Escondido

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"Não mordaz um prazer antes de ver se não há algum anzol escondido nele".Thomas Jefferson FIQUE SEMPRE ATENTO EM TUDO QUE FAZ, PARA DEPOIS NÃO CHORAR. Ademar de Borba

“Frase bonita com desprezo escondido continua sendo maldade.”

— A Escolha do Presente —


Eu não sou mais
a dúvida do passado —
nem o medo escondido
entre noites silenciosas
e caminhos interrompidos.


Já carreguei perguntas demais
nos ombros da alma —
já tentei entender
por que certas portas fecharam
e por que algumas pessoas partiram
sem olhar para trás.


Mas o tempo ensina —
e a dor também amadurece.


Hoje eu entendo
que nem tudo que se perde
foi feito para permanecer.


Há fases que acabam
para que outras possam nascer —
há despedidas que libertam
e silêncios que curam.


Eu não sou mais
a insegurança que hesitava diante da vida —
não sou mais a voz cansada
que precisava da aprovação do mundo
para continuar caminhando.


Eu sou a consciência
de quem aprendeu a recomeçar.


Sou a coragem
que decidiu permanecer inteiro
mesmo depois das tempestades.


Eu não sou mais a dúvida do passado,
eu sou a escolha do presente.


A escolha de viver com verdade —
de seguir sem máscaras —
de não diminuir minha luz
para caber na escuridão de ninguém.


Porque existe um momento
em que a alma desperta —
e quando ela desperta
já não aceita viver pela metade.


Hoje eu caminho diferente —
não porque tudo ficou fácil,
mas porque finalmente compreendi
quem eu sou.


— Paulo Tondella

Se a melancolia tivesse dentes primeiramente ela morderia meu ser aflito, que passa escondido, perdido no abril que passou e arrastou os dias de minha alegria, que floresce no mês seguinte, haja vista que a desilusão me enche de potência, já que não habito o outro e só me resta a consciência vagando na sala serenizada que explode em cores na introspecção de uma artista que se demora ao pintar sua obra. Se ontem eu te amei a ponto de te odiar, hoje acordei calma e desculpo o seu erro de tom. Os loucos e sua submissão que abunda no quartos amarrados, contidos, sujeito a perigos. Mas isso não tem nada haver com isso, se você não conhece uma instituição e não sabe o preço do abandono. Mas esqueça, em sua sala burocrática tome seu café pequeno. Deixe os loucos e suas loucuras, duras, que são muito engraçadas quando já não falam. Mas esqueça. E eu não consigo esquecer se novamente me vejo amarrada, contida, sem perspectiva de vida. Mas se estou em casa minha alma descansa e agradeço cada minuto do meu sossego, e agradeço esse lar que muito mais representa a mim. Cada alimento, eu agradeço, porque tudo reconheço, se tudo me foi negado. E quando deito minha cabeça no travesseiro, volto a ter nome e identidade. E sonho com o paraíso de flores e águas cristalinas. Eu até que estou indo bem. Tomo meus remédios e, se já não trabalho, tenho um dia produtivo, de cores e letras. E enfim me esqueço se o passado institucional perde seu peso. Eu não quero lembrar, pois sofro e não sei chorar. Se a madrugada tivesse ossos de vidro, eu pisaria descalça na memória de minha infância até sangrar luz na manhã que nasce como se fosse uma semente de vidro que faz crescer os vitrais das grandes catedrais góticas, em que o sagrado se vestia de preto e era luto todos os dias da alegoria, nas velas que acendem orações que rogamos milagres, já que o terreno não basta, e ao etéreo se levantam as mãos como uma dança da chuva na tribo das simbologias ocultas. Eu conheço bem a fonte que desce daquele monte e é um frenético discurso religioso e suas liturgias pagas a prestação. Dentro do meu silêncio quando ninguém está olhando o mundo, dorme em meus olhos uma coruja altiva que quanto mais olha, mais julga e não tem palavras para nomear. A coruja é o símbolo da sabedoria, haja vista que vê e nada fala, mas guarda na lembrança da sala o saber que não passou imperceptível. E acusa sem falar quando pisca seus enormes olhos cor de mel. É como se ela dissesse: Eu sei, eu vi, e isso basta para que as almas se apequenem com culpas ocultas de quem se sabe observado, no esplendor da carícia de um gato alado que voa a atmosfera no azul celeste da terra que se sonha esfera. É uma fera. E todos nós somos também feras, se temos dentes e mordemos. Se o tempo apodressece como uma fruta esquecida sobre a mesa de Deus, de minha infância sairia o cheiro do mesmo, que se repete absurdamente já que a vida é só presente e não passa, não evolui, apenas é um filme mudo com os mesmos gestos, como a vida que estagna as melhores memórias da retina e o cotidiano é uma mentira de Deus, como uma maçã que retorna ao estado de semente e todo vivente é demente e esquece o próprio nome na amnésia das línguas fugitivas de seu lugar comum, a comer as estações e tarda o outono e suas folhas no chão, a clamar libertação de nosso sangue irmão.

POESIA:
VOZ OCULTA DO CORAÇÃO.
BY: Harley Kernner

Nossos olhos acumulam um tesouro escondido.
Imagens, palavras, inspirações, felicidades e dores.
Dores que cortam, como lâminas afiladas,
Voz oculta, que grita, em silêncio, clamando às vezes por socorro.

Para os que nos veem, um sorriso perfeito,
Um símbolo de felicidade, um disfarce concreto.
Mas o coração sussurra, em segredo profundo.
Um pedido de socorro, um grito que salta do fundo da alma.

Só o Espírito Santo, que nos envolve e nos guia.
Nos mantém em pé, diante da tormenta e da agonia.
Em meio às injustiças e ao desprezo dos que estão próximos.

Ele é o refúgio, o consolo, o porto seguro, o caminho certo da redenção.
Nossa essência se une ao Seu amor divino.
E nos dá a força para enfrentar o caminho.
A voz oculta se cala quando Ele fala.
E o coração se enche de paz e de uma graça imerecivel.

POR: Harley Kernner

Tesouro Escondido.



Há um tesouro escondido
que o mundo não pode comprar,
não cabe em cofres de ouro
nem se pode roubar.


Ele vive no silêncio
de um coração verdadeiro,
na mão que ajuda o cansado,
no abraço ao estrangeiro.


É feito de fé e coragem,
de esperança ao amanhecer,
de quem planta bondade
mesmo sem nada receber.


É a verdade que liberta,
a justiça que traz paz,
o perdão que cura feridas
e o amor que se refaz.


Muitos buscam riquezas
para enfim se completar,
mas o maior dos tesouros
está em aprender a amar.


Pois quem guarda a humildade
e caminha em gratidão
leva um brilho escondido
acendido no coração.


E ainda que venham tempestades
ou caminhos de solidão,
quem carrega esses valores
nunca anda sem direção.


Porque o tesouro de Deus
não se mede pelo olhar:
é eterno, puro e vivo,
pronto para transformar.

A vida só faz sentido, quando se ama escondido!⁠

Pecado escondido adoece a alma,
corrói em segredo, mata em silêncio.
Mas o arrependimento é chave da vida,
e a confissão abre o rio da graça.


Melhor despir-se diante da cruz,
do que ser exposto no dia final.
Melhor chorar agora aos pés do Cordeiro,
do que ouvir d’Ele: “Nunca vos conheci”.

Tenho encontrado tanta coragem que o medo tem se escondido de mim.

O invejoso curte escondido, mas na frente dos outros vira especialista em ignorar, tudo em nome de falsa superioridade.


Benê Morais

A Dança que Sustenta o Todo


Havia, no princípio dos dias,
um lago escondido entre colinas.
Nele, vivia um pato.
E o pato nadava sobre um tapete vivo de rogós,
aquele verde que cobre a água,
alimentando-se e abrigando-se nele.


O rogós, porém, não vivia sozinho.
Bebia da luz do Sol
e da água que o lago oferecia.
E o lago não era lago sem as chuvas
e sem as correntes que vinham de longe.
Assim, um vivia para o outro,
e nenhum era senhor de si mesmo.


Certa vez, um viajante observou e disse:
— Se o pato vive para o rogós,
e o rogós vive para o lago,
então todos dependem de todos.
Mas quem, no alto de tudo,
precisa de quem?


E o ancião que o guiava respondeu:
— Até as moléculas vivem desse pacto.
Uma só não é nada;
juntas, são substância, são forma, são vida.
Assim também é com o Criador e o criado.


O viajante franziu a testa:
— Então o Criador precisa de nós?
— Depende de como você chama “precisar” —
disse o ancião.
— O Criador não carece de nada.
Mas escolheu que o todo vivesse
por meio da dança entre o dar e o receber.
Se retirasse essa dança,
a criação seria apenas estática,
como uma pedra no escuro.


O viajante ficou em silêncio,
e o ancião prosseguiu:
— A devoção que oferecemos ao Criador
não é o alimento que O mantém vivo,
mas o fio que nos mantém ligados a Ele.
Assim como o pato não sustenta o Sol,
mas precisa do Sol para continuar vivo,
nós precisamos dessa devoção
para lembrar de onde viemos
e para onde voltaremos.


E então, o ancião mostrou ao viajante
a relatividade das medidas:
— Se saímos de trinta graus para vinte,
sentimos frio.
Se saímos de dez para vinte,
sentimos calor.
A mesma temperatura pode ser frio ou calor,
dependendo do caminho que se fez até ela.
Assim é com a verdade:
não tem um único rosto,
mas se revela conforme o coração que a busca.


O viajante entendeu,
e disse consigo mesmo:
— Então a verdade é o equilíbrio.
E o equilíbrio é a justiça.
E a justiça é o ser.
E o ser é o que é.


E naquele dia,
à beira do lago,
aprendeu que o Criador não reina sozinho,
mas reina com todos.
Porque escolheu não criar servos,
mas companheiros de dança.

O amadurecimento é o processo de se tornar quem você sempre foi, mas que estava escondido sob as camadas espessas da ilusão alheia.

Falar de amor virou ato de contrabando entre a dureza do mundo. Levo-o escondido no peito como quem leva pérolas em bolsos rasgados. Quando entrego, minhas mãos tremem, não por medo de perder, mas por saber que a dádiva pode curar lugares onde o sol não entrou.

Toda paixão verdadeira carrega em si uma despedida, um adeus escondido entre beijos, porque só o que é intensoousa ser eterno.

O sentido da vida não é algo que se encontra escondido atrás de uma montanha mágica, mas algo que se inventa todos os dias entre o escovar dos dentes e o apagar das luzes, na insistência teimosa de acreditar que o amanhã ainda tem algo a nos oferecer.

Há tanta beleza e significado no mundo que, às vezes, choro escondido, para que ninguém pense que ainda acredito na divindade.

prega uma coisa e faz outra Ela critica nos outros os erros que ela mesma comete escondido.


Ser Lucia Reflexões

Que a gente nunca perca a capacidade de encontrar o extraordinário escondido na simplicidade de um dia comum.


SerLucia Reflexoes

Soneto ao dormir


O amor é o calor que está escondido na brisa
Que ri sapeca atrás da pedra
Que sonha soturno mormaço
É o mel que se come e se dá, feito um ramalhete de borboletas

⁠Bom era quando clamávamos para chover só para dançar na chuva, não para chorar escondido.