Era
Anita estava com 63 anos, era uma escritora renomada, reconhecida pelo seu trabalho. Havia escrito vários livros ao longo de sua vida, a maioria sobre amor. Ela falava de amor de um jeito magico, puro e único. Nunca conheci alguém que descrevia tão bem meus sentimentos como ela. Mas algo sempre me intrigou. Conheço Anita desde quando eu era criança. Cresci admirando ela e querendo ser igual. Ela fez crescer em mim o amor por escrever, o amor pelos livros e sempre enxugou minhas lágrimas quando eu tinha o coração partido. Anita sempre foi a mãe que eu pedi a Deus.
Me lembro como se fosse hoje o dia em que fui adotada por ela. Eu tinha 7 anos e desde o primeiro instante em que a vi, eu sabia que faria parte da vida dela. Acho que ninguém no mundo poderia me dar uma educação melhor do que a que ela me deu. Se não me engano, na época Anita estava com quase quarenta anos. Lembro-me de todo o trabalho que ela passou para conseguir me adotar. O fato de ela ser solteira e estava sempre viajando para divulgar os seus livros. Mas ela nunca desistiu, alias, nunca vi Anita desistir de nada. O que sempre me intrigou em Anita é o fato de ela falar tão bem de amor, sendo que nunca a vi com ninguém. Nunca, nem sequer um dia. Sempre pensando no meu bem estar e escrevendo seus livros. Anita dizia que não precisava de mais nada. Além de mim, um bloco e canetas. Nossa, como eu a admirava e queria ser como Anita.
Um dia a encontrei chorando em seu quarto, foi a única vez que a vi chorando. Estava com uma fotografia nas mãos, era de um jovem. Muito lindo por sinal. Parecia-me ter seus 20 anos. Naquela noite Anita me contou uma longa história. De como eles haviam sido felizes juntos, de como ela o amou e também de como ele foi embora sem nem sequer dar adeus. Ela me disse que depois dele, nunca mais amou outra pessoa em sua vida. Anita acreditava que o amor acontecia apenas 1 vez na vida de cada um de nós. Alias, o que mais ela falava em seus livros, era de como era importante segurar este amor quando ele nos surge. Ela falava que nós nunca deveríamos ser movidos pelo orgulho, e sempre pelo amor. Anita me disse naquela noite, que escolheu viver com a saudade, porque saudade não matava ninguém.
Passei a entender o porquê de ela escrever tão bem sobre o amor. E passei a admirar muito mais pelo fato dela nunca ter deixado de acreditar nas pessoas. Mas hoje pensando bem, Anita poderia ter vivido outras histórias, outros amores. Não posso dizer que Anita se amargurou, porque ela estava sempre com um sorriso no rosto, tinha uma alegria invejável e nada a desanimava, sempre vendo tudo por um lado positivo.
Ela sempre dizia que a maior felicidade de uma pessoa era poder provar do verdadeiro amor. Talvez por isso o sorriso aberto de Anita. Mas eu, no lugar dela, não sei se conseguiria viver assim, eu logo teria partido para outra, esquecido e guardado um grande rancor da pessoa. Mas ela não, apesar de tudo, ela lembrava com alegria.
Hoje, vendo Anita ser sepultada e ainda com aquele sorrisinho no canto dos lábios, já não sei se gostaria de ser igual a ela. Quero ter uma família grande, cachorros, gatos e vários filhos correndo pela casa. Quero uma vida agitada. Quero bastante pessoas na minha volta. Quero ter alguém do meu lado, que quando eu precisar, eu sei que ele estará lá. Hoje, vendo Anita assim, meu maior medo é de ser sozinha como ela. Todos disseram que ela morreu de causas naturais, mais eu sei que Anita morreu de saudade.
“Onde estava, que paisagem era aquela? Criação de um Deus impotente para arrastar suas criaturas até a luz plena, ali jaziam os destroços de sua visão, consciências vivas e visionárias cerceadas de todos os lados pela doença, pela fome, pel
o tédio, pelo vício e pela morte. Não, nenhum Deus ousaria ter levantado semelhante caos. O homem nasce do chão, vem da poeira e da terra escura como as plantas, é uma força desenraizada e cega, uma pobre árvore solta na imensidão. Não há destino, nem missão a cumprir. Duramos, como os objetos mortos duram. Apoiei-me a um alto muro de pedras, e com mãos sequiosas, ardentes, apalpei as fendas e as protuberâncias, como se temesse que até mesmo aquela última realidade me fugisse. Que era o mundo, que significavam aqueles sinais? Estrela solta, erosão sem significado, esboços de um grande sonho fracassado? Aquela monstruosa paisagem, cheia de formas sem sentido, não atestava a favor de outra experiência, perdida entre os dedos sem forças do homem?”
Compreendia bem que era preciso renunciar – ainda mesmo que isto lhe custasse a vida. Que fundo cruel encontrava de repente naquele jardim? Imaginou os pés secos, as corolas murchas, a desolação dominando. Para que toda a maravilha daquela noite, se o seu amor não se realizava, se aqueles lugares apenas lhe sugeriam possibilidades de momentos felizes que decerto ela nunca teria? Sem dúvida a ideia de renúncia nascera daí: por que não se desligar de todos os laços, romper na própria carne todas as fibras que a ligavam a Pedro, readquirir a liberdade que perdera? Renunciar!
Eu não sabia o que era ser feliz, até que você chegou e me mostrou isso com carinho e amor… Quanto menos o que era ser infeliz, até que você foi embora e me mostrou isso com tristeza e desamor.
Já tentei evitar o Céu, olhar pras estrelas me dava vertigem. Tirar os pés do chão não era uma opção sã... Mas quem evita a insanidade de sonhar com os astros e tem medo de tirar os pés do chão nunca beijará o Céu como eu beijei...
Era uma vez... felizes para sempre!
Escolha bem como viver esses três pontinhos, tudo vai depender disso.
Eu planejei um crime perfeito, frio assassinato. Era só eu me apaixonar e pronto: você estaria morto dentro de mim. Simples assim, como cometer mais um engano...
Então será assim: Um toque de tecla del precionando shift? OU SEJA, era uma vez uma história que... opa! ESQUECI!
Não sei se era paixão, muito menos se era amor. Só sei que era como uma chama abrasadora que elevava meu coração, arrebatava Minh’ alma e me fazia plenamente feliz.
Tanto tempo sem sentir nada que o tempo já tinha feito ela pensar que o nada que sentia era alguma coisa, mas não era.
Os dias pareciam não passar , o tempo parado ou eu parada no tempo , era uma sintonia explendida porém dolorosa de mais pra se sair pecável , memorias não me permitiram esquecer-te não permitiram que lhe deixasse partir . Aqueles dias frios aos quais você me abraçava , levemente , e com um ar de muito apaixonado pronunciava palavras silênciosas atrávez de seus imensos olhos castanhos , ou aqueles dias quentes , tão esperados dias quentes , aos quais você sempre me ditava belas poesias , poesias vivas cuja realidade as rodiava . Mais tudo acaba , aceitando ou não eu tinha de me conformar , você não iria mais voltar e avia deixado isso muito claro , claro até de mais , pena que meu amor por você era imenso de mais pra aceitar isso . Eu vivia me perguntando “ o que eu fis “ , “ onde eu errei “ , e acabei descobrindo , descobri que não aproveitei ao maximo os momentos aos quais a gente sempre ficava junto , descobri também que mesmo não podendo impedir sua partida eu deveria , ao menos , ter tentado . Te amei tão intensamente e confesso , foi maravilhoso , foi perfeito de mais pra chega onde chegou , pra ter o fim que teve .
Sinto falta daquele cara ingenuo que morava dentro de você. Ele era mil vezes melhor do que esse grosseirão do qual você alugou a casa. Aquele ingenuo rapaz era simples, sera sincero, era sonhador, era todos esses s e vários outros. Posso ver nos seus olhos que ele ainda tenta voltar a sua casa, mas, o seu orgulho deixou sua doçura sem casa.
Mas para Zeca, para sua alma eternamente imatura, alguma coisa acabara de suceder, e era tão grave, tão decisiva como se lhe fosse outorgada uma maturidade postiça, e ele, a quem a infância fôra dada como destino, viesse bruscamente a perceber o equilíbrio e o tempo, pois o que sentira, mais do que vira ou percebera, fôra uma emoção fund
a e desgarradora, uma certeza sem palavra, sem nome, sem classificação, sem nada que pudesse admití-la ou revelá-la, de que a vida existia - essa coisa infrene, cega, voluptuosa e azul, que do outro lado, com um poder sobrenatural erguia a paisagem e a sustinha em seus luminosos alicerces. Descobrindo a vida, Zeca ao mesmo tempo descobrira a si mesmo e aos outros - e tudo o que ele não identificara durante aquele tempo, Donana, o homem ensanguentado, a cortina, as vozes, aquela flor que sustinha na mão - tudo, todas essas realidades - rapidamente encaminharam-se para seus lugares, ocuparam os nichos vazios, deram consistência, cor e veracidade ao mundo. E descobrindo tudo isto, Zeca havia descoberto a morte.
Talvez eu esteja persistindo em uma coisa que não vai mais acontecer. Ou apenas que não era pra ser, não agora.
Não adianta se culpar. Era para acontecer, desse jeito ou de outro. Calma. O que é verdadeiro volta.
ELE : (...) ele era o meu companheiro quando eu não tinha um amor ...
ELA : e agora, você tem um amor?
ELE : O maior de todos.
Hoje me fizeram Três pergunta, o que era amor, se existia amor, e o que eu achava sobre o amor, eu respondi resumidamente assim: ..............?
