Escada
A escola da VIDA é semelhante a uma escada com os degraus cobertos...
Não sabemos o que virá, mas já vimos tudo o que foi descoberto.
Cada dia é um renascer...
A procura da sua missão, de um sentido para a vida...
Surgem certezas questionáveis, dúvidas não tão duvidosas.
A verdade , inalcançável instiga o pensamento imaginário do jardim... as flores são distintas, únicas...
Cada uma com sua beleza e perfume...
[...] Como um poeta triste, sentado na beira de uma escada, esperando alguém passar, nem sei quem, mas ele está lá, esperando.
Na soleira da escada aprendemos uma injustiça natural que frequentemente ocorre na vida. Para `subir´ na vida, chegar até o ápice da escada só há um caminho: subir degrau por degrau; não há atalhos: o esforço é inevitável. Para `descer´ aprendemos que basta tropeçarmos para retornarmos ao início duma vez só.
Um homem forte é aquele que tem o dom de reagir com sabedoria às dores e aflições na escada da vida.
Nunca use os de BAIXO como escada para alcançar ao TOPO. Lembre-se que os que estão no TOPO um dia trilharam um caminho e como todo caminho trilhado deixa-se rastros... Tenha esses rastros como referencia, chegue ao TOPO por si só!
PORTAS
Porta da casa e da rua
Porta da escada e da lua
Porta de entrada e saída
Porta que é minha e sua
Porta da boca e do ouvido
Porta da inspiração
Da consiencia, o sentido
Porta da minha razão.
Porta que vai e que vem
Que abre e pode fechar
Porta da terra e do além
Porta dos rios, do mar.
Porta da noite e do sono
Do sonho, do anoitecer
Porta de guerra e abandono
Porta que não vou querer.
Porta da integridade
Porta da sabedoria
Porta de uma amizade
De descoberta e harmonia.
São portas que se abriram
Portas de imaginação
Que portem bençãos tais portas
Para o teu coração.
Esperar segurança pra descer a escada é aceitável, demonstra bom senso e amor ao espelho, afinal, ninguém nunca se sabe o que nos espera lá embaixo. Mas esperar de mim esta segurança para então sair de casa (zona de conforto), desculpe... Já faz alguns anos que saí de casa e venho caminhando sozinho!
Hoje quero subir... as escada da mais completa felicidade...vou deixar que... os raios do sol penetrem em todo o meu ser...quero ser transformada na mais pura verdade de DEUS...são os meus atos...que faz de mim o que eu sou... hoje e sempre.
Soneto Ao Luar
Saí de madrugada, sentei em uma escada,
Olhei a beleza da Lua nesta medrugada tão fria,
A Lua, que é uma teia aonde se prendem as lembranças,
As mais preciosas lembranças, que sempre nos vem ao olhá-la.
E ao olhá-la minha mais preciosa lembrança me vem ...
E vem ... Calmamente, me conduzindo sua imagem
Enquanto me mergulho no melancólico silêncio da noite ...
Adimiro a Lua que mesmo não me trazendo sempre felicidade com as memórias,
Não deixa nenhum de meus melhores momentos morrerem ...
O degrau de uma escada não foi projetado para que se fique parado sobre ele, mas para possibilitar que se ponha o outro pé ainda mais acima.
FILOSOFIA DA ESCADA...
Sim, é verdade, todos somos dogmáticos, mas que possamos nos ater às nossas convicções quais meios (e não quais fins), que elas nos sirvam como uma escada para que alcancemos objetivos melhores... Dogmatizar fecha portas de novidades constantes... Escravidão mental não! Ir mais além há de nos fazer bem, é um prazer que sustém, pelo menos até nossas próximas vontades fluírem... Que a constante mudança, que em nós habita, nos seja leve se controlarmos (e quem sabe eliminarmos) muitos de nossos arcaicos fundamentalismos e opiniões fragmentadas...
Uma criança estava parada no primeiro degrau de uma longa escada. Ela estava ali, olhando para o último degrau quando uma voz veio do andar de cima. "Suba até aqui", disse a voz. A criança estremeceu, mas começou a subir, medrosa, devagar, olhando várias vezes para os degraus que estavam ficando para trás. Na metade da escada ela parou, mas o dono da voz se postou no último degrau e disse "anda logo", e a criança foi. "Seus sonhos são impossíveis, minha criança", foi o que o dono da voz disse quando a criança chegou no último degrau. "Como poderia, senhor?" disse a criança, sorrindo. "Meu maior sonho era chegar no último degrau dessa escada".
Entre servir como " CORRIMÃO DE ESCADA " e ficar sozinha, prefiro a segunda opção hahahahahahaha....
Sete sereias
Tenho saudade do que nunca fui. Do meu olhar no rol da escada, do meu livro de histórias gregas, de uma fita de aniversário e dos meus sete anos. Tenho falta dos sete pedaços que um dia fui, de sete almas que um dia tive, de sete palmos da terra que nem sentiam meu cheiro. De viver sete dias na semana sem chorar sete vezes e sentir sete mundos e sofrer sete céus. E mais sete… e mais sete. Me cala o fio de esperança que não mora aqui, e a vida transpassada e alegre que as pessoas carregam no olhar. O meu é só vazio, é só desespero contido em um brilho ofuscado, é vontade de gritar e uma rouquidão só minha. Meu sorriso não abre alas, meu carnaval é em braile, quase ninguém saber ler. Minha festa é outra, minha festa é interna. Não tenho mais o sangue do mundo, não corto mais os pulsos. Não pulo as sete ondas, nem os sete mares, nem as sete vidas. Meu choro é calado e contínuo durando mais que sete dias, mais que sete anos, mais que as sete madrugadas de insônia. Ainda acabo, de tão imensa e desmesurada, roubando espaço dos outros, roubando sentimento dos outros. É que na verdade, sou ladra. Desde quando roubei um chapéu, desde quando matei o gato que diziam ter sete vidas. Sempre as sete vidas. Sou ladra porque saio catando todas essas loucuras e guardando em mim, e vivendo em mim. Canto e encanto com o som das sereias, e nem preciso remexer o cabelo. Nome eu não tenho, minha vida é por dentro, quase imperceptível, calada, roubada. Não vejo. Só sinto e sinto e me entrego em qualquer mar silencioso que me chame. No cheiro de maresia que entranha, mas eu nem me importo ao salpicar o corpo de areia, nem me importo em roubar todos os pecados e fazer virar estatua de sal. Pois quando canto, estonteio.
