Escondido
“A Verdade nunca esteve escondida; quem sempre esteve escondido foi o ‘eu’ que tinha medo de sobreviver sem as próprias certezas.”
O tempo não leva ninguém embora, apenas nos apresenta àquilo que sempre esteve escondido dentro de nós.
E aquele amor que ela procurou a vida inteira, ela encontrou ali, escondido no olhar daquele rapaz. Aquele conforto que ninguém conseguia lhe dar, estava ali, no abraço dele.
Wanessa Guimarães Z96
Suspirar
Teu sorriso é revelador,
Um tesouro escondido...
Tomar-te-ei pelas mãos
A guiar-me por teus olhos,
Eu adentrarei em teu coração.
Quero me ver no brilho dos teus olhos
Refletindo os sonhos do meu coração,
E saberás que nesta e outra vida
Terás para sempre o meu amor...
Eu me abrigarei no teu coração
E ficarei a florear teus pensamentos,
Até que se torne esse amor
O rebento de o teu suspirar por mim.
Edney Valentim Araújo
O invejoso curte escondido, mas na frente dos outros vira especialista em ignorar, tudo em nome de falsa superioridade.
Benê Morais
"O segredo do sucesso está escondido na sua rotina diária: na decisão de começar, na disciplina de continuar e na coragem do primeiro passo."
Bilateral
Superficial e deficiente,
Perdido na estrada, escondido nos escombros,
Faz barulho, ignora a essência,
Véu da dor, desmantelo das lágrimas,
Quando o violino toca,,,
Encobre, desenrola,
Se encontra é profundo,
Brilha na totalidade é fervor na língua,
Julgamento vencido, jornada de amor.
Há tanta beleza e significado no mundo que, às vezes, choro escondido, para que ninguém pense que ainda acredito na divindade.
Doutrina esconde-esconde!
O fanfarrão é tão covarde que foi escondido num caminhão de alimentos, tamanho é o medo que tem do Irã!
Soneto ao dormir
O amor é o calor que está escondido na brisa
Que ri sapeca atrás da pedra
Que sonha soturno mormaço
É o mel que se come e se dá, feito um ramalhete de borboletas
Com tanto Bandido escondido sob a Segunda Pele do braço armado do Estado, ele está prestes a virar mais um Poder Paralelo.
É uma constatação que incomoda — e talvez deva mesmo incomodar.
Não por generalizar, mas por expor uma fissura perigosa: quando aqueles incumbidos de garantir a lei e a ordem passam a negociar com o caos, o pacto social começa a apodrecer por dentro.
O problema não é apenas a existência de desvios individuais, mas a repetição deles até que deixem de soar como exceção e passem a insinuar um padrão.
A autoridade, quando perde sua integridade, não se transforma apenas em ausência de ordem — ela se converte em uma força concorrente.
E isso é ainda muito mais grave.
Um criminoso comum age à margem; um agente corrompido atua com as ferramentas do próprio sistema.
Ele conhece os caminhos, os atalhos e os silêncios institucionais.
Sabe onde a vigilância falha e onde a confiança é cega.
Sua atuação não é só ilegal — é estratégica.
O resultado disso não é apenas o aumento da violência, mas a erosão da credibilidade.
E sem confiança, nenhuma instituição se sustenta por muito tempo.
A população, já quase cansada de promessas e operações midiáticas, começa a olhar para o uniforme não mais como símbolo de proteção, mas como uma incógnita.
E esse é o ponto de ruptura: quando o cidadão teme quem deveria protegê-lo, o Estado perde sua face legítima.
Mas é preciso cuidado com a tentação do julgamento absoluto.
Há milhares de profissionais que honram diariamente suas funções, muitas vezes em condições precárias e sob riscos reais.
Ignorar isso seria injusto — e até contraproducente.
No entanto, reconhecer os bons não pode servir como escudo para relativizar os maus.
Pelo contrário: quanto mais digna for a maioria, mais urgente é separar, expor e responsabilizar a minoria que contamina o todo.
O verdadeiro risco não está apenas no policial que se corrompe, mas na estrutura que tolera, protege ou relativiza essa corrupção.
Quando mecanismos de controle falham, quando denúncias são abafadas, quando a punição não chega — ou chega seletivamente —, o sistema envia uma mensagem muito silenciosa, porém poderosa: há espaços onde a lei não alcança.
E é justamente nesses espaços que nascem os medonhos Poderes Paralelos.
A reflexão que se impõe, portanto, não pode ser simplista.
Não se trata de atacar instituições, mas de exigir delas aquilo que as legitima: transparência, responsabilidade e compromisso com o interesse público.
Porque um Estado que não vigia seus próprios vigilantes corre o risco de se tornar refém deles.
E, quando isso acontece, já não é apenas a segurança que está em jogo — é a própria ideia de justiça.
Às vezes, um mau-caráter escondido sob a segunda pele do Estado urina fora do penico só para confrontar os apaixonados.
Há quem se encante mais pela farda do que pelo caráter de quem a veste.
São os Apaixonados.
Como se o segundo tecido pudesse conferir virtudes que a consciência sob o primeiro nunca cultivou.
Mas a história insiste em lembrar que símbolos não santificam pessoas.
Farda, toga, jaleco, gravata ou mandato são apenas vestimentas institucionais.
Elas identificam funções, não certificam idoneidade.
O respeito que inspira nasce da missão que representa, mas a honra depende exclusivamente de quem as veste.
Quando alguém investido de autoridade age por vaidade, arrogância ou provocação, não desonra apenas a si mesmo.
Fere a credibilidade da instituição que deveria servir e proteger.
E, paradoxalmente, oferece munição aos igualmente apaixonados que confundem o desvio individual com a falência de toda uma corporação.
É justamente aí que mora o perigo: uns transformam a exceção em regra; outros, apaixonados pelo símbolo, recusam-se a enxergar a falha evidente.
Nem a Idolatria, nem a Generalização fazem justiça à verdade.
Instituições fortes não precisam de defensores cegos, mas de cidadãos lúcidos.
A crítica honesta fortalece; a omissão corrói.
O verdadeiro compromisso com o Estado não está em passar pano para maus agentes, mas em preservar os valores e princípios que justificam a existência da própria autoridade.
Porque, em tempos em que a farda já não basta como certificado de integridade, talvez a pergunta mais importante seja esta: quem merece respeito — a roupa que veste ou a conduta que demonstra?
TEIAS DE VIDA
É um emaranhado escondido no peito, a pulsar a vida, em passos e compassos, a solidão renhida.
Sonhos que desvanecem ao raiar da aurora, dores que perturbam a alma, lembranças de outrora.
Vou seguindo a jornada, um passo de cada vez, aproveitando a vida, minha vida em ousada timidez.
Gira o tempo a correr, o que foi não volta a acontecer, não, não volta, não.
Isto é a vida, um trem só de ida, neste comboio coração.
Cícero Marcos
Vai lá, segue a sua vida. Hoje eu não vou ficar bem , eu vou chorar escondido, por qualquer coisa que me disserem, vou ficar dormente e boba por algum tempo, nenhum acontecimento vai me abalar, vou prestar mais atenção no mundo, vou sentir todas as dores do mundo… mas um dia isso passa. E quando isso passar eu sei que você vai voltar.
Se corri atrás de ti e não te encontrei, foi porque estavas escondido para que me desse a oportunidade de encontrar no caminho alguém especial que pudesse fazer-me feliz realmente e esquecer e também entender que você nunca foi e nem nunca seria a pessoa que me faria feliz!
