Escrever
Carta de Desabafo
Você sabe… eu nunca pensei que precisaria escrever isso.
A gente abre a porta da casa, mas principalmente a do coração. Acredita, confia, entrega… E quando é amizade de verdade, não há medo, não há testes. Só que algo dentro de mim, não sei explicar, pediu silêncio e atenção. Então fiz algo pequeno — deixei um pote com dinheiro sobre a mesa. Saí cedo, como sempre, para comprar pão. Uma rotina comum… em uma casa que já não era só minha, era nossa.
E quando voltei, o pote tinha sido mexido.
Não foi só o dinheiro que sumiu. Foi a confiança que escorregou pelos dedos. Foi a imagem que eu tinha de você que desmoronou sem fazer barulho. No corredor, ouvi passos — passos que sempre reconheci, mas naquele dia soaram diferentes. Não eram de amigo. Eram de alguém que rastejava… como quem foge depois de fazer algo errado.
E ali, parado no meio da casa, eu entendi. E doeu.
Doeu mais do que eu esperava. Não pelo que foi levado, mas pelo que foi quebrado. E o pior… eu calei. Não disse nada. Decidi observar. Esperei. Mas cada dia que passou depois disso só afundou mais a mágoa dentro de mim. Porque o silêncio também fala, e o seu silêncio me disse tudo.
Fico aqui tentando entender: em que momento a amizade virou interesse? Quando foi que meu carinho virou descuido? Será que fui ingênuo? Ou será que você nunca esteve por inteiro?
Hoje eu escrevo não pra cobrar, nem pra confrontar. Escrevo porque preciso tirar isso de dentro de mim. Porque o que dói não é o que foi levado da mesa… é o que foi arrancado do meu peito.
Espero que um dia você entenda o peso do que fez. E que saiba: mesmo decepcionado, eu ainda torço pra que você aprenda. Porque quem trai por tão pouco… vive perdendo o que tem de mais valioso.
Mas eu? Eu sigo. Com menos gente por perto, talvez. Mas com mais verdade nos olhos.
— Hercules Matarazzo
Nessa brincadeira de escrever,
acabei me empolgando
e gostando dessa forma
de lidar com a explosão
de pensamentos
em minha mente!
Tenho tanto para escrever,
que a mente,
às vezes, embaralha
de tanto pensar...
aí me derramo em palavras!
Escrever é algo
tão enriquecedor,
que só quem experimentou
sabe o que é
engrandecer a alma
com a doce magia da poesia.
Para uns,
escrever é um suplício.
Para mim,
escrever é um alívio.
Através da escrita,
expurgo tudo o que
há dentro de mim...
através das palavras,
revelo minha alma,
acalmo minha mente
e me entrego completamente.
Escrevo sobre tudo
Escrevo sobre a vida
Escrever me faz
Ligar os pontos
E deixar a mente
Mais tranquila.0
Ao escrever,
consigo mergulhar
no mais profundo
do meu ser,
expurgando tudo
o que transborda em mim!
Escrever me faz transbordar
e viajar por diversos mundos!
Faz parte de uma mente
que não se aquieta
e transforma pensamentos
em palavras!
“Antes de começar a escrever procurei me sensibilizar. Na aorta do coração cultivei minhas emoções e irriguei meus sentimentos. Foi só então que colhi poesias.”
Angelina Livala Pelembe
Palavras são poucas para desejar você, portanto decidi escrever no meu cantinho um feliz aniversário para saberes o quanto estás dentro de mim, como alguém perfeita!
Desejo-te amor, coragem mansidão e muito carinho...
Seja sempre feliz nossa gordinha fofa
Os meus poemas são escritos antes d'eu os escrever.
Se eu não tivesse nascido ou mesmo existido,
Os meus poemas teriam ainda assim, sentido.
Pois eles existem antes d'eu mesmo nascer!
Eu os escrevi, não tanto em papel somente,
mas os escrevo nos do mundo lugares.
Nos meus passos, que dou em andamento,
e nos corações, qu'ouvem, meus cantares.
Mas eles existem antes de mim ainda assim,
vêm do tempo sem tempo, mas não antigo.
São filhos do hino sublime e suave, sim!
Filhos do tempo, tão terno e musical,
quando a música no universo, se ouvia, digo.
E não havia mesmo nenhum mal!...
Escrever
Tento outros temas escrever...
Mas vós poetas ouvi:
O porquê, neste, permanecer?!
E sobre outros, a tanto não m'atrevi.
Sabe tu irmão ser existir;
Vós sol, flores e estrelas.
Mar e tudo ao que ao poeta, faz sentir!...
Que na verdade, eu faço parte, dos homens hipócritas!
Mas sabei, que até que a morte venha,
Este homem cheio de dor...
Só no peito, neste sentimento se empenha.
Sim oh Deus! Deus!...
Tu és amor!...
E eu escrevo sim! Mas sobre actos teus!...
Helder Duarte
A chama
Sinto o espírito de Deus em mim,
Por isso estou eu assim...
Alegre para escrever o que tenho,
Para te transmitir isso, eu faço empenho
Falo de Deus que é muito bom,
o Senhor, que nos ama e acalma.
E por nós é o nosso dom,
da eterna e linda chama!
Que é tua sim também,
continua a segurá-la
na tua mão, bem!..
Farto
Estou farto dos meus poemas, sim estou,
não me alegram mesmo nada estes temas.
De escrever os meus ocos versos de dilemas.
Não os quero, nem mesmo este me interessou.
Mas vós poetas do mundo, ouvi-me nisto que vos digo.
Perdoai-me, mas também dos vossos eu muito me enfado.
Poemas e histórias estou eu de ouvir muito e mesmo cansado.
A minha alma, não quer mesmo nada de letras, não minto.
A minha alma precisa de um poema mais e totalmente forte,
que esteja no universo escrito, e me livre sempre da morte.
Um poema mais sublime que os céus e que as estrelas.
Esse sim eu tanto tenho desejo, de o sempre ter,
escrito no meu espírito e no meu deblitado ser,
para que com isso eu vá a eternas terras!
Fanático
E olhei à minha volta e para mim.
Mas que vi para escrever enfim?!
Sobre assunto outro aqui.
No mundo e no ser, nada encontrei de valor em si.
Para outros, fanático sou.
Porque de Deus escrevo.
Mas ele, tudo originou.
Assunto outro, a tanto não me atrevo.
Porque ele é o verdadeiro.
O primeiro...
O de tudo herdeiro.
Por isso d´ele falo...
Jamais, meu ser calo...
Porque ai vem ele, num branco cavalo!...
(ÚLTIMOS CAPÍTULOS DE APOCALIPSE DO APÓSTOLO SÃO JOÃO...)
HELDER DUARTE (... QUE EM TEMPOS FOI PASTOR EVANGÉLICO NA CIDADE DE LAMEGO...)
