tempo todo. É o sistema emocional entendendo que já não precisa permanecer em alerta. É a vida interna se ajustando a um estado mais coerente com quem a pessoa se tornou.
Por isso, esse momento não pede pressa.
Não pede substituições rápidas.
Não pede preenchimentos artificiais.
Ele pede presença.
Com o tempo, aquilo que parecia vazio começa a revelar sua verdadeira natureza: espaço fértil.
Espaço para vínculos mais saudáveis.
Para experiências mais alinhadas.
Para uma paz que não depende de comparação, validação ou resistência.
O silêncio deixa de incomodar.
A ausência deixa de doer.
E o espaço passa a ser percebido como aquilo que sempre foi:
um lugar limpo, pronto para receber apenas o que soma.
Não é solidão.
É libertação em fase de acomodação.
E isso, embora desconcerte no início, é um dos sinais mais claros de crescimento emocional real.
Meu coração é casa que acolhe mas só tem espaço para quem é verdadeiro,que tenha humildade para ajudar o próximo e amor o bastante para não ter preconceito com ninguém.
Na verdade, talvez saibamos todos que o amor é uma energia de bem. Se lhe dermos espaço ele manifestar-se-á sempre!
Existe um espaço enorme entre o que sou e o que acontece em mim. É um lugar turbulento, imprevisível, ansioso, traiçoeiro, não sei… Mas é um espaço a ser observado, mesmo sem merecer. Porque ele é o lugar entre todas as coisas que fiz e as que queria ter feito. É ali que tudo hesita antes de existir.
Ela não pediu espaço,
ela construiu.
Não levantou a voz,
levantou a si mesma.
Sensível,
mas firme.
Empoderada
porque aprendeu
a não se abandonar.
Eu te li nas entrelinhas, onde o silêncio fala mais do que as palavras.
E ali, no espaço vazio entre um gesto e outro, descobri verdades que você tentou esconder.
Nada era bonito.
O que parecia brilho era apenas verniz, o que soava doce tinha gosto de amargura.
A sutileza dos detalhes me mostrou que a beleza que eu via era só reflexo, e não essência.
Às vezes, o amor engana os olhos, mas nunca engana a alma.
E a minha, ao decifrar o não-dito, percebeu que a beleza que restava era só cansaço e desengano, e que o encanto se quebrou no silêncio que você deixou.
Quando a obesa ignorância se deita, ao lado se ajeita a submissão e o medo, não deixando espaço para a razão e lógica mesmo numa cama kingsize.
Aos 40, a Vida Pede Espaço Novo.
Quando se chega aos 40, a metade já passou,
E alguns despertam, notam: o tempo voou.
Sonhos antigos já não cabem mais,
Como roupas guardadas que não servem jamais.
O guarda-roupa da vida, cheio e amontoado,
Pede uma faxina, um olhar mais centrado.
É hora de abrir espaço, tirar o que ficou,
Deixar só o que importa, o que ainda ecoou.
Desapegar do que não usamos mais,
Dos planos que o tempo levou para trás.
E com as gavetas da alma mais leves então,
Vestir novos sonhos… que caibam no coração.
Quem te trata como se fosse invisível só abre espaço para você enxergar horizontes maiores (Nelson N. Locatelli)
CARNAVAL DA BAHIA
Tempo de magia
Tristeza não tem espaço
Hora de sorrir e viver
Caia nessa folia.
No carnaval de poesia
É festa e emoção
O coração bate forte
Vista sua fantasia.
Cinco dias até onde se alcança
Nada impede a alegria
O folião não se cansa.
Carnaval da Bahia
Explode na avenida
Tem versos e melodia.
Irá Rodrigues
Parceria é amor, é respeito, é estar lado a lado na estrada da vida. É construir um espaço onde ambos podem crescer e aprender, apoiando-se mutuamente em cada passo da jornada. Essa conexão se baseia na confiança, na comunicação e na empatia, criando um laço forte que resiste às adversidades.
Em uma verdadeira parceria, celebramos as vitórias juntos e encontramos força nas dificuldades. É um compromisso de estar presente, ouvindo e compreendendo as necessidades do outro. Essa união torna a caminhada mais leve e significativa, enriquecendo nossas experiências e nos ajudando a enfrentar os desafios com mais coragem e esperança.
Aprendi que me expressar não é impor ideias, mas abrir espaço para que elas respirem.
— Emanuel Bernardo
“A minha paz é o espaço onde eu existo por inteira; não permito que ninguém a roube, porque nada externo tem o direito de comandar a quietude que sustenta a minha vida.”
