Erasmo de Rotterdam Elogio da Loucura
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A luxúria é como a avareza: aumenta a sua própria sede com a aquisição de tesouros.
Há injúrias que temos de ignorar para não comprometermos a nossa honra.
A maioria das mulheres quase não têm princípios: conduzem-se pelo coração e, quanto aos seus costumes, dependem daqueles a quem amam.
Deus, que eu morra no palco!
Não me coroem
De rosas infecundas a agonia!
O medo é a arma dos fracos, como a bravura a dos fortes.
Eu sou da cor daqueles que são perseguidos.
O orgulho pode parecer algumas vezes nobre e respeitável, a vaidade é sempre vulgar e desprezível.
Os ignorantes exageram sempre mais que os inteligentes.
Não construais estátuas aos vossos heróis, é melhor erguer estátuas às vossas vítimas.
Muitas pessoas se prezam de firmes e constantes que não são mais que teimosas e impertinentes.
Se fazes o bem para que te o agradeçam, negociante és, não benfeitor; cobiçoso, não caritativo.
Há opiniões que nascem e morrem como as folhas das árvores, outras, porém, que têm a duração dos mármores e do mundo.
O homem morre a primeira vez quando perde o entusiasmo.
O interesse forma as amizades, o interesse dissolve-as.
O sonho da razão produz monstros.
É próprio das grandes almas desprezar grandezas e almejar mais o médio do que o muito.
A ponte é um pássaro
de certeiro vôo: sua sombra
perdura na lembrança.
Sempre vimos boas leis, que fizeram com que uma pequena república crescesse, transformarem-se depois num peso para ela, depois de grande.
O amor-próprio dos tolos desculpa o das pessoas inteligentes, mas não o justifica.
Apenas um homem de gênio ou um intriguista se atrevem a dizer: «Fiz mal». O interesse e o talento são os únicos conselheiros conscienciosos e lúcidos.