Espaço
às vezes um avanço no espaço ondeme despejo,
noutras estranho a confusão de tantas coisas onde sempre me disperso,
pontes e becos, estalos ao redor,fuga em doses e descompasso.
fecho os olhos e desperto
As vzs queria por um curto espaço no tempo entender o porquê amar se faz tão nescessário na vida de alguém se doe tanto, se você não ama você se sente só, e infeliz, e ao mesmo tempo quando você ama muitas vezes a pessoa errada embora ainda acredite que em algum lugar exista a pessoa certa você tbm sofre porque você acaba se contentando e se acomodando com o pouco que recebe e isso vai te consumindo até chegar a uma determinada situação que o fim e duro cruel e trágico, e você se depara juntando seus cacos, juntando os pedaços do mau que vc mesmo se deixou causar, e lá está você mais uma vez infeliz por ter amado, e por estar só, agora me diz quem entende...Porque amar e ser amado é tão necessario, e porque as pessoas são tão cruéis umas as outras...
MESCLAS
Sonhos, fantasias enleiam-se no espaço
Onde a poética consente a inconstância
E o olor se confunde com tal fragrância
Do agrado, se atando em um compasso
É o cerrado que persiste na exuberância
Nos dando o belo como fonte de regaço
Em um multifário dum variegado espaço
Nos mostrando a sua total significância
Se de pronto não se percebe essa beleza
Um dia verá ainda a importância e riqueza
Que tem o vário sertão e sua circunstância
O encanto, agigantado e peculiar sentido
Vestido do mais diverso e do belo colorido
Que a todo momento é valente instância...
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
16/02/2022, 12:00 – Araguari, MG
Quando enxergo no próximo
o meu desejo
em forma de ação recíproca
não há espaço
para eu agir com egoísmo.
Se formos jovens, temos a esperança; se envelhecemos, temos a experiência... No espaço entre essas pontes, temos um rio repleto de turbulências.
(lin) Dona
Ela tem o mundo todo. Mas só quer o seu espaço. Onde anda conquista. É a dona do pedaço.
Poética I
Minha poesia e eu brigamos
Demo - nos um tempo e espaço
Ela ficou na parte da noite
Naquela, na qual eu descanso
Dei a ela, seu próprio espaço
Mas ela é a própria pirraça
Vem chegando de mansinho
E faz em mim, a sua morada.
Coração acelerado, o que é este olhar?
Nele vejo o mar, o espaço, a luz do luar
Coração entorpecido, enlouqueço e quero gritar
Aos quatro cantos com toda a força, a minha dor de amar.
Será que em algum momento você quiz o meu calor?
Solitário eu vou vivendo a tristeza deste amor
Se o ciúmes não me matar quem sabe a solidão?
Ou o frio da madrugada repleto de escuridão.
Mas ainda há fogo que queima, arde e consome em meu peito
E explode me ferindo, gotas salgadas de lamento
E como é tão amargo o sabor da desilusão
Ainda assim é só você, a dona de meu coração.
Do som inefável das esferas se projetam raios de luzes multicoloridas, que preenche o espaço com a sua musicalidade e nos harmoniza e acolhe, numa aureola que leva nos a contemplar a plenitude da paz e do amor.
AS VOZES DA NOITE
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As cores e formas que outrora preenchiam o ambiente, desaparecem e dão espaço a escuridão quando aquela luz, que até então temos como única fonte de iluminação se apaga.
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Os sons familiares e amigáveis que completam com maestria o ambiente, quando chega a hora se silenciam e muitas vezes resta apenas ruídos indefinidos que acalentam o silêncio.
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Está hora sempre chega e ela vem repleta de memórias e semelhanças de coisas, lugares, sentimentos e pessoas que já não sabemos mais como lá chegaram, porque permaneceram ou nos deixaram.
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Sinto que finalmente a hora chegou e vou ter a oportunidade de me silenciar por completo e renascer novamente com o brilho das cores e o som agradável da vida que me cerca. Espero que fique bem com isso.
Quem autorizou colocar pensamentos no meu espaço, não estou preocupado se você é um otimista ou um pessimista, ou até mesmo um idiota, o que me preocupa é saber que existem pessoas que não tem nenhuma consideração com o que é dos outros.
Eu nunca fui boa em escrever, mas eu precisava de um espaço pra desabafar... Sou a pior aluna em matérias de literatura da faculdade, escrevo errado e uso vírgulas demais, às vezes, de menos.
Faz umas semanas que eu soube que algo muito triste poderia acontecer na minha vida, e eu aguentei até aqui porque eu bato recordes em ser uma garota forte, mas hoje o mundo desabou. Desabou quando não quiseram me dar uma notícia, postergaram meu sofrimento pra uma semana a frente, me deixando confusa sobre meu próprio futuro e a minha própria família.
Eu tenho família. Tenho a família de sangue e a que dorme comigo, mas sempre pairo sob a insegurança de perder isso. Me sinto numa corda bamba. Algum dia eu tive certeza de que a minha família de sangue nunca iria partir, ou pelo menos demoraria até isso acontecer mas agora eu não sei mais. Sempre tive determinadas inseguranças sobre as coisas ao meu redor.
Da semana passada pra cá eu descobri que tem notícias que são capazes de nós adoecer. Eu adoeci. E, me deixa adoecer? Eu quero ficar de cama, quero receber comida na boca, quero ficar um dia inteiro(ou vários) embaixo das cobertas exercendo esse papel de pessoa que adoeceu. Sem ter obrigações, sem precisar falar, sem precisar comer, sem precisar viver.
Me deixa enlouquecer també, me deixa ser diferente do que eu costumo ser, me deixa ser insuportavelmente chata, e me acolhe... Me entende, me ama, me ama quando eu for difícil de ser amada porque é quando eu mais preciso. Uma piada, uma risada, um carinho vai ser legal agora mas não vai dar o buraco que paira em mim há 2 semanas, o nó na garganta não vai desatar com uma risada, o aperto no peito não vai sumir com um carinho e a massagem, momentaneamente, vai aliviar a ansiedade mas não vai substituir o calmante que eu preciso tomar e acabou ontem.
Me entende, me aceita, me ama quando for muito difícil. Tem situações que a vida coloca em nossos caminhos que são como experimentar uma lenta e amarga dose da morte, do inferno e da solidão eterna. Nem toda família é grande e u não amo toda a minha, mas a que eu amo, eu amo demais. Não cresci ao redor de 20 primos diferentes, eu só tive 4, e hoje falo, raramente, com 2. Só tive um avô, uma avó, uma mãe, um pai e dois tios. A possibilidade de perder qualquer peça desse quebra cabeça que me deixa inteira é como ir embora junto com eles, então me deixa ser humana e sofrer com as possibilidades, surtar, enlouquecer e ser rebelde por elas, mesmo que a culpa não seja sua. Me ama quando eu for difícil.
