Era
Ela decidiu: vai dormir tranquila, fez andar a fila, já era... Quem perdeu foi quem não soube enxergar seu valor e lhe dar o amor merecido. Então que ele seja mais um à ser esquecido... Agora ergue a cabeça, menina, sem penitência. Lembra que seu segundo nome é Resiliência!
A moral era formada pelo exemplo, um comportamento aprendido, reforçado pela prática e correção contínuas.
Um lugar de paz, de alívio das emoções, do medo, da solidão... Dormir era o que todos ansiavam no final do dia.
Você sabia ?
O desenho do peixe é o símbolo mais antigo do Cristianismo, o anagrama era uma proclamação de fé, por conta da da perseguição ferrenha os cristãos viviam meio que na "clandestinidade " para não serem mortos.
Como um cristão poderia saber que outra pessoa também era cristã?
Os cristãos usavam codigos secretos, um desses códigos era o “Ichthys” ou “Ichthus”, palavra que, em grego antigo (ἰχθύς), significava “peixe“.
A hipótese mais levantada é a de que o cristão, quando supunha estar diante de outro cristão clandestino, desenhava uma curva ou meia-lua no chão. Se a pessoa desenhasse outra meia-lua sobreposta à dele, completando assim a figura de um peixe, seria muito maior a probabilidade de que se tratasse mesmo de um seguidor de Jesus que conhecia o “código secreto” cristão.
E por que a imagem de um peixe?
Porque as letras que formam a palavra “peixe” em grego, quando escritas em maiúsculas (ΙΧΘΥΣ), formam um acrônimo com as iniciais da expressão “Iēsous Christos Theou Yios Sōtēr“, que significa “Jesus Cristo, Filho de Deus, Salvador” (em grego antigo: Ἰησοῦς Χριστός, Θεοῦ ͑Υιός, Σωτήρ).
O peixe veio a se tornar, desta forma, um dos primeiros símbolos cristãos, juntamente com a imagem do Bom Pastor e, posteriormente, com o Crucifixo.
ἰχθύς - Peixe
ἰ- ησοῦς - Jesus
χ - ριστός - Cristo
θ- εοῦ - Deus
ύ- ιός- filho
ς- ωτήρ- salvador
JESUS CRISTO FILHO DE DEUS SALVADOR
Era incrível como ela o mantinha na linha.
Era perfeito quando seus corações batiam juntos e descontrolados.
Ela queria o mundo e ele não precisava de tanto.
Ela fazia birra e ele ria.
Eles eram opostos
Mas o amor que nutriam era muito mais forte que qualquer diferença!
Ela era a calmaria que faltava nele.
Ele era a representação clara de tudo que havia dentro dela.
Ela o prendeu.
Ele a libertou.
Eu sempre foi um sonhador, quando uma ideia saia do papel meu pai era sempre o primeiro usuário, era dele que vinha o feedback, ele era sempre critico, mas de forma correta.
TI HAVIA
Não sei se eu existia
Quando em mim
Não ti havia,
Sei que quando
Em parte eu era
Nem mesmo em parte
Eu existia...
O inverno e a vida fria
A todo tempo se fazia,
Mas os ventos que te trouxe
Trouxe a junto à alegria.
Agora por você
Tudo é primavera
Com outono e verão.
E nem mesmo o inverno frio
Esfria mais meu coração.
Edney Valentim Araújo
1994...
Eu só não quero esquecer como era sentir seus lábios. Não quero deixar que o tempo roube isso de mim.
Inverno Intenso
Não era verão
Mas choveu
Era inverno
E a água desceu
Não era hora
Mas agora
Aconteceu
E com a terra encharcada
O que há de se fazer?
O frio seria intenso
Com a terra molhada
Brota
Tudo brota
E eu nesse sentimento
Nesta terra sem tempo exato
Vou trocar de roupa
Viver outros sentimentos
Outros tempos
Passar
Outras horas
Até que tudo se resolva
No tempo exato
Do coração.
Livro: Não Cortem Meus Cabelos
Autora: Rosana Fleury
Eu sempre soube que essa menina era danada de linda. Sorria com a alma. Abraçava com o espírito. Tinha uma essência similar a do lírio. Era danada de linda, e se virada do avesso era rima com cor, era ouro puro, terra de plantar. Era Clara, menina linda. Densa, intensa...
Cartas para Antônia
Quando a Barbatana emerge da agua, a precaução corre pra areia mesmo antes de saber se era um Tubarão.
RUA DA MINHA INFÂNCIA
Lá bem longe onde eu morava
Sem asfalto nem avenida
Era um sítio em que a estrada
Se formava pelo batidão da lida.
Tanto iam as crianças pra escola
Os cavaleiros com suas tropas
Os pedintes de esmolas
No sombreiro da sete copas.
Por ela vinham os mascates
Com suas quinquilharias
Faziam os seus biscates
Para toda nossa alegria.
Ao terço ia a vizinhança
Como se fosse romaria
Na frente muita criança
Atrás os adultos em cantoria.
Rua de terra batida
De dia o sol escaldante
À noite a lua escondida
Só quando era minguante.
Tenho uma saudade danada
Desse meu chão encantado
Quando de dia passava boiada
De noite latia o cão abandonado.
Hoje tudo está mudado
Asfalto com carros e poluição
Preciso de muito cuidado
Para reconhecer meu rincão...
10/06/18
melanialudwig
TERRAS DE PENAGOYÃ:
Apesar de nos tempos de hoje não ser uma realidade correspondente ao que era no passado, defendo a sua promoção e estudo. Porque a nossa história deve ser estudada, preservada e publicitada.
'SE NÃO DEFENDERMOS O QUE É NOSSO, QUEM É QUE O DEFENDE?'
E agora ?
Assim perguntava a menina para a sua mãe. Isso era rotina, a qualquer problema ou dúvida, ela corria para a saia da progenitora, pedindo ajuda, mesmo que fosse apenas um sorriso de aquiescência ou pela graça do fato. Nem sempre obtinha respostas, mas tentava, sem saber que a cansada mãe não sabia tudo. Cresceu e aprendeu muita coisa por conta própria, experiências boas e ruins a fizeram entende melhor a vida. Este é o caminho - abrir as asas e voar sozinha - enfrentando tombos e sequelas, mas tendo o porto seguro na hora do pouso: o colo da mãe.
Saudade da minha que foi embora há pouco tempo, está em paz e sei que se eu tiver tropeços, ela ainda tem um sorriso maroto como a dizer: filha, bem que avisei...
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No novo normal a mídia digital que já era uma tendência virou uma realidade dura para quem nada entende sobre ela.
Lagarteando
“Casei
Engrandeci
Achei que era eu
Dona de meu nariz
Agora
Senhora
Dona das minhas horas
Só eu não sabia
Que neste ensejo
Era outro fruto”
Aprontei-me, modifiquei o tom de voz para cara metade, dona do
mundo, de mim, dos outros em meu caminho.
Acima dos conselhos, arrastando outro sobrenome que nunca residiu em meu nome e escolhi:
– Qual carne, senhora!? Filé, contrafilé, alcatra, coxão-mole?
Pensando: ”coxão-mole jamais, nunca...”
– Que é isto aqui?
– Lagarto senhora.
– Tá bonito. Quanto pesa?
– Dois quilos.
– Pode cortar em bifes de um dedo de espessura (cara-metade gostava).
Pronto, dei ordem, criei coragem. E o pior, ele obedeceu,vendeu e eu comprei a idiotice.
Aprontei a mesa, taças com haste longas, toalhas de linho, porcelanas dos antepassados, purê de batatas com queijo roquefort à luz de velas.
Frigideira ao fogo, azeite espanhol para fritar e os bifes de lagarto, com um dedo de espessura enrolaram como orelhas.
Comemos só purê com vinho tinto, culpei o açougueiro e o cachorro passou bem.
As velas derreteram, me envolvi no calor de apaixonar.
Minha sogra não viu, e nesse andamento, não revirou meu lixo. Sucesso apaixonado e estendi minha receita com proveito.
E o dia alvoreceu em paz.
Livro Pó de Anjo
Autora: Rosana Fleury
