Escrever
Escrever é permitir que o coração fale em forma de versos;
é ser resiliência, mesmo vivendo incógnitas diárias.
É transformar todo sentimento em poesia.
Escrever é um desafio que começa na mente,
uma construção que vai além das palavras.
É um processo escrito na alma.
Escrever é Esquecer
A literatura e a arte de filosofar, independente da área, é a maneira de nos sentirmos vivos, deixando de lado as mazelas que o mundo nos impõe, criando um mundo mais amoroso em nossos contos, cálculos e versos. Tudo um dia foi rascunho, por que não escrever nossa história sem medo de errar?
Pensar e escrever, em monólogos momentâneos do ser, conversa íntima, lancinante letras que afloram em grafias ocasionais.
Deixa eu escrever, me distrair com letras garrafais, dar voz ao pensamento, expressar meu sentimento.
Ignores se não curtir, mas deixe meu caminho eu seguir.
Escrever me faz fugir da maldade, fugir do tédio e realidade, da vida que esvaece quais as nuvens ante o firmamento.
Escrever sem compromisso, deixar o tempo correr sem importar com isso. Qual rebento de água da fonte, límpida e plena a saciar o sedento, que busca pelo caminho um alento.
Muitos ganham a vida escrevendo coisas banais. Sigo não ganhando nada, mas procurando escrever coisas legais.
Escrever para externar a latente atividade do pensar. Necessidade do ser em ressoar as ondas cerebrais em códigos grafais.
Queria escrever a mais linda canção, sem palavras cantar o amor, sem música harmonizar os sons, sem mágoas falar da dor, sem cores mostrar os tons, sem remorsos perdoar um irmão.
Escrever acalma, é alento para a alma.
Esvaecer de si, conectar no além, e a imaginação fluir em dotes vernaculares.
A ociosidade de meu ser me leva a escrever, as palavras fluem e a alma frui o pensamento, meu anseio meu alento.
Escrever me acalma, um alento para a minha alma. Gravar palavras em versos ocasionais, exprimir talvez algo mais, cantar em silêncio a poesia, fruir dos pensamentos em letargia, suplica a alma por energia, em prantos rogando a alegria, esperança de um novo dia.
Mas como ser otimista, se das vidas esvaecem a maestria, do despertar de um novo dia, na esperança de plena alegria, se desfalecendo em nostalgia, deveras sobremaneira às porfias, no desencanto qual a magia que não vos faz ver realmente um novo dia?
Chegamos a um ponto em que escrever e falar bem é preconceito. Seguir a a norma culta da língua é considerado elitista.
