Era
Dói tanto...
Quando o mundo era quase meu tu te foste de mim para sempre.
Hoje,
somente a saudade me visita nos meus dias de solidão.
É minha eterna companheira!
Realmente ela não era a mais linda, não era a mais rica, nem a mais famosa...
Ela era a mais invejada porque, simplesmente porque observava tudo ao seu redor com os olhos mais gulosos que jamais foram vistos iguais.
Os dias passam e as nossas ambições vai nos permitindo, o que só em sonhos era possível, viver e conquista foi meu sonho, hoje eu faço dele acessível.
Um dia também achei que a cota era as "nove", as "fita", até ver que não vivo sem um "bom dia" das minhas filhas.
Deus irou-se com a humanidade, por causa dos pecados cometidos. Sua vontade era de destruir tudo, mas olhou para terra, até que achou um homem sem pecado é que agradava os seus olhos "Noé". E salvou esse homem e sua família e alguns animais.
Agora imagina a época em que vivemos. Já penso se Deus quisesse destruir tudo.
Será que você agradaria os olhos de Deus, para ser salvo por ele?
De repente as coisas mudam, e o que era prioridade agora já não passa de meras lembranças, de um passado que já passou, e não estará presente em um futuro que á de vim.
Passei a vida toda me guardando do que é ruim, quando percebi me guardei também do que era bom e acabei não vivendo nada.
A UTOPIA DA ETERNIDADE DO AMOR
Mentiram por milênios
Dizendo que o amor era eterno.
Eu por muito tempo acreditei
Creio que fui enganado, mas acordei.
Escrevo este texto
´para fomentar a curiosidade
E a vontade de saber de vocês.
O amor eterno
É uma das grandes utopias
Assim como viver em um paraíso aqui na terra.
O amor eterno existe no sonho
E como uma utopia
Nunca conseguiremos realizar
Tal façanha, tal proeza;
Infelizmente para a nossa tristeza.
A saída seria encontrar o equilíbrio
Entre sonho e realidade,
Mas eis a questão:
Como encontrar o equilíbrio entre o sonho e a realidade?
E foi naquela hora, naquele minuto, naquele segundo que notei que não era mais necessário viver na tua presença.
" A estante"
Ele gostava da casa do vizinho, o telhado era de vidro dava pra ver o céu, queria um igual; conquistou, conseguiu.
Era uma pessoa ambiciosa, lutava pelo o que almejava, fazia birra , se humilhava se possível, mas não desistia de seus alvos, era esforçado, mas logo a força passava quando conseguia o que queria.
Começou a colocar na estante as suas conquistas, lá estava sua vida profissional, a família, seu relacionamento, o espiritual e seus amigos. Sentia orgulho de mostrar para as pessoas, tinha de tudo um pouco do que se quis, mas só ia na estante quando queria mostrar pra alguém.
Nunca valorizou o suficiente o que já se tinha conquistado, até o dia que uma chuva forte de granizo atingiu seu telhado enquanto ele estava no trabalho, quebrou o vidro, inundou sua casa, sobrou quase nada dos móveis, lembrou da estante, correu pra ver, tarde demais, estava tudo no chão, quebradas e afogadas estavam suas principais conquistas, viu tudo indo embora e não podia fazer mais nada, pensava que não tinha nada, mas era muito o que se viu pelo chão, nunca foi grato o suficiente, se sentiu impotente, chorou, gritou, sofreu, mas, era tarde demais.
No outro dia bem cedo levantou a estante, estava molhada e arranhada mas viu que era possível recomeçar, reconheceu que a estante era a sua vida, teve uma nova chance...
O Jogo da velha
Era manhã ensolarada , a placa dizendo que o prêmio era de milhões acumulado piscava, e, o aglomerado de pessoas se formava na fila.
Olhei e lá estava uma velha senhora, não tinha quase nada, apenas uma bengala, uma sacola gasta pelo tempo, um óculos colado com fita isolante e um papel amassado com alguns números escritos; na certeza oitenta primaveras já tinha presenciado e da vida dizia que sabia apenas que a primavera passava bem rápido, mas que logo ela voltava com novas flores.
Dizia que sempre acreditou que podia ganhar a qualquer momento na loteria, desde que jogasse sempre , então assim o fazia todos os dias. Pensava que ganhando seria uma boa sensação, acreditava que as pessoas a respeitariam mais e que poderia ajudar a quem quisesse. Fazia a " fezinha" incansavelmente, se sentia segura e com sorte, assim cria que podia ser contemplada com o prêmio mesmo que não fosse possível aproveitá-lo por inteiro em seu restante de vida, mas, talvez o prêmio nunca viesse, mesmo assim ela apostava. Vi em seus olhos cansados rugas e um brilho de uma vontade enorme de ganhar aquele jogo.
A esperança era a aposta e a loteria era a vida e o jogo da velha estava feito, mesmo mudando os números a cada jogo, ela nunca deixou de acreditar.
Adão era só, ele e sua viola.
Descalço, pés na terra, terra sua: solo de Adão.
Na viola ponteava - solava Adão....
Pois era tão só Adão: solidão.
Houve um tempo em que o homem conquistador não era aquele que conseguia várias, e sim aquele que passava dias escrevendo poemas, sonetos, músicas para uma única mulher. Onde não havia necessidade da melhor carruagem, somente a companhia bastava. A palavra amor não era dita, era sentida. Um homem deve zelar pela mulher, conquistar com o coração, pela bondade e gentileza.
Eu só lamento uma coisa na minha vida, não ter tentado certas situações que eu pensava que era difícil, mas não era.
MAL TRAÇADAS LINHAS
Antes de existir,
Tanta tecnologia,
Era preciso possuir,
Papel, caneta e ousadia.
Geralmente assim,
começavam as modinhas,
E as cartas de amor,
Escrevo-te estas mal traçadas linhas,
Dizia o tal sonhador.
Enviava o envelope,
Por algum menino ou estafeta,
Mandava a galope,
Com rosas ou violetas.
A resposta da donzela,
Aguardava ansioso,
Observando a janela,
Sempre curioso.
Ah! Mas tinha um medo tremendo.
Do pai da jovem e saía correndo,
Pois o primeiro gritava,
Minha filha casará com um doutor,
E o último retrucava,
E serei eu, sim senhor.
Depois de muitas confusões,
Os apaixonados se casavam,
A custa de choro e safanões,
Ambos se amavam.
Então as crianças chegavam,
Os avós se rendiam,
Com alegria esperavam,
E sobre os netos amor derretiam.
E a vida então seguia,
Mas chegou um dia,
Que veio a tal tecnologia,
E uma estranha mania.
As conversas em rodas de amigos,
Hoje são por uma tal,
de rede social,
E aí mora o castigo,
A juventude pouco lê,
Mas tem opinião,
Mesmo que seja a da TV,
Para alguma ocasião.
Escrever até que escrevem,
Com figuras de linguagem,
Erros ortográficos e abreviações,
Claro que há exceções.
Ainda existem papel e caneta,
Mas isso quase não se usa mais,
Restou a ousadia com nova faceta,
Apenas para romances banais.
Hoje se escreve na rede social,
E perdoem-me se pareço banal,
Mas ainda usarei a expressão,
Escrevo-te estas mal traçadas linhas,
Para confessar minha paixão,
E sonhar que um dia serás minha.
Não apenas namorada,
Mas também esposa e amiga,
Amante amada,
Companheira querida.
Perdoe estas mal traçadas linhas.
Autor: Agnaldo Borges
03 e 04/10/2014 - 18:30 - 16:28
No tempo de escola Maxon Nogueira era extrovertido
Nosso colega que tem por apelido mamá
Este cara é um grande amigo
Na sala de aula colocava apelidos, gostava de atentar
Já estudei juntamente com ele, Artemízio,
Samuel, Silas, Eliel e Cleidinho,
Mama era um dos mais terríveis
Artemízio atentava pouquinho
Cleidson que pediu para eu fazer esta poesia.
Quase sempre estes que citei iam para secretaria
Naquela época tinha divertimento e alegria
Com essa turma muitos riam
No fim de ano alguns ficavam nos provões
Pois só perturbavam e não faziam nada
Falavam bastante palavrões
Mas no final tiravam notas boas e passavam
Coitados de todos os professores
Sofriam demais da conta
Esses garotos eram os terrores
Atualmente será que aprontam?
Não levavam nada a sério
Nem tinham medo de serem expulsos
Uns repetiram a mesma série
São nerds, inteligentes, Cultos.
SIDNEY ALVES.
a pedido de Cleidinho.
