Era
Eu sabia que não merecia ajuda, porque esse não era um trauma real. Ele era uma criança, não um criminoso. Era talentoso, não perigoso. Ele era a pessoa que perdeu tudo. Eu era apenas a zé-ninguém com quem isso aconteceu.
Enfraquecido pela acidentada inclinação da dúvida,
matou-se. A caminhada do entendimento era infinita
e as pegadas pesavam. Cada passo que dava à frente,
era outro que ficava pra trás; assim que o sabia,
logo se desmoronava. Que brutalidade, a morte
ser brotada das sementes da razão. Ser cultivado é libertar-se!
Mas, ser-se livre sozinho é… lenta
mente morrer de solidão. Então, para quê viver
num universo de ideias estéreis, onde o ignorante
é mais valorizado do que o próprio sábio…? «qual homem,
qual quê, aquele ali é louco!»
Quantos loucos geniais, «marginais!»… Ah…!
Morrer de morte subtil, sentir vivaz o sangue
escorrer dos pensamentos,
a vibração da alma rugir o que ficou no silêncio,
fazendo a dança dos espasmos percorrer o corpo.
Morre-se sim, de epidemia filosófica! Não porque é mais digno
do que tornar-se igual aos outros, mas porque a liberdade é tamanha
e não cabe em prisões.
Abriu os olhos pela manhã ,se deu conta que era um novo dia e teve a certeza que tudo era possível se conseguisse colocar seus pensamentos somente no agora, nem no passado, nem no futuro, somente no AGORA!
Um aguaceiro, temporal, atemporal, caia sobre as estradas desconhecidas, derrapantes. Era noite, garoava, o sopror enlaçava e as ondas encobertas pela noite.
No crepúsculo da manhã, a claridade fez morada pelos caminhos a desbravar...
O mar recebia a conexão, a energia que dissipava-se pelo ar...
Estática, e no cúmulo da observância, viajava, mergulhava, nas cores, no mar, nos movimentos a calhar, até me encontrar no fundo do teu olhar.
Quem me conhece de verdade foi se embora pra outra parte, era de análises em disfarces, pra olhar pro seus olhos, e, eu, estou com muita saudade, não preciso ver-te, mas, quero encontrar-te.
O não poder falar era de tempo pra esperar o momento do porque de se togar e não desordenadamente tocar em falsos kabites de estar.
Deus é formação pura do verbo divino e, seu, plano era de perfumes de direções, pro todo ser exatamente em realizações, prás partes integrar as realidade do estar lunar.
Estamos no século XXI... o qual vai de 2001 a 2100... é o vigésimo primeiro século da "Era Cristã ou Era Comum" e primeiro século do terceiro milênio. O inadmissível... é ainda ver tantos seres humanos... se comportando e agindo como idiotas...!
Ela era um poço de amores. Profunda e intensa. Seus sentimentos contrastavam com as experiências dolorosas que a marcou profundamente. Aquelas eram cicatrizes que um dia serviriam para mostrar que apesar dos pesares ainda vale à pena acreditar na legitimidade de alguns sentimentos. De manhã olhava pela janela, tomava um banho quente, arrumava o cabelo e antes mesmo de colocar os pés fora de casa pensava: "Hoje é meu dia!", e assim o fez, por todos os dias que se seguiram. Foi apenas amor, negou - se a rotina de pensamentos vazios e a preencheu - se do que mais possuía: sua luz.
O veneno no cálice de barro espera por mim.
A morte era doce,
Com cheiro de morango e morfo,
Sua foice banhada em prata da lua,
Pingava em sangue escarlate.
Ergueu-se a faca em brasa.
A morte a esperava.
— Irá desistir? Venha! Venha comigo! Eu sou sua saída! Venha comigo e dance a valsa da morte...
Venha e...
MORRA! MORRA! MORRA!
Alegria no olhar
De longe reconheci
Um olhar com alegria a inundar
Era diferente dos demais olhares
Era o olhar de um homem
Com a alma de um menino
Tinha um brilho diferente
Que percebi de repente .
Era alegria no olhar
De um homem
Com alma de um menino
Seus olhos me fisgou
Fiquei parada olhando.
Aquele olhar de alegria
Era plena harmonia
Me contagiou no olhar.
Doce olhar
Meigo olhar de alegria.
Me arrebatou pra dentro de si
Foi maravilhoso aquele sentir
Minha alma brilhou
O tempo parou tudo mudou
Era um sonho que jamais alguém sonhou.
Meire Perola Santos
26/11/2016
01:27
PERDI UM POEMA
Perdi um poema no caminho
Talvez seja semente
Ou quem sabe vire pedra
Era um poema pequenininho
Cabe na palma da mão
Se achar leve contigo
Quem sabe um dia floresça
ontem eu conversava com minha amiga sobre felicidade. ela me perguntou como era a sensação de estar feliz. como eu sabia que estava feliz? eu tentei explicar de modo falho mas se resumia mais ou menos assim:
você sabe que é feliz quando tudo tá dando errado na sua vida mas ainda assim você é capaz de sorrir e continuar.
então ela me perguntou se ser feliz é sentir paz? e é sim, é também. mas não é só isso, sabe? você pode estar estressado com algo e ainda assim estar feliz.
(…)
o que posso dizer é que nada na minha vida está do jeito que eu quero agora mas eu sinto essa satisfação e ideia de continuidade. eu não vivo no automático esperando pela próxima etapa. eu vivo cada dia da etapa. eu sinto cada passo e me orgulho de cada um deles. sinto insegurança mas ela não é permanente. erro e me sinto mal mas não me puno como se eu fosse obrigada a ser perfeita.
no meu caso, desconstruir a ideia de perfeição me ajudou muito a chegar nesse patamar de plenitude. eu não posso agradar a todos!!!! o esforço que eu faço pra agradar um, tiro o agrado de outro. é um campo de guerra, sabe? você puxa de um lado, vem alguém e puxa do outro - o tempo todo. então o jeito é agradar a si mesmo e deixar os outros se matando pra te puxar, enquanto você toma uma água de coco olhando diretamente pro mar. quem quiser estar de verdade contigo, que sente ao seu lado e peça um gole.
(…)
No tempo que a gente era criança nos contavam histórias de ninar,entretanto hodiernamente nos mostram a vida real como filmes de terror.
Meu bem, te conhecer trouxe um sabor, um colorido para minha vida que não sabia que era possível sentir. Nunca vi ninguém me pintar desse jeito , uma pessoa despertar tantas sensações sem ao menos te tocar, o seu olhar (mesmo que à distância) me congelava, você controlava os meus sentidos só em estar ali, conseguia me dizer milhões de palavras com o teu silêncio e me anestesiava o corpo com as suas palavras. A pergunta que fica é: como não amar alguém que te causa tamanho efeito? O desafio agora é acordar desse sonho de te amar e aprender a viver sem as emoções que só você me despertou e voltar a aceitar esse mundo monocromático sem a tua cor, sem o teu sabor...
A grande máxima capitalista do seculo XX era que o tempo é dinheiro. No seculo XXI a grande máxima individualista é que o dinheiro faz a vida.
