Entre Tantas Pessoas
"Necessitamos de seriedade e devemos deixar de lado tantas tolices que existem por aí no pseudo-esoterismo e no pseudo-ocultismo barato.É preciso saber ser sério! É preciso saber mudar se de verdade queremos triunfar no verdadeiro trabalho esotérico."
Me importei com tantas coisas inúteis, fragmentos da tal saudade, dor corrompida pelo meu coração afetivo. Queria eu ter esquecido tudo que já passei de ruim, queria eu ter esquecido de esquecer. Queria continuar sendo o que fui há milênios atrás. Eu sinto que estou me afastando, me distanciando, me limitando.
Soneto de Amizade:
Depois de tantas tentativas
Nos encontramos em uma linha
Algo que surge como uma raiz
Que cresce e vira amizade
Enfim, os momentos são preciosos
É preciso saber que a preciosidade é importante
Porque uma amizade é a chave de uma vida
Sem ela, o ser vivo não existe
A amizade é tudo em nossas vidas
Sem elas, tudo vira lágrimas e poço
Porque elas definem muita coisa nas nossas vidas
A definição de amigo: alguém que te ajuda, te dá conselhos
Isso que transforma a verdadeira amizade
A conexão pode ser tão grande, que pode ser um o espelho do outro
Hoje, eu decido voltar para mim.
Depois de tantas esperas, silêncios e gestos que nunca vieram,
hoje eu paro de procurar fora o que sempre mereci dentro:
respeito, presença, delicadeza, reciprocidade.
Fui ficando em silêncio por medo de perder,
quando, na verdade, eu estava me perdendo.
A cada não dito, a cada gesto ignorado,
a cada vez que eu quis ligar — e não pude —
um pedacinho meu ficava mais longe de mim.
Mas agora, não mais.
Não é que eu deixei de amar.
É que comecei a me amar também.
E isso muda tudo.
Percebi que o que me machuca não é a ausência de lembrancas fisicas.
É a ausência de significado por trás disso.
É a ausência de presença.
É a ausência de mim na vida de alguém que esteve inteiro na minha.
Eu me entreguei. Me doei.
Esperei sinais, aceitei migalhas, li entrelinhas.
Mas agora, eu leio meu próprio coração.
E ele grita por mim.
Hoje, eu volto para mim.
Para a mulher que cuida, que sente, que merece ser cuidada também.
Para a mulher que não quer viver de "quases",
mas de inteiros.
Se alguém não sabe me amar, tudo bem.
Eu sei.
E vou recomeçar — daqui, de dentro, com calma e verdade.
Porque eu sou minha. E isso… basta.
Hoje, eu volto para mim.
E não me deixo mais sozinha.
No jardim do tempo, há flores raras,
E entre tantas, te encontrei,
Doce encanto, brisa clara,
Meu destino, minha lei.
Seja estrela na minha estrada,
Sol que aquece sem tardar,
Que esse sentimento -AMOR- seja jornada,
E jamais deixe de brilhar.
Tantas vezes eu soltei foguete, imaginando que você já vinha. Ficava cá no meu canto, calada, ouvindo a barulheira que a saudade tinha.
SINAIS
Reparar no mundo...
Ler nos seus sinais
As tantas igrejas
Cheias de vitrais...
Reparar no humano...
Os seres digitais
Quanta exposição!
Somos só mortais...
Numa efervescência...
De coisas tão banais
Em bilhões de selfies
Nas poses sensuais...
Mas já não se perca!
Ache os seus ideais
Cole as boas ações
Todas nos murais...
Volto à natureza...
E seus elementais
Há tanta pureza
Feita de portais...
Os maiores gestos...
São substanciais
Os melhores méritos
A quem for capaz...
Quem tem seus valores?
Guarde-os bem mais
Quem tem suas cores?
Mostre-as como tais
Quem tem suas dores?
Trate-as são vitais
Quem tem seus amores
Ame-os mais em mais...
(SINAIS - Edilon Moreira, Agosto/2016)
A verdade é que a liberdade assusta. Exige coragem. E, tantas vezes, é mais fácil vestir uma máscara do que enfrentar o desconforto de viver com autenticidade.
Acabamos por nos habituar à prisão confortável que construímos. Chamamos-lhe estabilidade.
Queremos ser tantas coisas, mas já parou para observar as formigas?
A semelhança é grande.
Trabalhamos o dia todo, vez ou outra nos reunimos com amigos e voltamos para o lar.
A existência é fundamental, vamos conquistando alguns objetivos, por vezes o cérebro esquizofrenoide se sobressai!
Alguns gostam de toques, outros nem tanto, mas ainda assim a superioridade parece gigante; somos formigas com uma malícia aguçada, e uma capacidade nata de sobrevivência, há superioridade, falta evolução.
A Voz
O Andarilho carregava o peso de tantas críticas que já não conseguia ouvir sua própria vontade. Um dia, sentado à beira da estrada, decidiu ficar em silêncio. Foi nesse silêncio que escutou a voz que importava: a dele. Levantou-se mais leve, sabendo que seguir seus passos, mesmo incertos, era melhor do que viver preso nos sonhos dos outros.
O meu entendimento tem alguma dificuldade em compreender o motivo de existirem atualmente tantas recriações históricas referentes à Idade Média no Alentejo e um pouco por todo o país. Provavelmente muitos dos seus figurantes e intervenientes não sabem que foi um dos períodos mais negros da nossa história, pois além dos trajes característicos da época e de alguns brandos costumes que nos são apresentados nos eventos, queimava-se gente viva e o povo fazia disso uma festa. Milhares de inocentes foram condenados à morte por tudo e por nada, por invejas, por supostas bruxarias, por maldade ou por perseguições políticas. Os doentes e os loucos eram enjaulados e muitos outros ainda foram vendidos como escravos para África, para a Índia e para o Brasil. Foi esta a nossa idade das trevas onde o medo e a ignorância condenaram muitos portugueses desse tempo a uma escravidão permanente sob a égide de tiranias religiosas e de macabras ostentações senhoriais. Hoje evocam-se esses tempos com orgulho um pouco por todo o lado em feiras, em festas e em tudo o que faça parecer bonito o que de bonito tem muito pouco. Será que não houve um período da nossa história que pudemos evocar os avanços das ideias que nos tornaram mais livres e mais conscientes do nosso papel como agentes transformadores de um mundo melhor? Que legado queremos deixar aos nossos filhos e às novas gerações?
É A ULTIMA
Nós já nos despedimos tantas vezes, mas sejamos sinceros, nenhum dos dois sabe como ir embora.
Porque por mais que a gente diga adeus, o coração insiste em ficar, quieto, só esperando um sinal pra voltar.
Eu tento seguir, você finge esquecer, mas a verdade é que tem amor que nem os erros apagam.
é como se a gente tivesse criado um mundo só nosso, com códigos, lembranças, piadas internas, memes e promessas que a gente nunca teve coragem de cumprir.
E toda vez que eu digo "é a última", é só mais uma tentativa de me convencer de algo que eu não acredito.
No fundo, eu sei: tem sentimentos que a gente não escolhe, só sente.
E quando é assim, nem a distância consegue arrancar da alma. Porque quem foi abrigo, nunca vira rua.
Se você for atirar pedras em mim,
Mire para não errar.
Já atiraram tantas pedras em mim que eu nem as sinto mais.
Mas me tornei um grande construtor.
Porque com cada pedra que atiraram em mim, eu pavimentei meus caminhos, as estradas que percorri. Se você atirar sua pedra em mim, será apenas mais uma que colocarei na calçada da minha vida...
Pedras
Minha vida
Minha vida tem tantas portas...
Tem vias retas... tem vias tortas.
Toda manhã ao sol nascer...
Posso qual delas quero trilhar...
tranquilamente escolher.
Vou seguindo nesse espaço infinito.
Quero fazer que meus dias sejam bonitos.
Tenho força, tenho fé...
Num futuro leve e cheio de paz acredito.
Mas...
Lá vem as nuvens devagarinho...
Fazendo sombras pelo meu caminho.
Tenho toda a força do mundo...
Mas o mundo tem-me feito um frio vagabundo.
Luto.
Minha vida tem tantas portas...
Tem vias retas... tem vias tortas.
Toda manhã ao sol nascer...
qual delas quero trilhar...
tranquilamente posso escolher.
Vou seguindo nesse espaço infinito.
Num compasso tão bonito...
Dois pra cá... dois pra lá...
Fazendo meus dias formosos.
Gravando na alma tudo em que acredito...
Tenho força, tenho entusiasmo, tenho ânimo...
Tenho fé... acima de tudo
Um futuro leve e cheio de paz.
Para qualquer dor, tenho um escudo.
Todavia...
As vias nem sempre como quero se desenham...
Apesar de todo meu empenho...
Lá vem nuvens pesadas devagarinho...
Seu intuito: fazer sombras pelo meu caminho.
Tenho toda a força do mundo...
Luto... esmurro... grito... rujo como um leão...
Mas o mundo tem-me feito muitas vezes um frio e insensível vagabundo.
Luto, sim... mas, às vezes, esmorece meu coração.
E tá tudo bem 😉
O mundo tem tantas aventuras fudidas por ai, e pra lhe ser sincero a maior das aventuras que vivi foi ter te conhecido.
Tantas duvidas.
E eu já ouvi falar muito de ti.
De quanto fez milagres, de quanto orou por quem o chamou.
E se eu não chamasse?
E se eu não ouvisse?
Se eu me recusa-se?
Se eu não soubesse?
Quem tu és? 2x
Se eu não reflete-se a imagem semelhança (do teu amor. ) 2x
Eu sei que sentiria você Jesus.
Pois quando as nuvens cobrem o céu que já se esconde.
Você quem abre as portas para o sol sair.
Diante da presença, desmancho as respostas mais felizes que é ser parte de ti, senhor Jesus.
A loucura do homem é tão profunda que só uma dedução de um remédio pode curá-lo. Mesmo com tantas incertezas, a esperança vem para lembrar que há sempre uma saída, mesmo que seja a mais improvável.
Marcos romântico humorista do Brasil
😆😆
O novo remédio para sedução tem o efeito de deslumbrar aqueles que são seduzidos e fazer os outros retirarem a mão. Com seu poder encantador, ele atrai as pessoas para um mundo de emoções e desejos intensos. Seu encanto é tão grande que é difícil resistir à sua magia.
Ao longo da minha vida, tive tantas mães que precisei criar um conceito próprio para entender e aceitar que "mãe é mãe". Há mães que assumem o papel de pai, pais que desempenham o papel de mãe, e mães que nunca tiveram filhos, mas dedicam suas vidas a cuidar dos filhos de outras mães que não puderam ou não souberam cuidar.
Existem mães tão mães, mas tão mães, que transcendem os limites do que é biológico ou esperado. Elas não apenas cuidam de seus próprios filhos, mas também acolhem e criam filhos de outras pessoas com o mesmo amor e dedicação.
O conceito de mãe, para mim, é algo difícil de contextualizar em um universo onde a maternidade é tão complexa, moldada pelas vivências únicas de cada pessoa. Com o passar do tempo, percebi que ser mãe não é apenas um papel imposto, mas uma construção viva, que se transforma com as experiências, os afetos e os desafios.
Ainda hoje, ao ouvir a palavra "mãe", me esforço para compreender o significado que ela carrega. E, curiosamente, é mais fácil entender as diferentes formas de maternidade que as pessoas constroem em seus universos do que fazê-las compreender a minha visão, moldada pelas muitas mães que tive — ou pela ausência de todas elas.
Novembro de 2024
