Era

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"Eu saí do fundo do poço. Lá era escuro, mas foi justamente dali que enxerguei quem me jogou a corda… e quem preferiu jogar pedras."

⁠LUX
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No início o Universo era uma luz infinita
Que emanava da essência do Grande Deus
Éramos apenas centelhas da glória Divina
Então corpos espirituais Eles nos deu
Para que pudéssemos adquirir identidade
Individualidade e personalidade
E assim escrevermos a nossa própria história
Ele Criou a energia da essência de tudo
Mas não criou a matéria dos mundos
Porque a matéria não suportaria a Sua glória.
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Depois de ter criado as energias sutis e vitais
Deus criou espíritos com maiores porções do Seu poder
Aos quais chamou de Seus primeiros filhos imortais
Que como Semideuses passaram a viver
Sendo responsáveis pela criação da matéria
Assim Eles criaram os corpos celestes e a Terra
E Deus para não destruir tudo o que foi criado
Concentrou em Si a luz e tornou-se escuro o Universo
Foi quando os Semideuses criaram os diversos
Sóis que passaram a manter o Cosmo iluminado.
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Os Semideuses habitavam planetas distantes
Constituídos de matérias incorruptíveis
E tinham como a Sua missão mais importante
Permitir que nos tornássemos seres indefectíveis
E para desenvolvermos as nossas potencialidades
Precisaríamos experimentar a mortalidade
Então prepararam a Terra para a nossa morada
Criaram os animais, os vegetais e tudo o que existe
Sob o solo que pisamos e sobre a superfície
E para tudo o que teria vida a energia vital foi dada.
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Passaram-se muitos milênios e em ciclos
Animais e vegetais surgiam e desapareciam
E quando o nosso Planeta mostrou-se propício
Os Semideuses ainda no mundo em que viviam
Criaram milhares de corpos físicos
Que trazidos à Terra receberam os espíritos
Que abriram os seus olhos como seres mortais
Totalmente ignorantes quanto à sua criação
Sem linguagem, sem lembranças tendo a intuição
E o instinto como dispositivos naturais.
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Por serem os únicos capazes de raciocinar
Reinaram sobre as outras espécies
Com as quais aprenderam a caçar
Colher frutos e apanhar peixes
Usavam uma linguagem rudimentar
Que se resumia em balbuciar
E fazer variados sinais e gestos
Assim começaram a se comunicar
E quando passaram a se dispersar
Surgiram os variados dialetos.
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Os Semideuses agradaram ao Deus das alturas
Ao ofertarem a chance de crescimento interior
Aos Seus filhos que por serem criaturas
Passaram a desejar se reaproximar do seu Criador
Dessa maneira surgiram as diversas formas
De religiosidade que desde outrora
Têm permitido ao homem se conectar
Ao Grande Deus que espera pelo reencontro
Com os Seus filhos desenvolvidos e prontos
Para assim como Ele em glória brilhar.

“Quando eu era criança, ouvia sempre um ditado popular: ‘Aquilo que não mata fortalece ou engorda.’ 😅
Com o tempo, percebi que a vida fala por golpes suaves ou tempestades.
Às vezes, acreditamos estar no fim… mas, silenciosamente, cada dor nos molda, cada queda nos refaz, e cada dificuldade nos transforma em alguém mais forte do que imaginávamos.”

Você não aceita a Verdade. É a Verdade que mostra quem você era antes de deixar a escuridão...

O mais sábio de todos os Mestres não precisava escrever ou mesmo falar... Sua mensagem era a sua Presença.

Era uma tarde chuvosa quando Ana decidiu abrir o livro que Ale lhe deixara. O título, "Ecos do Coração", reluzia na lombada, como se esperasse por ela. Relendo o livro que você me deu, Ana sentia que cada página era um eco do seu ser. As palavras pareciam vibrar com a essência dele, e, por um momento, ela podia quase ouvir sua voz suave sussurrando os trechos mais marcantes.
A saudade era uma constante em sua vida, um doce sofrer que se intensificava a cada dia que passava. A distância entre eles parecia um abismo, mas as palavras de Ale eram como cordas que a uniam a ele, mesmo que em espírito. Em cada frase, ela tentava amenizar a saudade que era, buscando conforto nas memórias que dançavam em sua mente.


Enquanto a chuva tamborilava na janela, Ana se perdeu em lembranças. Os olhares trocados em silêncio, os sorrisos cúmplices que apenas eles entendiam. A cada página virada, suas palavras a abraçavam, a aqueciam, como um cobertor em uma noite fria. Seus risos ecoavam em sua mente, e ela sentia que, de algum modo, ele ainda estava ali, tecendo sua presença no silêncio daquela sala.


O tempo, ah, o tempo é cruel. Ele se arrastava, e a saudade tornava-se uma sombra constante. Mas Ana sabia que a memória era forte. Entre as linhas do livro, ela encontrava seu olhar, aquele olhar que sempre a fazia sonhar. Era como se cada palavra tivesse sido escrita especialmente para ela, um refúgio em meio à dor da ausência.
Ana fechou os olhos, permitindo-se sonhar com o dia em que finalmente poderia encontrá-lo novamente. Até que esse dia chegasse, ela se dedicaria a viver cada palavra, cada lembrança, como um presente que a vida lhe dera. O livro se tornara mais do que um objeto; era um mapa que a guiava de volta ao amor que nunca a abandonara.


E assim, naquelas páginas amareladas, Ana encontrou não apenas a saudade, mas também a esperança. A certeza de que, mesmo distantes, os laços do coração são eternos, e que um dia, em algum lugar, eles se reencontrariam.

⁠UM POUCO DE MIM
Certa ocasião escrevi sobre a morte e reportei que a mesma era uma questão de opção. Na mesma senda, nossa vida também é repleta de oportunidades. Hoje, dia que para mim é como qualquer outro, apesar de estar encerrando mais um de tantos ciclos, reflito o que consegui conquistar e, sem qualquer sombra de dúvidas, primeiramente, a dignidade de estabelecer objetivos: escolares, familiares, fraternais, amorosos, de trabalho, projetos, enfim, aquilo que dependa de mim. Não me entendam como uma “mônada” isolada, que se julga capaz de conquistar o universo tateando sozinho na sua escuridão. Bem certo de que a solidão nos remete à reflexão, entretanto, as ações que mais nos permitem a evolução são aquelas que envolvem objetivos e ensinamentos coletivos. Apesar de ter o rótulo do filho mais folgado, nem sempre as coisas foram fáceis, ao que agradeço às orientações deixadas por meus pais, exemplos de superação, sonhos e realizações. Comparadas às provações que a vida lhes apresentou, deveria dizer que não tive sequer um grão de areia como obstáculo, em face do deserto pelo qual os mesmos tiveram que superar. Para tanto, família, trabalho, obstinação e amor, auxiliaram a matar a sede para a travessia. Aliás, quem caminha sedento e, a conta-gotas, com paciência e obstinação, vai buscando energias para chegar ao oásis, bem sabe que este é um caminho sem fim. Ao longo desse intervalo terreno, muitas situações inusitadas já passei. Várias “picadas” foram abertas nesse andar, muitas, deixando “grosseiras” provocadas por alguma aroeira no caminho. “Enxertos” desafiando as relações da própria natureza, como dar uma mãe (“Vaca Chaleira”) a um terneiro órfão (Takamanakira). Outro dia conto mais sobre isso, com detalhes. A tarefa diária, antes do “colégio”, não era lá das mais admiradas para um guri de parcos anos de idade – nem se fale nos dias de geada -, contudo, ao mesmo tempo, mostrava avanços inexplicáveis naquela relação que nasceu resistente, usando-se, inicialmente, a força de “acessórios” como cordas (sogas), maneias e palanques, até que um simples acompanhar daquele ritual mágico, se transformava em uma bela cena de total adaptação e, porque não dizer, evolução.
Afinal evolução de quem?
Nesse caminho vi nascer flores dos braços de minha mãe que, a malho, ferro e fogo, cortava e moldava arranjos que, mais tarde, eu via desfilar em bailes nas cabeças e vestidos de muitas “moçoilas” de minha geração. De alguma forma, eram “essas flores” que garantiam a minha presença em alguns desses eventos festivos. Muitas outras flores e projetos vi enfeitarem a vida dessa “jardineira”, o que daria um livro que não me atrevo a, sequer, principiar. O meu pai, por sua vez, altivo, nunca, jamais, me deixou sem amparo nos momentos mais difíceis que a adolescência insistia em “me aprontar”, mesmo acidentes que envolviam alguma “remontagem” material. Sabe-se lá se eu teria ou terei com meus filhos a mesma tolerância. Caso eu falhe, certamente, não estarei seguindo as diretrizes que me foram confiadas.
Seguimos lutando para vencer cada obstáculo!
Aos meus amados irmãos, agradeço a conjunção de esforços, de todas as formas: física, espiritual, material, emocional etc. Até mesmo às acaloradas brigas, onde sempre levava a pior, pois os “cascudos” vinham em cascata, dos maiores até o menor - no caso - eu mesmo! Aprendi muito e, como já ouvi dizer, vivi na “folga” em relação a muitos percalços ou carências que talvez tenham tido mais do que eu. De qualquer sorte, mais “liso” ou não, tenho a convicção de que fui “curtido” nessa santa troca de cumplicidade, desde as “pescarias” capitaneadas pelo pai, onde eram transformadas em “engenharias de aramados” que acabaram “tramando” homens de verdade! Obrigado a todos vocês: Pai, Mãe e meus Irmãos!
A lição disso tudo: “cultura”! Tanto a do cultivo da terra quanto do campo das letras; em ambas a arte da semeadura, da plantação, do cuidado, do controle das pragas e das rezas elevadas ao alto.
Graças aos exemplos que tive, sempre traduzo cultura como forma de comunicação, não só através de um modo eloquente e rebuscado, mas aquele em que se adapta ao meio onde estejamos, permitindo que haja entendimento: desde um diálogo com um heroico peão de estância, até o mais refinado desembargador em algum tribunal desse país.
Com essa “grande bagagem”, tive o alicerce seguro para sair de casa aos 14 anos, morar “sozinho” com meus irmãos, saindo dos braços de um lar, buscando um horizonte que dependesse somente de mim. Saído de uma escola onde a religiosidade era o mote central para a realidade de uma escola pública que, logo em seguida, emendei com o sonho de uma faculdade de direito, também pública.
Os amigos: onde teriam estado? Em tudo que me move! Os verdadeiros! Os de ocasião, nem os contaria!
Claro que nominá-los seria um desrespeito! Entretanto, a força motivadora desse laço extenso e infinito que se chama amizade é uma das insuperáveis demonstrações da presença de um Ente Supremo.
O mais incrível de tudo isso é que olho para as décadas que passaram e tenho a alegria de registrar que muitos amigos, de longa data, permanecem no meu convívio diário, que distância ou tempo nenhum separam. Outros tantos, agregaram-se nesse rol com uma intensidade que os coloca como partícipes das amizades que parecem transpor nossa própria existência terrena.
Até mesmo aqueles que partiram para o oriente eterno, tenho sempre vivas as lembranças boas e até passagens tragicômicas, que me fazem rir da vida quando ela nos apronta!
Acadêmicos, colegas de aula, colegas de especialização, de mestrado, colegas de trabalho etc. Nossos rastros ficaram vivos em cada lugar que passamos.
Aqueles que, eventualmente, não consegui agradar, tenham em mente que nunca tive como desiderato de vida fragilizar a vida dos outros, nem mesmo em pensamento.
Toda discussão que envolve rotular as pessoas procuro passar ao longe, pois sou adepto da discussão de ideias e não de preconceitos!
Porém, na lição de Confúcio, em os Anacletos, um aprendiz indagava ao mestre: uma injúria se paga com uma boa ação? Ao que o mestre respondeu: uma injúria se paga com retidão, afinal, com o que se pagaria, então, uma boa ação?
Nesse contexto, faço breve conexão sobre o perdão, que é algo salutar, em certa medida. Todavia, o perdão reiterado pode significar conivência, acabando por ceifar uma oportunidade daquele que necessita alguma evolução.
Aos meus filhos, não vou dedicar muito do que aqui escrevo, pois espero registrar a cada dia minha gratidão em gestos de amor e de carinho, que nos fortalecem para seguir empreendendo nessa aplicação Divina, cuja rentabilidade pode não dar inveja aos economistas mas me tornam uma pessoa repleta e muito rica: riquíssima!
Enfim, já plantei árvores, já escrevi livros e tenho meus amados filhos!
Com franqueza e escusas pelo lugar comum, minha maior ambição é a velha máxima popular de continuar agregando vida aos anos e não anos à vida!
Certa ocasião, em algum tempo dessas “décadas”, escrevi:
“Meu único amor
é amar ter muitos amores
este é o meu jeito de ser
‘eta’ jeitinho danado
me arrumou mais você”.
Clamo que não me entendam mal sobre o sentido de amor acima referido, pois deve ser entendido na plenitude que o amor merece.
Faz tempo que escutamos - e acreditamos - em “tempos modernos”, bem decifrados pelo poeta Lulu Santos. Contudo, se faz necessário impulsionar, na realidade, “um novo começo de era, de gente fina elegante e sincera, com habilidade pra dizer mais sim do que não...”.
Assim, com o “tempo voando e escorrendo pelas mãos”, vou encerrando esse pensar comigo mesmo, que ouso dividir com todos que me acompanham ao longo desses anos.
Espero, sinceramente, tenham servido para abrandar as arestas e imperfeições que tenho, nessa luta diuturna para tentar mitigá-las, para me tornar, cada vez mais, digno de conviver com pessoas tão especiais como vocês.
Obrigado a todos, TODOS MESMO, que me permitiram refletir para um sentido e para um sentimento, que ele seja: EVOLUÇÃO!
Alfredo Bochi Brum

⁠E ela o tratava bem na presença dos outros para que pensassem que o amava, mas era apenas seu escravo.

MENSAGEIRA


Na tardinha caindo, eu ví
Uma pequena estrela a luzir.
Era a primeira estrela a sair,
Na tardinha caindo eu ví.


Era uma estrela morena
Pairando como as falenas.
Ajeitando suas melenas,
Era uma estrela morena!


Na tardinha morrendo, fria!
Só aquela estrela luzia.
Perpétua luz,findando o dia,
Na tardinha morrendo, fria!


Será que zombas de mim?
Perguntei à estrela assim!
Pois seu brilho era um festim!
Será que zombas de mim?


E da sonora luz pude ouvir!
Daquela estrela a me iludir,
A voz da infância a repetir:.
"Adeus, Adeus, eu vou partir"


<>


SBC-SP.06/08/2005 [baseado em poema de
Manuel Bandeira - "A estrela"]
*
A infância passada, é como uma estrela distante que reluz na tardinha. Você nunca a alcançará, a não ser a sua luz pálida no céu da sua memória.


Poema de J.A.Lopes

"No princípio, o teu beijo era cura — hoje é veneno que me consome em silêncio."








#Binilson Quissama*

📜 Como era a leitura sagrada no tempo bíblico:
🗞️ Leitura por colunas
📣 Leitura contínua pública
🗣️ Leitura oral solene
📝 Explicação do texto
Jeremias 36:23 — Bíblia NAA

Rau era pequeno, mas tinha uma energia tão grande que parecia caber um sol dentro dele.
No Berçário 2, todo mundo conhecia seu jeito sapeca: quando ficava animado demais, ele dava umas “mordidinhas de brincadeira” — e saía correndo todo risonho, com os cachinhos pulando atrás dele.


As professoras diziam:
— Lá vai o Vampirinho do Coração Doce!


Mas no fundo, Rau não queria morder…
Ele só queria mostrar carinho de um jeito todo dele.
E com o tempo, aprendeu que abraços apertados e sorrisos sinceros mordem muito mais — só que por dentro.

⁠"Quando era menino...entre as brincadeiras preferidas...uma bola chutava e a bicicleta pedalava...tempinho bom nós velhos campinhos onde a bola não rolava e as piadas desenrolavam as línguas avidas por uma boa gargalhada...amizade pura...Inocencia de criança...um tempo sem tempo de perder tempo e não sentir o tempo passar...saudade da criança que fui...da gurizada do fim de tarde esperando para brincar...viver é ser feliz...tempo que passou e não volta mais...uma tristeza combatida pelos sonhos...quando durmo ainda consigo sentir aqueles momentos...bora sonhar...voltar a ser criança...eternamente em meus sonhos."⚽️

Você tumutuava o que um dia foi o melhor presente em nossas vidas vividas. Era assim que chamávamos o pulsar do nosso amor: ritmado, como o coração de um tambor ancestral ecoando nas noites de luar. Eu, com os olhos famintos de estrelas, e você, com mãos que teciam sonhos em fios de seda. Vivíamos em um casulo de sussurros, onde cada beijo era uma promessa eterna, e o tempo se curvava aos nossos pés, rendido. Sob a chuva fina de verão, no jardim onde as flores se abriam como segredos. Seu peito contra o meu, e o mundo se calava. Isso é o melhor presente, você disse, rindo com os olhos úmidos de emoção. Nossas vidas se entrelaçavam como raízes de uma árvore centenária, profundas e indestrutíveis. Caminhávamos por ruas de pedra, trocando versos improvisados, e o vento levava nossas risadas para o horizonte. O amor era vivo, pulsante, um rio que não conhecia margens. Mas os dias viraram sombras. Enfraqueceu, como uma canção que esquece a melodia. Brigas sussurradas viraram silêncios cortantes, e o presente que outrora brilhava se partiu em cacos invisíveis. Agora só restou o lamento quebrado, um eco rouco no peito vazio. O adeus nem foi lembrado – não houve palavras grandiosas, nem lágrimas ritualizadas. Foi um desvanecer, como névoa ao amanhecer, deixando apenas o vazio de um abraço fantasma. Hoje, fecho os olhos e ouço distante, um sussurro que ainda aquece as noites frias. Você foi o melhor presente, e eu, o guardião de suas ruínas poéticas. No lamento, encontro a beleza do que foi: eterno, mesmo na ausência.

Do fruto proibido, a Maçã é para os fracos, Jesus lidava mesmo era com sementes de mostarda.

Não tinha celular, a noite era estrelada, banquinhos em volta da fogueira acompanhada de histórias que os mais velhos contavam, assim era antigamente na infância onde não tinha luxo mas sobrava amor.

⁠Era noite de luar, quando encontrei uma flor muito singela, apaixonante de pétalas vermelhas, uma presença singular, logo, meus olhos ficaram exultantes por contemplarem tamanha beleza. Esta mesma exultação estão tendo neste momento por estarem diante de ti com esta graça exuberante, vestida de vermelho, tanto que eles nem conseguem fingir, portanto, é evidente o apreço intenso que tenho por ti.

Dor na farsa


⁠O nosso "nós" era um teatro,
uma peça de um cenário, cruel.
Brincamos de amar com roteiro,
um ensaio dedicado na ferida, do mel
que se revelou veneno.
E quando a cortina fechou,
A verdadeira luz se acendeu,
a farsa desmoronou em pó.
Não era amor, mas técnica,
uma coreografia perfeita.
A única coisa real era o tempo,
E a única promessa cumprida,
foi o sofrimento.
Aquela dor que, ironicamente,
Também fingimos sentir,
para que, no final, ela fosse
a nossa única verdade,
crua e ilimitada.

Mordi meu dedo...
Que experiência ímpar...
Eu não sabia que eu era tão gostoso...

O meu Cerrado!


Não tinha concreto,
não tinha aço,
era só caminho,
era só espaço.


Corria livre
pelo cerrado,
buscando o céu,
o sonho alado.


Não tinha o aço,
não tinha a grade,
só céu infinito,
só liberdade.


Tudo era lindo,
era encantado,
o mundo inteiro
me foi dado.


Corria feliz,
sem ter direção,
seguia a trilha
do coração.


Não tinha preço,
não precisava,
porque a vida
era de graça.