Erasmo de Rotterdam Elogio da Loucura
O Inominável
Sua existência absurda jaz no topo
Não pertencente a leis universais
Vive trancafiado, separado da graça que antes o pertencia
Construído abaixo sua montanha de olhos devassos
De pele áspera e sangrenta
Atinge-o na constante agonia
Solvendo-o na familiar melancolia
Abraçando-o nas puras gotículas rubras
Na desesperança de retorno a moradia
Ao seu antigo lar na imensidão
Amaldiçoou novo mundo em obscura selvageria
Servindo de banquete malicioso
Montou seu reino maléfico sob pontudas angustias
Como antes fizera seu antepassado Azmuth
Os obcecados na magnífica rubidez vociferam
“Malithet, Inominável Lorde Rubro
Conceda-nos a graça de seu sangue
E voltai ao teu cosmos pertencente”.
►Passageiro ao Tempo
Às vezes eu espero o relógio soar,
Como se estivesse aguardando mudanças
Às vezes só quero alguém para me abraçar,
Torcendo que assim, eu me levante desta cama.
.
Às vezes eu acompanho os carros passarem,
Me perguntando se algum deles irá voltar
Às vezes fecho os olhos quando estou chorando,
Como se, ao não enxergar, proibisse aquela lágrima de rolar.
.
Às vezes eu escuto o bater de meus pulsos,
Esperando uma nota tocar mais alto
Às vezes eu mergulho os meus olhos em águas frias,
Para acalmar a vista, em noites mal dormidas.
.
Quem sabe o que posso fazer a seguir?
Talvez eu viaje pelas madrugadas, sem destino
Ou talvez eu me ache, perdido neste labirinto
Ainda não sei, tudo está tão incerto
Talvez eu me afaste, fuja para longe, em busca do arco-íris
E acabe encontrando um lugar quieto,
Para refletir, e acalmar os pensamentos e tormentos.
Penso como é interessante essa vida de encontros, desencontros, loucuras imaginadas, mas não vividas, desejos reprimidos, paixões renovadas, expectativas que não resistem a insegurança da vontade de mudar!
Esse é o caos da intensidade do ser que busca o equilíbrio, mas não queria...
Psicose
Não sei quem sou
Ando confuso
Quem foi que falou?
O que eu escuto
Sua voz me atormenta
Onde quer que eu vá
Ou minha mente inventa
Me pedindo para voltar
É psicose que tenho?
Nitidamente te vejo
É tão real não é desenho
Vai além de um desejo
Deve ser loucura
Talvez não tenha cura
Me controlar é impossível
Em minha mente você visível
Só você consegue
Me equilibrar
Meu coração te pede
Nova chance de te amar.
Roney
...
Não sou louco, sou apenas um criativo que encara a monocromia como uma profusão de cores. O efeito e a magia estão na beleza do coração de quem enxerga o azul no meio do cinza.
Eu sou um cara que vive com tanta intensidade que as pessoas que se tornam minhas amigas tem que aprender a lidar com a mistura de sentimentos e energia que eu passo pra elas. O negócio é o seguinte entra na minha nave que te levo até pra lua. Se não tiver aventura é caretice.
O livro Gênio e o Gaollense no País do Genocida é uma obra literária que aborda o adoecimento da humanidade. Revela que em tempo de obscuridade da razão até mesmo os grandes gênios sucumbem ao breu. Eles enlouquecem por não lograrem êxito em persuadir sobre o óbvio.
Ser forte é mais que segurar o próprio corpo, é ser capaz de abraçar a si mesmo, mesmo sem sua camisa de força.
Senão cuidarmos dos nossos pensamentos, dos sentimentos e das emoções, poderemos nos tornar em monstros inimaginaveis.
– (...) Você está vendo o que eu tenho no pescoço?
– Uma gravata.
– Muito bem. Sua resposta é lógica, coerente com uma pessoa absolutamente normal: uma gravata! Um louco, porém, diria que eu tenho no pescoço um pano colorido, ridículo, inútil, amarrado de uma maneira complicada, que termina dificultando os movimentos da cabeça e exigindo um esforço maior para que o ar possa entrar nos pulmões. Se eu me distrair enquanto estiver perto do ventilador, posso morrer estrangulado por este pano. Se um louco me perguntar para que serve uma gravata, eu terei que responder: para absolutamente nada. Nem mesmo para enfeitar, porque hoje em dia ela tornou-se símbolo da escravidão, poder, distanciamento. A única utilidade da gravata consiste em chegar em casa e retirá-la, dando a sensação de que estamos livres de alguma coisa que nem sabemos o que é. Mas a sensação de alívio justifica a existência da gravata? Não. Mesmo assim, se eu perguntar para um louco e para uma pessoa normal o que é isso, será considerado são aquele que responder: uma gravata. Não importa quem está certo – importa quem tem razão.
– (...) Lembra-se da primeira pergunta que lhe fiz?
– O que é um louco?
– Exatamente. Desta vez vou lhe responder sem fábulas: a loucura é a incapacidade de comunicar suas ideias. Como se você estivesse num país estrangeiro, vendo tudo, entendendo o que se passa à sua volta, mas incapaz de se explicar e de ser ajudada, porque não entende a língua que falam ali.
– Todos nós já sentimos isso.
– Todos nós, de um jeito ou de outro, somos loucos.
Seguir duas religiões, dois caminhos ou ter duas esposas é como tratar a mesma doença em dois médicos sem avisar a qualquer um deles que se trata com outro.
Vai chegar um dia que voce vai preferir nunca ter nascido, não tenha medo, no manual da vida estamos no capítulo das pessoas loucas.
As pessoas livres são consideradas loucas porque aprenderam antes de se tornarem lúcidas que não vieram a esse mundo para agradar ninguém que não estejam dispostas a agradar.
