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Epoca de Cora Carolina

Cerca de 112160 frases e pensamentos: Epoca de Cora Carolina

As flores da invernia encobrem as ruas em rubro e rosa e nem sequer escuto mais o crepitar das folhas de outono. Eu te amei em ventos de maio, mas te odiei em cores de verão. Em primavera a pele desbotada te vestia tão mais desejável... Hoje é inverno e eu delicio outros doces, dos mais confeitados, aquele tipo que alimentam os olhos, engordam o corpo, mas não matam a sede da boca seca.

Inserida por carolinapires

Os últimos devaneios não me caberiam assim tão épicos líricos. A cada gota que me faço, desfaço-me em migalhas, aquelas quais espalhei pelo chão para saber o caminho de volta a casa, regressar não vem ao caso. De cretinices em cretinices aquelas quais diluo-me em prazeres impudicos fodidos e mentirosos de outrem, encontro-me cheia de más intenções e discursos vazios - a felicidade cheira a shampoo barato. Chamaria plenitude se vago não fosse o emaranhar das línguas de mesmo sabor e textura - sabe, não há atrito. Desconfio que só ele ame minhas insanidades e as aprove e desfrute como se fossem saborosas feito mel. - Não me julgues assim, não podes desejar-me tão apaixonada. - Estive a pensar nisso “minhas últimas utopias ainda me batem forte a cara” e quando menos percebi, estava a criar peixe nos olhos. Recordo que enquanto dormia eu desenhava palavras de amor invisíveis no corpo dele. Eu o tocava naquele espaço grandioso que era meu futuro na constelação de pintas de seu ombro. Mas ele não entendia os meus signos. E de repente eu não me basto, há tempos nos despedimos sem tom de fim. Faz alguma diferença eu tentar explicar? Preciso de mim, dele, de nós, não sei, preciso. De nós, aquele nós que nunca foi a gente. Eu, então, faço-me inverno, declaro-me Sibéria.

Inserida por carolinapires

Viva a vida sonhando, mais não perca a vida por um sonho.

Inserida por caroldrehmer

E nos momentos mais difíceis que vem pessoas firmes que ao seu lado vão te fazer entender.

Inserida por caroldrehmer

L'avenir.

Éparpiller le poison.
Disparaître comme fumée en l'air.

Inserida por carolinapires

Vaidade.

Um espelho, Narciso.
O mais grave dos sete pecados.
Atrair atenção, atrair olhares teus.
Cobiça. A vaidade quer aplauso.

Inserida por carolinapires

Golpe.

Aquele álcool que viajou por minhas veias, retardou meus reflexos, fez-me deliciar nos graves braços do ignorado que me beijando os lábios calou-me as palavras. Larguei por distração. Ouso dizer que algo me prende onde não deveria. O odor de fumo encravado em meus fios de cabelo relembra-me do instante em que virei deixando marcas de batom; joguei-me de cara aberta, sem minha espada e armadura, pensando no ineficaz, abocando em mim uma cobiça daquele corpo, desejo frígido, consternação, com uma breve pretensão de assassinar, trucidar por despeito. Sinto-me obtusa.

Inserida por carolinapires

Hausto.

Em meio a murmúrios de versos abafados pelas gargalhadas, encontro-me, minúscula, debilitada por uma hipnose descuidada. Olho a minha volta, melancólico júbilo, ecoei sublimemente, refleti afastada. Egos, ostentações dispersantes, rompidas.
Eu, outrora entusiasmada por mãos robustas, pujantes, vigorosas, já amei servilmente, estoicismo era minha dita muda. Hoje não, apenas desejo, ambiciono o acesso dos encantos vedados, um desses cujo desdouro possui a mesma fórmula intensa que o rosto de um idiota.
Vou pra casa descansar. Deleitar-me-ei, beberei, traçarei o rum aos grandes tragos.

Inserida por carolinapires

Intacta; para ele.

É tudo o que lembro, estávamos com pressa, o momento era de pura diversão e o álcool retardou nossos reflexos, só queríamos ir para a outra festa. Música alta, ele, perfeito, no volante e eu no banco de carona. Paramos no sinal vermelho e começou a tocar o refrão da nossa música. Beijamos-nos, o último beijo e eu ainda posso sentir seus lábios nos meus. Em meio a braços e abraços escuto uma buzina, abro os olhos, farol alto, um caminhão. O sinal ainda estava vermelho, eu juro. A culpa não foi minha, não foi dele, somos inocentes.
Acordo como se tivesse passado apenas uma noite, deitada em uma cama de hospital, o barulho dos aparelhos médicos me irritava e ao mesmo tempo uma pessoa chorava e gritava:
- Ela acordou! -... Era minha mãe.
- O que houve?
- Você estava em coma por três meses e graças a Deus acordou.
- E o Felipe?
- Acho melhor você ver com seus próprios olhos...
... E fui. Corredores, macas, pessoas passando mal e eu tinha acabado de ganhar a vida, novamente. Branco, tudo branco, frio e um aroma de remédio no ar. Hospital, como eu odeio. De longe vi o quarto 154 e o meu amor a dormir. Ao entrar naquele recinto vi enfermeiros controlando os aparelhos e me pedindo pra manter silêncio. O desespero começou a afrontar-me e, desesperada perguntei como ele estava e se voltaria logo pra casa. Nada. Disseram-me que estava em estado vegetativo e não respondia a sinal algum. O caso era grave. Ainda me recordo do pranto. Eu queria vê-lo, senti-lo nem que por um ínfimo instante qualquer. E lá fiquei.
Felipe após voltar a falar, sabendo que nada mais traria sua vida de volta, ciente de que sobreviver artificialmente estaria prejudicando tanto a ele tanto a mim, pediu para que eu desligasse os aparelhos, acabasse com meu último fio de esperança e oportunidade de sentir seu cheiro. Pior decisão de minha vida e o “eu te amo” mais sincero. Desliguei.
Hoje, a saudade é grande, não resisti. Três anos depois, ainda me recordo bem, foi o dia em que, pela segunda vez, eu morri.

Inserida por carolinapires

Curva dos S.

Singelamente poder dizer-te amor.
Singularmente poder sentir-me tua.
Separadamente de outrem ter meu peso sobre ti.
Supinamente repartir do mesmo devaneio.
Simplesmente eu, inteiramente você.

Inserida por carolinapires

Conflagração.

A tempestade fluindo pela vidraça, adágios além-mar, o frio cortando-me a tez crua e a fragrância intensa penetrada em minhas madeixas trazem-me a nostalgia. Encontro-me entorpecida e ainda sinto seu gosto doce, aturado, por entre meus lábios. Meu corpo sente falta dos braços teus e unhas ferindo-me o dorso. Fechar os olhos, dormir, acordar e reviver tudo do mesmo modo numa magnitude muito mais elevada. Num inevitável incêndio libertino, senti-me manipulada por alguns dons artísticos dele no tocar-me.

Inserida por carolinapires

Pra quê?


Pra que há guerras, que não acabam mais?
Pra que há morte e rendas desiguais?
Pra que há pobreza? Pra que destruição?
Por que não um sorriso? Ou um aperto de mão?

A culpa, na verdade é nossa.
É da humanidade.
É do homem que cansou de dizer não e
Que se acomodou com essa realidade.

A culpa de um mundo assim,
De um mundo que parece perto do fim,
É de todos e não é de nenhum.

É do homem que resolveu matar,
São dos muitos que preferem roubar,
A culpa é da bala perdida e da bomba que caiu do céu.
A culpa é da corrupção
E é da lei que não prende ladrão.

Na verdade a culpa é minha e sua,
Que resolvemos nos acomodar.
De nós que fechamos nossos olhos a noite,
Sem em nossos irmãos pensar.

Sem pensar no tiro, sem pensar na morte,
Sem pensar na agressão.
Na verdade a culpa é nossa,
de nós que esquecemos o que é ajudar.

Inserida por CarolinaMoraes

Carinhoso.

Nosso delírio
Teu desvairo
Meu frenesi.
Doce insensatez
De puro encanto
Porte dote.
Minha graça
Tua poesia
Nosso poema.
Meu fascínio
Tua atração.
Meu trovador
Meu bardo
Meu poeta
Meu amor.

Inserida por carolinapires

amar é divino, é pra poucos.. ser amado então, é muito mais raro, mais delicado, mais sutil, mais honesto..
aprendi que não sei o que sinto, e isso é bom,
por que o verdadeiro amor, é indescritível..

Inserida por borboletaamada

coração vagabundo! como pode se entregar tão fácil pra quem não gosta de você?
chega!
vc está preso!
vc não vai mais sair por aí, se machucando..se prejudicando..
tá maluco? quer se perder de vez, e nunca mais voltar? me deixar sem alma, sem vontade de amar?
ei, volte aqui!
...
fiquei sem coração..
aquele vagabundo me deixou!
...
olha lá, ele...
vem vindo, todo machucado...eu disse!
escute bem, mocinho...você nunca mais vai sair daqui, entendeu? nunca mais você vai atrás de ninguém!!!!
...
quem é esse?
esse coração que se aproxima?
olha, ele tá pedindo pra entrar...
olha, meu coração, esse coração quer ficar no seu lugar!
mas, eu já aviso...aqui, quem entra, não sai!
esse novo coração me olha e diz:
não se preocupe, eu vim pra ficar,
pra sempre..
mas e o meu coração?
o que vai ser dele?
e se ele se perder de novo?
e se se machucar?
o novo coração diz:
ele vai ser muito bem cuidado..
lá de onde vim,
tem muito amor pra acolhe-lo..
então, eu me rendo!
pode entrar, a casa é sua.."

Inserida por borboletaamada

Póstumo rubro caústico.

Sair da base, bater as asas, quebrar as estruturas. Isso que farei. Desafinarei o piano e arrebentarei as cordas do meu bom e velho violoncelo. Não agüento mais a monotonia de nossas vidas, as reuniões de família em pleno alvorecer, ter de jantar com vários homens que nem conheço sendo apresentada em casamento só porque eles são bem sucedidos. Cansei do chá das cinco, de cuidar dos meus irmãos. Gostaria de exceder minhas fronteiras, esvaecer. Pular do nosso século dezenove diretamente para o século vinte e um, era da perdição. Lá eu viverei ao som de “Highway to hell – AC/DC”, a ilustre liberdade, meu livre-arbítrio. Tenho certeza que não há nada mais completo do que isso.
Enfim optarei com quem casar isso se o fizer. Desculpe-me desde então se isso ferir seu orgulho papai, mas apreciarei vários homens, sairei com eles, beijá-los-ei e irei pra cama com todos. Pagarei minhas dívidas com o corpo, viverei da minha tez e minhas pernas nunca impedirão miúdos varões de deleitarem-se do meu néctar, do meu mel. Não serei mais forçada a ir aos saraus da cidade, tendo que voltar “tarde” pra casa, às dez horas da noite. Sairei de casa nesse horário e chegarei ao amanhecer seguido de um nascer do sol sendo levada no colo após uns grandes tragos de rum e várias doses de merlot.
Tomarei pílulas anticoncepcionais e usarei a nova invenção contraceptiva, chamada camisinha, para não cometer a ousadia de ter uma família com sete componentes, feito a nossa. O custo de vida médio de lá é muito baixo e fica difícil existir muitas famílias com mais de três filhos. Por fim, em uma de minhas futuras saídas pela madrugada afora, sofrerei meu primeiro porre, esquecerei das pílulas, da camisinha, logo engravidarei de um desconhecido aos meus quinze anos de idade. “Au revoir.”

Inserida por carolinapires

Strawberry Fields Forever.

E era impossível colocar um ponto final em uma história que nem sequer obteve vírgulas.

ahhh o amor!

Inserida por carolinapires

Seria ironia de minha parte dizer que tudo percorre minhas veias como fluidos cristalinos. Tudo dói, tudo pulsa e tudo dói.

E eu me sinto tão... tão... ahhh!
Um vazio aloja-se em meu ventre.

Inserida por carolinapires

A droga do adeus.

O tempo passa, fazem-se os planos e a cada segundo eles tornam-se mais palpáveis, mas não cabe a você crer que um dia, aquilo que mais temia, seria capaz de incidir de fato. Ainda me recordo das brigas que terminavam às tapas e que tinham que ser apartadas por terceiras pessoas antes que nós arrancássemos os cabelos uma da outra, das minhas lágrimas soluçadas de tanto drama, eu, a mais nova, sempre atentando e a mais velha sempre levando a culpa, pra falar a verdade, ela sempre foi o meu maior entretenimento.
As malas tiveram de ser feitas, os livros encaixotados e eu ali ao lado me fazendo tolerar aquela situação toda como se fosse a mais comum, é, mas ao mesmo tempo não é. Aquela pessoa que sempre segui como modelo, que desde bebê eu queria fazer coisas iguais, o meu ideal, enfim seguiu seu rumo e no bom sentido, se é que existe, abandonou-me. Agora lágrimas infatigáveis percorrem as linhas do meu rosto, é a saudade batendo à porta. Quanta desventura.
Tantos anos brigando, não suportando ter de suportá-la e quando os dois lados da balança por fim entram em equilíbrio, quando surge um tamanho apego uma pela outra, dessa vez maior do que aquele remoto, existente, mas que não ostentávamos, dizíamos ser imperceptível e só o assumíamos na frente da família com um certo ar de sarcasmo, no fundo pensando “Droga! Pra que raios serve essa porcaria de amor fraternal?”, agora cai-me ao colo como uma pedra, das mais pesadas e eu não sei o que fazer com ela. Parece que na nossa cabeça era impraticável pensar que um dia diríamos aos outros que nos amávamos como irmãs. Ela continua sendo meu espelho.
Tardes brincando, inventando personagens, pagando micos que em público negávamos até a morte dizer que fazíamos o tal, como quase que um milagre, nós nos tornamos amigas a ponto de trocarmos certas confidências. Por mais que eu saiba que é o que ela sempre quis, que é o melhor pra ela, que é o sonho dela... Dói, não sei exemplificar o quanto, mas dói, até demais.
A hora de dizer adeus pareceu-me impraticável, agora calhou-me e mesmo assim, não consegui nem ao menos soletra-lo. A-D-E-U-S, simples assim, mas não deu.
- Tia Marina, quando eu crescer quero ser modelo pra desfilar as roupas que você desenhar pra mim. – Foi o que disse a nossa sobrinha Gabriela e eu, digo o mesmo, não precisamente com essas palavras, mas o desígnio é o mesmo, apenas seguir a linha tracejada que ela deixou pra mim. Ter a garra que ela teve, a deliberação, a persistência e a paciência. Como poucos, por confiar que podia, ela conseguiu e eu espero conseguir dar os mesmos passos, a profissão não será a mesma, mas o caminho a ser percorrido sim, eu sei que é o que ela quer pra mim, pois como ninguém ela sempre acreditou no meu melhor, por menor que seja, mas sempre o meu melhor.
Sempre presente nos meus bastidores, falando pelas minhas costas meus pontos fortes e o que desejava pra mim, como todo publicitário que se preze, sempre fazendo uma propaganda e tanto sobre mim. Agora foi um abraço, o sentir de uma lágrima dela cair sobre meu ombro e um soluçar apertado de ambas. Dei minhas felicitações, no abraço tentei passar toda a coragem e entusiasmo que se alojam no meu corpo e fui pega de surpresa por um “eu te amo”, com certeza o mais doloroso.
- Eu também.

Boa sorte na tua carreira, desejo que realizes todos os teus sonhos aí em São Paulo e que essa tua mudança traga sempre o melhor. Agora sim poderei sair pela rua dizendo a todos com todo o orgulho que sinto de ti: Eu amo minha irmã ESTILISTA.
Amo-te.

Inserida por carolinapires

As palavras só saem quando são chutadas de nossa mente. Quando não aguentamos mais.
E então, escrevemos, falamos.Explodimos.

Inserida por carollzp