Entrega
Quem se entrega a Deus com plena confiança experimenta a graça viva do Pai Celestial - um Deus que ouve, responde e age com misericórdia, revelando um relacionamento pessoal que transforma e edifica.
Coragem não é a ausência de medo, mas a escolha firme de confiar em Deus. É na entrega confiante que encontramos forças para seguir em frente, sustentados por Sua graça e fortalecidos por Seu poder.
A injustiça sofrida pode ser o ponto de partida para uma vida de oração constante e uma entrega plena a um Deus poderoso, capaz de transformar todas as circunstâncias.
Quem se entrega à murmuração, muitas vezes sem perceber, fecha as portas que a declaração de fé teria poder de abrir.
Faça o humilde chorar,
que DEUS te entrega nas mãos do soberbo,
pra você aprender o quanto dói a sua graça.
Quando uma pessoa nasce com uma determinada missão, Deus envia um anjo guardião que lhe entrega uma armadura e armas e diz: - Vai e segue que a batalha é grande e árdua, mas a tua vitória será certa!
Deus é o arquiteto do mundo e nos entrega ao nascer a planta que tem o projeto de nossas vidas e nossas almas são apenas os alicerces...
Quebra-cabeça do caos
"Artista é todo ser humano
que não se entrega ao desânimo
que segue firme seu plano
na luta pra sobreviver."
Artista é uma criança
que se apega à esperança
na arte de reconstruir
o quebra-cabeça do caos
nunca pensa em desistir.
e quando chega bem perto
da última peça montar
num ato lúcido e esperto
derruba sua pirâmide
pra de novo começar.
DESFILIAÇÃO & ENTREGA
(Entregar ao universo. Abrir mão... Desapegar)
Processo do entregar...
Começou!
Não serve, descarte!
entregue!
Deixe que outro assuma.
Melhor:
__ Assuma-se!
Esse outro que não é seu,
Que é dele mesmo:
__ Vá a seu próprio encontro! Então,
• Desligue-se,
• Desprenda-se,
• Desfilie-se!
Amém.
Assim seja!
(2017)
Quem se entrega à devoção verdadeira encontra na Eucaristia o alimento da alma e na cruz de Cristo a força para superar qualquer provação.
O evangelho não é uma religião, mas um chamado à verdade, à entrega e à comunhão com Deus, sem intermediários, apenas pela fé em Jesus Cristo.
A verdadeira riqueza não está no que acumulamos, mas na entrega total a Deus, pois só os que se esvaziam de si mesmos podem ser preenchidos pela graça divina.
O desapego do mundo e a entrega a Deus não nos empobrecem, mas nos elevam, pois só os que dependem d'Ele conhecem a verdadeira plenitude.
Degraus da Vaidade
A vida é feita em degraus,
e cada degrau, uma entrega.
Subimos com esperança,
mas a escada é feita de brumas.
O primeiro degrau brilha com sabedoria,
mas logo aprendemos que saber não salva.
O tolo e o sábio partilham o mesmo pó,
e o tempo apaga ambos os nomes.
No segundo degrau, plantamos com suor,
mas a colheita, por vezes, vai às mãos de estranhos.
O herdeiro não labutou,
mas ceifa o que não semeou.
O terceiro é o do propósito —
mas há planos que não nos pertencem.
O Altíssimo ri dos acúmulos dos ímpios,
que servem, sem saber, aos justos.
O quarto degrau é o sucesso,
espelho dos olhos alheios.
Corremos por glórias vazias,
esquecendo que pó não segura troféus.
O quinto degrau é o da solidão dourada:
o homem que junta, mas não se alegra,
sem mãos que lhe toquem o ombro,
sem olhos que o chamem de irmão.
O sexto é a coroa da fama,
que brilha até o trono se esvaziar.
O povo esquece o nome do rei,
e suas obras morrem com seu eco.
O sétimo é o ouro que nunca basta.
Quem ama a moeda,
nunca ama o bastante.
A alma faminta não se farta com cifrões.
O oitavo é a cobiça —
o desejo de sempre mais.
Mas o que se contenta com pouco
já possui o que o mundo inteiro busca.
O nono é o riso sem alma,
o som dos espinhos queimando em vão.
O tolo se diverte com fumaça,
e não percebe a cinza que resta.
O décimo é o louvor aos perversos:
morrem os maus,
e recebem flores da mesma cidade
que sofreram por seus feitos.
E assim subimos os degraus,
cada um ensinando o peso da vaidade.
Mas mesmo em meio ao vazio,
há sabedoria para quem escuta.
Pois o homem sábio
não nega os degraus,
mas sobe por eles
com olhos no alto —
onde não há vaidade,
só eternidade.
