Epígrafe sobre Fotografia
O fotógrafo, para ser fotógrafo, precisa de uma grande quantidade de humildade e a cada manhã dizer que ele não compreendeu, que ele não é nada, que ele ainda não é fotógrafo, que ele tem de compreender a sociedade, que há muita coisa para aprender, e que tem de refazer tudo que fez.
A única pessoa capaz de determinar o meu sucesso, sou eu mesmo. E ele é medido através de meu sorriso.
O que me levou a ver a vida através das lentes de uma câmera fotográfica foi acreditar que posso transformar projetos idealizadores em sonhos reais. É um árduo processo, porém, o resultado vale muito a pena.
O ser fotógrafo é extraordinário. É ver alem da extensão que nos move na vida.
Sou dedicada a antiga arte da delicadeza dramática da saudade. A ausência da força da ação do tempo suaviza na lente de minha câmera fotográfica.
Os meus trabalhos fotográficos mostram ao mundo, o verdadeiro significado da existência.
O poder está nas coisas mais simples da vida, o amor.
Dentre a vastidão contável de álbuns e fotografias diversas em meu dispositivo móvel, encontrei ao acaso uma foto nossa enquanto procurava perdidamente por outra que realmente precisava. É que me bateu uma criatividade louca de presentear a mulher de minha vida com um porta-retrato feito especialmente pelas minhas mãos, e enquanto passava foto por foto na tentativa de encontrar uma que toque o coração e percebi que todas são de momentos incríveis, uma mais bela que a outra, todas tinham um conjunto absurdo de uma perfeição extraordinária, só porque todas contiam o rosto da mulher que amo com o sorriso sempre tão cheio de vida, vigor e glória, e o mais largo que poderia fazer mesmo já tido vivido tanto sofrimento nessa vida, ela sem dúvidas é a dona do sorriso mais excepcional que já vira desde meu nascimento e que existirá por tempo determinado, mas, pra sempre eternizado nessas e em outras incontáveis fotografias que ainda hão de ocorrer e existir. Incrível o modo de como as fotografias eternizam perpetuamente a formosura e o os sentimentos que nelas habitam, os anos passam e elas permanecem infindavelmente com o momento, a situação, o sentimento, a vida, a juventude e etc. Todos intactos como se fossem congelados, ou melhor, como se tirasse um pouquinho do "tudo" ocorrido e o mantivesse guardado ali mesmo sendo bom ou ruim, isso dependerá da visão dos olhos de quem vê. Creio que quando se tira uma foto, aquele momento é guardado e em seguida torna-se uma lembrança pra quem existe, fazendo com que se torne mais tarde uma herança pra quem ainda virá à existir.
Eu tinha certeza que já não havia mais nenhuma foto sua ou nossa quando juntos estávamos, eu tinha certeza que já tinha conseguido apagar de uma vez por todas as lembranças suas e nossas quando algum dia interligados formos, eu tinha certeza também de que não me lembraria de alguma foto nossa quando andávamos de mão dadas, eu tinha certeza...
Odeio a raça humana e as suas certezas de saberem das coisas que jamais existirá certeza alguma!
E olhando atônita a essa perfeita e maldita fotografia, lembrei-me daquele dia e do começo, estava tudo em ordem, tudo pronto pra receber a total felicidade, nada faltava. Mas a felicidade não é previsível e se existe algo verdadeiramente alegre na felicidade é a imprevisibilidade, aquela sensação de quando vai desembrulhar um presente ganho sem saber o que há por dentro do embrulho.
Muitas das vezes a vida nos entrega embrulhos para abrirmos mesmo sem saber do valor dos presentes escondidos neles, outras vezes bem protegido por camadas e camadas de pacotes ou caixas inúteis, algumas das vezes o tamanho do seu embrulho não diz o seu verdadeiro valor, não se engane, a vida é assim, cheia de surpresas, e é a sua imprevisão que a torna tão misteriosa e ao mesmo tempo incrível.
Nossas famílias, amigos, vizinhos, e até os animais, todos sabiam que tínhamos tudo para sermos felizes e foi por isso que não fomos felizes. Éramos o casal perfeito, com belezas perfeitas, com mãos perfeitas, com famílias perfeitas, com amigos perfeitos, com casas perfeitas e educações perfeitas, era tudo perfeito. Tínhamos tudo e mesmo assim faltava alguma coisa qualquer. Nada é mais tedioso do que a mesmice. Nada é mais cansativo do que ser o exemplar. Nada é mais sem graça do que a perfeição. Nada é mais destruidor do que o previsível.
Foi a certeza da maldita previsão do saber agora sobre amanhã, do que teria amanhã, do que aconteceria amanhã, do que faria amanhã, do que usaria amanhã, do que comeria amanhã, do que fazer depois de amanhã, do que saber a toda hora o que vai acontecer a toda hora...
Foi a certeza de quem éramos, o que éramos, e para onde queríamos ir. E foi por isso que acabamos por ir pra lugar nenhum...
Odeio a raça humana com suas certezas de saberem das coisas que jamais existirá certeza alguma, apenas probabilidade!
Nenhuma relação resiste a certeza e a perfeição.
Tudo estava em perfeita sincronia, éramos o casal perfeito. Nuncahouve um pingo sequer de conflito,.
E foi exatamente assim com perfeição, certeza e sem uma discussão, que nos afastamos. Você disse: "Você é perfeita não há nada de errado, mas tenho que ir", e logo em seguida eu disse: "Você é perfeito não há nada de errado, mas pode ir", nos amamos e nos beijamos pela última vez e percebemos que naquele momento o sentimento estava morrendo na hora certa, estava se afastando no momento perfeito. Até nisso fomos perfeitos.
Agora te olho depois de tantos anos depois e percebo que fizemos o certo na perfeição do que tinha de ser feito. Aquele sorriso juntos só se encontra ali na fotografia, junto consigo também o sentimento e a felicidade, e ficará lá, essa será a ultima lembrança que irei excluir depois de terminar esse texto.
-Hoje entendo que somos perfeitos e certos demais pra aceitarmos algo tão defeituoso e incerto como o amor.
Não sei se as minhas fotografias são boas, mas eu sempre coloco nelas o meu olhar mais afetuoso e a admiração por tudo que a natureza me proporciona.
vrf14
Para capturar a beleza do mundo, basta olhar com os olhos certos e capturar com o coração aberto!
Luana Kaminski
Que esse momento seja uma linda cena.
Quem sabe mesmo um filme de cinema.
Registrado em cada formoso e simples olhar.
De tanto observar acho que vou me embreagar.
Podem falar que de tão rápido é um exagero.
Todavia, quem pode medir algum sentimento.
Pois esse surge de um determinado momento.
Mesmo sendo incipiente vou sem desespero.
Porque a fotografia da retina fica guardado.
Ficando em uma mente de um insano sonhador.
Detalhando cada olhar, cada sorriso até o odor.
Nas minhas narinas sobem com belo cheiro.
Sensível demais diria Vercillo o cantor.
Posto quem sabe uma bela cena de amor.
A menina que visita
Elevadores e templos
Em praias e momentos
Em vista deslumbrante
E desigual
Bah, tu ia?
Bah, ia
Usando cada Giga de sua memória cerebral
Valorizando o real
Para guardar as fotos
Na cabeça
Em prol da imersão
Antes que os tempos a levem de avião
E novos desafios
Surgirão
Do calor nordestino
Ao frio de rachar
Que em transformação
Nunca esqueça
De volta e meia se lembrar
Quando uma pessoa sorri na foto, o sorriso fica ali para a vida toda, indiferente ao que acontece na realidade, que às vezes não nos convida a sorrir.
Fotografar é um abraço de luz. É quando a luz contrasta e envolve. E revela o que não se sabia. Porque a luz mostra. E se consegue deixar para sempre visto, aquilo que muitas vezes passa despercebido ao olhar. Só a fotografia consegue nos mostrar nuances e ângulos mágicos, na exatidão da leveza de duas gramas, assim como um vento, uma brisa, que passa e nunca é a mesma, um segundo de um frame de vida, gravado para o infinito e além, muito além do que se pode sonhar.
06.07.2023
As vezes eu vejo a luz, As vezes a luz me vê, e as vezes a gente existe junto na luz das coisas.
Fotografia é coisa séria,
Através das luzes e sombras das fotos do passado , espelhamos nossa bela imperfeicao, essência e percepção do que achamos do mundo e do outro,
Cada um tem uma ideia de si
O resto é sobre a beleza e a sombra de quem te observa
Eu,
As vezes vejo a luz, As vezes a luz me vê, e as vezes a gente existe junto no reflexo das fotos e na ideia do que eu percebo de mim no outro.
