Escondido

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A verdade é que, o choro é reconfortante, sempre faço-o escondido, como se tivesse roubando algo que sempre me pertenceu...


--- Risomar Sírley da Silva ---

Não existe Deus na dúvida, no escondido, na indiferença.

Como quem protege um jardim.


Sou passo leve, atento ao detalhe escondido,
Guardo o mundo nos olhos, nada passa esquecido,
Cuido das palavras como quem protege um jardim,
E no silêncio dos gestos, revelo quem sou em mim.


Carrego a verdade como um peso sagrado,
Não sei vestir mentira, nem fingir outro lado,
Minha voz não negocia com atalhos ou ilusão,
É reta como estrada aberta no meu coração.


Prefiro o caminho difícil que me deixa em paz,
Mesmo quando o erro é fácil e o certo custa mais,
Escolho o que é justo, ainda que doa escolher,
Pois sei que é no caráter que aprendo a viver.


Mas perto dela eu perco o controle que construí,
Minha razão se desfaz no desejo que senti,
Não confio em mim mesmo quando estou ao seu redor,
Pois o querer me domina… e eu me torno algo maior.


Os meus lábios querem o seu.
Quero chegar perto, esse sou eu.
Meu corpo se expressa sem ter achado voz.
Querendo ficar tão perto que não tenha nem ar entre nós.

Um dia, você vai encontrar um pedaço da sua alma
escondido nos olhos de alguém…
Alguém que talvez tenha passado a vida inteira
sem saber exatamente o que procurava,
até te encontrar.
E quando isso acontecer,
não vai precisar de explicação, ciência ou lógica.
Vai ser sentido.
Porque existem conexões
que não nascem no tempo…
elas apenas se reconhecem nele.
O que ainda vive em você,
o que resistiu ao caos, às perdas, às versões que ficaram pra trás…
encontra um jeito de coexistir.
E então você entende:
não era sobre buscar alguém…
era sobre, finalmente, se reconhecer em outro coração. ✨

Descubra o baú de pedras preciosas escondido em seu interior e estará expondo o que há de mais belo em você.

O que é plantado no oculto não permanece escondido para sempre. A vida tem uma forma silenciosa de trazer à luz aquilo que o coração tentou encobrir. Por isso, mais do que temer a exposição, é sábio cuidar da intenção, do caráter e das escolhas quando ninguém está olhando.
A ruína não começa quando algo é revelado, começa no momento em que se decide plantar no escuro aquilo que não se teria coragem de cultivar na luz.

Sei que odeias segundas-feiras, mas
há um tipo de começo escondido nelas,
um recomeço tímido que ninguém vê,
como o sol que nasce sem pedir aplauso.
Segunda não grita promessas bonitas,
não tem brilho de sexta nem leveza de domingo,
mas carrega, no silêncio dos minutos,
a chance de fazer diferente.
Talvez não seja sobre gostar,
mas sobre entender o que ela traz:
um capítulo em branco, meio sem vontade,
esperando só você escrever.

“Por trás de um belo sorriso pode estar escondido o choro de uma alma.
Por isso, nunca despreze uma pessoa deprimida, pois a depressão é o último estágio da dor humana."

“Frase bonita com desprezo escondido continua sendo maldade.”

— A Escolha do Presente —


Eu não sou mais
a dúvida do passado —
nem o medo escondido
entre noites silenciosas
e caminhos interrompidos.


Já carreguei perguntas demais
nos ombros da alma —
já tentei entender
por que certas portas fecharam
e por que algumas pessoas partiram
sem olhar para trás.


Mas o tempo ensina —
e a dor também amadurece.


Hoje eu entendo
que nem tudo que se perde
foi feito para permanecer.


Há fases que acabam
para que outras possam nascer —
há despedidas que libertam
e silêncios que curam.


Eu não sou mais
a insegurança que hesitava diante da vida —
não sou mais a voz cansada
que precisava da aprovação do mundo
para continuar caminhando.


Eu sou a consciência
de quem aprendeu a recomeçar.


Sou a coragem
que decidiu permanecer inteiro
mesmo depois das tempestades.


Eu não sou mais a dúvida do passado,
eu sou a escolha do presente.


A escolha de viver com verdade —
de seguir sem máscaras —
de não diminuir minha luz
para caber na escuridão de ninguém.


Porque existe um momento
em que a alma desperta —
e quando ela desperta
já não aceita viver pela metade.


Hoje eu caminho diferente —
não porque tudo ficou fácil,
mas porque finalmente compreendi
quem eu sou.


— Paulo Tondella

Se a melancolia tivesse dentes primeiramente ela morderia meu ser aflito, que passa escondido, perdido no abril que passou e arrastou os dias de minha alegria, que floresce no mês seguinte, haja vista que a desilusão me enche de potência, já que não habito o outro e só me resta a consciência vagando na sala serenizada que explode em cores na introspecção de uma artista que se demora ao pintar sua obra. Se ontem eu te amei a ponto de te odiar, hoje acordei calma e desculpo o seu erro de tom. Os loucos e sua submissão que abunda no quartos amarrados, contidos, sujeito a perigos. Mas isso não tem nada haver com isso, se você não conhece uma instituição e não sabe o preço do abandono. Mas esqueça, em sua sala burocrática tome seu café pequeno. Deixe os loucos e suas loucuras, duras, que são muito engraçadas quando já não falam. Mas esqueça. E eu não consigo esquecer se novamente me vejo amarrada, contida, sem perspectiva de vida. Mas se estou em casa minha alma descansa e agradeço cada minuto do meu sossego, e agradeço esse lar que muito mais representa a mim. Cada alimento, eu agradeço, porque tudo reconheço, se tudo me foi negado. E quando deito minha cabeça no travesseiro, volto a ter nome e identidade. E sonho com o paraíso de flores e águas cristalinas. Eu até que estou indo bem. Tomo meus remédios e, se já não trabalho, tenho um dia produtivo, de cores e letras. E enfim me esqueço se o passado institucional perde seu peso. Eu não quero lembrar, pois sofro e não sei chorar. Se a madrugada tivesse ossos de vidro, eu pisaria descalça na memória de minha infância até sangrar luz na manhã que nasce como se fosse uma semente de vidro que faz crescer os vitrais das grandes catedrais góticas, em que o sagrado se vestia de preto e era luto todos os dias da alegoria, nas velas que acendem orações que rogamos milagres, já que o terreno não basta, e ao etéreo se levantam as mãos como uma dança da chuva na tribo das simbologias ocultas. Eu conheço bem a fonte que desce daquele monte e é um frenético discurso religioso e suas liturgias pagas a prestação. Dentro do meu silêncio quando ninguém está olhando o mundo, dorme em meus olhos uma coruja altiva que quanto mais olha, mais julga e não tem palavras para nomear. A coruja é o símbolo da sabedoria, haja vista que vê e nada fala, mas guarda na lembrança da sala o saber que não passou imperceptível. E acusa sem falar quando pisca seus enormes olhos cor de mel. É como se ela dissesse: Eu sei, eu vi, e isso basta para que as almas se apequenem com culpas ocultas de quem se sabe observado, no esplendor da carícia de um gato alado que voa a atmosfera no azul celeste da terra que se sonha esfera. É uma fera. E todos nós somos também feras, se temos dentes e mordemos. Se o tempo apodressece como uma fruta esquecida sobre a mesa de Deus, de minha infância sairia o cheiro do mesmo, que se repete absurdamente já que a vida é só presente e não passa, não evolui, apenas é um filme mudo com os mesmos gestos, como a vida que estagna as melhores memórias da retina e o cotidiano é uma mentira de Deus, como uma maçã que retorna ao estado de semente e todo vivente é demente e esquece o próprio nome na amnésia das línguas fugitivas de seu lugar comum, a comer as estações e tarda o outono e suas folhas no chão, a clamar libertação de nosso sangue irmão.

A vida só faz sentido, quando se ama escondido!⁠

A Dança que Sustenta o Todo


Havia, no princípio dos dias,
um lago escondido entre colinas.
Nele, vivia um pato.
E o pato nadava sobre um tapete vivo de rogós,
aquele verde que cobre a água,
alimentando-se e abrigando-se nele.


O rogós, porém, não vivia sozinho.
Bebia da luz do Sol
e da água que o lago oferecia.
E o lago não era lago sem as chuvas
e sem as correntes que vinham de longe.
Assim, um vivia para o outro,
e nenhum era senhor de si mesmo.


Certa vez, um viajante observou e disse:
— Se o pato vive para o rogós,
e o rogós vive para o lago,
então todos dependem de todos.
Mas quem, no alto de tudo,
precisa de quem?


E o ancião que o guiava respondeu:
— Até as moléculas vivem desse pacto.
Uma só não é nada;
juntas, são substância, são forma, são vida.
Assim também é com o Criador e o criado.


O viajante franziu a testa:
— Então o Criador precisa de nós?
— Depende de como você chama “precisar” —
disse o ancião.
— O Criador não carece de nada.
Mas escolheu que o todo vivesse
por meio da dança entre o dar e o receber.
Se retirasse essa dança,
a criação seria apenas estática,
como uma pedra no escuro.


O viajante ficou em silêncio,
e o ancião prosseguiu:
— A devoção que oferecemos ao Criador
não é o alimento que O mantém vivo,
mas o fio que nos mantém ligados a Ele.
Assim como o pato não sustenta o Sol,
mas precisa do Sol para continuar vivo,
nós precisamos dessa devoção
para lembrar de onde viemos
e para onde voltaremos.


E então, o ancião mostrou ao viajante
a relatividade das medidas:
— Se saímos de trinta graus para vinte,
sentimos frio.
Se saímos de dez para vinte,
sentimos calor.
A mesma temperatura pode ser frio ou calor,
dependendo do caminho que se fez até ela.
Assim é com a verdade:
não tem um único rosto,
mas se revela conforme o coração que a busca.


O viajante entendeu,
e disse consigo mesmo:
— Então a verdade é o equilíbrio.
E o equilíbrio é a justiça.
E a justiça é o ser.
E o ser é o que é.


E naquele dia,
à beira do lago,
aprendeu que o Criador não reina sozinho,
mas reina com todos.
Porque escolheu não criar servos,
mas companheiros de dança.

⁠Não foi sorte… Foi coragem.
Não foi por acaso… Foi escolha.
Teve lágrima engolida, medo escondido e noites em claro.
Mas teve também fé teimosa, joelhos no chão e um coração que nunca deixou de sonhar.

Eu lutei.
Acreditei.
Me levantei cada vez que caí — e fui em frente.
Porque quando a gente confia em Deus e não desiste de si,
até o impossível muda de direção.

A fé reescreveu a minha história.
E pode reescrever a sua também.

— Edna de Andrade
@coisasqueeusei.edna

"Não mordaz um prazer antes de ver se não há algum anzol escondido nele".Thomas Jefferson FIQUE SEMPRE ATENTO EM TUDO QUE FAZ, PARA DEPOIS NÃO CHORAR. Ademar de Borba

"O homem é um macaco forte e barulhento que carrega, escondido dentro de si, um ser frágil que escuta."


(Osman Matos, séc. XXI)

Às vezes, o seu propósito está apenas escondido entre as dúvidas e os sonhos

POESIA:
VOZ OCULTA DO CORAÇÃO.
BY: Harley Kernner

Nossos olhos acumulam um tesouro escondido.
Imagens, palavras, inspirações, felicidades e dores.
Dores que cortam, como lâminas afiladas,
Voz oculta, que grita, em silêncio, clamando às vezes por socorro.

Para os que nos veem, um sorriso perfeito,
Um símbolo de felicidade, um disfarce concreto.
Mas o coração sussurra, em segredo profundo.
Um pedido de socorro, um grito que salta do fundo da alma.

Só o Espírito Santo, que nos envolve e nos guia.
Nos mantém em pé, diante da tormenta e da agonia.
Em meio às injustiças e ao desprezo dos que estão próximos.

Ele é o refúgio, o consolo, o porto seguro, o caminho certo da redenção.
Nossa essência se une ao Seu amor divino.
E nos dá a força para enfrentar o caminho.
A voz oculta se cala quando Ele fala.
E o coração se enche de paz e de uma graça imerecivel.

POR: Harley Kernner

Campos do Jordão é um pedaço da Suíça escondido nas montanhas da Serra da Mantiqueira, onde o frio convida a um bom vinho, a arquitetura abraça o aconchego e a natureza se veste de outono o ano inteiro.
Reno Fioraso

prega uma coisa e faz outra Ela critica nos outros os erros que ela mesma comete escondido.


Ser Lucia Reflexões