Era
Trabalhar como modelo era uma forma de explorar todas as facetas da minha personalidade, incluindo aquelas que eu nem sabia que tinha. Sendo ela, podia expressar qualquer emoção, qualquer atitude. Era como se, me desconectando de mim mesma, pudesse ser livre, enquanto mantinha o meu eu verdadeiro escondido e seguro.
a chuva que agora cai lá fora
me arrasta enxurrada afora
antes eu era tempestade
fervia de calor intenso
em meio ao tempo propenso
esta veio para lavar a alma
das impurezas
das tristezas
das profundezas
do impuro coracao
lava o fim deste ano
por debaixo do pano
escondendo tanta imperfeição
lava esse povo mundano
a alma e o coracao
que estão sujos de sangue
de lama
e de carvão
porque se matam
se enganam
e se adulteram
nem ao menos tiveram
a chance de recomeçar
nem houve tempo pra amar
e nem abraçar
os outros e as causas
os amores e as faltas
e quem saberá
Deus é tão bom e maravilhoso
que me lava e retira as cascas
e as máscaras
me mostra os dois lados da moeda
a cara e a coroa
então colocarei a cara à tapa
e ainda oferecerei a outra face
como me ensinou Jesus
darei um novo início ano que vem
viverei no meio da transição
entre o céu das maravilhas
e o inferno das minhas guerrilhas
contra o amor e o ódio
entre o bem e o mal
e ao fim da trilha
enxergarei a ilha do meu coracao
egoísmo profundo
pensei que enxergaria outro mundo
no mais obscuro "eu"!!!
REALIDADE OU ILUSÃO?
Eu pensei bem quando me disseram que a realidade era tudo o que existe, mas lembrei que o que existia era apenas aquilo que eu acreditava porque a minha mente era projetada para desacreditar de tudo aquilo que ela não entendia. Então pensei de novo sobre a realidade e percebi que a realidade nem existia e tudo ao meu redor era uma intuição que aparentemente era o que eu queria que fosse real, caso a realidade existisse.
Um exemplo fictício:
O Francisco abriu um bar e há um tempo atrás em um bate-papo construtivo com a sua neta no portão de casa ele disse “olha tem vários clientes no aqui no bar de seu avô.”
A neta respondeu: “Vô não estou vendo tantas pessoas aqui como você vê”.
Francisco disse: “Amanhã você vai para escola?”.
A neta de Francisco lhe respondeu: “Sim, eu vou vô.”
Francisco disse: “E se a escola não estiver onde sempre esteve, o que você vai fazer?“
A neta de Francisco lhe respondeu: “Vô, a escola está lá.”
Francisco disse: “Princesa, mas como você tem certeza que a escola estará lá?”
A neta de Francisco lhe respondeu “Vô, eu fui para a escola antes de entrar de férias, então quando eu for para escola ela estará lá.”
Francisco disse: “E se você chegar no local onde é a sua escola e perceber que sua escola não está lá?”
A neta de Francisco lhe respondeu: “Não tem como, porque eu já fui lá e ela está lá.”
Francisco disse: “Então, a mesma certeza que você tem para me dizer que a escola estará no mesmo lugar é a certeza que eu tenho para lhe dizer que tem vários clientes aqui."
O bate-papo do francisco com sua neta eu entendo como uma intuição de realidade, os místicos chamam isso de fé.”
A realidade é mais um ponto de vista, a realidade é uma expectava de futuro, uma intuição para satisfazer o desejo da nossa alma em se sentir segura e em casa. Criamos novas viagens a cada segundo do dia e nos segundos e dias seguintes vivemos aquilo que idealizamos, uma ilusão que chamamos de realidade.
Observar e experimentar; então, nada disso é real.
Resende, 24 de fevereiro de 2019.
Meus pensamentos.
Você é sempre a pessoa que era quando nasceu. Você apenas continua encontrando novas maneiras de o expressar.
Decidi ir guardando minhas dores por muito tempo e quando decide livrar-me delas, já era tarde, estava velho, bêbado e a minha história não interessava mais a ninguém ouvi-la, então sentei-me a beira da vida e a chuva molhou me o rosto, assoprado por um vento minuano Irineu Dias Dias.
Todo dia todo mundo vê um grande elefante azul, que lhes disseram que era um jacaré. Então, enxergam o jacaré.
não tente atar o que se partiu
porque era para ter se partido,
porque não era cordão,
era laço
de passarinheiro.
corrompido, corrompido, corrompido, eu me odeio tanto, não há nada que eu possa fazer, já era, estou condenado.
E eu, era Navio
Te amei por 3 outonos, 3 invernos, 3 verões e 3 primaveras, te amei pelo que você foi, talvez pelo que você é, te amei pois se preocupou comigo, pois quis cuidar de mim, pois quando me abraçou senti todo o meu mundo aconchegado, te amei pois com você me abria como pra ninguém antes. Te amei porque você era porto seguro, onde podia amarrar meu barco e ficar por anos. Mas dentro de um mês você soltou minha corda, minha amarra, que estava larga para não machucar, e eu continuei ali, boiando, por mais doze. Estava solta, mas não queria estar. Permaneci ali por mais dois longos invernos, foram frios, pouco quentes, algumas pessoas tentaram me levar, mas eu não quis ir. Nada mais fazia sentido, estava em ápice de explosão, ia morrer ali na beirada do seu porto que não era mais abrigo, não era mais morada. Aproveitei o ápice pra me empurrar, e a correnteza fez todo trabalho de me levar para longe, quanto mais ia, menos via você, e mais sentia tristeza, saudade, até que não vi mais, não senti mais, estava a deriva no meio do mar, mas estava tudo bem.
Certo dia um remo bateu em meu barco, ele tinha seu nome, lembrei de você, do nosso breve nós, mas esqueci todo o resto. Podia ter deixado o remo ali, não precisava pega-lo, estava indo com a correnteza. Mas peguei, peguei e todo sentimento que havia em mim explodiu em fervura, peguei e remei direto até você, seu porto. Quando o vi não entendi nada, estava todo abandonado, caindo aos pedaços, não tinha ninguém ali, ninguém estava cuidando daquele porto, prendi meu barco e subi, então o arrumei, cada pedaço de madeira que faltava, todas as teias, varri, pintei, deixei ele lindo, e sentei na beirada com o remo na mão, esperando pra te contar que o mar me trouxe de volta, que agora talvez fizesse sentido. Esperei um tempo, mas você nunca apareceu.
Demorou, demorou bastante pre'u perceber, que todo esse tempo o porto era meu, você me visitou por um mês e não quis ficar. Talvez você não tenha gostado dele, talvez ele tenha sido suficiente por pouco tempo, talvez muitas coisas.. Mas o porto sempre foi meu, as vezes bagunçado, as vezes organizado, as vezes cheio, as vezes vazio, mas ainda assim, meu.
Seja uma pessoa melhor do que você era ontem, tenha maturidade para entender que algumas coisas não mudam, aprenda a viver em paz com isso, tenha humildade para admitir os seus erros, saiba pedir perdão e perdoar, valorize o silêncio, fique calado quando todos esperam que você grite.
Quantas vezes acreditei que era verdade.
Quantas vezes olhei pela a minha ótica, e trazia verdades que só na minha mente fazia sentido.
Somente as minhas verdades era absoluta. Quando me deparei com a sua verdade, e percebi que tudo que o que vc dizia que sentia por mim, era ilusão da minha cabeça. Expectativas que o meu eu projetava em cima do que eu pensava que era real.
Na era pós-moderna, o uso de analgésicos como "escudos emocionais" cresce, em resposta à crescente negligência moral que a sociedade acarreta.
Quando eu era criança, fui instruído tanto na Bíblia como no Talmude. Sou judeu, mas fico fascinado pela personalidade brilhante do nazareno. (...) Ninguém pode ler os evangelhos sem sentir a presença real de Jesus. A sua personalidade pulsa em cada palavra. Nenhum mito está preenchido com tanta vida.
Nota: Trecho de entrevista com Einstein.
...MaisEra noite, eu estava admirando o céu estrelado enquanto as pessoas riam, bebiam, dançavam e.. eram felizes sem se importar com suas opiniões sobre as roupas que usavam ou palavras que os deixavam sem graça.
Então me perguntei.. por que eu não sou como eles?
Quando éramos criança, era bem mais fácil de chorar na frente das pessoas, quando crescemos, viramos pessoas com a alma inundada de lagrimas, gritando para sair, mas o medo de deixá-la sair nos consome, porque sabemos que , a cada gota é uma pergunta, "O que aconteceu?" ou "Porque você está chorando" sendo q naquele momento tudo q queremos ouvir é, "Eu to aqui com você" ou "Tudo vai ficar bem" e mesmo que elas transborde dentro de nós, sempre damos um jeito de enxugar, por que temos que aparecer fortes para dar força a outras pessoa e só soltar essas lagrimas, quando estivermos sozinhos, sabendo q não vai ter ninguém por perto, que cada lágrima vai corre suavemente no nosso rosto e aos poucos vai amenizando a dor!
Eu descobri que naquela mansão decadente morava mesmo uma história. Mas não era a que eu previa. Nem de perto.
