Escolhas
Anjo que derrama um momento espalhado um sonho,
de escolhas perdidas a solidão abrange sono,
entre tantos fatos derramados,
sentimentos gastos pelo acaso de vários caminhos...
no profundo metáforas se descobre na vertente
muitas teorias apenas sofrimento.
Meu passado cheio de erros,
meu presente imperfeito por
conta das escolhas;
porém, um norte a ser seguido,
o qual será suficiente para o
meu crescimento e vitória.
“Chegou no hospital beirando a morte lamentando ter vivido fazendo escolhas pensando na aprovação dos outros. Morreu. Os outros não.”
Meus olhos observam tudo com atenção; a arte me move, e as minhas escolhas são mistérios, que nem eu, nunca desvendei.
Tento abraçar o mundo sempre, mas em todas as vezes, sou eu, e o meu mundo apenas (...).
Somos donos de nossas escolhas, mas não daquilo que guardamos no coração. Fazemos o que achamos certo de se fazer, o que convém para nossa vida, para as pessoas que nos amam e que precisam de nós. Aceitamos a nossa sina, tentando ser feliz dentro daquilo que nos cabe ser. “Ver sempre algo de bom em tudo que fazemos”; talvez essa seja a melhor frase pra continuar com um sorriso na cara, mesmo que o coração esteja tão de longe. Somos muitas vezes cruéis, matamos emoções, sepultamos sentimentos, respiramos fundo e seguimos em frente, porque com o tempo, a gente entende que nem tudo que nos é verdadeiro, verdadeiramente é para ser para nós. Ninguém escolhe o que o coração acolhe, e mesmo que o coração escolhesse quem fosse por pra dentro, ainda assim, alguém entraria sem bater.
Ricardo F.
"Meu coração anda triste com algumas escolhas, no entanto não posso me sentir refém em uma prisão que eu mesma criei!"
Somos o que escolhemos ser, e isso independe se essas escolhas forem conscientes ou influenciadas pelo medo ou outrem.
" Voce é responsável pela suas escolhas, escolha esquecer o passado e será bem sucedido no presente."
Viver pode ser dolorido, pois a vida nos cobra escolhas, nem sempre acertadas, pela nossa inexperiência, fraqueza ou desejos.
Essência do viver
Tinha sempre escolhas sensatas e educadas, estava ainda solteira aos 43 anos, nunca tinha me casado, parecia que a felicidade em par não tinha sido feita para mim.
Queria um casamento feliz, mas não com marido sem graça. Tive namorado por várias vezes, fiquei noiva três vezes, mas o relacionamento acabava se deteriorando, eu sempre queria receber mais dele e nunca me senti amada o suficiente para o “Sim Definitivo”.
Quando está muito quente e quando ouço aquelas músicas, sempre trago lembranças do passado do “e se tivesse casado com um dos noivos”, mas breco o pensamento e falo sobre liberdade.
Precisava viver um dia de cada vez, entender que não era para ser senão teria sido, que mesmo que eu amasse massagens e roupas bonitas não poderia tê-las sempre que quisesse.
Meu estoque de lágrimas se esgotou e eu pela primeira vez na vida me sentia solitária, o velho ditado “a união faz a força” não causava efeito, então resolvi partir para a realidade e sair da ilusão.
Todo mundo pisa em ovos a minha volta, como se eu fosse desabar a qualquer instante, como se a solidão me deixasse depressiva, como se eu ainda me conectasse com todas as pessoas que amei, como se o elo não tivesse desfeito.
Tive muitas trocas de experiências, aprendi e ensinei com os meus relacionamentos, chorei e fiz sofrer, alegrei-me e fiz sorrir. Na minha família temos o hábito de pôr para fora nossas mágoas e isso faz com que eu ame cada relacionamento que tive de maneira bem diferente. Não voltaria com nenhum deles, mas desejo sucessos amorosos.
Os homens se sentem atraídos por mulheres bonitas, jovens e com corpo em forma o que não é o meu caso, além do mais considero isso irrelevante, a vida às vezes se torna fácil e sem complicação, é o que eu acho.
Obviamente que eu amei, ops, amei, mas tinham dificuldade em assumir compromissos, o que busco mesmo não é a companhia, o casamento, o contato físico, o que busco é a essência de viver, algo que revolucione a minha existência.
Maturidade
Amadurecer dói, e assumir as próprias escolhas também dói, porque é mesmo difícil enfrentar as barreiras do mundo sozinho.
Os seres humanos não são diferentes das aves. As aves nascem frágeis, passam boa parte de sua vida na dependência da ave mãe, e quando estão prontos para alçar voo, eles tremulam de medo, seus coraçõezinhos estremecem pelo fato de ter que seguir sem a proteção da ave mãe.
A ave mãe prepara seus filhotes para voar e ir viver a sua própria história, eles não devem ficar velhos no ninho, é preciso que aprendam a conquistar o seu lugar, o seu alimento, e o seu horizonte. E quando chega o tempo oportuno, a ave mãe abandona o ninho, para que seus filhotes alcem o voo da liberdade e da maioridade, para assim, construírem a sua história.
Da mesma maneira são os "filhos", que a vida entrega a uma "mãe" provisória, para que ela lhes ensine a caminhar, e lhes ensine os valores da vida. Assim também os "pupilos", os "discípulos", que a vida entrega a um "mestre", para que ele lhes ensine a ter maturidade, e a valorizar os seus sonhos, para que ele lhes induza a buscar o seu espaço na vida, sem medo, com a coragem de um lutador(a).
Existem filhos que envelhecem e não vivem a própria vida e, nem mesmo conseguem sonhar os próprios sonhos, porque as mães não lhes ensinou a caminhar sozinhos.
Existem pupilos e discípulos que se tornam dependentes demais de seu mestre, e quando encerra o tempo do treinamento, não aceitam se desgarrar, porque a separação dói, deixar de depender de quem esteve sempre à frente das decisões dói, por isso muitos pupilos querem viver para sempre ao lado do mestre, mas o mestre precisa que o pupilo siga seu caminho, porque existem outros pupilos em iniciação na escola da sabedoria.
Chega um momento em que, querendo ou não, é preciso se desgarrar e caminhar com as próprias pernas, assumir suas decisões com segurança e fé em suas escolhas, sem medo, sabendo que todos, mestres e discípulos, pais e filhos, estão sob o mesmo jugo da vida.
Rozilda Euzebio Costa
21/08/2018
