Espaço
Num espaço dedicado ao cultivo do corpo e do espírito, surge um homem cuja alma anseia desvendar os mistérios do Karaté. Vestindo o cinto branco, emblema de pureza e iniciação, ele comparece aos treinos, embora o seu esforço seja tão efémero quanto a brisa fugaz.
Encantado não tanto pelo rigor do treino, mas pela camaradagem e pelas conversas pós-luta, regadas a cerveja, ele busca mais do que a maestria técnica: procura a camaradagem que tanto anseia, numa jornada onde o esforço parece ser um mero detalhe.
Entretanto, à medida que o tempo avança, ele percebe que o reconhecimento do mestre não lhe é concedido, não obstante a sua presença constante. Tal constatação desperta nele uma chama de insatisfação, alimentando a decisão de se desviar do caminho estabelecido.
Assim, unindo-se a outros de espírito semelhante, ele empreende a criação de um novo dojo, onde as promessas de ascensão rápida e a promiscuidade social são as novas moedas de troca. Adquirindo o cinto negro não pela via da dedicação, mas pelo poder monetário, ele ergue-se como o grande Sifu, iludindo-se com a miragem da autoridade.
Neste ambiente que ele próprio forjou, rodeado por almas cúmplices na sua ilusão, o fracasso torna-se motivo de celebração, enquanto a excelência real é eclipsada pela máscara do sucesso fabricado. Na encenação do poder e prestígio, refugiam-se, ávidos por uma validação que não encontram nas suas vidas para lá das paredes do dojo.
Os verdadeiros buscadores da arte, ao vislumbrarem a futilidade deste teatro de vaidades, logo se retiram, deixando para trás aqueles que preferem o simulacro do conhecimento à árdua jornada da aprendizagem genuína. E assim, o dojo prospera, não pela luz da verdade, mas pela sombra da ilusão, onde o ser e o parecer se entrelaçam numa dança sedutora.
Tenho o caos dentro de mim. É uma força bruta e primitiva, desejando sempre mais e mais espaço. Eu, mesmo que debilmente, o trato com o melhor que posso lhe oferecer, pelo simples motivo que, este caos, é a minha força motriz.
Colecione a falsidade de forma sutil, e livra - te dela de forma brusca sem dar o espaço a nova chance.
"Ao perdoar, não renunciamos à justiça, mas levamos tudo para o espaço restaurativo, onde a reconciliação é a mais nobre das vinganças."
"A psicanálise não apaga o trauma, mas oferece um espaço para transformar dor em força e resiliência."
"A fantasia inconsciente é a arquitetura do instinto, onde cada desejo encontra um espaço mental para ser ensaiado, mesmo sem ser realizado."
Cada manhã que me levanto é como uma nova página que Deus me concede, cheia de espaço para agradecer, aprender e amar. O despertar é mais que um hábito; é um presente divino que me lembra que a graça de Deus se renova a cada amanhecer.
Que neste Natal, sejamos o laço,
Aquele que cura, que sela o espaço.
Pois num abraço sincero, tudo faz sentido,
É Natal no mundo Universal.
É mais que palavras, mais que emoção,
É chama que arde e espalha união.
No abraço afetuoso de um lar iluminado,
Reencontramos o amor, tão abençoado.
É laço de afeto, paz e perdão,
Um toque que invade o mais duro coração.
É como um presente que não se embala,
Mas leva conforto onde a alma se cala.
Nos braços que envolvem,
há cheiro de pinho,
De esperança que aponta um novo caminho.
E ao abraçar, sentimos tão forte e real,
Que o espírito do Natal é puro, é vital.
Desenho no firmamento
Subitamente, néctar visual
Revoada de pássaros colore
O espaço sideral
Risca os céus e rasga
Meu tenro coração
Na bela fonte grande
A calmaria da tarde
Conduz meus pensamentos
Aos rincões de Minas
Amor, desejos, final feliz
Cenário de novela
Flores multicoloridas
Fazem retornar ao tempo
De outrora cinzenta
De encantos e loucuras
Tempo que para no silêncio
Ensurdecedor
Da tarde que ensaia
Anoitecer generosamente
De paz e ternura
Do macaco ao homem
Da caverna ao espaço
A ignorância perpetuou um vácuo em que a inteligência do homem deixou de ser uma prioridade.Ou seja, a evolução existe mas não serve pra nada !
A saudade é um hiato do prazer de estar na companhia da pessoa amada, que cria um espaço no coração que tem a tristeza como aliada.
A paz começa a ganhar amplitude e espaço em nosso ser, quando aprendemos a cultivar em nosso interior, o amor e as suas virtudes, que tem com fundamento os princípios inabaláveis dela.
Sejam bem vindos/as! Esse espaço dedico a todos que tenham curiosidade e queiram se aprofundar nesse novo e difuso estilo de vida, maneira de pensar e agir independente da situação. Aqui teremos trechos, poemas, rimas, mas tudo de maneira para estimular você a procurar um sentido em você para entender o que está escrito de acordo com sua realidade cada palavra irá ressoar de maneira diferente para cada um.
Bailar entre os destroços
Somos feitos de pedaços,
e não há como negar.
Estamos neste espaço belo,
cheios de pessoas raras,
mas o mundo? O mundo está em ruínas.
Seja aqui, na Palestina,
ou na solidão das nossas almas,
o peso é difícil de carregar.
A arte não ergue paredes,
não reconstrói cidades,
mas ergue o instante.
E isso já basta.
Estamos aqui
para encontrar um compasso
no caos,
para dançar entre os destroços
sem sufocar na poeira.
Cada qual com suas mãos.
O médico luta contra o tempo,
o professor contra a ignorância,
e nós? Nós salvamos o instante,
um respiro,
um sorriso,
uma fagulha que brilha
na escuridão de alguém.
E isso, meu amigo,
já é o bastante.
Gino Pedro
Como Jó, da minha integridade não darei espaço até o meu último suspiro, que Deus me tenha na sua misericórdia, amém!
"Ao contrário da expansão do universo, que cria novo espaço vazio, o desenvolvimento pessoal é um processo ativo e intencional de expansão. A cada nova descoberta, a cada desafio superado, traçamos novas conexões neurais, ampliamos nossas perspectivas e construímos uma compreensão mais profunda de nós mesmos e do mundo ao nosso redor. É nesse constante movimento que reside a beleza e a complexidade da experiência humana."
Livro: Decodificando Pensamentos II - Sinfonia das Pérolas e Diamantes
Autores: Ótomo Rélcia & Azume Iá.
Entre o Espaço e o Tempo, Amor
Há um vazio que o tempo não preenche,
Uma ausência que a alma sente.
É como um céu sem estrelas,
Ou um mar sem ondas para aquecê-las.
Estar longe de você é não ser inteiro,
É ser barco perdido sem paradeiro.
É ter o coração preso em um grito,
E viver de memórias, onde habita o infinito.
E quando meus olhos fecham para sonhar,
É o seu rosto que vem me abraçar.
Porque mesmo na dor da distância cruel,
Nosso amor é ponte que toca o céu.
Eu te amo no vazio que o tempo cria,
No silêncio frio de cada dia.
Te amo na dor que quase me vence,
Pois o amor é maior do que o que se sente.
E quando enfim os caminhos se cruzarem,
Quando o espaço e o tempo se dobrarem,
Seremos inteiros, livres da dor,
A prova eterna do nosso amor.
Aceite a mudança,
Aceite o processo...
Sempre existirá a esperança,
É preciso espaço, é preciso dar acesso...
O lar é mais do que um espaço físico; é um estado de pertencimento, um canto onde o mundo cessa e o silêncio respira. Pode estar na parede descascada de uma casa, na mesa velha que guarda histórias de risos e brigas, ou no calor que transborda de um olhar. O lar, de fato, são as pessoas — aquelas que acolhem nosso desalinho e com quem compartilhamos o peso da existência.
Mas e quando essas pessoas se vão? O lar desaba. Ficamos vagando dentro de paredes intactas, mas despedaçados por dentro. É uma ausência que grita, um vazio que ecoa na mobília, nas fotos, nos sons que não existem mais. Perdemos não só quem amamos, mas também quem somos, porque um pedaço nosso sempre mora nelas. A ausência faz de tudo uma recordação: a cadeira é o lugar onde ela sentava, o cheiro do café é o rastro de quem partiu.
E assim, o lar, que um dia era abrigo, torna-se um labirinto. Afinal, o que é um lar sem as mãos que o sustentam?
